{"id":417583,"date":"2026-06-14T16:36:08","date_gmt":"2026-06-14T16:36:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/417583\/"},"modified":"2026-06-14T16:36:08","modified_gmt":"2026-06-14T16:36:08","slug":"estudo-revela-que-corpo-humano-absorve-apenas-parte-dos-minerais-presentes-em-castanhas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/417583\/","title":{"rendered":"Estudo revela que corpo humano absorve apenas parte dos minerais presentes em castanhas"},"content":{"rendered":"<p>Consumir alimentos conhecidos por seu alto valor nutricional, como a castanha-do-par\u00e1 e a castanha-de-caju, \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o comum para quem busca uma dieta equilibrada. No entanto, um estudo recente conduzido na Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) traz um alerta importante: a quantidade total de minerais presente no alimento n\u00e3o equivale necessariamente ao que o organismo consegue efetivamente aproveitar. A pesquisa, que contou com o apoio da FAPESP, investigou a bioacessibilidade desses nutrientes, revelando que o processo digestivo \u00e9 um filtro mais seletivo do que se imagina.<\/p>\n<p>A ci\u00eancia por tr\u00e1s da bioacessibilidade<\/p>\n<p>O conceito central do trabalho, publicado na revista Qu\u00edmica Nova, \u00e9 a bioacessibilidade. Diferente da concentra\u00e7\u00e3o total, que mede apenas quanto de um mineral existe na amostra bruta, a bioacessibilidade indica a fra\u00e7\u00e3o do nutriente que \u00e9 liberada durante a digest\u00e3o e, portanto, fica dispon\u00edvel para ser absorvida pelo intestino. Para chegar a essas conclus\u00f5es, a equipe coordenada pelo professor Angerson Nogueira do Nascimento utilizou modelos laboratoriais que simulam com precis\u00e3o as condi\u00e7\u00f5es do sistema digestivo humano, incluindo varia\u00e7\u00f5es de pH, agita\u00e7\u00e3o, temperatura e a presen\u00e7a de enzimas espec\u00edficas.<\/p>\n<p>O estudo focou em quatro minerais essenciais: cobre, magn\u00e9sio, mangan\u00eas e zinco. Cada um desempenha pap\u00e9is vitais no corpo, desde a manuten\u00e7\u00e3o do sistema imunol\u00f3gico e cicatriza\u00e7\u00e3o at\u00e9 a sa\u00fade \u00f3ssea e a produ\u00e7\u00e3o de energia. A parceria entre o grupo da Unifesp e o Instituto de Ci\u00eancias Ambientais, Qu\u00edmicas e Farmac\u00eauticas (ICAQF), em Diadema, buscou justamente entender como esses elementos se comportam diante da complexidade do trato gastrointestinal.<\/p>\n<p>Resultados revelam limites na absor\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Os dados obtidos pelos pesquisadores demonstram que, embora as castanhas sejam fontes ricas, a taxa de aproveitamento \u00e9 limitada. Na castanha-de-caju, por exemplo, cerca de 56% do cobre e 52% do magn\u00e9sio mostraram-se bioacess\u00edveis. J\u00e1 na castanha-do-par\u00e1, os valores foram de 50% para o cobre e 28% para o magn\u00e9sio. Um ponto que chamou a aten\u00e7\u00e3o dos cientistas foi que, para o mangan\u00eas e o zinco, as quantidades liberadas ficaram abaixo do limite de detec\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica instrumental utilizada, sugerindo uma disponibilidade ainda mais restrita.<\/p>\n<p>\u00c9 fundamental distinguir esse processo da biodisponibilidade. Enquanto a bioacessibilidade avalia a libera\u00e7\u00e3o do nutriente no trato digestivo, a biodisponibilidade \u00e9 um conceito mais amplo, que engloba tamb\u00e9m a absor\u00e7\u00e3o real, o metabolismo e a excre\u00e7\u00e3o. Estudos de biodisponibilidade s\u00e3o mais complexos e exigem testes em seres humanos ou animais, o que demanda aprova\u00e7\u00f5es \u00e9ticas rigorosas e um volume maior de recursos financeiros.<\/p>\n<p>O papel das castanhas na dieta equilibrada<\/p>\n<p>A conclus\u00e3o dos pesquisadores n\u00e3o \u00e9 a de que as castanhas perderam seu status de alimento saud\u00e1vel, mas sim que o valor nutricional deve ser interpretado com cautela. O professor Angerson Nogueira do Nascimento refor\u00e7a que o valor nutricional n\u00e3o deve se restringir \u00e0 an\u00e1lise da concentra\u00e7\u00e3o total de nutrientes em um alimento. Em vez disso, \u00e9 preciso considerar como esses elementos interagem com o ambiente digestivo para estimar o real benef\u00edcio para a sa\u00fade.<\/p>\n<p>Dessa forma, as oleaginosas devem ser vistas como componentes complementares em uma dieta diversificada, e n\u00e3o como fontes exclusivas ou milagrosas de minerais. A variedade alimentar continua sendo a estrat\u00e9gia mais eficaz para garantir que o organismo obtenha todos os nutrientes necess\u00e1rios, compensando as varia\u00e7\u00f5es naturais de absor\u00e7\u00e3o que ocorrem durante a digest\u00e3o. Para mais informa\u00e7\u00f5es sobre ci\u00eancia, sa\u00fade e comportamento, continue acompanhando o <b>Fato Paulista<\/b>, seu portal de refer\u00eancia em not\u00edcias com credibilidade e profundidade.<\/p>\n<p>Para conferir detalhes t\u00e9cnicos sobre a pesquisa, acesse o <a href=\"https:\/\/www.agenciasp.sp.gov.br\/corpo-aproveita-pouco-minerais-castanhas\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estudo original na Ag\u00eancia FAPESP<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Consumir alimentos conhecidos por seu alto valor nutricional, como a castanha-do-par\u00e1 e a castanha-de-caju, \u00e9 uma recomenda\u00e7\u00e3o comum&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":417584,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[2950,109,25148,1347,116,39847,1863,1348,32,33,9091,117,3062],"class_list":["post-417583","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-alimento","tag-ciencia","tag-digestao","tag-estudo","tag-health","tag-minerais","tag-nutricao","tag-pesquisa","tag-portugal","tag-pt","tag-quimica","tag-saude","tag-universidade"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116749440612611608","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417583","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=417583"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417583\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/417584"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=417583"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=417583"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=417583"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}