{"id":424344,"date":"2026-06-20T09:16:12","date_gmt":"2026-06-20T09:16:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/424344\/"},"modified":"2026-06-20T09:16:12","modified_gmt":"2026-06-20T09:16:12","slug":"a-partir-de-que-idade-os-bebes-devem-comer-ovo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/424344\/","title":{"rendered":"A partir de que idade os beb\u00e9s devem comer ovo?"},"content":{"rendered":"<p>                Um novo estudo confirma que a introdu\u00e7\u00e3o precoce do vovo na alimenta\u00e7\u00e3o reduz a probabilidade de alergia na inf\u00e2ncia<\/p>\n<p>Antigamente, aconselhava-se os pais a manterem os alimentos alerg\u00e9nicos, como os ovos, longe dos beb\u00e9s, especialmente se houvesse antecedentes de alergias na fam\u00edlia. Mas, com base em evid\u00eancias recentes, o conselho \u00e9 agora quase o oposto \u2013 e uma nova investiga\u00e7\u00e3o sugere que esta mudan\u00e7a nas orienta\u00e7\u00f5es est\u00e1 a dar resultado.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a mudan\u00e7a dr\u00e1stica nas orienta\u00e7\u00f5es para deixar de manter os alimentos alerg\u00e9nicos afastados dos beb\u00e9s at\u00e9 aos 1 a 3 anos de idade e, em vez disso, introduzi-los logo aos 6 meses de idade, a preval\u00eancia da alergia ao ovo entre as crian\u00e7as diminuiu mais de 17%, indica um novo estudo publicado na revista JAMA Pediatrics.<\/p>\n<p>\u201cEstas conclus\u00f5es deixam claro que as altera\u00e7\u00f5es nas orienta\u00e7\u00f5es, quando baseadas em evid\u00eancias de alta qualidade e quando amplamente adotadas, podem levar a redu\u00e7\u00f5es significativas na preval\u00eancia de alergias alimentares\u201d, explica por e-mail Jennifer Koplin, l\u00edder do grupo de alergias infantis e epidemiologia no Centro de Investiga\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Infantil da Universidade de Queensland e autora principal do novo estudo.<\/p>\n<p>O estudo, realizado na Austr\u00e1lia, vem refor\u00e7ar o crescente conjunto de provas que sustentam que as orienta\u00e7\u00f5es mais recentes n\u00e3o s\u00f3 s\u00e3o consideradas seguras, como tamb\u00e9m est\u00e3o associadas a uma diminui\u00e7\u00e3o significativa das alergias ao ovo entre as crian\u00e7as. As conclus\u00f5es d\u00e3o alguma tranquilidade aos pais que ainda possam estar indecisos sobre quando introduzir alimentos potencialmente alerg\u00e9nicos na alimenta\u00e7\u00e3o dos seus beb\u00e9s.<\/p>\n<p>\u201cTanto quanto sabemos, este \u00e9 o primeiro estudo a demonstrar uma redu\u00e7\u00e3o da alergia ao ovo na popula\u00e7\u00e3o ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o das novas diretrizes de alimenta\u00e7\u00e3o infantil\u201d, afirma Koplin.<\/p>\n<p>Desvendando o enigma da alergia <\/p>\n<p>Nos Estados Unidos, as recomenda\u00e7\u00f5es para a preven\u00e7\u00e3o de alergias alimentares entre crian\u00e7as evolu\u00edram drasticamente nas \u00faltimas d\u00e9cadas, deixando alguns pais a questionarem-se em que orienta\u00e7\u00f5es deveriam confiar e se seguir os conselhos mais recentes seria realmente seguro.<\/p>\n<p>Em 2000, a Academia Americana de Pediatria (AAP) recomendava que os beb\u00e9s com alto risco de alergias, incluindo aqueles com eczema ou hist\u00f3rico familiar de alergias alimentares, evitassem os ovos at\u00e9 aos 2 anos de idade. O pensamento na altura era que adiar a exposi\u00e7\u00e3o poderia ajudar a prevenir rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas.<\/p>\n<p>Mas, \u00e0 medida que surgiram mais estudos, essa orienta\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a mudar. Em 2008, a AAP<a href=\"https:\/\/publications.aap.org\/pediatrics\/article\/121\/1\/183\/71045\/Effects-of-Early-Nutritional-Interventions-on-the?autologincheck=redirected\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> atualizou as suas orienta\u00e7\u00f5es<\/a> para apoiar a introdu\u00e7\u00e3o de ovos aos 6 meses de idade, afirmando que h\u00e1 \u201cpoucas evid\u00eancias\u201d de que adiar a introdu\u00e7\u00e3o de alimentos alerg\u00e9nicos prevenisse alergias.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o deu cada vez mais raz\u00e3o a essa mudan\u00e7a: a introdu\u00e7\u00e3o precoce de ovos parecia reduzir o risco de desenvolver uma alergia ao ovo.<\/p>\n<p>A n\u00edvel mundial, as diretrizes para a preven\u00e7\u00e3o de alergias tamb\u00e9m foram atualizadas. Na Austr\u00e1lia, as diretrizes de alimenta\u00e7\u00e3o infantil para a preven\u00e7\u00e3o de alergias foram atualizadas em 2016 para recomendar a introdu\u00e7\u00e3o de ovos e outros al\u00e9rgenos alimentares no primeiro ano de vida, com o objetivo de reduzir o risco de alergia alimentar.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 invulgar na medicina que as orienta\u00e7\u00f5es sejam alteradas \u2013 mas \u201ca li\u00e7\u00e3o que devemos retirar desta hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 apenas que a ci\u00eancia se autocorrige. \u00c9 que o erro original era evit\u00e1vel\u201d, escrevem Aaron Carroll, da organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos AcademyHealth, e Ron Keren, do Children\u2019s Hospital of Philadelphia, no editorial que acompanha o novo estudo publicado na JAMA Pediatrics.<\/p>\n<p>\u201cForam emitidas recomenda\u00e7\u00f5es que n\u00e3o estavam fundamentadas em evid\u00eancias cient\u00edficas, e as fam\u00edlias viveram com as consequ\u00eancias disso. Devemos \u00e0s fam\u00edlias uma explica\u00e7\u00e3o honesta sobre o que se passou\u201d, escrevem Carroll e Keren no editorial.<\/p>\n<p>\u201cE devemos \u00e0 pr\u00f3xima gera\u00e7\u00e3o de pacientes mantermos a fasquia mais elevada \u2014 garantindo uma classifica\u00e7\u00e3o das evid\u00eancias cient\u00edficas para que as fam\u00edlias compreendam o grau de certeza por tr\u00e1s de uma recomenda\u00e7\u00e3o, a reavalia\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria em intervalos regulares e o compromisso de financiar os ensaios que possam preencher lacunas de evid\u00eancia antes da emiss\u00e3o de orienta\u00e7\u00f5es, em vez de isso acontecer d\u00e9cadas depois\u201d, escrevem. &#8220;Quando n\u00e3o dispomos de provas para sustentar uma recomenda\u00e7\u00e3o, devemos diz\u00ea-lo, de forma clara e sem constrangimento, em vez de preencher o sil\u00eancio com conselhos confiantes que acabam por se revelar errados.\u201d<\/p>\n<p>O novo estudo est\u00e1 em conson\u00e2ncia com investiga\u00e7\u00f5es recentes que analisam como a mudan\u00e7a nas orienta\u00e7\u00f5es relativas \u00e0 alergia ao amendoim levou a uma redu\u00e7\u00e3o da preval\u00eancia desta alergia entre as crian\u00e7as. Um estudo distinto, publicado na <a href=\"https:\/\/publications.aap.org\/pediatrics\/article\/156\/5\/e2024070516\/204636\/Guidelines-for-Early-Food-Introduction-and?searchresult=1?autologincheck=redirected\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">revista Pediatrics <\/a>no ano passado, revelou que as taxas de alergia ao amendoim diminu\u00edram ap\u00f3s a publica\u00e7\u00e3o de diretrizes atualizadas.<\/p>\n<p>Ovos mais cedo, menos alergias <\/p>\n<p>O novo estudo incluiu dados sobre mais de 7.000 beb\u00e9s com idades entre os 11 e os 15 meses que realizaram consultas de vacina\u00e7\u00e3o em centros de sa\u00fade em Melbourne, na Austr\u00e1lia. Os beb\u00e9s representavam dois grupos: alguns tiveram consultas entre 2007 e 2011, antes da atualiza\u00e7\u00e3o das diretrizes na Austr\u00e1lia, e os outros tiveram consultas entre 2018 e 2019, ap\u00f3s a atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para ambos os grupos \u2013 com consultas antes e depois da atualiza\u00e7\u00e3o \u2013 os pais preencheram question\u00e1rios e os beb\u00e9s foram testados para alergia ao ovo. Os investigadores analisaram ent\u00e3o cada grupo, observando atentamente com que idade os ovos foram introduzidos na alimenta\u00e7\u00e3o de cada beb\u00e9 e quantos foram diagnosticados com alergia ao ovo.<\/p>\n<p>  <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"338\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1781946972_491_600.webp\" width=\"600\"\/><br \/>\n   <strong>A alergia ao ovo provoca uma rea\u00e7\u00e3o exagerada do sistema imunit\u00e1rio \u00e0s prote\u00ednas que se encontram na clara ou na gema do ovo<\/strong> (Foto: krblokhin\/iStockphoto\/Getty Images via CNN Newsource) <\/p>\n<p>\u201cInici\u00e1mos este estudo na esperan\u00e7a de observar uma redu\u00e7\u00e3o nas alergias ao ovo e a outros alimentos ap\u00f3s a introdu\u00e7\u00e3o das diretrizes de 2016\u201d, explica Koplin. \u201cNo entanto, n\u00e3o sab\u00edamos ao certo em que medida os pais teriam adotado estas recomenda\u00e7\u00f5es, nem se isso se traduziria numa redu\u00e7\u00e3o mensur\u00e1vel da alergia alimentar\u201d, acrescenta. \u201cPor isso, fic\u00e1mos animados ao constatar que a maioria dos pais tinha seguido as novas diretrizes e, mais importante ainda, que isso estava associado a uma clara redu\u00e7\u00e3o da alergia ao ovo\u201d.<\/p>\n<p>Os dados revelaram que a propor\u00e7\u00e3o de beb\u00e9s a quem foram introduzidos ovos at\u00e9 aos 6 meses de idade mais do que duplicou, passando de cerca de 25% no grupo de 2007-2011, antes da altera\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es, para cerca de 57% no grupo de 2018-2019, ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Os investigadores tamb\u00e9m descobriram que a preval\u00eancia da alergia ao ovo diminuiu de 9,2% no grupo de 2007-2011, antes da altera\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es, para 7,6% no grupo de 2018-2019, ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es \u2013 o que corresponde a uma diminui\u00e7\u00e3o relativa de 17,7%, de acordo com o estudo.<\/p>\n<p>O eczema \u00e9 um<a href=\"https:\/\/acaai.org\/allergies\/allergic-conditions\/skin-allergy\/eczema\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> fator de risco <\/a>conhecido para o desenvolvimento de alergias alimentares e, quando os investigadores analisaram os dados especificamente em beb\u00e9s com eczema precoce, surgiram conclus\u00f5es semelhantes. Nos beb\u00e9s com eczema precoce, a preval\u00eancia da alergia ao ovo diminuiu de 34,6% para 21,9%, revelou o estudo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 emocionante ver evid\u00eancias na popula\u00e7\u00e3o, no mundo real, a apoiar a introdu\u00e7\u00e3o precoce de al\u00e9rgenos\u201d, afirma, por email, Sung Poblete, CEO da organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos Food Allergy Research &amp; Education, que n\u00e3o participou no estudo.\u00a0\u201cA recomenda\u00e7\u00e3o de introduzir alimentos alerg\u00e9nicos precocemente e com frequ\u00eancia tem sido amplamente adotada, e este estudo fornece evid\u00eancias de que estas pr\u00e1ticas se traduzem em benef\u00edcios significativos para a preven\u00e7\u00e3o da alergia ao ovo\u201d, conclui Poblete.<\/p>\n<p>Alergia ao ovo nos EUA <\/p>\n<p>Embora o novo estudo tenha sido realizado na Austr\u00e1lia, as conclus\u00f5es podem tamb\u00e9m ser \u00fateis nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>\u201cNos Estados Unidos, organismos profissionais como o American College of Allergy, Asthma and Immunology e a American Academy of Allergy, Asthma &amp; Immunology recomendam igualmente a introdu\u00e7\u00e3o do ovo a partir dos 6 meses de idade. Tendo isto em conta, esperar\u00edamos uma redu\u00e7\u00e3o semelhante da alergia ao ovo nos EUA\u201d, diz Koplin.<\/p>\n<p>No entanto, os investigadores observaram que, nos EUA, as taxas de introdu\u00e7\u00e3o precoce do ovo permanecem relativamente baixas em compara\u00e7\u00e3o com a Austr\u00e1lia \u2013 com apenas 15,5% dos beb\u00e9s nos EUA a terem introduzido ovo na sua alimenta\u00e7\u00e3o antes dos 7 meses de idade em 2021, em compara\u00e7\u00e3o com 57% no grupo de 2018-2019 do estudo, mesmo ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>A alergia ao ovo tornou-se uma das alergias mais comuns nas crian\u00e7as. Nos EUA, estima-se que afete <a href=\"https:\/\/pmc.ncbi.nlm.nih.gov\/articles\/PMC7895443\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">cerca de 1,3% das crian\u00e7as<\/a> com menos de 5 anos. Aos 16 anos, a maioria das crian\u00e7as <a href=\"https:\/\/www.mayoclinic.org\/diseases-conditions\/egg-allergy\/symptoms-causes\/syc-20372115#overview\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">tende a superar a alergia ao ovo<\/a> e, na idade adulta, a alergia \u00e9 menos comum.<\/p>\n<p>Nas pessoas com alergia ao ovo, o sistema imunit\u00e1rio reage de forma exagerada \u00e0s prote\u00ednas encontradas na clara ou na gema do ovo. Isto pode causar <a href=\"https:\/\/www.mayoclinic.org\/diseases-conditions\/egg-allergy\/symptoms-causes\/syc-20372115#symptoms\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">sintomas al\u00e9rgicos<\/a> graves, incluindo urtic\u00e1ria, sintomas respirat\u00f3rios e, por vezes, anafilaxia, uma rea\u00e7\u00e3o al\u00e9rgica com risco de vida que pode provocar o estreitamento das vias respirat\u00f3rias.<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o precoce \u00e9 \u00fatil para reduzir o risco de alergia porque \u201co sistema imunit\u00e1rio do corpo est\u00e1 na origem da alergia\u201d, explica Scott Sicherer, professor de pediatria e diretor do Jaffe Food Allergy Institute da Icahn School of Medicine do Mount Sinai, em Nova Iorque, num e-mail.<\/p>\n<p>\u201cO sistema imunit\u00e1rio est\u00e1 pronto para aprender sobre os alimentos de uma forma ben\u00e9fica e normal quando estes s\u00e3o ingeridos e chegam ao intestino. Dessa forma, o sistema imunit\u00e1rio aprende normalmente a reconhecer e a aceitar o alimento. Mas se o sistema imunit\u00e1rio do intestino n\u00e3o estiver a ver o alimento, n\u00e3o est\u00e1 a aprender\u201d, explica Sicherer.<\/p>\n<p>\u201cPor outro lado, se o alimento estiver perto do beb\u00e9, faz parte do ambiente e pode estar a tocar na pele do beb\u00e9 e a ser inalado atrav\u00e9s do ar. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 pele ou por inala\u00e7\u00e3o pode induzir o sistema imunit\u00e1rio a pensar que o alimento \u00e9 um invasor e deve ser atacado\u201d, diz. \u201cEm particular, os beb\u00e9s com eczema t\u00eam uma barreira cut\u00e2nea deficiente e t\u00eam inflama\u00e7\u00e3o da pele e, por isso, se n\u00e3o consumirem o alimento precocemente, as c\u00e9lulas imunit\u00e1rias da pele podem interpretar esse alimento de forma errada.\u201d<\/p>\n<p>Como introduzir os ovos na alimenta\u00e7\u00e3o dos beb\u00e9s <\/p>\n<p>A conclus\u00e3o do novo estudo de que mais pessoas introduziram o ovo na alimenta\u00e7\u00e3o dos seus beb\u00e9s at\u00e9 aos seis meses ap\u00f3s a altera\u00e7\u00e3o das orienta\u00e7\u00f5es revela como as diretrizes atualizadas podem \u201cter um impacto real\u201d, diz Elizabeth Lippner, m\u00e9dica assistente na divis\u00e3o de alergologia e imunologia do Lurie\u2019s Children\u2019s Hospital de Chicago, que n\u00e3o participou no estudo.<\/p>\n<p>\u201cEsperemos que isto seja um sinal de que, da mesma forma, no nosso pa\u00eds e entre as popula\u00e7\u00f5es que trato, as pessoas tamb\u00e9m v\u00e3o dar ouvidos a estas recomenda\u00e7\u00f5es e seguir estas tend\u00eancias; e estamos, de facto, a constatar isso nas nossas cl\u00ednicas\u201d, afirma Lippner a respeito dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Acrescenta ainda que, embora os m\u00e9dicos recomendem que as crian\u00e7as comecem a comer ovos desde cedo, os pais devem certificar-se de que <a href=\"https:\/\/www.cdc.gov\/infant-toddler-nutrition\/foods-and-drinks\/when-what-and-how-to-introduce-solid-foods.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">os seus filhos est\u00e3o pronto<\/a>s para ingerir esse alimento com seguran\u00e7a, por exemplo, garantindo que conseguem controlar a cabe\u00e7a e o pesco\u00e7o, que abrem a boca quando lhes \u00e9 oferecida comida, que se sentam sozinhos ou com apoio, e que levam objetos \u00e0 boca e demonstram sinais de degluti\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pais tamb\u00e9m devem dedicar algum tempo a observar as crian\u00e7as para detetar quaisquer sintomas de alergia. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante falar com o pediatra do seu beb\u00e9 sobre quando e como introduzir alimentos s\u00f3lidos.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><strong>SINAIS DE QUE O SEU FILHO EST\u00c1 PRONTO PARA COME\u00c7AR A COMER ALIMENTOS QUE N\u00c3O SEJAM LEITE MATERNO OU F\u00d3RMULA INFANTIL<\/strong><\/p>\n<ul>\n<li>Senta-se sozinho ou com apoio.<\/li>\n<li>Consegue controlar a cabe\u00e7a e o pesco\u00e7o.<\/li>\n<li>Abre a boca quando lhe oferecem comida.<\/li>\n<li>Engole a comida em vez de a empurrar para o queixo.<\/li>\n<li>Leva objetos \u00e0 boca.<\/li>\n<li>Tenta agarrar objetos pequenos, como brinquedos ou comida.<\/li>\n<li>Transfere a comida da parte da frente para a parte de tr\u00e1s da l\u00edngua para engolir.<\/li>\n<\/ul>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>A introdu\u00e7\u00e3o de alimentos antes dos 4 meses n\u00e3o \u00e9 recomendada, de acordo com os<a href=\"https:\/\/www.cdc.gov\/infant-toddler-nutrition\/foods-and-drinks\/when-what-and-how-to-introduce-solid-foods.html\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> Centros de Controlo e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as<\/a> dos EUA.<\/p>\n<p>\u201cQuer se trate de ovo, amendoim ou outros al\u00e9rgenos comuns, um beb\u00e9 tem de estar \u2018pronto\u2019 em termos de desenvolvimento para lidar com algo que n\u00e3o sejam l\u00edquidos, e devem ser usados alimentos seguros para beb\u00e9s, incluindo al\u00e9rgenos\u2019, aconselha Sicherer, autor de \u201cThe Complete Guide to Food Allergies in Adults and Children\u201d (O Guia Completo sobre Alergias Alimentares em Adultos e Crian\u00e7as), que n\u00e3o participou no novo estudo.<\/p>\n<p>\u201cOs al\u00e9rgenos n\u00e3o s\u00e3o os t\u00edpicos \u2018primeiros alimentos\u2019; os mais comuns s\u00e3o os cereais, as frutas e os legumes. No entanto, assim que o beb\u00e9 demonstrar que consegue lidar com alimentos s\u00f3lidos, como pur\u00e9s, \u00e9 poss\u00edvel incorporar ovos, amendoim e outros al\u00e9rgenos, desde que sejam preparados com cuidado\u201d, explica Sicherer.<\/p>\n<p>\u201cPor exemplo, a manteiga de amendoim representa um risco de asfixia, mas pode ser misturada com compota de ma\u00e7\u00e3 ou cereais de aveia. O ovo tem de ser bem cozinhado\u201d, alerta, \u201ce depois bem esmagado e transformado em pur\u00e9, para adicionar a alimentos como a compota de ma\u00e7\u00e3 ou os cereais para beb\u00e9s, de modo a ter peda\u00e7os que possam representar um risco de asfixia\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um novo estudo confirma que a introdu\u00e7\u00e3o precoce do vovo na alimenta\u00e7\u00e3o reduz a probabilidade de alergia na&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":424345,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[27912,609,2369,2642,611,7474,27,607,608,2646,2641,838,2644,610,2645,2643,981,116,2648,570,2647,13,17219,32,33,117,1030,216,2649,29,2640],"class_list":["post-424344","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-alergias","tag-alerta","tag-alimentacao","tag-amor","tag-ao-minuto","tag-bebes","tag-breaking-news","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-conselhos","tag-covid-19","tag-criancas","tag-dicas","tag-direto","tag-especialistas","tag-estudos","tag-familia","tag-health","tag-hospitais","tag-live","tag-medicos","tag-noticias","tag-ovos","tag-portugal","tag-pt","tag-saude","tag-saude-mental","tag-sexo","tag-sns","tag-ultimas","tag-vida-saudavel"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116781684731611037","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/424344","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=424344"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/424344\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/424345"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=424344"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=424344"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=424344"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}