{"id":418470,"date":"2026-06-15T11:55:30","date_gmt":"2026-06-15T11:55:30","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/418470\/"},"modified":"2026-06-15T11:55:30","modified_gmt":"2026-06-15T11:55:30","slug":"o-que-os-bancos-italianos-querem-e-a-generali-eco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/418470\/","title":{"rendered":"O que os bancos italianos querem \u00e9 a Generali \u2013 ECO"},"content":{"rendered":"<p> A participa\u00e7\u00e3o de 13% do Monte dei Paschi na Generali \u00e9 o ativo mais disputado no processo de consolida\u00e7\u00e3o na banca financeira italiana. Perceba a complexa teia que tem no centro a seguradora. <\/p>\n<ul id=\"ecofast-list\" class=\"ecofast-list\">\n<li>A seguradora Generali \u00e9 vista como um ativo estrat\u00e9gico central na crescente onda de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es no setor financeiro italiano, com o Intesa Sanpaolo a lan\u00e7ar uma oferta significativa sobre o Banca Monte dei Paschi di Siena.<\/li>\n<li>O governo italiano, sob a lideran\u00e7a de Giorgia Meloni, manifesta preocupa\u00e7\u00e3o em manter o controle da Generali nas m\u00e3os de investidores alinhados com os interesses nacionais, dada a sua import\u00e2ncia para a estabilidade financeira do pa\u00eds.<\/li>\n<li>As movimenta\u00e7\u00f5es no setor banc\u00e1rio italiano podem resultar em uma nova configura\u00e7\u00e3o de poder financeiro, com potenciais implica\u00e7\u00f5es para a pol\u00edtica econ\u00f3mica e a prote\u00e7\u00e3o de ativos estrat\u00e9gicos como a Generali.<\/li>\n<\/ul>\n<p>A seguradora Generali est\u00e1 a ser considerada a pe\u00e7a fundamental na nova onda de fus\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es que est\u00e1 a aquecer a It\u00e1lia financeira. Est\u00e1 em jogo quem controla os principais centros de poder financeiro privados de It\u00e1lia. E a <strong>Generali \u00e9 o ativo estrat\u00e9gico central dessa disputa.<\/strong><\/p>\n<p>Na passada segunda-feira, o <strong>Intesa Sanpaolo, maior banco de It\u00e1lia com 653 mil milh\u00f5es de euros em ativos em 2024<\/strong>, lan\u00e7ou uma oferta de cerca de 30,6 mil milh\u00f5es sobre o <strong>Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS), sexto maior banco do pa\u00eds<\/strong> com 122 mil milh\u00f5es de euros de ativos.<\/p>\n<p>Este movimento surgiu logo ap\u00f3s o <strong>Banco BPM, quarto maior banco do pa\u00eds com 180 mil milh\u00f5es de ativos, ter proposto uma fus\u00e3o com o MPS <\/strong>para criar uma institui\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria que seria a segunda maior do pa\u00eds, ultrapassando o <strong>Unicredit.<\/strong><\/p>\n<p>Numa semana a It\u00e1lia econ\u00f3mica ficou submersa neste \u201crisiko bancario\u201d, express\u00e3o usada no pa\u00eds para jogada de bastidores entre os grandes protagonistas financeiros.<\/p>\n<p>\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/descodificador\/todos-os-caminhos-vao-dar-a-siena-saiba-o-que-esta-em-causa-na-corrida-pelo-monte-dei-paschi-o-banco-mais-velho-do-mundo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<\/p>\n<p class=\"info-card__intro\">Saiba o que est\u00e1 em causa na corrida pelo Monte dei Paschi<\/p>\n<p class=\"info-card__link\">&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t Ler Mais&#13;\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t<\/a>&#13;<\/p>\n<p>A Generali na pol\u00edtica italiana<\/p>\n<p><strong>Ap\u00f3s a aquisi\u00e7\u00e3o da Mediobanca pelo MPS em 2025,<\/strong> este passou a controlar indiretamente uma participa\u00e7\u00e3o de cerca de 13% na Generali. O Governo de Giorgia Meloni deixou claro que qualquer venda dessa posi\u00e7\u00e3o teria de respeitar os interesses estrat\u00e9gicos italianos e preservar a estabilidade financeira do pa\u00eds. Luigi Lovaglio, CEO do MPS, teve conversas escutadas publicadas no jornal La Repubblica e foi claro a dizer \u201ca Generali \u00e9 estrat\u00e9gica\u201d. Falou de que a compra do Mediobanca pelo MPS era \u201ca fase 1\u201d, sendo a compra da Generali \u201ca fase 2\u201d.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1333\" class=\"size-full wp-image-1554751\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/doc-20241108-43878446-11709868.jpg\" alt=\"\"\/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tGiorgia Meloni, primeira-ministra de It\u00e1lia, EPA\/FILIPPO ATTILI \/PALAZZO CHIGI HANDOUT  \t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tEPA\/FILIPPO ATTILI\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;\n\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>Segundo fontes citadas pela Reuters, Roma considera a Generali uma institui\u00e7\u00e3o sist\u00e9mica e pretende evitar que o controlo efetivo da seguradora passe para investidores estrangeiros ou para estruturas consideradas menos alinhadas com os interesses nacionais. Oficialmente, Giancarlo Giorgetti, ministro da Economia e Finan\u00e7as da It\u00e1lia, disse apenas <strong>\u201cqueremos a melhor oferta\u201d<\/strong> pela parte que o Estado ainda possui no capital da MPS.<\/p>\n<p>Segundo a imprensa italiana, a mensagem de Roma quanto \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o do setor financeiro privado tem sido relativamente consistente. <strong>Meloni \u00e9 favor\u00e1vel \u00e0 consolida\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria, tem prefer\u00eancia por solu\u00e7\u00f5es com centros de decis\u00e3o em It\u00e1lia,<\/strong> apoia combina\u00e7\u00f5es entre bancos e seguradoras italianas em bancassurance, exige maior escrut\u00ednio quando o comprador \u00e9 visto como potencialmente desalinhado com os interesses nacionais ou quando o controlo pode sair do pa\u00eds e, sem d\u00favida, quer a prote\u00e7\u00e3o da Generali como ativo estrat\u00e9gico nacional.<\/p>\n<p>Para compreender as aten\u00e7\u00f5es dos governos italianos, \u00e9 importante salientar o que os ativos totais sob gest\u00e3o pela Generali representam em poupan\u00e7as dos italianos e d\u00edvida p\u00fablica do pa\u00eds. A sua gest\u00e3o \u00e9 fundamental para o equil\u00edbrio do sistema financeiro e das contas p\u00fablicas em It\u00e1lia. Da\u00ed que o<strong>s pol\u00edticos n\u00e3o percam de vista o que se passa na sede da Generali, em Trieste.<\/strong><\/p>\n<p>Isto porque o total de ativos sob gest\u00e3o pela seguradora <strong>ascendia<\/strong><strong> a cerca de 854,1 mil milh\u00f5es de euros em 30 de junho de 2025<\/strong>. Relativamente \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 d\u00edvida p\u00fablica, o relat\u00f3rio integrado de 2024 indica que <strong>a seguradora detinha diretamente 91,5 mil milh\u00f5es de euros em obriga\u00e7\u00f5es soberanas<\/strong> no final desse ano, a que se deve adicionar investimento indireto via fundos de investimento e n\u00e3o considerando a gest\u00e3o de ativos para terceiros. Um tratamento desastrado destes investimentos pode, no limite, causar tumulto social e d\u00e9fices or\u00e7amentais.<\/p>\n<p>Assim, o mercado acredita que Roma prefere <strong>solu\u00e7\u00f5es envolvendo Banca Monte dei Paschi di Siena, Banco BPM, Unipol e o universo da Generali,<\/strong> conisiderado um polo financeiro mais alinhado com interesses nacionais numa disputa sobre quem desenha o futuro do capitalismo financeiro italiano.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>O eixo Governo\u2013MPS\u2013Mediobanca\u2013Generali\u2013Unipol, \u00e9 tamb\u00e9m chamado o \u201csalotto buono\u201d da economia italiana \u2014 o c\u00edrculo de grandes grupos financeiros e industriais com influ\u00eancia significativa no pa\u00eds. A express\u00e3o equivale a um \u201csal\u00e3o nobre\u201d de uma casa, e alude a uma esfera social onde industriais e financeiros italianos, com a ben\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico, se blindam \u2013 desde o p\u00f3s II Guerra \u2013 contra ofensivas estrangeiras \u00e0s suas empresas, sempre controladas com percentagens de capital minorit\u00e1rias<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>A bela do \u2018sal\u00e3o nobre\u2019<\/p>\n<p>O <strong>eixo Governo\u2013MPS\u2013Mediobanca\u2013Generali\u2013Unipol, \u00e9 tamb\u00e9m chamado o \u201csalotto buono\u201d da economia italiana<\/strong> \u2014 o c\u00edrculo de grandes grupos financeiros e industriais com influ\u00eancia significativa no pa\u00eds. A express\u00e3o equivale a um \u201csal\u00e3o nobre\u201d de uma casa, e alude a uma esfera social onde industriais e financeiros italianos, com a ben\u00e7\u00e3o do poder pol\u00edtico, se blindam \u2013 desde o p\u00f3s II Guerra \u2013 contra ofensivas estrangeiras \u00e0s suas empresas, sempre controladas com percentagens de capital minorit\u00e1rias.<\/p>\n<p>O Intesa SanPaolo faz parte deste chamado \u201csalotto buono\u201d. O exemplo \u00e9 a vaga de consolida\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria em curso. Quando a Intesa lan\u00e7ou a oferta sobre o Banca Monte dei Paschi di Siena, fontes pr\u00f3ximas do governo indicaram que o executivo de Giorgia Meloni n\u00e3o pretendia bloquear a opera\u00e7\u00e3o e adotaria uma posi\u00e7\u00e3o essencialmente neutra.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1904771 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/andrea-orcel-unicredit.png\" alt=\"\" width=\"320\" height=\"222\"\/>Andrea Orcel, CEO do Unicredit, parece fora desta corrida<\/p>\n<p>Esta posi\u00e7\u00e3o da primeira-ministra era essencial porque <strong>Andrea Orcel, CEO do Unicredit, o segundo maior banco de It\u00e1lia, n\u00e3o est\u00e1 no \u201csalotto buono\u201d.<\/strong> Quando o UniCredit lan\u00e7ou a OPA sobre o Banco BPM em 2024\/2025, a primeira-ministra utilizou os chamados poderes especiais golden power para impor condi\u00e7\u00f5es \u00e0 opera\u00e7\u00e3o. Bruxelas criticou essa interven\u00e7\u00e3o, considerando-a potencialmente incompat\u00edvel com as regras europeias, mas a OPA ca\u00edu.<\/p>\n<p>Nessa altura a leitura dos mercados foi que o Governo preferia uma alternativa dom\u00e9stica envolvendo o BPM e o ecossistema constru\u00eddo em torno do Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS), em vez de permitir que o UniCredit se tornasse ainda mais dominante.<\/p>\n<p>Ou seja, este banco liderado por <strong>Andrea<\/strong><strong> Orcel tem sido visto como um ator dif\u00edcil de enquadrar na estrat\u00e9gia de constru\u00e7\u00e3o de campe\u00f5es nacionais que Roma procura promover.<\/strong> Orcel \u00e9 visto como demasiado independente, n\u00e3o alinhado com os objetivos pol\u00edticos do Governo. Ao contr\u00e1rio de outros atores do sistema financeiro italiano, tem seguido uma l\u00f3gica estritamente financeira e europeia. \u00c9 apontado que o UniCredit tornou-se cada vez mais europeu e menos italiano, tem uma presen\u00e7a muito forte na Alemanha, Europa Central e Oriental e tentou simultaneamente opera\u00e7\u00f5es como a entrada do capital do alem\u00e3o Commerzbank. Para alguns setores pol\u00edticos italianos, isso reduz a perce\u00e7\u00e3o de que a UniCredit pode ser um instrumento de pol\u00edtica econ\u00f3mica nacional.<\/p>\n<p><strong>O Estado italiano conta apenas com a Cassa Depositi e Prestiti, terceiro maior banco por ativos<\/strong>, mas este \u00e9 \u2013 como o portugu\u00eas Banco de Fomento \u2013 uma institui\u00e7\u00e3o financeira p\u00fablica de desenvolvimento, n\u00e3o um banco comercial tradicional com oportunidade e legitimidade para alterar o rumo de transforma\u00e7\u00e3o do setor financeiro.<\/p>\n<p>Quem s\u00e3o os protagonistas?<\/p>\n<p>Os atores deste movimento de compras s\u00e3o ent\u00e3o o <strong>Intesa Sanpaolo, o Banco BPM, a Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS) em conjunto com o Mediobanca, a Unipol, a Generali e, por via desta, as fam\u00edlias Del Vechio, Caltagirone e Benetton.<\/strong><\/p>\n<p>Embora tenha sido historicamente cauteloso em grandes aquisi\u00e7\u00f5es desde a compra e posterior integra\u00e7\u00e3o do UBI em 2021, o <strong>Intesa Sanpaolo<\/strong> voltou agora ao centro da consolida\u00e7\u00e3o. Assim, <strong><a target=\"_blank\" href=\"https:\/\/eco.sapo.pt\/descodificador\/todos-os-caminhos-vao-dar-a-siena-saiba-o-que-esta-em-causa-na-corrida-pelo-monte-dei-paschi-o-banco-mais-velho-do-mundo\/04-e-o-que-oferece-o-intesa-sanpaolo\" rel=\"nofollow noopener\">lan\u00e7ou uma oferta p\u00fablica volunt\u00e1ria de troca e aquisi\u00e7\u00e3o sobre a totalidade das a\u00e7\u00f5es ordin\u00e1rias do Banca Monte dei Paschi di Siena (MPS)<\/a><\/strong>, que controla 86% do Mediobanca que por sua vez controla 13% da Generali. Diretamente o Intesa foi comprando partes da Generali e j\u00e1 ter\u00e1 3,01% do capital, embora o CEO Carlo Messinda tenha comentado tratar-se \u201cde uma posi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria e puramente financeira\u201d.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2048\" height=\"1412\" class=\"size-full wp-image-25226\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/montedeipaschi_siena.jpg\" alt=\"\"\/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tDR\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;\n\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>A proposta do Intesa prev\u00ea a atribui\u00e7\u00e3o de 16 novas a\u00e7\u00f5es do Intesa por cada 10 a\u00e7\u00f5es do MPS entregues, acrescida de um pagamento em dinheiro de 1 euro por cada a\u00e7\u00e3o do MPS. A oferta avalia o MPS com um pr\u00e9mio de 12,5% face ao pre\u00e7o de fecho de 5 de junho de 2026 e com pr\u00e9mios de 17,4% e 18,7% relativamente aos pre\u00e7os m\u00e9dios ponderados pelo volume de negocia\u00e7\u00e3o dos \u00faltimos tr\u00eas e seis meses, respetivamente.<\/p>\n<p>O <strong>Intesa<\/strong><strong> Sanpaolo apresenta esta opera\u00e7\u00e3o como um passo estrat\u00e9gico destinado a refor\u00e7ar a sua posi\u00e7\u00e3o como l\u00edder europeu nas \u00e1reas de gest\u00e3o de patrim\u00f3nio, prote\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os de consultoria.<\/strong> Para antecipar exig\u00eancias das autoridades da concorr\u00eancia, celebrou um acordo vinculativo com a U<strong>nipol<\/strong><strong> Assicurazioni para a aliena\u00e7\u00e3o de uma entidade banc\u00e1ria que incluir\u00e1 a marca MPS, cerca de 635 balc\u00f5es e a maioria das fun\u00e7\u00f5es centrais necess\u00e1rias<\/strong> para uma opera\u00e7\u00e3o banc\u00e1ria aut\u00f3noma, por um valor entre 3 mil milh\u00f5es e 3,5 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>O Intesa manter\u00e1, contudo, o Mediobanca, cerca de 625 balc\u00f5es e atividades que representam aproximadamente 80% do resultado l\u00edquido combinado do MPS e do Mediobanca realizado em 2025.<\/p>\n<p>Liderado pelo CEO Carlo Messina, sempre com o apoio do presidente Gian Maria Gros-Pietro, <strong>o Intesa Sanpaolo \u00e9 um banco sem acionista de controlo, mas com um n\u00facleo duro de funda\u00e7\u00f5es com cerca de 12% do capital<\/strong> que sustenta a lideran\u00e7a de Carlo Messina, provavelmente o gestor banc\u00e1rio mais influente de It\u00e1lia na \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\n<p>O Intesa Sanpaolo \u00e9 o l\u00edder banc\u00e1rio italiano, tem cerca de 900 mil milh\u00f5es de euros em ativos, uma rede de 3.569 balc\u00f5es \u2013 2.645 em It\u00e1lia e 924 no estrangeiro- e aproximadamente 90 mil trabalhadores. Com uma capitaliza\u00e7\u00e3o bolsista pr\u00f3xima dos 95 mil milh\u00f5es de euros, \u00e9 atualmente um dos bancos mais valiosos da Europa e, <strong>caso conclua a aquisi\u00e7\u00e3o do MPS, passar\u00e1 a ser o segundo maior banco da Zona Euro por valor de mercado, apenas atr\u00e1s do Banco Santander.<\/strong><\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1904745\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/giuseppe-castagna-banco-bpm.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"164\"\/>Giuseppe Castagna prefere uma uni\u00e3o suave do Banco BPM com a MPS<\/p>\n<p>O come\u00e7o desta turbul\u00eancia aconteceu, contudo, na passada semana quando o <strong>Banco BPM,<\/strong> quarto maior banco italiano, anunciou que o seu conselho de administra\u00e7\u00e3o aprovou por unanimidade a i<strong>nten\u00e7\u00e3o de iniciar negocia\u00e7\u00f5es com o MPS sobre uma potencial fus\u00e3o no valor de 50 mil milh\u00f5es de euros.<\/strong><\/p>\n<p>A proposta para o MPS \u00e9 uma fus\u00e3o estrat\u00e9gica dom\u00e9stica de grande escala, com sinergias de 1,1 mil milh\u00f5es e <strong>passando a tr\u00eas \u2013 com o Intesa e o Unicredit \u2013 o n\u00famero de grande grupos financeiros italianos.<\/strong> Assim, o Banco BPM prop\u00f5e uma fus\u00e3o \u201centre iguais\u201d com governan\u00e7a partilhada e preserva\u00e7\u00e3o de identidade. Fala em vender a participa\u00e7\u00e3o de 13% que a MPS \u2013 via Mediobanca \u2013 det\u00e9m na Generali.<\/p>\n<p>O Banco BPM \u00e9 atualmente o quarto maior banco italiano, com cerca de 206 mil milh\u00f5es de euros em ativos, uma rede de aproximadamente 1.400 balc\u00f5es, 19 mil colaboradores e uma capitaliza\u00e7\u00e3o bolsista pr\u00f3xima dos 20 mil milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>Embora n\u00e3o tenha controlo formal, o Cr\u00e9dit Agricole (20,1%) \u00e9 claramente o acionista mais influente. Em janeiro de 2026 recebeu autoriza\u00e7\u00e3o do BCE para ultrapassar os 20% do capital, consolidando-se como acionista estrat\u00e9gico de longo prazo. O grupo franc\u00eas afirma n\u00e3o pretender lan\u00e7ar uma OPA nem assumir o controlo do banco, mas exerce uma influ\u00eancia significativa na governa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nas elei\u00e7\u00f5es para o conselho de administra\u00e7\u00e3o de abril de 2026, o <strong>Cr\u00e9dit Agricole conseguiu eleger quatro administradores, refor\u00e7ando o seu peso na supervis\u00e3o do banco.<\/strong> O Banco BPM \u00e9 liderado por Giuseppe Castagna, CEO desde 2017 e principal rosto da consolida\u00e7\u00e3o do banco, apoiado pelo acionista de refer\u00eancia Cr\u00e9dit Agricole, enquanto a presid\u00eancia \u00e9 assegurada por Massimo Tononi.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1904763 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/luigi-lovaglio-mps.jpg\" alt=\"\" width=\"360\" height=\"360\"\/>Pelo MPS, o CEO Luigi Lovaglio tem muito para estudar<\/p>\n<p>O Banca Monte dei Paschi di Siena est\u00e1 numa fase de pr\u00e9-decis\u00f5es. <strong>Primeiro, tem de integrar o Mediobanca no MPS.<\/strong> Em mar\u00e7o foi aprovado o projeto de fus\u00e3o por incorpora\u00e7\u00e3o da Mediobanca no MPS, com uma rela\u00e7\u00e3o de troca de 2,45 a\u00e7\u00f5es MPS por cada a\u00e7\u00e3o Mediobanca e o objetivo declarado continua a ser concluir essa integra\u00e7\u00e3o. Para esse passo espera aprova\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria para setembro e realizar assembleias extraordin\u00e1rias de acionistas no outono e retirar a Mediobanca de bolsa at\u00e9 ao final de 2026.<\/p>\n<p>Depois ter\u00e1 de resolver o seu destino. A oferta do Intesa acabou de ser anunciada e ainda est\u00e1 numa fase muito inicial. <strong>O Intesa acredita ter apoio relevante de acionistas como Del Vechio e Caltagirone<\/strong>, o governo italiano parece menos hostil do que foi noutras opera\u00e7\u00f5es banc\u00e1rias recentes e o mercado reagiu positivamente, com fortes subidas das a\u00e7\u00f5es do MPS e da Mediobanca. No entanto, para seguir esta via falta aprova\u00e7\u00e3o dos acionistas, autoriza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria e garantia de sucesso da OPA.<\/p>\n<p><strong>Tem ainda de analisar a oferta mais amig\u00e1vel de fus\u00e3o com o Banco BPM e ver para onde pende a hist\u00f3ria: BPM ou Intesa.<\/strong> Esta vers\u00e3o de futuro estar\u00e1 mais de acordo com opini\u00f5es de Lovaglio em que repetidamente falou do interesse na cria\u00e7\u00e3o de \u201cum terceiro polo banc\u00e1rio\u201d e de um \u201ccampe\u00e3o nacional\u201d.<\/p>\n<p>O MPS \u00e9 um banco comercial italiano de m\u00e9dia escala, com cerca de 240 mil milh\u00f5es em ativos, 22 mil empregados e uma rede de mais de 1.300 balc\u00f5es, atualmente reposicionado ap\u00f3s reestrutura\u00e7\u00e3o estatal e no centro da consolida\u00e7\u00e3o do sistema banc\u00e1rio italiano. Tem as maiores participa\u00e7\u00f5es a pertencerem \u00e0s fam\u00edlias Del Vechio (17,5%) e Caltagirone (10,3%), ambos diretamente acionistas \u2013 e de refer\u00eancia \u2013 na Generali. Tem ainda participa\u00e7\u00f5es de numerosos fundos internacionais.<\/p>\n<p>O <strong>MPS \u00e9 liderado por Luigi Lovaglio, respons\u00e1vel pela recupera\u00e7\u00e3o e reprivatiza\u00e7\u00e3o do banco, contando com o apoio dos tais principais acionistas privados, Delfin (Del Vechio) e Francesco Gaetano Caltagirone,<\/strong> enquanto a presid\u00eancia \u00e9 exercida por Cesare Bisoni.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1904766\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/matteo-laterza-unipol.jpeg\" alt=\"\" width=\"382\" height=\"201\"\/>Matteo Laterza, CEO da Unipol, facilitador chamado a resolver um problema de concorr\u00eancia<\/p>\n<p>A seguradora Unipol tem surgido repetidamente como parceira nas opera\u00e7\u00f5es de consolida\u00e7\u00e3o. O grupo j\u00e1 \u00e9 um acionista relevante da BPER Banca e foi integrado no desenho da oferta da Intesa sobre o MPS.<strong> Nesse modelo, a Unipol ficaria com centenas de balc\u00f5es e ativos do MPS para resolver quest\u00f5es concorrenciais.<\/strong><\/p>\n<p>O mercado interpreta a Unipol como a<strong> l\u00edder do sistema cooperativo de Bolonha, e \u00e9 vista como um dos ve\u00edculos atrav\u00e9s dos quais o Governo v\u00ea refor\u00e7ada uma arquitetura financeira \u201citaliana\u201d,<\/strong> combinando banca, seguros e gest\u00e3o de ativos.<\/p>\n<p>\u00c9 segunda maior seguradora de It\u00e1lia, com cerca de 90 mil milh\u00f5es de euros em ativos, 13 mil trabalhadores, mais de 2.000 ag\u00eancias e uma capitaliza\u00e7\u00e3o bolsista pr\u00f3xima dos 15 mil milh\u00f5es. Registou em 2025 um volume de pr\u00e9mios brutos de 17,4 mil milh\u00f5es de euros e \u00e9 liderada por Matteo Laterza como CEO e por Carlo Cimbri, o hist\u00f3rico gestor do grupo, na presid\u00eancia. Cimbri continua a ser uma das figuras mais influentes do setor financeiro em It\u00e1lia, n\u00e3o apenas pela Unipol, mas tamb\u00e9m pelas participa\u00e7\u00f5es relevantes do grupo em bancos como o BPER Banca e outras institui\u00e7\u00f5es financeiras italianas.<\/p>\n<p>Generali: gest\u00e3o dif\u00edcil de contestar, mas ainda assim contestada<\/p>\n<p>A posi\u00e7\u00e3o p\u00fablica da administra\u00e7\u00e3o da Assicurazioni Generali, liderada pelo CEO Philippe Donnet, tem sido, at\u00e9 agora, de neutralidade formal. A Generali n\u00e3o \u00e9 parte na opera\u00e7\u00e3o sobre a Banca Monte dei Paschi di Siena e a<strong> gest\u00e3o liderada por Philippe Donnet tem evitado tomar partido na disputa entre Intesa, MPS, Banco BPM e os v\u00e1rios acionistas de refer\u00eancia.<\/strong> Contudo, na pr\u00e1tica, a seguradora est\u00e1 no centro do conflito porque o controlo indireto da sua participa\u00e7\u00e3o acionista \u00e9 um dos principais pr\u00e9mios estrat\u00e9gicos da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1904734 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/donnet-generali.jpg\" alt=\"\" width=\"1920\" height=\"835\"\/>O CEO Philippe Donnet espera desenvolvimentos entre acionistas da Generali no controlo pela banca em It\u00e1lia, em que a seguradora assume papel decisivo.<\/p>\n<p>Do lado da Generali, o principal interesse parece ser a preserva\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia da seguradora e da estabilidade acionista. A companhia continua a ser vista pelo governo italiano e por v\u00e1rios centros de poder financeiro como um ativo estrat\u00e9gico nacional. A participa\u00e7\u00e3o de cerca de 13% atualmente controlada pela MPS, atrav\u00e9s da Mediobanca, \u00e9 considerada um ativo sens\u00edvel e qualquer mudan\u00e7a relevante no seu controlo tem implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e financeiras.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Em 2025, a Generali registou 98,1 mil milh\u00f5es de euros em pr\u00e9mios brutos, cerca de 900 mil milh\u00f5es de euros em ativos sob gest\u00e3o, um resultado operacional recorde de 8 mil milh\u00f5es de euros e aproximadamente 88 mil colaboradores em mais de 50 pa\u00edses. Al\u00e9m disso, tem opera\u00e7\u00f5es relevantes na \u00c1sia e na Am\u00e9rica Latina. A sua rede de distribui\u00e7\u00e3o inclui cerca de 163 mil agentes e consultores, que servem aproximadamente 75 milh\u00f5es de clientes. Em Portugal \u00e9 o terceiro maior grupo segurador total, sendo o segundo maior nos ramos N\u00e3o Vida.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>Em 2025, a Generali registou 98,1 mil milh\u00f5es de euros em pr\u00e9mios brutos, cerca de 900 mil milh\u00f5es de euros em ativos sob gest\u00e3o, um resultado operacional recorde de 8 mil milh\u00f5es de euros e aproximadamente 88 mil colaboradores em mais de 50 pa\u00edses. Al\u00e9m disso, tem opera\u00e7\u00f5es relevantes na \u00c1sia e na Am\u00e9rica Latina. A sua rede de distribui\u00e7\u00e3o inclui cerca de 163 mil agentes e consultores, que servem aproximadamente 75 milh\u00f5es de clientes. Em Portugal \u00e9 o terceiro maior grupo segurador total, sendo o segundo maior nos ramos N\u00e3o Vida.<\/p>\n<p>Muito relevante tem sido o franc\u00eas Philippe Donnet que teve a sua inicia\u00e7\u00e3o nos seguros na AXA ap\u00f3s se ter formado em atuariado. Foi nomeado CEO do grupo Generali em mar\u00e7o de 2016 e desde<strong> a\u00ed a cota\u00e7\u00e3o das a\u00e7\u00f5es subiu tr\u00eas vezes de 13 para 40, uma subida m\u00e9dia anual de 12%, o que significa que o valor de mercado triplicou para os atuais 60 milh\u00f5es de euros.<\/strong><\/p>\n<p>O ROE (retorno dos capitais pr\u00f3prios) foi sustentadamente acima de 13% durante quase toda a d\u00e9cada, com lucro recorde superior a 4 mil milh\u00f5es de euros em 2025, um dos mais elevados das grandes seguradoras europeias. Em dividendos entre 2022 e 2027 ser\u00e3o distribu\u00eddos mais de 12 mil milh\u00f5es de euros enquanto existe um programa de compra de a\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias que j\u00e1 atingiu os 3% do capital.<\/p>\n<p>Comercialmente os pr\u00e9mios emitidos v\u00e3o superar os 100 mil milh\u00f5es de euros em 2026. O paradoxo \u00e9 que os resultados recentes da Generali t\u00eam sido muito fortes \u2014 lucro recorde, dividendos elevados e cumprimento das metas do plano estrat\u00e9gico \u2014 o que torna mais dif\u00edcil argumentar que a estrat\u00e9gia de Donnet falhou.<\/p>\n<p>O plano estrat\u00e9gico da Generali at\u00e9 2027 refor\u00e7a o foco na rentabilidade pretendendo crescer mais atrav\u00e9s de segmentos com maior margem como Sa\u00fade, Prote\u00e7\u00e3o, PME e N\u00e3o Vida em geral, e melhorar a efici\u00eancia operacional aumentando o retorno sobre o capital. Paralelamente procura uma remunera\u00e7\u00e3o atrativa para os acionistas com dividendos crescentes e recompras de a\u00e7\u00f5es, algo muito valorizado pelos investidores institucionais.<\/p>\n<p>Dai que o apoio dos institucionais seja adicionado ao do Mediobanca e seja suficiente para constantes mandatos novos de Donnet \u00e0 frente do grupo, mas tem oposi\u00e7\u00e3o de tr\u00eas investidores muito importantes em It\u00e1lia. A<strong> fam\u00edlia Del Vechio, atrav\u00e9s da holding Delpin, que tem 10,15% da Generali, mas tamb\u00e9m 2,8% do Unicredit e 17,53% do MPS.<\/strong> F<strong>rancesco Gaetano Caltagirone que tem 7% da Generali e 10,3% do MPS e a fam\u00edlia Benetton que det\u00e9m, atrav\u00e9s da holding Edizione, 4,9%<\/strong>. Para juntar a esta mistura, o Unicredit ter\u00e1 agora 8,8% do capital da Generali.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1904767 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/leonardo-maria-del-vechio.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\"\/>Leonardo Maria Del Vechio, sonha com Armani e L\u2019Oreal<\/p>\n<p>A fam\u00edlia Del Vechio tem 10% da Generali mas sonha com Armani e L\u2019Oreal. Leonardo Maria Del Vecchio, de 31 anos, est\u00e1 a afirmar-se como o principal herdeiro do imp\u00e9rio empresarial Delpin constru\u00eddo pelo pai, Leonardo Del Vecchio, <strong>fundador da EssilorLuxottica, grupo detentor de marcas como Ray-Ban e Oakley<\/strong>. Comprou a participa\u00e7\u00e3o dos irm\u00e3os e acaba de se entender com o meio-irm\u00e3o para controlar a holding familiar com posi\u00e7\u00f5es decisivas na EssilorLuxottica, a Mediobanca e a Generali.<\/p>\n<p>A consolida\u00e7\u00e3o do poder de Leonardo Maria Del Vecchio alimenta tamb\u00e9m especula\u00e7\u00f5es sobre uma estrat\u00e9gia mais ambiciosa para o futuro do grupo. A imprensa financeira italiana tem apontado o interesse do herdeiro em expandir a presen\u00e7a da fam\u00edlia no setor do luxo e da beleza, com potenciais movimentos envolvendo empresas como Armani ou at\u00e9 a L\u2019Or\u00e9al, refor\u00e7ando a influ\u00eancia da fam\u00edlia Del Vecchio para al\u00e9m do universo da \u00f3tica.<\/p>\n<p>Tem 10,15% de participa\u00e7\u00e3o na Generali, com um valor atual de mais de 7 mil milh\u00f5es de euros e \u00e9 o segundo maior investidor no Unicredit com 2,8% das ac\u00e7\u00f5es. Tem alinhado com Caltagirone nas cr\u00edticas ao CEO da Generali e parece alinhada com a OPA da Intesa San Paolo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1904768\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/castalgirone.jpg\" alt=\"\" width=\"441\" height=\"294\"\/>Francesco Gaetano Caltagirone, ao lado do Papa Francisco, em ambiente medi\u00e1tico.<\/p>\n<p><strong>Francesco Gaetano Caltagirone e fam\u00edlia t\u00eam 5% da Generali, e muitos interesses em cimento, imobili\u00e1rio e jornais.<\/strong> O imp\u00e9rio constru\u00eddo por Caltagirone est\u00e1 fortemente ancorado em ind\u00fastrias tradicionais atrav\u00e9s da Cementir Holding, uma multinacional de cimento e bet\u00e3o, que opera em 18 pa\u00edses e \u00e9 atualmente liderada pelo seu filho, Francesco Caltagirone Jr..<\/p>\n<p>Historicamente conhecidos em Roma como uma das maiores dinastias da constru\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento imobili\u00e1rio, tem ainda interesses na imprensa e media, atrav\u00e9s da Caltagirone Editore, que det\u00e9m jornais bem implantados em It\u00e1lia, como o hist\u00f3rico Il Messaggero de Roma, o Il Mattino, de N\u00e1poles, e o di\u00e1rio gratuito Leggo.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-1904769\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/benneton-family.jpg\" alt=\"\" width=\"326\" height=\"407\"\/>Alessandro Benetton e os filhos. Segunda e terceira gera\u00e7\u00e3o j\u00e1 pouco t\u00eam na moda.<\/p>\n<p>Os propriet\u00e1rios da holding Edizione SpA s\u00e3o os <strong>herdeiros dos quatro fundadores da fam\u00edlia Benetton: Luciano, Gilberto, Giuliana e Carlo.<\/strong> A segunda gera\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia tem hoje um papel relevante na governa\u00e7\u00e3o. O presidente da Edizione \u00e9 Alessandro Benetton, enquanto representantes dos v\u00e1rios ramos familiares participam nos \u00f3rg\u00e3os de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>A Edizione \u00e9 atualmente uma das maiores holdings familiares de It\u00e1lia, e o neg\u00f3cio das roupas, com a <strong>United Colours of Benetton e a Sisley<\/strong> j\u00e1 significa apenas 10% do imp\u00e9rio, perdendo 33% das receitas desde 2010, quando come\u00e7ou a sentir a concorr\u00eancia da Zara, H&amp;M e Shein.<\/p>\n<p>As participa\u00e7\u00f5es em empresas como a Mundy \u2013 que atrav\u00e9s da marca Abertis gere 5.500 kms de auto-estradas em todo o mundo, e tem as concess\u00f5es dos aeroportos Fiumiccino e Ciampino, ambos em Roma, junta-se ainda a Avolta a maior operadora mundial de lojas duty-free e de conveni\u00eancia para viajantes, com 5.100 pontos de venda em 1.000 localiza\u00e7\u00f5es em 70 pa\u00edses.<\/p>\n<p><strong>Na Assicurazioni Generali, os Benetton t\u00eam-se alinhado com Del Vecchio e Caltagirone em v\u00e1rias vota\u00e7\u00f5es relevantes<\/strong>, n\u00e3o se prev\u00ea que se desliguem do bloco italiano.<\/p>\n<p>Del Vechio, Caltagirone e Benneton: a oposi\u00e7\u00e3o a Donnet\/Mediobanca<\/p>\n<p>Sendo a seguradora Assicurazioni Generali considerada um dos ativos estrat\u00e9gicos mais importantes da finan\u00e7a italiano e <strong>somando as participa\u00e7\u00f5es Del Vecchio, Caltagirone e Benetton, as fam\u00edlias representam cerca de 21,3 % do capital da seguradora<\/strong>, um volume suficientemente forte para influenciar elei\u00e7\u00f5es de administradores e decis\u00f5es estrat\u00e9gicas.<\/p>\n<p>S\u00e3o conhecidas h\u00e1 anos diverg\u00eancias quanto \u00e0 estrat\u00e9gia para a Generali. Por um lado, um bloco composto pela administra\u00e7\u00e3o da seguradora liderada por Philippe Donnet, com o apoio do maior acionista Mediobanca e por grande parte dos investidores institucionais internacionais onde se contam o fundo soberano da Noruega.<\/p>\n<p>Os oposicionistas a Donnet Caltagirone e a Delfin t\u00eam contestado essa lideran\u00e7a de Donnet h\u00e1 v\u00e1rios anos. J\u00e1 em 2022 tentaram alterar o equil\u00edbrio de poder na Generali e voltaram a desafiar a gest\u00e3o em 2025. Apesar disso, Donnet venceu novamente a vota\u00e7\u00e3o dos acionistas com o apoio dos investidores institucionais. O CEO da Generali comentou, ap\u00f3s essa assembleia geral, ao La Repubblica: <strong>\u201cGanhou a Generali sociedade an\u00f3nima, contra um par de s\u00f3cios que queriam o controlo\u201d.<\/strong> Antes j\u00e1 tinha afirmado que \u201ca Generali est\u00e1 nas m\u00e3os certas\u201d e que tem \u201ca confian\u00e7a do mercado\u201d.<\/p>\n<p>BPCE enfrentou resist\u00eancia<\/p>\n<p>A oposi\u00e7\u00e3o de Caltagirone e da Delfin a Philippe Donnet nunca foi apenas uma quest\u00e3o de governa\u00e7\u00e3o da Generali. Uma parte importante da cr\u00edtica incidia precisamente <strong>sobre a aproxima\u00e7\u00e3o ao grupo franc\u00eas BPCE atrav\u00e9s da combina\u00e7\u00e3o entre a Generali Investments e a Natixis Investment Managers. <\/strong>Caltagirone chegou a afirmar que a opera\u00e7\u00e3o tinha poucas vantagens econ\u00f3micas para a Generali e que poderia enfraquecer o controlo italiano sobre um ativo estrat\u00e9gico.<\/p>\n<p>O plano Generali\u2013BPCE previa criar um gigante europeu de gest\u00e3o de ativos com cerca de 1,9 bili\u00f5es de euros sob gest\u00e3o, controlado em partes iguais. <strong>A opera\u00e7\u00e3o acabou por enfrentar forte resist\u00eancia pol\u00edtica e acionista em It\u00e1lia, nomeadamente de Caltagirone, Del Vechio e setores do governo italiano preocupados com a transfer\u00eancia de influ\u00eancia para Fran\u00e7a.<\/strong> Temiam por que a uni\u00e3o Generali\u2013Natixis envolvia controlo de poupan\u00e7as italianas, influ\u00eancia estrat\u00e9gica sobre a Generali e, afinal, quest\u00f5es de soberania financeira italiana. Assim, no final de 2025, Generali e BPCE abandonaram formalmente o projeto.<\/p>\n<p>Do ponto de vista estrat\u00e9gico este grupo oposicionista defende um crescimento mais agressivo. Caltagirone e Del Vechio t\u00eam argumentado que <strong>a Generali deveria crescer mais rapidamente atrav\u00e9s de aquisi\u00e7\u00f5es e consolida\u00e7\u00e3o internacional.<\/strong> Em 2022, chegaram mesmo a tentar substituir Donnet, alegando que a empresa n\u00e3o estava a explorar plenamente o seu potencial de crescimento.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m defendem para a Generali uma menor depend\u00eancia da Mediobanca e, de facto, opini\u00f5es em It\u00e1lia dizem que o conflito nunca foi apenas estrat\u00e9gico; tamb\u00e9m foi de poder acionista. D<strong>urante d\u00e9cadas, a Mediobanca foi o acionista de refer\u00eancia da Generali com Del Vechio e Caltagirone a procurarem reduzir essa influ\u00eancia<\/strong> e aumentar o peso dos restantes acionistas relevantes na defini\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia.<\/p>\n<p>No entanto, o plano estrat\u00e9gico \u201cLifetime Partner 27\u201d proposto pelo CEO Donnet para a Generali foi bem recebido pelo mercado ao prometer crescimento dos lucros, dividendos elevados e recompra de a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>O desacordo parece ser menos sobre os objetivos financeiros e mais sobre a ambi\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica e a governa\u00e7\u00e3o. O objetivo desta oposi\u00e7\u00e3o tem, afinal, sido o de reduzir o papel dominante da Mediobanca na seguradora e aumentar a influ\u00eancia dos acionistas industriais italianos.<\/p>\n<p>E o que pode acontecer em Portugal?<\/p>\n<p>Os bancos italianos em disputa n\u00e3o t\u00eam presen\u00e7a em Portugal, pa\u00eds que conta com uma Generali ativa e em sentido de crescimento. Nesta altura a seguradora continua na corrida \u00e0 compra da seguradora GamaLife, algo que faria sentido uma vez que esta est\u00e1 presente em Portugal e It\u00e1lia e explora seguros de vida, o que falta \u00e0 Generali em Portugal e que em It\u00e1lia tem forte posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, a GamaLife tem acordo de exclusividade na distribui\u00e7\u00e3o de seguros vida com o Novobanco, agora parte do grupo franc\u00eas BPCE. E que naturalmente est\u00e1 a explorar a hip\u00f3tese de compra da GamaLife at\u00e9 porque \u00e9 forte em seguros em Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, as aquisi\u00e7\u00f5es em Portugal ser\u00e3o estimuladas quer sigam um caminho conservador do CEO Donnet, quer entrem em maior ambi\u00e7\u00e3o por parte dos seus detractores.<\/p>\n<p>Por que no fim, este \u00e9 um assunto exclusivamente italiano, a resolver no Sal\u00e3o Nobre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A participa\u00e7\u00e3o de 13% do Monte dei Paschi na Generali \u00e9 o ativo mais disputado no processo de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":418471,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[475,88,11245,89,20022,90,3905,32,33,6883],"class_list":["post-418470","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-banca","tag-business","tag-corporate","tag-economy","tag-ecoseguros","tag-empresas","tag-financas","tag-portugal","tag-pt","tag-seguradoras"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116753998388117527","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=418470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/418470\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/418471"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=418470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=418470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=418470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}