{"id":427320,"date":"2026-06-22T21:51:23","date_gmt":"2026-06-22T21:51:23","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/427320\/"},"modified":"2026-06-22T21:51:23","modified_gmt":"2026-06-22T21:51:23","slug":"mundo-caminha-para-excesso-de-oferta-de-petroleo-mas-produtores-nao-acreditam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/427320\/","title":{"rendered":"Mundo caminha para excesso de oferta de petr\u00f3leo, mas produtores n\u00e3o acreditam"},"content":{"rendered":"<p>        Ag\u00eancia Internacional de Energia prev\u00ea um excesso de oferta, e quebra nos pre\u00e7os, j\u00e1 em 2027, com o fim da guerra, mas produtores da OPEP t\u00eam d\u00favidas e acreditam que procura vai subir.    <\/p>\n<p>As duas institui\u00e7\u00f5es mundiais mais respeitadas em termos de an\u00e1lise do mercado petrol\u00edfero voltam a chocar nas suas previs\u00f5es, isto numa altura em que o (aparente) fim da guerra EUA\/Israel-Ir\u00e3o promete normalizar o abastecimento global de energia.<\/p>\n<p>A Ag\u00eancia Internacional de Energia (IEA) cortou a sua previs\u00e3o de consumo para este ano, esperando que atinja mais de 102 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios, menos quatro milh\u00f5es face a 2025. Para 2027, a expetativa \u00e9 que a oferta suba para 110 milh\u00f5es de barris. O problema? Mais oferta significa pre\u00e7os mais baixos. Mau para os produtores, mas positivo para os consumidores.<\/p>\n<p>A quebra na procura deve-se \u00e0 combina\u00e7\u00e3o entre pre\u00e7os elevados e escassez, ou amea\u00e7a de escassez, de produtos refinados, notou a ag\u00eancia sediada em Paris.<\/p>\n<p>\u201cA procura final pelos consumidores diminuiu com intensidade\u201d, escreveu a AIE sobre a quebra na procura verificada devido \u00e0 guerra no M\u00e9dio Oriente e o subsequente bloqueio do estreito de Ormuz pelo Ir\u00e3o.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Desktop - Links P\u00e1rrafos \">A resolu\u00e7\u00e3o do conflito amea\u00e7a provocar uma subida na oferta, segundo a AIE, o que se reflete na sua previs\u00e3o para 2027.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Desktop - Links P\u00e1rrafos \">\u201cO nosso primeiro olhar para 2027 mostra um excesso de oferta a emergir no pr\u00f3ximo ano\u201d, segundo a AIE.<\/p>\n<p data-mrf-recirculation=\"Desktop - Links P\u00e1rrafos \">\u201cSe o acordo se se mantiver, as exporta\u00e7\u00f5es e a produ\u00e7\u00e3o do Golfo P\u00e9rsico devem ver uma recupera\u00e7\u00e3o gradual\u201d com a ajuda das exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo do Ir\u00e3o, se o embargo americano for levantado.<\/p>\n<p>Por sua vez, a Organiza\u00e7\u00e3o dos Pa\u00edses Exportadores de Petr\u00f3leo (OPEP), que re\u00fane v\u00e1rios dos maiores produtores mundiais, considera um exagero a previs\u00e3o da AIE de que haver\u00e1 um excesso de oferta nos mercados internacionais.<\/p>\n<p>J\u00e1 a OPEP prev\u00ea que a procura global suba de 105 milh\u00f5es de barris di\u00e1rios em 2025 para 113 milh\u00f5es de barris em 2030.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 melhor n\u00e3o fazer previs\u00f5es quando n\u00e3o s\u00e3o baseadas em factos. O que sabe a AIE que a OPEP e o resto n\u00e3o sabem?\u201d, questionou o secret\u00e1rio-geral da OPEP Haitham al-Ghais em entrevista \u00e0 \u201cCNBC\u201d. \u201cFocamo-nos em n\u00fameros atuais. N\u00e3o estamos a fazer uma manchete em grande para chamar a aten\u00e7\u00e3o. Estas manchetes criam apenas mais volatilidade\u201d.<\/p>\n<p>Sobre o acordo de paz, a OPEP congratulou-se com o resultado, mas avisa que existem \u201cmuitas pe\u00e7as a ter em conta\u201d, considerando que ainda \u00e9 \u201cprematuro\u201d para cantar vit\u00f3ria.<\/p>\n<p>\u201cPenso que os \u00faltimos quatro meses provaram que \u00e9 cr\u00edtico que o estreito esteja aberto, n\u00e3o apenas para os produtores da OPEP, mas para os produtores do M\u00e9dio Oriente e os mercados globais de energia\u201d, defendeu.<\/p>\n<p>O petr\u00f3leo subia ligeiramente na sexta-feira para mais de 80 d\u00f3lares, um recuo de quase 8% no espa\u00e7o de uma semana.<\/p>\n<p>Em Portugal, a expetativa \u00e9 que o gas\u00f3leo recue 12 c\u00eantimos por litro na pr\u00f3xima semana, com a gasolina a cair 6 c\u00eantimos.<\/p>\n<p>O transporte mar\u00edtimo de petr\u00f3leo continua no estreito de Ormuz, ap\u00f3s a assinatura do acordo.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, quatro petroleiros entraram no estreito rumo a portos do Iraque para se abastecerem.<\/p>\n<p>\u201cApesar de os pre\u00e7os ainda n\u00e3o estarem no ponto pr\u00e9-guerra, parece que vamos na dire\u00e7\u00e3o certa\u201d, disse Phil Flynn do Price Futures Group \u00e0 \u201cReuters\u201d. \u201cOs navios conseguem mover-se mais rapidamente do que alguns pensam e se houver coopera\u00e7\u00e3o entre o Ir\u00e3o e os EUA, ent\u00e3o ser\u00e1 mais r\u00e1pido\u201d.<\/p>\n<p>Na sexta-feira, foi anunciado que Israel e o Hezbollah tinham chegado a acordo para um cessar-fogo no L\u00edbano.<\/p>\n<p>O encontro entre respons\u00e1veis do Ir\u00e3o dos EUA na Su\u00ed\u00e7a acabou por ser adiado para os pr\u00f3ximos dias, mas o memorando j\u00e1 assinado mant\u00e9m-se, disseram respons\u00e1veis do Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>Mais de 85 milh\u00f5es de barris encontram-se retidos no M\u00e9dio Oriente e v\u00e3o a caminho dos mercados mundiais.<\/p>\n<p>Pelo estreito de Ormuz passava 20% do petr\u00f3leo e g\u00e1s mundial, isto antes do in\u00edcio da guerra.<\/p>\n<p>A normaliza\u00e7\u00e3o est\u00e1 a caminho, com os analistas do Citi a preverem um excesso de oferta, com os pre\u00e7os a ficarem deprimidos na casa dos 60 a 65 d\u00f3lares por barril no primeiro trimestre de 2027.<\/p>\n<p>J\u00e1 o Commerzbank prev\u00ea que o fornecimento recupere gradualmente, pressionado o barril de Brent para os 80 d\u00f3lares at\u00e9 ao final do ano, com os pre\u00e7os a ficarem abaixo dos n\u00edveis pr\u00e9-guerra em 2027, segundo a \u201cReuters\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ag\u00eancia Internacional de Energia prev\u00ea um excesso de oferta, e quebra nos pre\u00e7os, j\u00e1 em 2027, com o&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":427321,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[50262,88,89,90,413,830,5453,432,22970,6153,32,33],"class_list":["post-427320","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-aie","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-eua","tag-guerra","tag-irao","tag-medio-oriente","tag-opep","tag-petroleo","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116795977575603507","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/427320","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=427320"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/427320\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/427321"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=427320"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=427320"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=427320"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}