{"id":42215,"date":"2025-08-23T22:59:24","date_gmt":"2025-08-23T22:59:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/42215\/"},"modified":"2025-08-23T22:59:24","modified_gmt":"2025-08-23T22:59:24","slug":"maratonistas-tem-maior-probabilidade-de-ter-cancro-cientistas-nao-sabem-porque","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/42215\/","title":{"rendered":"Maratonistas t\u00eam maior probabilidade de ter cancro. Cientistas n\u00e3o sabem porqu\u00ea"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/outdoor-cross-country-running-76063999.html\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"exclude\" target=\"_blank\">Brian A Jackson \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-695955\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/c9f0f895fb98ab9159f51fd0297e236d-4-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Atletas de resist\u00eancia em excelente forma f\u00edsica apresentam incid\u00eancia inesperadamente mais elevada de cancro do c\u00f3lon do que a m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o. Os investigadores ainda est\u00e3o a tentar perceber se a corrida de resist\u00eancia provoca diretamente o problema ou se apenas o esconde.<\/strong><\/p>\n<p>Estamos habituados a ver os corredores de longa dist\u00e2ncia como <strong>s\u00edmbolos de sa\u00fade<\/strong>: corpos magros, cheios de energia e endorfinas, capazes de percorrer trilhos de 160 quil\u00f3metros por prazer, com batimentos card\u00edacos t\u00e3o baixos que poderiam ser confundidos com os de um cad\u00e1ver.<\/p>\n<p>Mas um estudo recente, apresentado numa confer\u00eancia da American Society of Clinical Oncology mas ainda n\u00e3o publicado, vem <strong>desafiar esta ideia<\/strong>: os corredores de resist\u00eancia mais exigentes podem estar mais propensos a desenvolver <strong>cancro do c\u00f3lon<\/strong>.<\/p>\n<p>Tudo come\u00e7ou quando <strong>Timothy Cannon<\/strong>, oncologista no Inova Schar Cancer Institute, reparou em algo estranho. Tr\u00eas dos seus pacientes, todos com menos de 40 anos, eram atletas de resist\u00eancia em excelente forma f\u00edsica. N\u00e3o bebiam, n\u00e3o fumavam e um deles era vegan.<\/p>\n<p>E, ainda assim,<strong> todos tinham cancro do c\u00f3lon<\/strong> em estado avan\u00e7ado, sem qualquer fator de risco habitual.<\/p>\n<p>Intrigado, o oncologista norte-americano decidiu investigar o caso mais a fundo, conta o <a href=\"https:\/\/www.nytimes.com\/2025\/08\/19\/health\/running-colon-cancer.html\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">The New York Times<\/a>. No seu estudo, Cannon convidou 100 corredores entre 35 e 50 anos a realizar colonoscopias, <strong>esperando encontrar muito pouco<\/strong>.<\/p>\n<p>Mas os resultados que obteve surpreenderam-no, <strong>eram avassaladores<\/strong>: quase <strong>metade apresentava p\u00f3lipos e 15% tinham adenomas<\/strong> avan\u00e7ados \u2014 o tipo de les\u00e3o que pode evoluir para cancro.<\/p>\n<p>15% pode n\u00e3o parecer muito, mas <strong>\u00e9 um valor elevado<\/strong>: supera em muito a percentagem da <strong>popula\u00e7\u00e3o em geral, entre 4,5% e 6%,<\/strong> e at\u00e9 a dos nativos do Alasca, que t\u00eam uma das taxas mais altas de cancro do c\u00f3lon nos EUA, cerca de 12%.<\/p>\n<p>A maioria destes corredores <strong>n\u00e3o tinha consci\u00eancia do problema<\/strong>. Muitos atribu\u00edram os seus sintomas como sangue nas fezes ou c\u00f3licas ao chamado \u201c<strong>runner\u2019s trots<\/strong>\u201d (diarreia associada \u00e0 corrida) ou a outros efeitos aparentemente benignos do exerc\u00edcio intenso.<\/p>\n<p>\u201c<strong>Fiquei surpreendida<\/strong> \u2014 pensar-se-ia que correr \u00e9 super saud\u00e1vel\u201d, admite <strong>Laura\u00a0Linville<\/strong>, de 47 anos, maratonista de longa data que participou no estudo. Descobriu que <strong>tinha sete p\u00f3lipos<\/strong>, incluindo alguns t\u00e3o grandes que teve de ser submetida a procedimentos m\u00e9dicos adicionais.<\/p>\n<p>Um exemplo tr\u00e1gico \u00e9 o de <strong>Josh Wadlington<\/strong>, que fazia v\u00e1rias ultramaratonas por m\u00eas e<strong> ignorou os sintomas durante anos<\/strong>. Morreu aos 41 anos. Outros dois atletas que inspiraram o estudo tamb\u00e9m j\u00e1 faleceram.<\/p>\n<p>Os investigadores ainda est\u00e3o a tentar perceber se a corrida de resist\u00eancia <strong>provoca diretamente o problema ou se apenas o esconde<\/strong>.<\/p>\n<p>Uma das teorias sugere que o <strong>exerc\u00edcio intenso desvia o sangue<\/strong> do intestino, <strong>deixando as c\u00e9lulas do c\u00f3lon privadas de oxig\u00e9nio<\/strong> e desencadeando ciclos de <strong>inflama\u00e7\u00e3o e repara\u00e7\u00e3o<\/strong> \u2014 que o corpo s\u00f3 consegue suportar um n\u00famero limitado de vezes. \u00c9 como tentar remendar o mesmo pneu furado repetidamente at\u00e9 ele deixar de funcionar.<\/p>\n<p>Ainda assim, os especialistas alertam que s\u00e3o necess\u00e1rias mais pesquisas, j\u00e1 que o estudo <strong>n\u00e3o incluiu um grupo de controlo<\/strong>.<\/p>\n<p>O problema torna-se ainda mais complexo pelo aumento do cancro colorretal em idades jovens: <strong>quase 10% dos novos casos<\/strong> em todo o mundo surgem em pessoas <strong>com menos de 50 anos<\/strong>.<\/p>\n<p>Isto levanta a quest\u00e3o: ser\u00e1 um problema exclusivo dos corredores de resist\u00eancia mais exigentes <strong>ou j\u00e1 se tornou uma tend\u00eancia global<\/strong>?<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 dados suficientes para recomendar que se deixem as sapatilhas de corrida e se passe para o ciclismo ou outro qualquer desporto.<\/p>\n<p>Mas existe <strong>informa\u00e7\u00e3o suficiente para um alerta<\/strong>: se \u00e9 um corredor dedicado e sente que algo no seu corpo n\u00e3o est\u00e1 bem, n\u00e3o atribua automaticamente os sintomas ao desgaste normal da corrida. Pode ser algo muito mais s\u00e9rio.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434168_358_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434169_968_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434170_730_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Brian A Jackson \/ Depositphotos Atletas de resist\u00eancia em excelente forma f\u00edsica apresentam incid\u00eancia inesperadamente mais elevada de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42216,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[86],"tags":[1866,1207,116,1208,32,33,117],"class_list":{"0":"post-42215","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-saude","8":"tag-atletismo","9":"tag-cancro","10":"tag-health","11":"tag-medicina","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-saude"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42215","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42215"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42215\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42216"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42215"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42215"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42215"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}