{"id":421324,"date":"2026-06-17T18:34:16","date_gmt":"2026-06-17T18:34:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/421324\/"},"modified":"2026-06-17T18:34:16","modified_gmt":"2026-06-17T18:34:16","slug":"a-via-lactea-caminha-para-uma-nova-e-violenta-fusao-galactica-aproxima-se-o-proximo-choque-cosmico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/421324\/","title":{"rendered":"A Via L\u00e1ctea caminha para uma nova e violenta fus\u00e3o gal\u00e1ctica: aproxima-se o pr\u00f3ximo &#8220;choque&#8221; c\u00f3smico"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/la-via-lactea-afronta-un-nuevo-choque-galactico-la-gran-nube-de-magallanes-ya-deforma-su-estructura-.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"A Via L\u00e1ctea conserva os vest\u00edgios de antigas fus\u00f5es gal\u00e1ticas, detetados no movimento irregular de milhares de milh\u00f5es de estrelas.\" title=\"Choque entre galaxias\" data-image=\"r1ks6l50i988\"\/>A Via L\u00e1ctea conserva os vest\u00edgios de antigas fus\u00f5es gal\u00e1ticas, detetados no movimento irregular de milhares de milh\u00f5es de estrelas.   <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/04\/belen-valdehita.jpg\" alt=\"Bel\u00e9n Valdehita\" width=\"40\" height=\"40\"\/>    <a class=\"nombre text-hv\" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/autor\/belen-valdehita\/\" title=\"Bel\u00e9n Valdehita\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Bel\u00e9n Valdehita<\/a> Meteored Espanha        17\/06\/2026 17:23   5 min   <\/p>\n<p>A Via L\u00e1ctea n\u00e3o \u00e9 um sistema est\u00e1tico, embora, vista da Terra, possa ser percebida como uma faixa est\u00e1vel no c\u00e9u noturno. A sua hist\u00f3ria \u00e9 <strong>marcada por v\u00e1rios impactos anteriores que alteraram a sua forma e a sua din\u00e2mica interna<\/strong> ao longo de milhares de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>O estudo da sua evolu\u00e7\u00e3o permitiu reconstruir epis\u00f3dios que, embora n\u00e3o tenham deixado vest\u00edgios vis\u00edveis convencionais, deixaram, de facto, <strong>marcas no movimento e na composi\u00e7\u00e3o das suas estrelas<\/strong>. Essa leitura do passado gal\u00e1ctico permite tamb\u00e9m antecipar as mudan\u00e7as que vir\u00e3o no futuro.<\/p>\n<p>Via L\u00e1ctea: mem\u00f3ria estelar de antigas fus\u00f5es gal\u00e1cticas<\/p>\n<p>Os grandes cat\u00e1logos astron\u00f3micos t\u00eam vindo a transformar a an\u00e1lise do cosmos. O <strong>Sloan Digital Sky Survey<\/strong> abriu o acesso a dados em grande escala, <strong>e o telesc\u00f3pio Gaia<\/strong> levou esse trabalho a outro n\u00edvel com o registo de quase 2 mil milh\u00f5es de estrelas.<\/p>\n<blockquote class=\"twitter-tweet\">\n<p lang=\"es\" dir=\"ltr\">\u00bfSab\u00edas que, en unos 4.000 millones de a\u00f1os, la Galaxia de Andr\u00f3meda y la V\u00eda L\u00e1ctea chocar\u00e1n? \u00bfEs tan terrible y apocal\u00edptico como suena? <a href=\"https:\/\/t.co\/q1ILDbBfTH\" rel=\"nofollow\">pic.twitter.com\/q1ILDbBfTH<\/a><\/p>\n<p>\u2014 \u00c1lex Riveiro (@alex_riveiro) <a href=\"https:\/\/x.com\/alex_riveiro\/status\/902616154635689988?ref_src=twsrc%5Etfw\" rel=\"nofollow\">August 29, 2017<\/a><\/p><\/blockquote>\n<p>Esse volume de informa\u00e7\u00e3o <strong>permitiu identificar algumas estrelas com trajet\u00f3rias que n\u00e3o se enquadram no movimento habitual do disco gal\u00e1ctico<\/strong>. Trata-se de objetos que atravessam a gal\u00e1xia com \u00f3rbitas irregulares e padr\u00f5es que n\u00e3o s\u00e3o comuns \u00e0s estrelas locais.<\/p>\n<p><strong>A sua composi\u00e7\u00e3o qu\u00edmica refor\u00e7a essa diferen\u00e7a<\/strong>. Apresentam menor abund\u00e2ncia de elementos pesados, uma caracter\u00edstica associada a sistemas gal\u00e1cticos de menor dimens\u00e3o e evolu\u00e7\u00e3o mais lenta, o que aponta para a sua origem fora da Via L\u00e1ctea.<\/p>\n<p>Gaia-Sausage-Enceladus e a transforma\u00e7\u00e3o da Via L\u00e1ctea<\/p>\n<p><strong>Um dos epis\u00f3dios mais relevantes identificados na hist\u00f3ria gal\u00e1ctica \u00e9 Gaia-Sausage-Enceladus<\/strong>. Este sistema corresponde aos vest\u00edgios de uma gal\u00e1xia absorvida pela Via L\u00e1ctea h\u00e1 entre 8 000 e 11 000 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1781721254_589_la-via-lactea-afronta-un-nuevo-choque-galactico-la-gran-nube-de-magallanes-ya-deforma-su-estructura-.jpeg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"A Grande Nuvem de Magalh\u00e3es j\u00e1 exerce a sua influ\u00eancia sobre a Via L\u00e1ctea, alterando o seu halo e antecipando uma nova intera\u00e7\u00e3o gravitacional.\" title=\"Encuentros entre galaxias\" data-image=\"a5yunjxexgep\"\/>A Grande Nuvem de Magalh\u00e3es j\u00e1 exerce a sua influ\u00eancia sobre a Via L\u00e1ctea, alterando o seu halo e antecipando uma nova intera\u00e7\u00e3o gravitacional.<\/p>\n<p>O impacto deixou uma marca din\u00e2mica clara no comportamento das estrelas. Parte do disco primitivo foi deslocada para o halo e <strong>foram incorporados novos aglomerados estelares provenientes da gal\u00e1xia absorvida<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, <strong>estima-se que esse encontro possa ter alterado a orienta\u00e7\u00e3o do disco gal\u00e1ctico<\/strong> em rela\u00e7\u00e3o ao halo de mat\u00e9ria escura. Este componente invis\u00edvel, mas dominante nas zonas externas, condiciona a gravidade total do sistema.<\/p>\n<p>Mat\u00e9ria escura e cartografia da Via L\u00e1ctea<\/p>\n<p>A mat\u00e9ria escura continua a ser um dos grandes enigmas da astrof\u00edsica. N\u00e3o emite luz, mas <strong>a<\/strong> <strong>sua influ\u00eancia gravitacional mant\u00e9m as gal\u00e1xias<\/strong><strong> unidas<\/strong> e estrutura o seu movimento em grande escala.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1781721255_280_maxresdefault.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" id=\"3TOFwxddi94\"\/><\/p>\n<p>Na Via L\u00e1ctea, <strong>a sua distribui\u00e7\u00e3o pode ser estudada com maior precis\u00e3o do que noutras gal\u00e1xias<\/strong>, gra\u00e7as ao acompanhamento individual das estrelas. Isto permite estimar a sua forma, a sua densidade e o seu comportamento em diferentes zonas do sistema.<\/p>\n<p>Os dados atuais sugerem que o halo de mat\u00e9ria escura n\u00e3o \u00e9 uniforme. Apresenta irregularidades e deforma\u00e7\u00f5es que <strong>podem estar relacionadas com fus\u00f5es antigas e com a din\u00e2mica interna da gal\u00e1xia<\/strong>.<\/p>\n<p>Grande Nuvem de Magalh\u00e3es: a nova perturba\u00e7\u00e3o gravitacional<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um longo per\u00edodo de relativa estabilidade, a Via L\u00e1ctea volta a sofrer tens\u00f5es externas. <strong>A Grande Nuvem de Magalh\u00e3es<\/strong>, a sua companheira mais massiva, <strong>est\u00e1 a exercer uma forte atra\u00e7\u00e3o gravitacional<\/strong>.<\/p>\n<p>Esse efeito <strong>j\u00e1 est\u00e1 a alterar a estrutura do halo gal\u00e1ctico e a modificar o equil\u00edbrio do sistema<\/strong>. O processo lembra, em menor escala, o que aconteceu em epis\u00f3dios de fus\u00e3o anteriores.<\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.pt\/noticias\/astronomia\/telescopio-james-webb-detecta-altas-concentracoes-de-metano-no-cometa-interestelar-3i-atlas.html\" title=\"Telesc\u00f3pio James Webb deteta altas concentra\u00e7\u00f5es de metano no cometa interestelar 3I\/ATLAS\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" class=\" img-body non-editable \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/james-webb-metano-3i-atlas-1780372106136_320.png\"  width=\"320\" height=\"225\"\/><\/a><\/p>\n<p>O cen\u00e1rio atual aponta para uma intera\u00e7\u00e3o prolongada que poder\u00e1 redefinir a din\u00e2mica de ambas as gal\u00e1xias. Mais do que um acontecimento pontual, trata-se de um processo prolongado no tempo que <strong>j\u00e1 come\u00e7ou a fazer-se sentir nos seus movimentos<\/strong>.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia da not\u00edcia<\/p>\n<p>The Conversation: <a href=\"https:\/\/theconversation.com\/the-milky-way-was-rewired-by-a-cataclysmic-collision-billions-of-years-ago-now-it-is-on-course-for-another-284721\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">The Milky Way was rewired by a cataclysmic collision billions of years ago. Now it is on course for another<\/a> <\/p>\n<p> <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A Via L\u00e1ctea conserva os vest\u00edgios de antigas fus\u00f5es gal\u00e1ticas, detetados no movimento irregular de milhares de milh\u00f5es&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":421325,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[68693,109,107,108,55978,32,33,105,103,104,106,110,4248],"class_list":["post-421324","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-choque-galactico","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-grande-nuvem-de-magalhaes","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-via-lactea"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116766892149328622","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/421324","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=421324"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/421324\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/421325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=421324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=421324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=421324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}