{"id":419562,"date":"2026-06-16T08:22:18","date_gmt":"2026-06-16T08:22:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/419562\/"},"modified":"2026-06-16T08:22:18","modified_gmt":"2026-06-16T08:22:18","slug":"ue-ve-como-certo-um-el-nino-forte-e-alerta-para-impactos-no-clima-e-alimentos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/419562\/","title":{"rendered":"UE v\u00ea como certo um &#8220;El Ni\u00f1o&#8221; forte e alerta para impactos no clima e alimentos"},"content":{"rendered":"\n<p>&#13;<br \/>\nO Centro Comum de Investiga\u00e7\u00e3o (JRC na sigla original, &#8220;Joint Research Centre&#8221;) adverte que o El Ni\u00f1o (aquecimento das \u00e1guas no oceano Pac\u00edfico) pode atingir uma intensidade in\u00e9dita, com impactos tamb\u00e9m nas desloca\u00e7\u00f5es populacionais e nos riscos humanit\u00e1rios.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nS\u00e3o conclus\u00f5es do relat\u00f3rio publicado hoje pelo servi\u00e7o cient\u00edfico da Comiss\u00e3o Europeia, que analisa antecipadamente os potenciais efeitos do fen\u00f3meno, com base em previs\u00f5es sazonais que alimentam o Servi\u00e7o de Altera\u00e7\u00f5es Clim\u00e1ticas Copernicus. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;A ocorr\u00eancia do El Ni\u00f1o em 2026-2027 \u00e9 praticamente certa&#8221;, refere a an\u00e1lise, acrescentando que se prev\u00ea tamb\u00e9m que atinja uma intensidade &#8220;muito elevada&#8221;, com uma &#8220;alta probabilidade&#8221; de se tornar um evento &#8220;muito forte&#8221; e at\u00e9 de ultrapassar os precedentes hist\u00f3ricos. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO El Ni\u00f1o \u00e9 um fen\u00f3meno clim\u00e1tico natural que ocorre com regularidade (intervalo entre tr\u00eas e sete anos em m\u00e9dia) devido ao aquecimento an\u00f3malo de uma grande \u00e1rea do Pac\u00edfico tropical e pode alterar os padr\u00f5es de chuva, temperatura, seca e tempestades em diferentes regi\u00f5es do planeta. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;O El Ni\u00f1o apresenta riscos complexos em m\u00faltiplas dimens\u00f5es, desiguais na sua geografia, mas interligados nas suas consequ\u00eancias&#8221;, alerta o JRC, que enumera o calor extremo, a seca, as inunda\u00e7\u00f5es, a inseguran\u00e7a alimentar e a exposi\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis entre os seus principais efeitos. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO relat\u00f3rio sublinha que estes impactos ocorrer\u00e3o num contexto j\u00e1 marcado pelo aquecimento global, conflitos, desloca\u00e7\u00f5es, cadeias de abastecimento fr\u00e1geis e elevados pre\u00e7os da energia e dos fertilizantes. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nSegundo o JRC, a diferen\u00e7a entre um evento forte e um de intensidade sem precedentes &#8220;n\u00e3o \u00e9 meramente meteorol\u00f3gica&#8221;, mas pode traduzir-se diretamente em &#8220;centenas de milh\u00f5es de pessoas adicionais em risco&#8221;. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOs cientistas europeus preveem que o calor extremo aumente nos tr\u00f3picos e subtr\u00f3picos a partir de setembro, atinja o pico entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027 e persista at\u00e9 \u00e0 primavera.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nA an\u00e1lise identifica a \u00c1frica Subsariana, o Sul e Sudeste Asi\u00e1tico, a Austr\u00e1lia e grandes partes das Am\u00e9ricas como \u00e1reas particularmente vulner\u00e1veis. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO JRC aponta tamb\u00e9m para um risco acrescido de seca em grandes partes da Austr\u00e1lia, Sudeste Asi\u00e1tico, \u00c1frica Austral, Am\u00e9rica Central, Sahel e subcontinente indiano, enquanto outras regi\u00f5es, como a \u00c1frica Oriental, a \u00c1sia Central e partes das Am\u00e9ricas, poder\u00e3o sofrer com chuvas acima da m\u00e9dia. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNa Europa, o relat\u00f3rio indica que um epis\u00f3dio especialmente intenso poder\u00e1 alterar o padr\u00e3o habitual e levar a temperaturas acima da m\u00e9dia, com o aquecimento a intensificar-se em toda a Eur\u00e1sia at\u00e9 \u00e0 primavera de 2027. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEm termos alimentares, o JRC identifica o trigo duro como um dos produtos mais vulner\u00e1veis, com potencial aumento de pre\u00e7os, enquanto o impacto noutras culturas, como o milho, o arroz, a soja ou o trigo de inverno, depender\u00e1 da intensidade final do fen\u00f3meno e das regi\u00f5es produtoras afetadas. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO relat\u00f3rio afirma ainda que a migra\u00e7\u00e3o relacionada com o clima \u00e9 essencialmente &#8220;interna e de curta dist\u00e2ncia&#8221; e acrescenta que as secas provocam desloca\u00e7\u00f5es mais graduais e menos vis\u00edveis do que as inunda\u00e7\u00f5es ou as tempestades. &#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nO Centro Comum de Investiga\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Europeia sublinha que a previsibilidade do El Ni\u00f1o oferece &#8220;uma oportunidade real&#8221; para antecipar medidas, mobilizar financiamento, refor\u00e7ar os sistemas de alerta precoce e preparar respostas. &#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; O Centro Comum de Investiga\u00e7\u00e3o (JRC na sigla original, &#8220;Joint Research Centre&#8221;) adverte que o El Ni\u00f1o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":419563,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[68508,27,28,11580,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,46726,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-419562","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-australia-sudeste-asiatico","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-el-nino","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-oriental","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116758822750474122","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419562","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=419562"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/419562\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/419563"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=419562"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=419562"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=419562"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}