{"id":419183,"date":"2026-06-15T23:24:15","date_gmt":"2026-06-15T23:24:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/419183\/"},"modified":"2026-06-15T23:24:15","modified_gmt":"2026-06-15T23:24:15","slug":"tubaroes-duende-rarissimos-sao-flagrados-pela-primeira-vez-em-seu-habitat-natural-veja-video","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/419183\/","title":{"rendered":"Tubar\u00f5es-duende rar\u00edssimos s\u00e3o flagrados pela primeira vez em seu habitat natural; veja v\u00eddeo"},"content":{"rendered":"\n<p>Nas profundezas do Oceano Pac\u00edfico, a mais de um quil\u00f4metro abaixo da superf\u00edcie, um ve\u00edculo operado remotamente encontrou uma criatura que parecia sa\u00edda de um filme de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n<p>O animal tinha cerca de tr\u00eas metros de comprimento, pele em tons de rosa e cinza, um focinho longo e pontudo e uma mand\u00edbula capaz de saltar para fora da boca em uma fra\u00e7\u00e3o de segundo para capturar suas presas.<\/p>\n<p>O encontro aconteceu em julho de 2019, perto da Ilha Jarvis, mas s\u00f3 anos depois os cientistas perceberam que aquelas imagens mostravam um tubar\u00e3o-duende (Mitsukurina owstoni) vivo em seu habitat natural. Era a primeira vez que isso era registrado.<\/p>\n<p>A descoberta, publicada na revista cient\u00edfica <a href=\"https:\/\/onlinelibrary.wiley.com\/doi\/abs\/10.1111\/jfb.70505\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Journal of Fish Biology<\/a>, re\u00fane esse v\u00eddeo e um segundo flagrante, feito em 2024 perto da Fossa de Tonga. Juntos, eles revelam novos detalhes sobre um dos tubar\u00f5es mais misteriosos do planeta.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, tudo o que os pesquisadores sabiam sobre tubar\u00f5es-duende vinha principalmente de animais capturados por acidente em equipamentos de pesca. Eles eram levados at\u00e9 a superf\u00edcie, onde podiam ser filmados ou estudados por pouco tempo antes de morrer.<\/p>\n<p>\u201cEles cativaram a imagina\u00e7\u00e3o de tantas pessoas, mas nunca os vimos realmente vivos\u201d, disse Alan Jamieson, diretor do Centro de Pesquisa em \u00c1guas Profundas Minderoo-UWA e um dos autores do estudo, ao <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/environment\/2026\/jun\/12\/goblin-shark-seen-alive-natural-habitat-first-time\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Guardian<\/a>. \u201cNa verdade, n\u00e3o sabemos praticamente nada sobre eles.\u201d<\/p>\n<p><b>Um \u201cf\u00f3ssil vivo\u201d<\/b><\/p>\n<p>O tubar\u00e3o-duende foi descrito pela primeira vez em 1898, depois que um indiv\u00edduo foi encontrado em \u00e1guas profundas pr\u00f3ximas ao Jap\u00e3o.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Ele costuma ser chamado de \u201cf\u00f3ssil vivo\u201d porque \u00e9 o \u00fanico representante atual de uma linhagem muito antiga de tubar\u00f5es, que surgiu h\u00e1 cerca de 125 milh\u00f5es de anos. Isso significa que seus parentes j\u00e1 existiam quando os dinossauros ainda caminhavam pela Terra.<\/p>\n<p>A apar\u00eancia incomum tamb\u00e9m ajudou a transformar a esp\u00e9cie em uma das mais famosas entre os animais das profundezas. Seu nome popular vem de criaturas do folclore japon\u00eas conhecidas pelo nariz comprido e pelo rosto avermelhado.<\/p>\n<p>Peixe diabo-negro e outras 5 criaturas rar\u00edssimas do fundo do oceano<\/p>\n<p>O focinho exagerado, por\u00e9m, n\u00e3o est\u00e1 ali por acaso. No oceano profundo, onde quase n\u00e3o chega luz, encontrar alimento \u00e9 um desafio. Por isso, muitos animais desenvolveram adapta\u00e7\u00f5es especiais para sobreviver. No caso do tubar\u00e3o-duende, a principal delas est\u00e1 na boca.<\/p>\n<p>Quando est\u00e1 nadando normalmente, sua mand\u00edbula fica retra\u00edda e o animal parece ter apenas uma cabe\u00e7a alongada. Mas, ao detectar uma presa, ele consegue projetar a mand\u00edbula para frente como um estilingue, lan\u00e7ando os dentes para fora da boca.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>O movimento \u00e9 considerado o mais r\u00e1pido j\u00e1 registrado entre tubar\u00f5es: a mand\u00edbula avan\u00e7a a mais de 3 metros por segundo. Isso permite capturar peixes e outros animais mesmo que o tubar\u00e3o-duende seja um nadador relativamente lento.<\/p>\n<p><b>A descoberta<\/b><\/p>\n<p>O primeiro v\u00eddeo analisado pelos pesquisadores foi feito em 2019 durante uma expedi\u00e7\u00e3o do navio E\/V Nautilus, da Ocean Exploration Trust.<\/p>\n<p>A equipe explorava ecossistemas de \u00e1guas profundas perto da Ilha Jarvis usando o Hercules, um ve\u00edculo operado remotamente equipado com c\u00e2meras. Durante um mergulho em um monte submarino (uma esp\u00e9cie de montanha que fica completamente abaixo do oceano), o equipamento encontrou o tubar\u00e3o-duende.<\/p>\n<p>As imagens ficaram arquivadas por anos at\u00e9 chamarem a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. Em 2025, Aaron Judah, doutorando da Universidade do Hava\u00ed em M\u0101noa e principal autor do estudo, ouviu de colegas que poderia haver um registro da esp\u00e9cie no material da expedi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cFiquei chocado ao ouvir isso, pois n\u00e3o se sabia da exist\u00eancia dessa esp\u00e9cie no Pac\u00edfico Central\u201d, afirmou Judah em <a href=\"https:\/\/phys.org\/news\/2026-06-rare-deep-sea-goblin-sharks.html\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">comunicado<\/a>.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Ao revisar os arquivos, ele confirmou a descoberta. O v\u00eddeo mostrava um macho de aproximadamente 3,4 metros nadando a 1.237 metros de profundidade. \u201cVer o mais ic\u00f4nico de todos os tubar\u00f5es de \u00e1guas profundas vivo e com apar\u00eancia saud\u00e1vel em seu habitat natural \u00e9 uma honra \u00fanica\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>O outro registro aconteceu em 2024, durante uma expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 Fossa de Tonga, uma das regi\u00f5es mais profundas do planeta. Desta vez, pesquisadores a bordo do navio R\/V Dagon usaram uma c\u00e2mera com isca presa a um equipamento subaqu\u00e1tico para registrar os animais que vivem na regi\u00e3o. Foi assim que encontraram outro tubar\u00e3o-duende.<\/p>\n<p>As imagens indicam que esse indiv\u00edduo estava a quase 2 mil metros de profundidade, cerca de 700 metros al\u00e9m do limite conhecido anteriormente para a esp\u00e9cie. Confira:<\/p>\n<p>O registro ampliou n\u00e3o apenas o alcance do tubar\u00e3o-duende, mas tamb\u00e9m o recorde de profundidade de todo o grupo dos lamniformes, ordem de tubar\u00f5es que inclui esp\u00e9cies como o tubar\u00e3o-branco e o tubar\u00e3o-mako.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Os pesquisadores acreditam que o animal filmado em Tonga era uma f\u00eamea, porque n\u00e3o identificaram estruturas reprodutivas presentes nos machos. \u201cO tubar\u00e3o-duende \u00e9 um desses animais carism\u00e1ticos das profundezas que eu nunca pensei que ver\u00edamos vivos, e ent\u00e3o v\u00ea-lo foi incr\u00edvel, mas saber que colegas no Hava\u00ed tamb\u00e9m viram um foi simplesmente inacredit\u00e1vel\u201d, disse Jamieson em comunicado.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de revelar imagens in\u00e9ditas de um animal raro, os v\u00eddeos ajudam os cientistas a entender melhor onde os tubar\u00f5es-duende vivem.<\/p>\n<p>Antes, a esp\u00e9cie era conhecida principalmente em algumas regi\u00f5es pr\u00f3ximas ao Jap\u00e3o, Austr\u00e1lia, costa oeste dos Estados Unidos e partes dos oceanos Atl\u00e2ntico e \u00cdndico. Os novos registros mostram que sua distribui\u00e7\u00e3o pelo Pac\u00edfico \u00e9 muito maior do que se imaginava.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um caso cl\u00e1ssico de um animal de \u00e1guas profundas que tem uma abund\u00e2ncia muito baixa, mas uma distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica absolutamente enorme\u201d, afirmou Jamieson.<\/p>\n<p>Essa informa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ajudar na conserva\u00e7\u00e3o da esp\u00e9cie. Os registros confirmam que o tubar\u00e3o-duende utiliza ambientes como montes submarinos e \u00e1reas pr\u00f3ximas a fossas oce\u00e2nicas, regi\u00f5es que podem ser afetadas por atividades humanas como pesca em grandes profundidades e minera\u00e7\u00e3o no fundo do mar.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Mesmo vivendo longe dos nossos olhos, esses animais podem sofrer os impactos das mudan\u00e7as que acontecem no oceano.<\/p>\n<p>\u201cNovas descobertas como esta demonstram que ainda h\u00e1 muito a explorar em nosso lar nas profundezas do oceano\u201d, afirmou Judah. \u201cDado o recente aumento da distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do tubar\u00e3o-duende, essa esp\u00e9cie pode ser inclu\u00edda na gest\u00e3o regional e na lista de biodiversidade de uma na\u00e7\u00e3o, enquanto antes nem sab\u00edamos que ela existia.\u201d<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Nas profundezas do Oceano Pac\u00edfico, a mais de um quil\u00f4metro abaixo da superf\u00edcie, um ve\u00edculo operado remotamente encontrou&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":419184,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[1353,109,107,108,20598,6760,32,33,105,103,104,106,110,3022,4665],"class_list":["post-419183","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-animais","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-habitat","tag-oceano","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-trends","tag-tubarao"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116756707242543726","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419183","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=419183"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419183\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/419184"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=419183"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=419183"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=419183"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}