{"id":41956,"date":"2025-08-23T19:17:11","date_gmt":"2025-08-23T19:17:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/41956\/"},"modified":"2025-08-23T19:17:11","modified_gmt":"2025-08-23T19:17:11","slug":"supernova-inedita-revela-o-que-acontece-antes-de-estrelas-explodirem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/41956\/","title":{"rendered":"Supernova in\u00e9dita revela o que acontece antes de estrelas explodirem"},"content":{"rendered":"<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Astr\u00f4nomos observaram o que est\u00e3o chamando de um novo tipo de supernova, que forneceu uma vis\u00e3o sem precedentes do que acontece nas profundezas de uma estrela pouco antes de sua explos\u00e3o. Um estudo detalhando a descoberta surpreendente foi publicado na quarta-feira (20) na revista Nature.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Estrelas massivas s\u00e3o como cebolas c\u00f3smicas: suas camadas externas s\u00e3o formadas por elementos leves, como hidrog\u00eanio e h\u00e9lio, enquanto camadas de elementos mais pesados ficam abaixo. Essas estrelas, que podem ter de 10 a 100 vezes a massa do nosso Sol, s\u00e3o alimentadas pela fus\u00e3o nuclear \u2014 um processo no qual elementos mais leves se fundem para formar elementos mais pesados.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">As estrelas come\u00e7am sua vida com uma composi\u00e7\u00e3o de cerca de 75% de hidrog\u00eanio e 25% de h\u00e9lio, com pequenas quantidades de carbono, nitrog\u00eanio, sil\u00edcio e outros elementos, explicou Adam Miller, coautor do <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41586-025-09375-3\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\" class=\"text-red-600 underline hover:text-red-500 font-medium break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">estudo<\/a> e professor assistente de f\u00edsica e astronomia na Northwestern University.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Por meio da fus\u00e3o, que ocorre no n\u00facleo da estrela, onde a temperatura e a densidade s\u00e3o mais altas, o hidrog\u00eanio se converte em h\u00e9lio, formando as camadas externas da estrutura em &#8220;cebola&#8221;. Ao longo da vida da estrela, o processo continua, fundindo elementos leves para criar elementos mais pesados e, com o tempo, adicionando camadas internas de sil\u00edcio, enxofre, oxig\u00eanio, ne\u00f4nio, magn\u00e9sio e carbono, sob as camadas de h\u00e9lio e hidrog\u00eanio.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">No fim da vida da estrela, ap\u00f3s a forma\u00e7\u00e3o de todas essas camadas gasosas, surge o n\u00facleo de ferro, explicou Miller.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A fus\u00e3o libera energia, que gera press\u00e3o suficiente para impedir que a estrela colapse sob sua pr\u00f3pria gravidade. Mas, quando as estrelas tentam fundir o ferro do n\u00facleo em elementos mais pesados, n\u00e3o h\u00e1 energia suficiente para manter essa press\u00e3o. Como resultado, o n\u00facleo entra em colapso, levando \u00e0 explos\u00e3o estelar.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">No entanto, nada ocorreu como o esperado quando os astr\u00f4nomos observaram uma supernova in\u00e9dita, batizada de SN2021yfj. Muito antes da explos\u00e3o, a estrela j\u00e1 havia perdido suas camadas externas de hidrog\u00eanio, h\u00e9lio e carbono. Ent\u00e3o, pouco antes de explodir, liberou uma camada oculta de elementos relativamente pesados, como sil\u00edcio, enxofre e arg\u00f4nio, que raramente s\u00e3o observados em estrelas moribundas.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A explos\u00e3o \u201ciluminou\u201d essa camada expelida, revelou Miller. \u201c\u00c9 a primeira vez que vemos uma estrela essencialmente reduzida at\u00e9 o osso\u201d, afirma o autor principal do estudo, Steve Schulze, pesquisador do Centro de Explora\u00e7\u00e3o Interdisciplinar e Pesquisa em Astrof\u00edsica da Northwestern University.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cIsso mostra como as estrelas s\u00e3o estruturadas e prova que podem perder muito material antes de explodirem. Elas n\u00e3o apenas perdem suas camadas externas, mas podem ser totalmente despidas e ainda assim produzir uma explos\u00e3o brilhante observ\u00e1vel a dist\u00e2ncias extremamente grandes.\u201d<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A descoberta fornece evid\u00eancia direta da estrutura interna das estrelas massivas \u2014 algo teorizado h\u00e1 muito tempo, mas dif\u00edcil de observar \u2014 e desafia as formas convencionais com que os astr\u00f4nomos entendem a evolu\u00e7\u00e3o estelar.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cEsse evento literalmente n\u00e3o se parece com nada que algu\u00e9m j\u00e1 tenha visto\u201d, diz Miller. \u201cEra t\u00e3o estranho que pensamos que talvez nem estiv\u00e9ssemos observando o objeto certo. Essa estrela est\u00e1 nos dizendo que nossas ideias e teorias sobre a evolu\u00e7\u00e3o estelar s\u00e3o muito limitadas. N\u00e3o \u00e9 que os livros-texto estejam errados, mas eles claramente n\u00e3o capturam tudo o que a natureza produz. Devem existir caminhos mais ex\u00f3ticos para o fim da vida de uma estrela massiva que ainda n\u00e3o consideramos.\u201d<\/p>\n<p>O ciclo de vida violento das estrelas<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Os autores do estudo n\u00e3o sabem exatamente que tipo de estrela existia antes da supernova, mas acreditam que ela tinha uma massa cerca de 60 vezes maior que a do Sol, segundo Schulze e Miller. No entanto, como a camada externa de hidrog\u00eanio j\u00e1 havia sido removida antes da explos\u00e3o, a massa da estrela provavelmente era menor quando se tornou supernova do que no momento em que nasceu, acrescenta Miller.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">J\u00e1 se sabia que estrelas massivas podem perder camadas externas de material antes de explodirem, mas esta estrela perdeu muito mais do que o que havia sido observado at\u00e9 ent\u00e3o. Por exemplo, os astr\u00f4nomos j\u00e1 haviam visto estrelas que perderam sua camada de hidrog\u00eanio, mas que ainda estavam envoltas em h\u00e9lio, carbono e oxig\u00eanio.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cAs estrelas passam por instabilidades muito fortes\u201d, diz Schulze. \u201cEssas instabilidades s\u00e3o t\u00e3o violentas que podem fazer a estrela se contrair. Ent\u00e3o, de repente, ela libera tanta energia que acaba expulsando suas camadas externas. E isso pode acontecer v\u00e1rias vezes.\u201d<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Em algumas explos\u00f5es de estrelas massivas, elementos como sil\u00edcio e enxofre podem ser observados \u201cmisturados\u201d com outros elementos no material ejetado \u2014 mas eles nunca tinham sido vistos antes de uma supernova, explicou Miller.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A equipe estimou que a estrela teria precisado liberar uma massa equivalente a tr\u00eas s\u00f3is ao longo de sua vida para deixar para tr\u00e1s a concha de sil\u00edcio e enxofre, sugerindo que algumas estrelas passam por perdas extremas de massa em seus est\u00e1gios finais.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Na supernova \u00fanica observada, a equipe detectou uma concha espessa de sil\u00edcio e enxofre sendo expelida pouco antes da morte da estrela. Quando ela explodiu, o material de seu n\u00facleo colidiu com essa concha gasosa, e o calor da colis\u00e3o fez a camada de sil\u00edcio e enxofre brilhar.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cEssa estrela perdeu a maior parte do material que produziu ao longo de sua vida\u201d, afirma Schulze. \u201cPortanto, s\u00f3 conseguimos ver o material formado nos meses imediatamente anteriores \u00e0 explos\u00e3o. Algo muito violento deve ter acontecido para causar isso.\u201d<\/p>\n<p>Um acaso c\u00f3smico<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A equipe descobriu a supernova em setembro de 2021, utilizando a instala\u00e7\u00e3o de observa\u00e7\u00e3o Zwicky Transient Facility, no Observat\u00f3rio Palomar, no sul da Calif\u00f3rnia. O Zwicky, que varre o c\u00e9u noturno com uma c\u00e2mera de grande campo, tem fama de ajudar astr\u00f4nomos a descobrir fen\u00f4menos transit\u00f3rios, ou seja, eventos c\u00f3smicos passageiros, como supernovas que brilham e desaparecem rapidamente.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Ao analisar os dados em busca de evid\u00eancias de supernovas, Schulze notou um objeto que aumentou de brilho de forma r\u00e1pida, localizado a 2,2 bilh\u00f5es de anos-luz da Terra. (Um ano-luz \u00e9 a medida da dist\u00e2ncia que a luz percorre em um ano; portanto, esse aumento no brilho ocorreu h\u00e1 2,2 bilh\u00f5es de anos.)<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Para compreender melhor o que estavam observando, a equipe queria analisar o espectro do objeto \u2014 ou seja, os comprimentos de onda da luz colorida, sendo que cada cor revela a presen\u00e7a de um elemento diferente. Mas o Zwicky s\u00f3 mede varia\u00e7\u00f5es no brilho total e n\u00e3o era capaz de capturar o espectro. No in\u00edcio, parecia que nenhum outro telesc\u00f3pio tinha registrado uma imagem clara da supernova. No entanto, Yi Yang, hoje professor assistente na Universidade Tsinghua, na China, conseguiu observar o objeto usando o Observat\u00f3rio W. M. Keck, no Hava\u00ed, e capturou o espectro.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Normalmente, a busca por supernovas \u00e9 feita com telesc\u00f3pios menores, como o Zwicky, que medem brilho, e depois telesc\u00f3pios maiores, como o Keck, s\u00e3o usados para analisar a composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica do g\u00e1s ejetado pela explos\u00e3o, explicou Miller.<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cSem esse espectro\u201d, diz o pesquisador, \u201ctalvez nunca tiv\u00e9ssemos percebido que se tratava de uma explos\u00e3o t\u00e3o estranha e incomum.\u201d<\/p>\n<p class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A equipe compartilhou o espectro com Avishay Gal-Yam, reitor da Faculdade de F\u00edsica e professor de f\u00edsica de part\u00edculas no Instituto Weizmann de Ci\u00eancias, em Israel. Gal-Yam, coautor do estudo e especialista em supernovas, identificou as caracter\u00edsticas misteriosas no espectro, que se revelaram ser sil\u00edcio, enxofre e arg\u00f4nio, contou Schulze.<\/p>\n<p><strong data-start=\"101\" data-end=\"124\" class=\"group-[.isActiveSource]:text-xl group-[.isActiveSource]:font-bold\">Mist\u00e9rios estelares<\/strong><\/p>\n<p data-start=\"101\" data-end=\"389\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">A equipe ainda n\u00e3o tem certeza do que levou a estrela a liberar a concha de sil\u00edcio e enxofre, mas considera algumas possibilidades: a intera\u00e7\u00e3o com uma estrela companheira, ventos estelares excepcionalmente fortes ou at\u00e9 uma enorme erup\u00e7\u00e3o antes da supernova.<\/p>\n<p data-start=\"391\" data-end=\"491\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">No entanto, os autores do estudo tendem a acreditar que a pr\u00f3pria estrela pode ter se despeda\u00e7ado.<\/p>\n<p data-start=\"493\" data-end=\"672\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Seja qual for a causa, a equipe classificou a descoberta como um tipo inteiramente novo de supernova, chamado de supernova do tipo Ien, segundo Miller.<\/p>\n<p data-start=\"674\" data-end=\"950\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">As classifica\u00e7\u00f5es de supernovas s\u00e3o baseadas na presen\u00e7a de diferentes elementos. As do tipo II incluem hidrog\u00eanio, as do tipo Ib cont\u00eam h\u00e9lio mas n\u00e3o hidrog\u00eanio, e as do tipo Ic t\u00eam oxig\u00eanio, mas n\u00e3o h\u00e9lio nem hidrog\u00eanio. Cada tipo revela camadas mais profundas da estrela.<\/p>\n<p data-start=\"952\" data-end=\"1207\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cCostumamos pensar que as estrelas massivas seguem uma sequ\u00eancia\u201d, diz Miller. \u201cChamamos essa nova descoberta de supernova Ien porque o sil\u00edcio, o enxofre e o arg\u00f4nio s\u00f3 estariam presentes nas camadas mais profundas e internas de uma estrela massiva.\u201d<\/p>\n<p data-start=\"1209\" data-end=\"1478\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Stefano Valenti, professor associado do departamento de f\u00edsica e astronomia da Universidade da Calif\u00f3rnia, em Davis, diz que nunca havia visto um espectro como o observado no estudo. Embora j\u00e1 tenha pesquisado supernovas incomuns, ele n\u00e3o participou desta pesquisa.<\/p>\n<p data-start=\"1480\" data-end=\"1797\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201c\u00c9 claramente algo novo\u201d, afirma Valenti. \u201cEssa descoberta est\u00e1 nos mostrando que o \u2018zool\u00f3gico\u2019 dos fen\u00f4menos astron\u00f4micos transit\u00f3rios ainda n\u00e3o est\u00e1 completo e que grandes levantamentos de c\u00e9u, como o do Observat\u00f3rio Vera C. Rubin, provavelmente nos dar\u00e3o a oportunidade de descobrir novos tipos de transientes.\u201d<\/p>\n<p data-start=\"1799\" data-end=\"2245\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">Ter apenas um exemplo desse tipo de supernova refor\u00e7a a necessidade de encontrar outros casos para compreender melhor sua natureza, destaca Miller \u2014 embora isso seja desafiador. O Observat\u00f3rio Rubin poder\u00e1 identificar pelo menos 1 milh\u00e3o de supernovas, mas n\u00e3o mede seus espectros. No artigo, a equipe mostrou que at\u00e9 mesmo um modelo simples de aprendizado de m\u00e1quina n\u00e3o teria identificado a supernova como rara apenas com base em seu brilho.<\/p>\n<p data-start=\"2247\" data-end=\"2572\" class=\"my-5 break-words group-[.isActiveSource]:text-xl\">\u201cPara mim, a grande quest\u00e3o em aberto \u00e9: com que frequ\u00eancia esse tipo de explos\u00e3o ocorre no Universo?\u201d, escreveu Miller em um e-mail. \u201cSer\u00e1 que tivemos uma sorte incrivelmente, incrivelmente grande? Ou ser\u00e1 que existem muitas dessas supernovas por a\u00ed, mas ainda n\u00e3o est\u00e1vamos procurando da forma correta para encontr\u00e1-las?\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Astr\u00f4nomos observaram o que est\u00e3o chamando de um novo tipo de supernova, que forneceu uma vis\u00e3o sem precedentes&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":41957,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[84],"tags":[109,107,108,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":{"0":"post-41956","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-ciencia-e-tecnologia","8":"tag-ciencia","9":"tag-ciencia-e-tecnologia","10":"tag-cienciaetecnologia","11":"tag-portugal","12":"tag-pt","13":"tag-science","14":"tag-science-and-technology","15":"tag-scienceandtechnology","16":"tag-technology","17":"tag-tecnologia"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41956","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=41956"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/41956\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/41957"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=41956"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=41956"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=41956"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}