{"id":422442,"date":"2026-06-18T15:14:12","date_gmt":"2026-06-18T15:14:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/422442\/"},"modified":"2026-06-18T15:14:12","modified_gmt":"2026-06-18T15:14:12","slug":"el-nino-esta-de-volta-e-pode-ser-um-dos-mais-fortes-de-sempre-o-que-significa-isso-para-o-planeta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/422442\/","title":{"rendered":"El Ni\u00f1o est\u00e1 de volta e pode ser um dos mais fortes de sempre. O que significa isso para o planeta?"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-post-excerpt__excerpt\">O El Ni\u00f1o \u00e9 um dos mais importantes reguladores naturais do clima \u00e0 escala global e os cientistas acreditam que a vers\u00e3o que come\u00e7ou agora pode entrar para a hist\u00f3ria. Os primeiros sinais s\u00e3o t\u00e3o fortes que alguns j\u00e1 lhe chamam \u201csuper El Ni\u00f1o\u201d ou \u201cGodzilla\u201d. <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 s\u00e9culos, pescadores ao largo da costa do Peru repararam num <strong>fen\u00f3meno estranho<\/strong>: de tempos a tempos, os peixes desapareciam das \u00e1guas do Pac\u00edfico pr\u00f3ximo do Natal. <strong>Chamaram-lhe El Ni\u00f1o, em refer\u00eancia ao Menino Jesus<\/strong>. Hoje, \u00e9 conhecido como <strong>um dos mais importantes reguladores naturais do clima global e os cientistas acreditam que a vers\u00e3o que acaba de come\u00e7ar poder\u00e1 entrar para a hist\u00f3ria<\/strong>. E n\u00e3o pelos melhores motivos.<\/p>\n<p><strong>N\u00e3o perca nenhuma not\u00edcia importante da atualidade de tecnologia e\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/tek.sapo.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>acompanhe tudo em tek.sapo.pt<\/strong><\/a>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Administra\u00e7\u00e3o Nacional Oce\u00e2nica e Atmosf\u00e9rica dos Estados Unidos (NOAA) declarou oficialmente, a 11 de junho, o regresso do El Ni\u00f1o. Os dados mostram que <strong>as \u00e1guas superficiais do Pac\u00edfico equatorial est\u00e3o j\u00e1 significativamente mais quentes do que o normal e que a atmosfera come\u00e7ou a responder a esse aquecimento<\/strong>, um dos crit\u00e9rios essenciais para confirmar o fen\u00f3meno.<\/p>\n<p>Veja o v\u00eddeo<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">As previs\u00f5es apontam para um <strong>agravamento gradual ao longo dos pr\u00f3ximos meses<\/strong>. Segundo a NOAA, existe uma <strong>probabilidade de 63% de este epis\u00f3dio atingir a categoria de \u201cmuito forte\u201d entre o final de 2026 e o in\u00edcio de 2027<\/strong>, o que o colocaria <strong>entre os mais intensos desde o in\u00edcio dos registos modernos, em 1950<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas porque \u00e9 que alguns d\u00e9cimos de grau no Pac\u00edfico podem preocupar o resto do mundo? O El Ni\u00f1o \u00e9 a fase quente da Oscila\u00e7\u00e3o Sul do El Ni\u00f1o (ENSO), um ciclo clim\u00e1tico natural que ocorre, em m\u00e9dia, a cada tr\u00eas a sete anos. Quando os ventos al\u00edsios enfraquecem, as \u00e1guas quentes acumuladas no Pac\u00edfico ocidental deslocam-se para leste. Essa <strong>energia extra altera os padr\u00f5es de circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e desencadeia uma cadeia de efeitos que pode influenciar o clima<\/strong> em praticamente todos os continentes.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os <strong>impactos variam de regi\u00e3o para regi\u00e3o<\/strong>. Algumas zonas enfrentam <strong>secas prolongadas e risco acrescido de inc\u00eandios<\/strong> florestais; noutras, aumentam a probabilidade de <strong>chuvas intensas, cheias e tempestades<\/strong>. \u00cdndia, Indon\u00e9sia, Austr\u00e1lia, partes de \u00c1frica e v\u00e1rias regi\u00f5es das Am\u00e9ricas est\u00e3o entre as \u00e1reas mais vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Al\u00e9m disso, o fen\u00f3meno surge num contexto particularmente delicado. O planeta j\u00e1 atravessa um <strong>per\u00edodo de aquecimento acelerado devido \u00e0s emiss\u00f5es de gases com efeito de estufa<\/strong>. O \u00faltimo epis\u00f3dio de El Ni\u00f1o, entre 2023 e 2024, contribuiu para que 2024 se tornasse o ano mais quente alguma vez registado.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A Ag\u00eancia Espacial Europeia (ESA) revelou entretanto que os <strong>sat\u00e9lites est\u00e3o a detetar um aumento acentuado das temperaturas da superf\u00edcie do mar no Pac\u00edfico tropical<\/strong>, considerado o sinal mais claro de que o fen\u00f3meno est\u00e1 em desenvolvimento. Os investigadores sublinham que <strong>pequenas diferen\u00e7as de temperatura \u00e0 superf\u00edcie representam enormes quantidades de energia armazenadas no oceano, capazes de alterar a circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica<\/strong> \u00e0 escala global.<\/p>\n<p>Veja o v\u00eddeo <\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na Europa, os efeitos tendem a ser mais indiretos. O Instituto Portugu\u00eas do Mar e da Atmosfera (IPMA), citado pela SIC Not\u00edcias, indica que <strong>a influ\u00eancia do El Ni\u00f1o em Portugal \u00e9 relativamente limitada quando comparada com outras regi\u00f5es do mundo<\/strong>. Ainda assim, alguns estudos sugerem que <strong>epis\u00f3dios muito intensos podem alterar padr\u00f5es atmosf\u00e9ricos que afetam o Atl\u00e2ntico Norte e, consequentemente, as condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas europeias durante o inverno<\/strong>.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Centro Comum de Investiga\u00e7\u00e3o da Comiss\u00e3o Europeia vai mais longe e considera praticamente certo que este epis\u00f3dio tenha <strong>impactos significativos \u00e0 escala global<\/strong>, incluindo efeitos na <strong>agricultura<\/strong>, nos <strong>pre\u00e7os dos alimentos<\/strong> e em popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Apesar dos alertas, os especialistas lembram que <strong>o El Ni\u00f1o n\u00e3o determina exatamente o que acontecer\u00e1<\/strong> em cada regi\u00e3o. O fen\u00f3meno <strong>aumenta a probabilidade de determinados cen\u00e1rios clim\u00e1ticos<\/strong>, mas n\u00e3o os garante. Ainda assim, <strong>os sinais observados at\u00e9 agora s\u00e3o suficientemente fortes para que muitos investigadores j\u00e1 lhe atribuam alcunhas como \u201csuper El Ni\u00f1o\u201d ou mesmo \u201cGodzilla\u201d<\/strong>.<\/p>\n<p><strong>Assine a\u00a0<\/strong><a href=\"https:\/\/teknoticias.us15.list-manage.com\/subscribe?u=9a06a5af5e9150806abc02bae&amp;id=ef9b27090d\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>newsletter do TEK Not\u00edcias<\/strong><\/a><strong>\u00a0e receba todos os dias as principais not\u00edcias de tecnologia na sua caixa de correio<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O El Ni\u00f1o \u00e9 um dos mais importantes reguladores naturais do clima \u00e0 escala global e os cientistas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":422443,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[68814,27,28,2834,2271,11580,9867,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,2000,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-422442","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alteracoes-climatericas","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-calor","tag-clima","tag-el-nino","tag-esa","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-planeta","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116771767295391430","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/422442","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=422442"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/422442\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/422443"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=422442"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=422442"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=422442"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}