{"id":427229,"date":"2026-06-22T20:27:16","date_gmt":"2026-06-22T20:27:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/427229\/"},"modified":"2026-06-22T20:27:16","modified_gmt":"2026-06-22T20:27:16","slug":"estudo-identifica-641-novos-genes-associados-a-esquizofrenia-e-abre-caminho-a-tratamentos-personalizados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/427229\/","title":{"rendered":"Estudo identifica 641 novos genes associados \u00e0 esquizofrenia e abre caminho a tratamentos personalizados"},"content":{"rendered":"<p>Uma equipa internacional de investigadores identificou <strong>641 novos genes associados \u00e0 esquizofrenia<\/strong>, numa descoberta que poder\u00e1 transformar o conhecimento sobre a origem desta doen\u00e7a mental e abrir caminho ao desenvolvimento de <strong>tratamentos personalizados<\/strong>.<\/p>\n<p>O estudo, divulgado esta segunda-feira na revista cient\u00edfica Nature Genetics, envolveu investigadores do <strong>Instituto Lieber para o Desenvolvimento Cerebral<\/strong>, da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, e um cons\u00f3rcio liderado pela <strong>Universidade de Bari<\/strong>, em It\u00e1lia.<\/p>\n<p>Os cientistas analisaram dados gen\u00e9ticos de mais de <strong>100 mil pessoas<\/strong> e amostras de tecido cerebral recolhidas em seis regi\u00f5es do c\u00e9rebro de centenas de dadores, recorrendo a novos modelos computacionais para compreender a forma como os genes interagem entre si.<\/p>\n<p>Nova abordagem permite descobrir genes at\u00e9 agora desconhecidos <\/p>\n<p>Segundo os investigadores, os m\u00e9todos tradicionalmente utilizados para identificar genes associados a doen\u00e7as concentram-se nas variantes gen\u00e9ticas localizadas junto desses genes.<\/p>\n<p>No entanto, sabe-se atualmente que grande parte da influ\u00eancia gen\u00e9tica resulta de intera\u00e7\u00f5es entre regi\u00f5es distantes do ADN.<\/p>\n<p>Para ultrapassar essa limita\u00e7\u00e3o, a equipa desenvolveu modelos computacionais capazes de mapear redes de coexpress\u00e3o gen\u00e9tica de longo alcance, comparando o seu funcionamento \u00e0s liga\u00e7\u00f5es existentes nas redes sociais.<\/p>\n<p>&#8220;A maioria dos estudos gen\u00e9ticos centrou-se em encontrar a luz debaixo do poste, dando apenas aten\u00e7\u00e3o aos genes pr\u00f3ximos das variantes de ADN associadas \u00e0s doen\u00e7as&#8221;, explicou <strong>Giulio Pergola<\/strong>, investigador do Instituto Lieber e autor s\u00e9nior do estudo.<\/p>\n<p>&#8220;Ao incorporar redes de coexpress\u00e3o gen\u00e9tica, essencialmente acendemos as luzes em toda a vizinhan\u00e7a, revelando como variantes gen\u00e9ticas distantes se coordenam para construir a base gen\u00e9tica da esquizofrenia&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<p>Descoberta aponta para novas estrat\u00e9gias terap\u00eauticas <\/p>\n<p>Os investigadores verificaram que muitos dos genes identificados participam em processos biol\u00f3gicos fundamentais, como a <strong>sinaliza\u00e7\u00e3o do glutamato<\/strong> \u2014 um neurotransmissor essencial para o funcionamento cerebral \u2014, a comunica\u00e7\u00e3o entre neur\u00f3nios, o sistema imunit\u00e1rio e o desenvolvimento do c\u00e9rebro.<\/p>\n<p>Estas descobertas poder\u00e3o orientar futuras investiga\u00e7\u00f5es destinadas a desenvolver novas abordagens terap\u00eauticas para a esquizofrenia.<\/p>\n<p>Segundo <strong>Daniel Weinberger<\/strong>, diretor do Instituto Lieber para o Desenvolvimento Cerebral, o estudo demonstra que o risco da doen\u00e7a n\u00e3o depende apenas da a\u00e7\u00e3o isolada de determinados genes.<\/p>\n<p>&#8220;Este trabalho demonstra que o risco de esquizofrenia n\u00e3o se limita a genes individuais que atuam sequencialmente, mas sim \u00e0 forma como as redes de genes trabalham em conjunto&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Investiga\u00e7\u00e3o aproxima psiquiatria de precis\u00e3o <\/p>\n<p>A equipa considera que compreender estes programas gen\u00e9ticos coordenados poder\u00e1 aproximar a medicina da chamada <strong>psiquiatria de precis\u00e3o<\/strong>, permitindo, no futuro, desenvolver tratamentos adaptados ao perfil biol\u00f3gico espec\u00edfico de cada doente.<\/p>\n<p>Os autores defendem que esta nova perspetiva poder\u00e1 contribuir para terapias mais eficazes e personalizadas, numa doen\u00e7a que afeta milh\u00f5es de pessoas em todo o mundo e cuja origem gen\u00e9tica continua a ser objeto de intensa investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma equipa internacional de investigadores identificou 641 novos genes associados \u00e0 esquizofrenia, numa descoberta que poder\u00e1 transformar 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