{"id":420387,"date":"2026-06-16T21:42:11","date_gmt":"2026-06-16T21:42:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/420387\/"},"modified":"2026-06-16T21:42:11","modified_gmt":"2026-06-16T21:42:11","slug":"chineses-com-projetos-solares-e-eolicos-de-13-gigas-no-alentejo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/420387\/","title":{"rendered":"Chineses com projetos solares e e\u00f3licos de 1,3 gigas no Alentejo"},"content":{"rendered":"<p>        Tr\u00eas projetos h\u00edbridos na Vidigueira e em Portel t\u00eam capacidade para abastecer 460 mil lares com os seus mais de dois milh\u00f5es de pain\u00e9is solares, mas tamb\u00e9m aerogeradores a baterias.    <\/p>\n<p>Os chineses da Chint Solar deram os primeiros passos para licenciar v\u00e1rios projetos solares e de baterias com mais de 1,2 gigawatts (GW) no Alentejo.<\/p>\n<p>As centrais solares fotovoltaicas em causa s\u00e3o as de S\u00e3o Gi\u00e3o (564 megawatts (MW)), de Tapada Grande (580 MW) e de Monte Santos (111 MW). Os dois primeiros projetos tamb\u00e9m v\u00e3o contar com um total de 50 megawatts de energia e\u00f3lica.<\/p>\n<p>Estes projetos est\u00e3o inseridos no ambicioso pipeline da companhia chinesa com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo.<\/p>\n<p>Ao todo, s\u00e3o mais de 2,1 milh\u00f5es de pain\u00e9is solares a instalar nos projetos do Cluster Alqueva-Portel localizados nos munic\u00edpios de Vidigueira (distrito de Beja), na freguesia de Pedr\u00f3g\u00e3o, e de Portel (distrito de \u00c9vora), na Uni\u00e3o das freguesias de Amieira e Alqueva e na freguesia de Vera Cruz.<\/p>\n<p>Em termos de baterias, S\u00e3o Gi\u00e3o vai contar com uma capacidade de 750 MWh, com a Tapada Branca a contar com 840 MWh e Monte Santos com 200 MWh. Em termos de pot\u00eancia instalada de baterias, os projetos contam com 375 MW, 420 MW e com 100 MW, respetivamente.<\/p>\n<p>O promotor submeteu recentemente uma Proposta de Defini\u00e7\u00e3o de \u00c2mbito (PDA), considerado um passo inicial no licenciamento ambiental.<\/p>\n<p>A op\u00e7\u00e3o por incluir baterias destina-se a \u201cproporcionar maior flexibilidade e estabilidade ao sistema el\u00e9trico, permitindo otimizar a gest\u00e3o da energia produzida, reduzir constrangimentos associados \u00e0 intermit\u00eancia das fontes renov\u00e1veis e refor\u00e7ar a capacidade de integra\u00e7\u00e3o de energia na rede el\u00e9trica\u201d.<\/p>\n<p>Por ano, dever\u00e3o produzir 1.868 GWh\/ano, o suficiente para abastecer 460 mil lares.<\/p>\n<p>A Chint Solar \u00e9 uma companhia chinesa que comprou a sociedade portuguesa SolCarport detida pelos alem\u00e3es da ProEnergy em 2023.<\/p>\n<p>A companhia herdou assim uma carteira de projetos bastante consider\u00e1vel com 6,6 gigawatts de energia solar, a larga maioria no Alentejo, <a href=\"https:\/\/jornaleconomico.sapo.pt\/noticias\/ofensiva-asiatica-na-energia-solar-em-portugal\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">conforme escreveu o Jornal Econ\u00f3mico em agosto de 2025.<\/a><\/p>\n<p>Em 2021, a SolCarport submeteu 22 pedidos de acordos diretos \u00e0 REN (em que o promotor paga a liga\u00e7\u00e3o \u00e0 rede el\u00e9trica nacional, ao contr\u00e1rio do que acontece nas centrais solares dos leil\u00f5es, por exemplo), com a Chint Solar a submeter um. Tudo junto, pediu para ligar \u00e0 rede el\u00e9trica um total de 6 gigawatts de energia solar.<\/p>\n<p>A companhia chinesa tem estado a avan\u00e7ar nos seus projetos em Portugal. J\u00e1 conta com uma central solar em opera\u00e7\u00e3o: a de \u00cdnsua, em Serpa, com 48 MWp, inaugurada em 2022. Em Albergaria-a-Velha, distrito de Aveiro, arrancou em maio com a constru\u00e7\u00e3o de uma central solar com 73 MWp.<\/p>\n<p>Em 2025, entregou uma Proposta de Defini\u00e7\u00e3o de \u00c2mbito (PDA) \u00e0 Ag\u00eancia Portuguesa do Ambiente (APA), mas recebeu um parecer de \u201cconte\u00fados carecem de aprofundamento\u201d, uma resposta habitual nesta fase precoce do licenciamento ambiental. Este projeto fica no concelho da Vidigueira, que conta com uma pot\u00eancia solar de 340 MWp, dois aerogeradores com mais de 14 MW e com as baterias a terem uma capacidade de 620 MWh. Por ano, prev\u00ea-se que produza 671 GWh.<\/p>\n<p>Entre os projetos comprados pela Chint Solar, encontram-se v\u00e1rios gigantes, como o de Cavandela (concelho de Castro Verde) com 504 MWp, o de Cafelado (Viana do Alentejo) com 504 MWp, Monte Coito (M\u00e9rtola) \u2013 504 MW, ou a de S\u00e3o Gi\u00e3o (Portel) \u2013 504 MWp.<\/p>\n<p>Outras centrais de destaque s\u00e3o as de Baldio de S\u00e3o Rom\u00e3o (Reguengos de Monsaraz) \u2013 450 MWp; Herdade Colar de Perdizes (Montijo) \u2013 420 MWp; Porto Mouro (Ferreira do Alentejo) \u2013 390 MWp; Monte das Flores (\u00c9vora) \u2013 480 MWp; Monte Novo + Amieira (Vidigueira) \u2013 372 MWp, segundo os dados recolhidos pelo Jornal Econ\u00f3mico.<\/p>\n<p>O projeto do Pinel surge nesta lista com uma pot\u00eancia maior face ao apresentado no estudo ambiental (450 MWp).<\/p>\n<p>A companhia conta com mais de 3,8 gigas aprovados para ligar \u00e0 rede, no \u00e2mbito dos acordos diretos com a REN e a E-Redes.<\/p>\n<p>Dos projetos com a REN submetidos \u00e0 DGEG, a agora Chint Solar obteve autoriza\u00e7\u00e3o para avan\u00e7ar com nove: Divor (400 MW), cinco projetos no Alqueva \u2013 com 400 MW, 100 MW, 420 MW, 375 MW, 310 MW, 150 MW -, um projeto em Ourique com 420 MW, e dois em Ferreira do Alentejo com 420 MW e 325 MW. Tudo junto, s\u00e3o mais de 3,3 gigas j\u00e1 aprovados para ligar \u00e0 rede, com a Chint Solar a pagar do seu bolso. Nos acordos com a E-Redes, foram aprovados 11 projetos, num total de 500 MW.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Tr\u00eas projetos h\u00edbridos na Vidigueira e em Portel t\u00eam capacidade para abastecer 460 mil lares com os seus&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":420388,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[10],"tags":[288,27,28,68593,68594,15845,32368,15,16,14,11006,25,26,21,22,12,13,19,20,32,23,24,33,17,18,29,30,31],"class_list":["post-420387","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-portugal","tag-alentejo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-chineses","tag-chint-solar","tag-energia-solar","tag-eolica","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-hibrido","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-pt","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116761968530708998","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=420387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/420387\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/420388"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=420387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=420387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=420387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}