{"id":417705,"date":"2026-06-14T18:37:21","date_gmt":"2026-06-14T18:37:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/417705\/"},"modified":"2026-06-14T18:37:21","modified_gmt":"2026-06-14T18:37:21","slug":"a-noite-enormes-predadores-vagueiam-pelas-ruas-destas-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/417705\/","title":{"rendered":"\u00c0 noite, enormes predadores vagueiam pelas ruas destas cidades"},"content":{"rendered":"<p>                Hienas devoradoras de ossos limpam as ruas urbanas na Eti\u00f3pia<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">Todas as noites, Abbas Yusuf atravessa as antigas muralhas da cidade sagrada de Harar, na Eti\u00f3pia, e come\u00e7a a chamar os animais pelo nome.<\/p>\n<p>Kamariya, \u201ccomo a lua\u201d. Chaltu, \u201crefinada\u201d. E a sua favorita, Jarjaraa, \u201ca apressada\u201d.<\/p>\n<p>Uma hiena-malhada sai da escurid\u00e3o e pega numa tira de carne de um pau que ele segura entre os dentes.<\/p>\n<p>Para Abbas, estes carn\u00edvoros s\u00e3o visitantes bem-vindos. \u201cEu preparo a carne\u201d, diz, na sua l\u00edngua nativa, o oromo. \u201cE os convidados que chegam, cuido deles e despe\u00e7o-me deles em paz\u201d.<\/p>\n<p>Abbas Yusuf \u00e9 um dos \u00faltimos \u201chomens-hiena\u201d de Harar, mantendo a tradi\u00e7\u00e3o de alimentar um dos predadores mais temidos de \u00c1frica, mesmo dentro da sua casa.<\/p>\n<p>Tornou-se uma esp\u00e9cie de atra\u00e7\u00e3o, com visitantes a pagarem para ver as refei\u00e7\u00f5es noturnas e tirarem fotos de perto com os animais selvagens.<\/p>\n<p>Ca\u00e7adoras noturnas com um \u201criso\u201d que soa sinistro, as hienas ganharam reputa\u00e7\u00e3o mundial como as vil\u00e3s da savana. Mas na Eti\u00f3pia, novas investiga\u00e7\u00f5es sugerem que as hienas poderiam ajudar a resolver o problema dos res\u00edduos urbanos do pa\u00eds, melhorar a sa\u00fade p\u00fablica e at\u00e9 mesmo ajudar na luta contra as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1781462240_790_f_webp.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Hienas-malhadas re\u00fanem-se num aterro sanit\u00e1rio nos arredores de Harar, onde v\u00eam para se alimentar de restos. (Marcus Baynes-Rock) <\/p>\n<p>Recolhedores de res\u00edduos que comem ossos <\/p>\n<p>A norte de Harar, em Mekelle, capital da regi\u00e3o de Tigray, o especialista em ecologia da vida selvagem Gidey Yirga estuda hienas urbanas h\u00e1 mais de 15 anos.<\/p>\n<p>Yirga explica que as hienas t\u00eam um \u201ccomportamento muito flex\u00edvel\u201d: vivendo em <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2022\/06\/12\/world\/female-animals-sexual-behavior-bitch-scn\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">grandes sociedades matriarcais<\/a>, ca\u00e7am e criam frequentemente as suas crias de forma cooperativa. S\u00e3o predadores formid\u00e1veis e podem recorrer \u00e0 necrofagia quando surge a oportunidade.<\/p>\n<p>\u00c0 medida que \u00c1frica se torna cada vez mais urbana, as hienas e outros animais selvagens aproximam-se da vida humana, especialmente dos aterros sanit\u00e1rios. Quando a noite cai em Mekelle, as hienas selvagens \u201cdeslocam-se\u201d das suas tocas subterr\u00e2neas nos arredores para os <a href=\"https:\/\/connectsci.au\/wr\/article-abstract\/42\/7\/563\/40635\/Spotted-hyena-Crocuta-crocuta-concentrate-around\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aterros da cidade.<\/a><\/p>\n<p>Um <a href=\"https:\/\/besjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/10.1002\/2688-8319.70223\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo recente<\/a> liderado por Gidey Yirga na Universidade de Sheffield e na Universidade de Mekelle descobriu que os necr\u00f3fagos urbanos em Mekelle &#8211; desde hienas a abutres e c\u00e3es vadios &#8211; processam quase 5 mil toneladas m\u00e9tricas de res\u00edduos org\u00e2nicos por ano, poupando \u00e0 C\u00e2mara Municipal 100 mil d\u00f3lares em custos de elimina\u00e7\u00e3o de res\u00edduos. As hienas-malhadas fazem 90% do trabalho.<\/p>\n<p>Numa cidade com uma recolha de res\u00edduos irregular, os seus servi\u00e7os de limpeza reduzem as emiss\u00f5es de carbono resultantes da decomposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos org\u00e2nicos e reciclam os nutrientes da carne que sobrou e que, de outra forma, apodreceria nas bermas das estradas. De acordo com <a href=\"https:\/\/besjournals.onlinelibrary.wiley.com\/doi\/full\/10.1111\/1365-2664.14024\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">outro estudo<\/a> de Gidey Yirga, elas tamb\u00e9m impedem a propaga\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as mortais como o antraz e a tuberculose bovina.<\/p>\n<p>Estes \u201cservi\u00e7os ecossist\u00e9micos\u201d s\u00e3o bem recebidos pelos residentes, com 72% das mais de 400 fam\u00edlias entrevistadas pelos investigadores a considerarem as hienas e outros necr\u00f3fagos como ben\u00e9ficos.<\/p>\n<p>\u201cOs necr\u00f3fagos urbanos beneficiam dos res\u00edduos que os residentes deitam fora, e os residentes locais beneficiam dos servi\u00e7os de limpeza de res\u00edduos prestados por estas esp\u00e9cies\u201d, diz Gidey Yirga \u00e0 CNN. \u201c\u00c9 uma intera\u00e7\u00e3o mutualista\u201d.<\/p>\n<p>Gidey Yirga explica que, embora a coexist\u00eancia seja geralmente pac\u00edfica, a guerra de Tigray de 2020-2022 tensionou a rela\u00e7\u00e3o: como as hienas tinham menos para se alimentar, as que se encontravam perto dos locais de combate <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC11850440\/#ece370920-bib-0046\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ca\u00e7avam mais gado<\/a> e alimentavam-se de restos mortais humanos. Muitas pessoas deslocadas internamente ainda vivem em campos superlotados nos arredores de Mekelle, o que as deixa vulner\u00e1veis a <a href=\"https:\/\/www.researchgate.net\/publication\/398909827_State_Obligation_and_Protection_Gaps_The_Tragic_Hyena_Attack_in_Mekelle_IDPs_Camp_Tigray\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ataques de hienas.<\/a><\/p>\n<p>Num <a href=\"https:\/\/pubmed.ncbi.nlm.nih.gov\/33333939\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">estudo anterior realizado em quatro cidades et\u00edopes<\/a>, Gidey Yirga descobriu que as perce\u00e7\u00f5es das pessoas sobre as hienas variam muito. Enquanto que, em Mekelle, s\u00e3o respeitadas como limpadoras, na cidade de Arba Minch, no Sul, s\u00e3o vistas como \u201canimais inc\u00f3modos\u201d e em Harar &#8211; terra dos homens-hiena &#8211; s\u00e3o reverenciadas.<\/p>\n<p>Os homens-hiena <\/p>\n<p>A cidade velha de Harar, classificada pela UNESCO, tem sido um local de coexist\u00eancia entre humanos e hienas h\u00e1 pelo menos 500 anos.<\/p>\n<p>As suas <a href=\"https:\/\/whc.unesco.org\/en\/list\/1189\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">muralhas do s\u00e9culo XVI<\/a> foram erguidas com v\u00e1rias pequenas aberturas na base, conhecidas pelos locais como \u201cwaraba nudul\u201d &#8211; buracos de hiena. \u00c0 noite, os animais atravessam a muralha em bandos para se alimentarem da carne descartada pelos talhantes locais.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1781462240_163_f_webp.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Uma cena de mercado junto a um dos cinco port\u00f5es antigos de Harar. Um dos locais mais sagrados do Isl\u00e3o, a sua cidade fortificada tem sido, desde h\u00e1 muito, uma encruzilhada de credos. (ZACHARIAS ABUBEKER\/AFP\/AFP via Getty Images) <\/p>\n<p>O que come\u00e7ou como uma forma de prevenir ataques ao gado e \u00e0s pessoas, mantendo as hienas alimentadas, transformou-se na tradi\u00e7\u00e3o dos homens-hiena, que as alimentam com as m\u00e3os e pela boca.<\/p>\n<p>Abbas Yusuf aprendeu a pr\u00e1tica com o seu pai &#8211; Yusuf Mume Salleh -, que come\u00e7ou a alimentar as suas vizinhas hienas na d\u00e9cada de 1950 para as manter afastadas das suas cabras.<\/p>\n<p>\u201cEu preparava a carne todos os dias\u201d, conta Abbas \u00e0 CNN. \u201cQuando o meu pai as alimentava, eu observava. Depois disso, deixei de ter medo delas\u201d.<\/p>\n<p>Tinha sete anos quando come\u00e7ou e assumiu o trabalho do pai aos vinte e poucos anos.<\/p>\n<p>Marcus Baynes-Rock, um antrop\u00f3logo que passou anos a estudar esta coexist\u00eancia e mais tarde escreveu \u201c<a href=\"https:\/\/www.psupress.org\/books\/titles\/978-0-271-06720-9.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Among the Bone Eaters<\/a>\u201d, observou o anci\u00e3o Yusuf Mume Salleh e o seu filho a trabalhar.<\/p>\n<p>\u201cEle n\u00e3o os via apenas como animais. Via-os como indiv\u00edduos com personalidades diferentes e posi\u00e7\u00f5es distintas na sociedade das hienas\u201d, diz Baynes-Rock \u00e0 CNN.<\/p>\n<p>Marcus Baynes-Rock explica que a rela\u00e7\u00e3o foi constru\u00edda lentamente, \u00e0 medida que se habituavam \u00e0 presen\u00e7a um do outro. Yusuf n\u00e3o os treinou no sentido tradicional, mas aprendeu a interpretar o comportamento, a hierarquia e o temperamento de cada um.<\/p>\n<p>Por sua vez, as hienas passaram a reconhecer o pai e o filho que as alimentavam, e os nomes que lhes deram. Humanos e hienas estavam a adaptar-se uns aos outros, numa rela\u00e7\u00e3o mutuamente ben\u00e9fica, com um a ganhar a vida com turistas curiosos e o outro a garantir uma refei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cAs hienas iam e vinham \u00e0 vontade\u201d, escreveu Marcus Baynes-Rock na sua tese de doutoramento, e \u201cnas noites em que n\u00e3o havia turistas, as hienas continuavam a ser alimentadas\u201d.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1781462240_999_f_webp.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Yusuf Mume Saleh, o \u201chomem-hiena\u201d original de Harar. (Marcus Baynes-Rock) <\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio do que acontece noutras cidades et\u00edopes, os residentes de Harar veem as hienas como purificadoras espirituais, tanto quanto ecol\u00f3gicas. Acredita-se que elas consomem jinn, esp\u00edritos mal\u00e9volos na tradi\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica. \u201cAs pessoas sentem-se mais seguras na cidade\u201d, diz Marcus Baynes-Rock, \u201cporque as hienas est\u00e3o a afugentar os jinn\u201d.<\/p>\n<p>Em harari, a l\u00edngua local falada por menos de 30 mil pessoas, as hienas s\u00e3o <a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/africa\/article\/abs\/ontogeny-of-hyena-representations-among-the-harari-people-of-ethiopia\/C8DF16BFDC6F03E0EFAF69678AA734FA\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">conhecidas como \u201cwaraba\u201d,<\/a> que significa \u201cmensageiro\u201d, e acredita-se que transmitem mensagens do mundo espiritual.<\/p>\n<p>Reescrevendo um vil\u00e3o <\/p>\n<p>Por toda a \u00c1frica, o habitat da hiena-malhada est\u00e1 a diminuir. \u00c0 medida que quintas e estradas atravessam o seu territ\u00f3rio, as hienas passam a ca\u00e7ar gado, e os agricultores voltam-se contra elas.<\/p>\n<p>Capturadas em armadilhas, envenenadas e abatidas em retalia\u00e7\u00e3o aos ataques ao gado, as suas popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o a diminuir fora das \u00e1reas protegidas, apesar de uma distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica ampla e de uma popula\u00e7\u00e3o que conta com <a href=\"https:\/\/ielc.libguides.com\/sdzg\/factsheets\/spottedhyena\/population-conservation\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">entre 27 mil e 47 mil indiv\u00edduos.<\/a><\/p>\n<p>Para os seus tr\u00eas parentes mais pr\u00f3ximos &#8211; as hienas-listradas, as <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/world\/africa\/hyena-wildlife-photographer-of-the-year-van-den-heever-spc\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">esquivas hienas-castanhas<\/a> e os lobos-da-terra &#8211; o decl\u00ednio \u00e9 ainda mais alarmante.<\/p>\n<p>S\u00e3o frequentemente vistas como pragas perigosas e o Grupo de Especialistas em Hienas da IUCN identificou a sua reputa\u00e7\u00e3o negativa como uma amea\u00e7a direta \u00e0 sua sobreviv\u00eancia.<\/p>\n<p>O medo das hienas tem ra\u00edzes profundas. Os seres humanos e as hienas t\u00eam competido pelas mesmas carca\u00e7as desde que os nossos antepassados come\u00e7aram a comer carne, h\u00e1 pelo menos 2,5 milh\u00f5es de anos, diz Marcus Baynes-Rock. O antrop\u00f3logo acrescenta que a cultura moderna perpetuou esse preconceito, como se v\u00ea no cl\u00e1ssico de anima\u00e7\u00e3o da Disney \u2018O Rei Le\u00e3o\u2019 e na sua representa\u00e7\u00e3o de bandos de hienas maliciosas e risonhas.<\/p>\n<p>Na Eti\u00f3pia, \u201cas pessoas n\u00e3o veem as hienas apenas atrav\u00e9s de uma \u00fanica lente\u201d, explica Marcus Baynes-Rock. \u201cPode-se dizer que um animal \u00e9 perigoso, mas tamb\u00e9m se pode v\u00ea-lo como ben\u00e9fico\u201d.<\/p>\n<p>Os necr\u00f3fagos urbanos em todo o mundo, desde guaxinins e corvos na Am\u00e9rica do Norte, at\u00e9 <a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2015\/04\/14\/world\/cnnphotos-boragaon-landfill-india\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">cegonhas-ajudantes<\/a> na \u00cdndia e os \u00edbis brancos da Austr\u00e1lia, apelidados de \u201cgalinhas do lixo\u201d &#8211; continuam a ser vistos como pragas inc\u00f3modas.<\/p>\n<p>No entanto, muitos desempenham pap\u00e9is cruciais nos ecossistemas urbanos que partilhamos. Os necr\u00f3fagos \u201cde topo\u201d, como hienas e abutres, s\u00e3o desproporcionalmente perseguidos devido ao seu tamanho e reputa\u00e7\u00e3o, e o seu decl\u00ednio <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC12207461\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">amea\u00e7a a sa\u00fade humana a n\u00edvel global.<\/a><\/p>\n<p>\u201cCriamos condi\u00e7\u00f5es para que os animais sejam necr\u00f3fagos\u201d, diz Marcus Baynes-Rock. \u201cMas, na aus\u00eancia de interfer\u00eancia humana, eles simplesmente fazem coisas maravilhosas no ambiente\u201d.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1781462241_136_f_webp.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   As hienas descansam ao ar livre enquanto os residentes de Harar observam \u2014 uma cena inimagin\u00e1vel na maior parte de \u00c1frica. (Marcus Baynes-Rock) <\/p>\n<p>Tal como a sua pr\u00f3pria investiga\u00e7\u00e3o, Gidey Yirga argumenta que, para mudar a reputa\u00e7\u00e3o global dos necr\u00f3fagos urbanos, precisamos de mostrar o seu valor, \u201catrav\u00e9s dos meios de comunica\u00e7\u00e3o social, document\u00e1rios, programas escolares e no planeamento urbano. Proporcionar-lhes um local seguro\u201d.<\/p>\n<p>Em Harar, a expans\u00e3o em torno da cidade velha murada continua a crescer, bloqueando muitas das rotas e espa\u00e7os que as hienas utilizam e amea\u00e7ando a antiga coexist\u00eancia.<\/p>\n<p>Perto do terreno baldio onde Abbas Yussuf as alimenta, o Governo est\u00e1 a capitalizar esta rela\u00e7\u00e3o \u00fanica, construindo um \u201cecoparque\u201d, com lojas e um museu onde os turistas podem assistir \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o num ambiente mais controlado.<\/p>\n<p>Gidey Yirga salienta que uma habituac\u00e3o excessiva aos humanos pode fazer com que as hienas percam a sua cautela natural, aumentando os ataques a humanos e ao gado e, por sua vez, tornando-as mais vulner\u00e1veis a retalia\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Ainda assim, Abbas Yussuf n\u00e3o est\u00e1 preocupado que a tradi\u00e7\u00e3o acabe. \u201cEsta alimenta\u00e7\u00e3o vai passar de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o\u201d, confia. \u201cEstou a trabalhar para a transmitir ao meu filho de uma forma bonita\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Hienas devoradoras de ossos limpam as ruas urbanas na Eti\u00f3pia Todas as noites, Abbas Yusuf atravessa as antigas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":417706,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,832,604,135,610,476,11272,15,16,301,830,14,68276,68277,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,58934,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-417705","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-etiopia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-governo","tag-guerra","tag-headlines","tag-hienas","tag-homens-hiena","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-predadores","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417705","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=417705"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/417705\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/417706"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=417705"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=417705"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=417705"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}