{"id":425731,"date":"2026-06-21T15:39:12","date_gmt":"2026-06-21T15:39:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/425731\/"},"modified":"2026-06-21T15:39:12","modified_gmt":"2026-06-21T15:39:12","slug":"android-deixou-o-nome-das-sobremesas-nas-novas-versoes-sabes-porque-leak","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/425731\/","title":{"rendered":"Android deixou o nome das sobremesas nas novas vers\u00f5es. Sabes porqu\u00ea? \u2014 Leak"},"content":{"rendered":"<p>Durante mais de uma d\u00e9cada, o Android ficou conhecido pelas suas vers\u00f5es com nomes de sobremesas, desde o Cupcake at\u00e9 ao Pie. No entanto, em 2019, o Google decidiu abandonar esta tradi\u00e7\u00e3o querida por milh\u00f5es de utilizadores em todo o mundo. A raz\u00e3o principal prendeu-se com desafios de globaliza\u00e7\u00e3o: muitos doces eram desconhecidos em grandes mercados internacionais, e a conven\u00e7\u00e3o alfab\u00e9tica criava confus\u00e3o em l\u00ednguas como o japon\u00eas. A solu\u00e7\u00e3o foi simples e pragm\u00e1tica, n\u00fameros, tornando mais f\u00e1cil para qualquer utilizador saber que vers\u00e3o tem instalada no seu dispositivo. Mas sabes realmente porque o Android deixou o nome das sobremesas?<\/p>\n<p><strong>Android deixou o nome das sobremesas nas novas vers\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>Se \u00e9s utilizador de Android h\u00e1 algum tempo, certamente tens mem\u00f3rias afetivas associadas aos nomes de sobremesas que marcaram cada nova vers\u00e3o do sistema operativo da Google. O Cupcake, lan\u00e7ado em abril de 2009, foi o ponto de partida de uma das tradi\u00e7\u00f5es mais queridas do mundo tecnol\u00f3gico. A partir da\u00ed, cada nova vers\u00e3o trazia consigo a antecipa\u00e7\u00e3o de descobrir qual seria o pr\u00f3ximo doce a entrar para a lista e os f\u00e3s adoravam especular sobre o assunto.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-331634 perfmatters-lazy\" alt=\"fazem falta nos smartphones Android. android 16 vai ajudar a tirar melhores fotografias \u00e0 noite!\" width=\"1472\" height=\"832\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.leak.pt\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/android-16.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns='http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg'%20viewBox='0%200%201472%20832'%3E%3C\/svg%3E\"\/><\/p>\n<p>Durante mais de dez anos, o Android cresceu e evoluiu com nomes como Donut, Eclair, Froyo, Gingerbread, Honeycomb, Ice Cream Sandwich, Jelly Bean, KitKat, Lollipop, Marshmallow, Nougat, Oreo e, finalmente, Pie. A conven\u00e7\u00e3o era simples: cada vers\u00e3o recebia o nome de uma sobremesa, seguindo rigorosamente a ordem alfab\u00e9tica do ingl\u00eas. Era um sistema charmoso, quase l\u00fadico, que conferia ao Android uma personalidade distinta face \u00e0 concorr\u00eancia. Ningu\u00e9m confundia o Android com o iOS da Apple em parte porque o Android tinha aquela irrever\u00eancia dos doces estampada em cada atualiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas toda a tradi\u00e7\u00e3o tem um fim. Em 2019, com o lan\u00e7amento do Android 10, a Google surpreendeu o mundo ao abandonar abruptamente este sistema de nomenclatura. A decis\u00e3o gerou uma onda de descontentamento entre os entusiastas da plataforma, que sentiram perder um peda\u00e7o da identidade do sistema. Afinal, o que seria de um Android sem o seu doce correspondente?<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-140220 perfmatters-lazy\" alt=\"Android\" width=\"1030\" height=\"468\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.leak.pt\/wp-content\/uploads\/2020\/02\/android-10.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns='http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg'%20viewBox='0%200%201030%20468'%3E%3C\/svg%3E\"\/><\/p>\n<p><strong>Os problemas que ningu\u00e9m antecipava\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>A raz\u00e3o para esta mudan\u00e7a foi explicada publicamente por Sameer Samat, na altura vice-presidente de gest\u00e3o de produto para o Android, num post no blogue oficial da empresa. Segundo Samat, o problema era fundamentalmente um de escala global. O Android \u00e9 utilizado em praticamente todos os pa\u00edses do mundo, por pessoas com culturas, l\u00ednguas e refer\u00eancias gastron\u00f3micas completamente distintas. E a\u00ed residia o paradoxo: o que faz sentido para um utilizador norte-americano pode ser completamente absurdo para algu\u00e9m no Jap\u00e3o, no Brasil ou em qualquer outro mercado emergente.<\/p>\n<p>Pensa nisto: um utilizador em T\u00f3quio ou em Lagos n\u00e3o tem necessariamente qualquer refer\u00eancia cultural para o Gingerbread ou para o Jelly Bean. S\u00e3o doces profundamente enraizados na cultura angl\u00f3fona ocidental, mas que n\u00e3o t\u00eam qualquer eco noutras partes do globo. Lan\u00e7ar uma campanha de marketing global em torno de um nome que metade do planeta desconhece \u00e9, no m\u00ednimo, uma estrat\u00e9gia question\u00e1vel.<\/p>\n<p><strong>O problema das l\u00ednguas e dos alfabetos<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 ainda um segundo obst\u00e1culo, talvez menos \u00f3bvio mas igualmente relevante: as barreiras lingu\u00edsticas. A conven\u00e7\u00e3o alfab\u00e9tica que a Google utilizava para nomear as suas vers\u00f5es Android funciona perfeitamente em ingl\u00eas. Mas em l\u00ednguas como o japon\u00eas, onde os sons \u201cL\u201d e \u201cR\u201d n\u00e3o s\u00e3o facilmente distingu\u00edveis, a sequ\u00eancia alfab\u00e9tica perde todo o sentido pr\u00e1tico. Como \u00e9 que um utilizador japon\u00eas vai perceber intuitivamente que o Lollipop vem depois do KitKat, ou que o Marshmallow sucede ao Lollipop, se os pr\u00f3prios sons das letras iniciais se confundem?<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-380268 perfmatters-lazy\" alt=\"\" width=\"1500\" height=\"1000\" data-lazy- data-lazy- data-lazy-src=\"https:\/\/www.leak.pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/androidversion.jpg\" src=\"data:image\/svg+xml,%3Csvg%20xmlns='http:\/\/www.w3.org\/2000\/svg'%20viewBox='0%200%201500%201000'%3E%3C\/svg%3E\"\/><\/p>\n<p>N\u00e3o era apenas uma quest\u00e3o est\u00e9tica. Era uma quest\u00e3o de funcionalidade e de comunica\u00e7\u00e3o clara. Um sistema operativo que serve milhares de milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo precisa de uma linguagem universal e os n\u00fameros s\u00e3o, precisamente, isso.<\/p>\n<p><strong>A solu\u00e7\u00e3o pragm\u00e1tica: n\u00fameros que toda a gente percebe<\/strong><\/p>\n<p>A transi\u00e7\u00e3o para o sistema num\u00e9rico foi, em retrospetiva, uma decis\u00e3o \u00f3bvia. Com o Android 10, o Android 11, o Android 12, e assim sucessivamente, qualquer utilizador, independentemente da sua l\u00edngua materna ou cultura, consegue perceber imediatamente qual \u00e9 a vers\u00e3o mais recente, se o seu dispositivo est\u00e1 atualizado, e qual \u00e9 a dist\u00e2ncia entre a vers\u00e3o que tem instalada e a vers\u00e3o mais atual dispon\u00edvel. \u00c9 simples, direto e funciona em qualquer idioma.<\/p>\n<p>Esta l\u00f3gica faz ainda mais sentido quando se olha para o ritmo acelerado de lan\u00e7amentos. Estamos atualmente no Android 17, e \u00e9 dif\u00edcil imaginar como seria o sistema de nomenclatura de sobremesas neste ponto. O alfabeto ingl\u00eas tem 26 letras, e a Google j\u00e1 chegou ao \u201cP\u201d com o Pie em 2018. Teria tido de come\u00e7ar uma segunda ronda, criando ainda mais confus\u00e3o. Os n\u00fameros eliminam esse problema por completo.<\/p>\n<p><strong>A tradi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o morreu de vez<\/strong><\/p>\n<p>Para os mais saudosistas, h\u00e1 uma boa not\u00edcia: a Google nunca abandonou completamente o esp\u00edrito das sobremesas. Internamente, cada vers\u00e3o do Android continua a ter um nome de c\u00f3digo doce que os engenheiros e equipas internas utilizam durante o desenvolvimento. O Android 10 foi o Quince Tart, o Android 11 foi o Red Velvet Cake, o Android 12 foi o Snow Cone, e a mais recente vers\u00e3o, o Android 17, atende internamente pelo nome de Cinnamon Bun. \u00c9 uma tradi\u00e7\u00e3o preservada nos bastidores, longe dos holofotes mas igualmente querida por quem trabalha no projeto.<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m outra heran\u00e7a que sobreviveu \u00e0 mudan\u00e7a: os Easter Eggs escondidos no sistema. Mesmo sem nomes de doces no t\u00edtulo, o Android continuou a incluir refer\u00eancias visuais e mini-jogos interativos para os utilizadores mais curiosos. O Android 14, por exemplo, trouxe um mini-jogo interativo com tem\u00e1tica espacial, acess\u00edvel atrav\u00e9s das defini\u00e7\u00f5es do sistema. As vers\u00f5es mais recentes seguiram a mesma linha, sugerindo que o Android encontrou uma nova paix\u00e3o: a explora\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o. \u00c9 como se, depois de abandonar a pastelaria, o sistema operativo tivesse decidido apanhar uma nave e explorar novas fronteiras.<\/p>\n<p>A identidade criativa do Android tamb\u00e9m n\u00e3o se perdeu com a mudan\u00e7a de nomenclatura. O sistema Material You, que introduziu cores din\u00e2micas personalizadas com base no papel de parede do utilizador, foi um salto enorme em termos de personaliza\u00e7\u00e3o visual. O Material 3 Expressive foi ainda mais longe, refinando a f\u00edsica de movimento das anima\u00e7\u00f5es e melhorando a tipografia. S\u00e3o detalhes que, no conjunto, tornam o Android numa plataforma t\u00e3o reconhec\u00edvel e distinta como sempre foi com ou sem nomes de sobremesas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Durante mais de uma d\u00e9cada, o Android ficou conhecido pelas suas vers\u00f5es com nomes de sobremesas, desde o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":425732,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[2851,109,107,108,643,32,33,105,103,104,954,3173,106,110],"class_list":["post-425731","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-android","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-google","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-smartphones","tag-software","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116788852754180673","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/425731","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=425731"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/425731\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/425732"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=425731"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=425731"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=425731"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}