{"id":42733,"date":"2025-08-24T11:19:43","date_gmt":"2025-08-24T11:19:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/42733\/"},"modified":"2025-08-24T11:19:43","modified_gmt":"2025-08-24T11:19:43","slug":"o-nosso-territorio-com-o-nosso-clima-precisa-de-fogo-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/42733\/","title":{"rendered":"\u201cO nosso territ\u00f3rio, com o nosso clima, precisa de fogo\u201d | Entrevista"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 entre comunica\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o do terreno e a tomada de decis\u00f5es no centro de coordena\u00e7\u00e3o de inc\u00eandio em S\u00e1t\u00e3o, distrito da Guarda, que Carlos Ribeiro conversa com o <a href=\"https:\/\/www.publico.pt\/azul\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Azul<\/a>. O bombeiro e investigador do Centro de Estudos Florestais da Universidade de Coimbra fala sobre este ano de fogos intensos e as medidas que devem come\u00e7ar a ser tomadas imediatamente para prevenir inc\u00eandios futuros.<\/p>\n<p>Na preven\u00e7\u00e3o, \u00e9 preciso apostar em fogos prescritos fora da \u00e9poca de inc\u00eandios e refor\u00e7ar a sensibiliza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o para a limpeza dos combust\u00edveis. E tamb\u00e9m \u00e9 urgente uma ac\u00e7\u00e3o que tem de ser feita logo depois de um fogo na terra queimada, para evitar, por exemplo, que as cinzas deslizem e contaminem as linhas de \u00e1gua.<\/p>\n<p>No terreno, onde as popula\u00e7\u00f5es se v\u00eaem muitas vezes sozinhas a combater as chamas, a ac\u00e7\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil: \u201cTenho bombeiros que diariamente est\u00e3o a ser amea\u00e7ados.\u201d<\/p>\n<p><strong>Como investigador e bombeiro, o que pensa sobre o que se passa agora em Portugal?<\/strong><br \/>Estou em S\u00e1t\u00e3o [distrito da Guarda], a ajudar na coordena\u00e7\u00e3o dos inc\u00eandios. O que est\u00e1 a acontecer em Portugal \u00e9 normal, porque os pa\u00edses que t\u00eam um clima mediterr\u00e2nico tendem a ter este agravamento na intensidade dos inc\u00eandios.<\/p>\n<p>Estamos a caminhar para o padr\u00e3o que j\u00e1 vimos nos grandes inc\u00eandios dos Estados Unidos ou na Austr\u00e1lia. Claro que s\u00e3o escalas completamente diferentes: nesses pa\u00edses ardem milh\u00f5es de hectares, n\u00f3s andamos nas centenas de milhares de hectares por ano. As altera\u00e7\u00f5es que marcaram os EUA e a Austr\u00e1lia v\u00e3o agora afectar os pa\u00edses do Sul da Europa na mesma magnitude, mas \u00e0 nossa escala.<\/p>\n<p>        &#13;<\/p>\n<blockquote><p>&#13;<\/p>\n<p>Com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas vamos deixar de ter s\u00f3 uma \u00e9poca de fogos.<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n                &#13;<br \/>\n                &#13;\n            <\/p><\/blockquote>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n            &#13;<\/p>\n<p><strong>Por causa das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas aliadas ao nosso clima mediterr\u00e2neo?<\/strong><br \/>Sim. Tivemos um Inverno bastante rigoroso, muito prop\u00edcio ao aumento dos combust\u00edveis, e depois um Ver\u00e3o muito seco. Os combust\u00edveis que se regeneram durante o Inverno s\u00e3o os que secam mais r\u00e1pido no Ver\u00e3o, os combust\u00edveis mais finos.<\/p>\n<p><strong>Os combust\u00edveis finos s\u00e3o o qu\u00ea?<\/strong><br \/>S\u00e3o ervas, herb\u00e1ceas. Normalmente \u00e9 definido que abaixo de seis mil\u00edmetros de di\u00e2metro s\u00e3o considerados combust\u00edveis finos, mas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 esses que est\u00e3o em stress h\u00eddrico. No Centro de Estudos Florestais temos uma base de dados desde 1987, e come\u00e7amos a perceber que os combust\u00edveis vivos, aqueles que fazem as trocas gasosas, fazem fotoss\u00edntese com a atmosfera, est\u00e3o 5 a 10% abaixo da m\u00e9dia normal para o nosso pa\u00eds, o que significa que est\u00e3o a ficar cada vez mais em stress h\u00eddrico.<\/p>\n<p><strong>E isso resulta de ano ap\u00f3s ano de calor extremo, da acumula\u00e7\u00e3o deste padr\u00e3o clim\u00e1tico?<\/strong><br \/>Sim, mas vejamos: se n\u00e3o tivermos inc\u00eandios, \u00e9 mau, porque Portugal, com o nosso clima, precisa de fogo. Dou-lhe um exemplo muito concreto: nos anos 1970, 1980, 1990, os EUA limitaram e proibiram o fogo na floresta. Isso fez com que houvesse um aumento muito grande da carga de combust\u00edvel, que n\u00e3o se consegue controlar.<\/p>\n<p><strong>Mas n\u00e3o \u00e9 deste fogo que precisamos. Precisamos do \u201cfogo frio\u201d ou controlado?<\/strong><br \/>Fogo frio, ou fogo controlado, ou fogo prescrito, h\u00e1 v\u00e1rias designa\u00e7\u00f5es. Prefiro chamar-lhe fogo prescrito. \u00c9 quase como se fosse um m\u00e9dico. Temos que ter uma receita.<\/p>\n<p><strong>Para reduzir a carga de combust\u00edvel em certas \u00e1reas?<\/strong><br \/>Esse fogo prescrito pode ser feito com v\u00e1rios objectivos. Na defesa da floresta contra inc\u00eandios, \u00e9 feito em zonas em que necessitamos de reduzir a carga de combust\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Em Portugal est\u00e3o definidas as \u00e1reas onde necessit\u00e1vamos desse fogo prescrito?<\/strong><br \/>Existe um <a href=\"http:\/\/www.icnf.pt\/florestas\/gfr\/gfrplaneamento\/gfrplanos\/planosespecificosdfci\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">P<\/a><a href=\"https:\/\/www.icnf.pt\/florestas\/gfr\/gfrplaneamento\/gfrplanos\/planosespecificosdfci\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">lano Nacional de Fogo C<\/a><a href=\"http:\/\/www.icnf.pt\/florestas\/gfr\/gfrplaneamento\/gfrplanos\/planosespecificosdfci\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ontrolado<\/a>, mas isto tem que ser feito a n\u00edvel local. Cada munic\u00edpio deveria ter um plano de fogo controlado.<\/p>\n<p>        &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n            &#13;<br \/>\n                Carlos Ribeiro \u00e9 bombeiro volunt\u00e1rio desde os 15 anos&#13;<br \/>\nDR            &#13;<br \/>\n&#13;<\/p>\n<p><strong>E deveria ser executado no Inverno, certo?<\/strong><br \/>Isso j\u00e1 depende, pois o t\u00e9cnico tem de encontrar a melhor prescri\u00e7\u00e3o para a zona que vai tratar. Alguns precisam de determinadas condi\u00e7\u00f5es, como temperaturas um pouco mais altas. Mas se cada munic\u00edpio conseguir tratar a sua \u00e1rea, ser\u00e1 muito mais f\u00e1cil. E temos tamb\u00e9m de olhar para as zonas privadas, claro.<\/p>\n<p><strong>A velha quest\u00e3o do territ\u00f3rio desordenado\u2026<\/strong><br \/>Sim, mas podemos dizer que isso \u00e9 uma utopia, \u00e9 imposs\u00edvel ter um territ\u00f3rio completamente organizado. At\u00e9 porque o Estado \u00e9 detentor no m\u00e1ximo de 10%.<\/p>\n<p>Falta cultura de preven\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Vemos que as popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o muitas vezes sozinhas a controlar estes fogos.<\/strong><br \/>Muitas vezes os bombeiros n\u00e3o t\u00eam capacidade de combater o inc\u00eandio e de acompanhar a sua progress\u00e3o. O inc\u00eandio progride muito mais r\u00e1pido do que a desloca\u00e7\u00e3o dos meios no territ\u00f3rio. Aqui, no inc\u00eandio de S\u00e1t\u00e3o, tive uma reactiva\u00e7\u00e3o que percorreu aproximadamente oito quil\u00f3metros numa hora, e j\u00e1 n\u00e3o havia forma de conseguir passar para a frente.<\/p>\n<p><strong>Mas o que temos s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es que est\u00e3o em casa, que est\u00e3o perto desses focos a tentar\u2026<\/strong><br \/>Isto \u00e9 a cultura de preven\u00e7\u00e3o que est\u00e1 em falta no nosso pa\u00eds. Temos que mudar isto e todos em conjunto. Os inc\u00eandios desta \u00faltima semana s\u00e3o uma cat\u00e1strofe. As pessoas t\u00eam que entender que t\u00eam de se preparar para serem aut\u00f3nomas nestas circunst\u00e2ncias.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Carlos Ribeiro \u00e9 formador externo da Escola Nacional Bombeiros &#13;<br \/>\nDR                    &#13;<\/p>\n<p><strong>Como?<\/strong><br \/>Olhe, por exemplo, limparem os terrenos \u00e0 volta das suas casas ou, se n\u00e3o os limpam, denunciarem.<\/p>\n<p><strong>As pessoas n\u00e3o querem abandonar a casa quando t\u00eam fogo \u00e0 porta, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><br \/>Tamb\u00e9m n\u00e3o defendo que as pessoas abandonem. Mas temos que perceber porque \u00e9 que as casas ardem. No caso de 2017, de Junho e de Outubro, muitas das casas arderam por focos secund\u00e1rios. S\u00e3o part\u00edculas libertadas e que caem perto das casas.<\/p>\n<p><strong>Fagulhas?<\/strong><br \/>Fagulhas. Essas fagulhas v\u00e3o no ar e caem perto das casas. O fogo pode, ent\u00e3o, entrar para dentro da casa.<\/p>\n<p><strong>E \u00e9 a\u00ed que a popula\u00e7\u00e3o tem ajudado?<\/strong><br \/>A popula\u00e7\u00e3o tem ajudado, e muito. A popula\u00e7\u00e3o tem-se visto muitas vezes sozinha, n\u00e3o digo o contr\u00e1rio\u200b. Mas temos \u00e9 que ter uma cultura de preven\u00e7\u00e3o. Estive num inc\u00eandio no ano passado onde um senhor quis agredir-me porque n\u00e3o conseguia defender a serra\u00e7\u00e3o dele\u200b. Mas o senhor tinha aquilo cheio de pl\u00e1sticos, baldes de tinta, o mato encostado \u00e0s paredes. Foram os bombeiros que criaram aquele problema?<\/p>\n<p><strong>O terreno devia estar limpo, \u00e9 isso?<\/strong><br \/>A\u00ed \u00e9 que est\u00e1 a tal cultura de preven\u00e7\u00e3o que temos de trazer para a popula\u00e7\u00e3o. Se este bem \u00e9 meu, n\u00e3o posso estar \u00e0 espera que outros me venham resolver o problema. Claro que os bombeiros v\u00e3o l\u00e1 e tentam dar tudo para resolver, mas h\u00e1 situa\u00e7\u00f5es em que \u00e9 imposs\u00edvel.<\/p>\n<p>                &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                    &#13;<br \/>\n                        Carlos Ribeiro \u00e9 investigador na Universidade de Coimbra e bombeiro volunt\u00e1rio desde os 15 anos&#13;<br \/>\nDR                     &#13;<\/p>\n<p>Inc\u00eandio de S\u00e1t\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Nestes <\/strong><strong>\u00faltimos dias, esteve perante alguma situa\u00e7\u00e3o que tenha impressionado de forma especial?<\/strong><br \/>A brincar, costumo dizer que sou a pessoa que todos os dias estuda isto e cada vez mais sei menos. Este inc\u00eandio de S\u00e1t\u00e3o, por exemplo. Fiz parte da primeira equipa a chegar e nunca pensei que o resultado final fosse este. Nunca vi inc\u00eandios de copas activos de forma descendente, a passarem por tudo, a passarem pelo meio das aldeias\u2026 N\u00e3o adianta ter mais bombeiros, porque n\u00e3o consegu\u00edamos parar o inc\u00eandio, n\u00e3o havia forma de o parar.<\/p>\n<p><strong>O fogo tem fortes aliados no terreno\u2026<\/strong><br \/>[O terreno] Tem mais combust\u00edvel e est\u00e1 muito mais seco, [o fogo] fica incontrol\u00e1vel. Mas chegamos a um ponto em que h\u00e1 um limite. N\u00e3o podemos. A nossa vis\u00e3o no centro de investiga\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 que haja menos \u00e1rea ardida. A \u00e1rea ardida \u00e9 uma consequ\u00eancia de todos os fen\u00f3menos e de todas as estrat\u00e9gias. Queremos que n\u00e3o haja v\u00edtimas. Infelizmente, os inc\u00eandios deste ano j\u00e1 t\u00eam duas v\u00edtimas mortais. Perante isso, arder mais mil ou dez mil \u00e9 pouco importante.<\/p>\n<p><strong>O que vemos s\u00e3o as popula\u00e7\u00f5es desesperadas e muitas vezes sozinhas. Quando voc\u00eas chegam, provavelmente s\u00e3o recebidos com cr\u00edticas, <\/strong><strong>protestos e muito medo, n\u00e3o \u00e9?<\/strong><br \/>Continuo a ter aqui bombeiros que diariamente est\u00e3o a ser amea\u00e7ados. As pessoas acham sempre que nada lhes acontece, at\u00e9 acontecer. E com esta cultura do &#8220;nada me acontece&#8221;, chega a hora e as pessoas v\u00eam-se apertadas. Vi imagens de aldeias, nos inc\u00eandios de Vila Real, com as pessoas a limparem \u00e0 volta das casas na hora em que estava a ocorrer o inc\u00eandio. Isto n\u00e3o pode acontecer. Vejo pessoas que v\u00eam ajudar e t\u00eam-nos ajudado imenso, porque n\u00f3s somos poucos, mas muitos tamb\u00e9m nos amea\u00e7am e exigem o imposs\u00edvel.<\/p>\n<p><strong>Ainda vamos a meio de Agosto. Mesmo que os inc\u00eandios abrandem, ainda h\u00e1 muito trabalho a fazer.<\/strong><br \/>\u00c9 preciso chamar a aten\u00e7\u00e3o para a probabilidade de termos chuvas ainda no m\u00eas de Agosto. E o p\u00f3s-inc\u00eandio \u00e9 muito importante. \u00c9 necess\u00e1rio sustentar solos, garantir que estas cinzas todas n\u00e3o v\u00e3o para as linhas de \u00e1gua. \u00c9 necess\u00e1rio come\u00e7ar a pensar nisto, a delinear uma estrat\u00e9gia, uma estrat\u00e9gia pol\u00edtica e n\u00e3o andarmos s\u00f3 quando chegar Outubro e Novembro, a pensar o que \u00e9 que se vai fazer. H\u00e1 t\u00e9cnicas para sustentar o solo para garantir que, pelo menos, esta cinza toda que est\u00e1 agora neste territ\u00f3rio queimado n\u00e3o v\u00e1 nas primeiras chuvas logo para as linhas de \u00e1gua, afectando outros ecossistemas. \u00c9 importante que isto venha a ser feito com urg\u00eancia.<\/p>\n<p><strong>Na sua opini\u00e3o, este problema nunca vai deixar de existir?<\/strong><br \/>Acho que o ponto-chave \u00e9 conseguirmos mitigar, porque nunca vamos resolver\u2026 E tamb\u00e9m mal de n\u00f3s se resolvermos os inc\u00eandios, porque todos os anos em que n\u00e3o arde estamos a agravar o problema. Precisamos \u00e9 de encontrar solu\u00e7\u00f5es para mitigar estas grandes superf\u00edcies, para ganhar oportunidades nas zonas de abertura dos inc\u00eandios e conseguir parar o inc\u00eandio ou reduzir a sua velocidade e intensidade de propaga\u00e7\u00e3o. Precisamos que haja uma cultura de protec\u00e7\u00e3o civil das pessoas, e para isto era preciso traz\u00ea-la para a escola, logo a partir do quinto ano. Este problema n\u00e3o se resolve isoladamente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00c9 entre comunica\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o do terreno e a tomada de decis\u00f5es no centro de coordena\u00e7\u00e3o de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":42734,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[10],"tags":[785,27,28,788,15,16,7954,14,2830,2832,25,26,21,22,12,13,19,20,542,32,23,24,2376,33,17,18,29,30,31],"class_list":{"0":"post-42733","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-portugal","8":"tag-azul","9":"tag-breaking-news","10":"tag-breakingnews","11":"tag-crise-climatica","12":"tag-featured-news","13":"tag-featurednews","14":"tag-florestas","15":"tag-headlines","16":"tag-incendios","17":"tag-incendios-florestais","18":"tag-latest-news","19":"tag-latestnews","20":"tag-main-news","21":"tag-mainnews","22":"tag-news","23":"tag-noticias","24":"tag-noticias-principais","25":"tag-noticiasprincipais","26":"tag-para-redes","27":"tag-portugal","28":"tag-principais-noticias","29":"tag-principaisnoticias","30":"tag-proteccao-civil","31":"tag-pt","32":"tag-top-stories","33":"tag-topstories","34":"tag-ultimas","35":"tag-ultimas-noticias","36":"tag-ultimasnoticias"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=42733"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/42733\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/42734"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=42733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=42733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=42733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}