{"id":417053,"date":"2026-06-14T03:36:14","date_gmt":"2026-06-14T03:36:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/417053\/"},"modified":"2026-06-14T03:36:14","modified_gmt":"2026-06-14T03:36:14","slug":"apenas-1-em-cada-4-cacas-f-35-esta-plenamente-apto-para-todas-as-missoes-aponta-gao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/417053\/","title":{"rendered":"Apenas 1 em cada 4 ca\u00e7as F-35 est\u00e1 plenamente apto para todas as miss\u00f5es, aponta GAO"},"content":{"rendered":"<p>        O GAO afirma que a taxa Full Mission Capable \u2014 FMC, isto \u00e9, o percentual de tempo em que os F-35 podem cumprir todas as miss\u00f5es atribu\u00eddas, caiu de 38% para 25% entre os anos fiscais de 2021 e 2025<\/p>\n<p>Um <strong><a href=\"https:\/\/www.aereo.jor.br\/wp-content\/uploads\/\/2026\/06\/GAO-F-35.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">novo relat\u00f3rio<\/a><\/strong> do Government Accountability Office (GAO), \u00f3rg\u00e3o de auditoria do Congresso dos Estados Unidos, aponta que o programa F-35 continua enfrentando desafios persistentes de sustenta\u00e7\u00e3o, com queda significativa nos \u00edndices de prontid\u00e3o operacional e aumento dos custos de manuten\u00e7\u00e3o e apoio da frota.<\/p>\n<p>O documento, publicado em junho de 2026, afirma que os custos de sustenta\u00e7\u00e3o do F-35 seguem em alta desde 2021, enquanto o desempenho da frota vem piorando. Segundo o GAO, a taxa de aeronaves capazes de cumprir ao menos uma de suas miss\u00f5es caiu de 67% para 44% entre os anos fiscais de 2021 e 2025. No mesmo per\u00edodo, a taxa de aeronaves plenamente capazes de cumprir todas as miss\u00f5es atribu\u00eddas caiu de 38% para 25%.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio descreve o F-35 como o sistema de armas mais caro do Departamento de Defesa dos Estados Unidos. O custo de sustenta\u00e7\u00e3o ao longo da vida \u00fatil do programa, apenas para a frota norte-americana, \u00e9 estimado em US$ 1,6 trilh\u00e3o at\u00e9 2088. Atualmente, os EUA operam mais de 800 aeronaves F-35 e planejam adquirir cerca de 1.700 unidades adicionais at\u00e9 meados da d\u00e9cada de 2040.<\/p>\n<p>De acordo com o GAO, o F-35 permanece essencial para as opera\u00e7\u00f5es de combate e para a defesa territorial dos Estados Unidos, mas o sistema de suporte do programa n\u00e3o tem conseguido acompanhar o crescimento da frota. O relat\u00f3rio aponta que problemas recorrentes, como a falta de pe\u00e7as sobressalentes, limita\u00e7\u00f5es na capacidade industrial, depend\u00eancia excessiva de contratados, dificuldades nos reparos de dep\u00f3sitos e falta de dados t\u00e9cnicos, continuam prejudicando a prontid\u00e3o das aeronaves.<\/p>\n<p>Em resposta a esses problemas, o Joint Program Office (JPO), respons\u00e1vel pelo programa F-35, atualizou sua estrat\u00e9gia de sustenta\u00e7\u00e3o, em uma iniciativa chamada Global Support Solution Reset, ou GSS Reset. O plano busca corrigir defici\u00eancias hist\u00f3ricas na cadeia de suprimentos, ampliar os estoques de pe\u00e7as, acelerar os reparos, melhorar as pr\u00e1ticas de manuten\u00e7\u00e3o e reduzir o tempo em que as aeronaves permanecem indispon\u00edveis.<\/p>\n<p>O GAO afirma que o GSS Reset \u00e9 um passo positivo, mas alerta que o plano exigir\u00e1 cerca de US$ 13,7 bilh\u00f5es adicionais at\u00e9 o ano fiscal de 2031. Desse total, mais de US$ 7 bilh\u00f5es dever\u00e3o ser destinados \u00e0 compra de pe\u00e7as sobressalentes e outros materiais. O problema, segundo a auditoria, \u00e9 que o programa continuar\u00e1 dependente da capacidade da ind\u00fastria privada para entregar esses componentes, em um momento em que gargalos persistem em itens considerados cr\u00edticos.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/F-35-manutencao.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-168312 aligncenter\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/F-35-manutencao.jpeg\" alt=\"\" width=\"1280\" height=\"852\"  \/><\/a><\/p>\n<p>Entre as pe\u00e7as com restri\u00e7\u00f5es de capacidade industrial est\u00e3o componentes que j\u00e1 figuram entre os principais respons\u00e1veis por deixar aeronaves fora de servi\u00e7o. O relat\u00f3rio cita ainda que os desafios de sustenta\u00e7\u00e3o tendem a se agravar \u00e0 medida que mais F-35 entram em opera\u00e7\u00e3o e que aeronaves mais antigas passam a exigir um volume maior de manuten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O GAO tamb\u00e9m destaca problemas de corros\u00e3o e dificuldades relacionadas ao acesso a dados t\u00e9cnicos. Segundo o relat\u00f3rio, a falta de dados t\u00e9cnicos adequados limita a capacidade de militares e equipes governamentais realizarem determinados reparos sem apoio direto dos contratados. Essa depend\u00eancia afeta especialmente a capacidade de manuten\u00e7\u00e3o em ambientes operacionais avan\u00e7ados ou contestados.<\/p>\n<p>Outro ponto cr\u00edtico \u00e9 a gest\u00e3o financeira do programa. O relat\u00f3rio afirma que defici\u00eancias de longa data impedem o Departamento de Defesa de contabilizar plenamente pe\u00e7as sobressalentes do F-35 e seus respectivos custos. Para o GAO, esse problema amea\u00e7a tanto o GSS Reset quanto a transi\u00e7\u00e3o prevista para um fundo rotativo de capital de trabalho, mecanismo que permitiria ao governo gerenciar de forma mais eficiente estoques e aquisi\u00e7\u00f5es de pe\u00e7as.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio tamb\u00e9m questiona a forma como o programa tem usado incentivos contratuais para melhorar o desempenho da sustenta\u00e7\u00e3o. Segundo o GAO, o JPO pagou taxas de incentivo a contratados mesmo quando os resultados obtidos n\u00e3o estavam alinhados \u00e0s necessidades das For\u00e7as Armadas. A auditoria alerta que, sem mudan\u00e7as, o governo corre o risco de continuar recompensando desempenhos que n\u00e3o contribuem efetivamente para atingir as metas de prontid\u00e3o.<\/p>\n<p>O GAO aponta ainda que, em alguns casos, os requisitos m\u00ednimos para que contratados recebessem incentivos financeiros eram inferiores \u00e0s metas de prontid\u00e3o exigidas pelas For\u00e7as Armadas. Isso significa que empresas poderiam receber pagamentos adicionais mesmo quando a frota continuava abaixo dos n\u00edveis considerados necess\u00e1rios pelos operadores.<\/p>\n<p>A auditoria faz tr\u00eas recomenda\u00e7\u00f5es principais ao Departamento de Defesa. A primeira \u00e9 que o programa desenvolva planos formais de mitiga\u00e7\u00e3o de riscos para o GSS Reset, incluindo riscos ligados a dados t\u00e9cnicos, capacidade industrial, custos e alinhamento com as necessidades das For\u00e7as Armadas. A segunda \u00e9 que os futuros contratos de sustenta\u00e7\u00e3o usem incentivos mais eficazes para alcan\u00e7ar os n\u00edveis de desempenho desejados. A terceira \u00e9 que o Departamento de Defesa implemente sistemas e controles para registrar corretamente m\u00e9tricas, pagamentos e altera\u00e7\u00f5es contratuais ligadas a taxas de incentivo.<\/p>\n<p>O Departamento de Defesa n\u00e3o apresentou coment\u00e1rios formais antes da publica\u00e7\u00e3o do relat\u00f3rio, mas indicou em coment\u00e1rios preliminares que concorda com as recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio refor\u00e7a uma preocupa\u00e7\u00e3o recorrente no programa F-35: embora a aeronave seja considerada central para o poder a\u00e9reo dos Estados Unidos e de seus aliados, sua opera\u00e7\u00e3o em larga escala continua limitada por custos elevados, baixa disponibilidade e uma cadeia de sustenta\u00e7\u00e3o ainda incapaz de atender plenamente \u00e0s exig\u00eancias da frota.<\/p>\n<p>Para o GAO, sem planos formais de mitiga\u00e7\u00e3o de risco, melhor controle financeiro e contratos mais alinhados a resultados de prontid\u00e3o, o F-35 poder\u00e1 continuar entregando menos disponibilidade do que o esperado, mesmo com novos aportes bilion\u00e1rios destinados \u00e0 sustenta\u00e7\u00e3o.\u25a0<\/p>\n<p>\t\tPost navigation<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O GAO afirma que a taxa Full Mission Capable \u2014 FMC, isto \u00e9, o percentual de tempo em&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":417054,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,14692,89,90,7526,68159,68160,46262,32,28243,33,68161],"class_list":["post-417053","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-caca","tag-economy","tag-empresas","tag-f-35","tag-gao","tag-jpo","tag-manutencao","tag-portugal","tag-prontidao","tag-pt","tag-sustentacao"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116746373851908403","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417053","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=417053"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417053\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/417054"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=417053"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=417053"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=417053"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}