{"id":427738,"date":"2026-06-23T07:25:16","date_gmt":"2026-06-23T07:25:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/427738\/"},"modified":"2026-06-23T07:25:16","modified_gmt":"2026-06-23T07:25:16","slug":"a-terra-pode-ter-enviado-poeira-com-bacterias-para-europa-lua-de-jupiter","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/427738\/","title":{"rendered":"A Terra pode ter enviado poeira com bact\u00e9rias para Europa, lua de J\u00fapiter"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\">JPL-Caltech \/ NASA<\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-750057 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/b0bebd3b2ecbfcfb1e1d0e0f4a8f9967-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p class=\"wp-caption-text bot\">A superf\u00edcie brilhante de Europa, a misteriosa lua de J\u00fapiter<\/p>\n<p><strong>Uma equipa de cientistas descobriu que min\u00fasculos gr\u00e3os de poeira ejetados da atmosfera terrestre poder\u00e3o ter escapado \u00e0 gravidade do planeta, atravessado o espa\u00e7o interplanet\u00e1rio e alcan\u00e7ado a superf\u00edcie gelada de Europa, uma das luas de J\u00fapiter.<\/strong><\/p>\n<p>Num novo <a href=\"https:\/\/www.cambridge.org\/core\/journals\/international-journal-of-astrobiology\/article\/earth-as-a-potential-source-of-life-for-europas-subsurface-ocean\/9E43A6263295AFFDF4618BBABE7B45C2\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">estudo<\/a>, publicado o m\u00eas passado na International Journal of Astrobiology, os investigadores defendem que part\u00edculas de poeira provenientes da Terra, potencialmente transportando bact\u00e9rias, poder\u00e3o ter chegado \u00e0 superf\u00edcie deste sat\u00e9lite em quantidades surpreendentes.<\/p>\n<p>O trabalho prop\u00f5e um cen\u00e1rio de <strong>panspermia inversa<\/strong>. Em vez de vida oriunda do espa\u00e7o ter chegado \u00e0 Terra, a hip\u00f3tese sugere que material biol\u00f3gico terrestre possa ter viajado para outro mundo oce\u00e2nico do Sistema Solar.<\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/www.elconfidencial.com\/tecnologia\/ciencia\/2026-06-20\/800-sextillones-granos-europa-jupiter-vida-1qrt_4375652\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">El Confidencial<\/a>, o estudo parte da premissa de que part\u00edculas com cerca de um micr\u00f3metro de di\u00e2metro poderiam transportar bact\u00e9rias de tamanho semelhante, desde que, ao longo da viagem, n\u00e3o fossem expostas a temperaturas superiores a aproximadamente <strong>27 \u00b0C<\/strong>.<\/p>\n<p>De acordo com os c\u00e1lculos apresentados, alguns gr\u00e3os de poeira lan\u00e7ados das camadas superiores da atmosfera terrestre, a cerca de <strong>150 quil\u00f3metros de altitude<\/strong>, poderiam atingir velocidades suficientes para ultrapassar a velocidade de escape da Terra.<\/p>\n<p>Uma vez libertadas do campo gravitacional terrestre, estas part\u00edculas ficariam sujeitas \u00e0 press\u00e3o da radia\u00e7\u00e3o solar, \u00e0 gravidade de J\u00fapiter e \u00e0 resist\u00eancia do meio interplanet\u00e1rio.<\/p>\n<p>O modelo indica, contudo, que apenas uma fra\u00e7\u00e3o muito reduzida sobreviveria ao impacto com a superf\u00edcie de Europa. Para evitar a destrui\u00e7\u00e3o durante a colis\u00e3o com o gelo, os gr\u00e3os teriam de entrar num \u00e2ngulo extremamente baixo, de cerca de um grau em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 superf\u00edcie.<\/p>\n<p>Ainda assim, o investigadores estimam que cerca de <strong>300 milh\u00f5es de part\u00edculas<\/strong> provenientes da Terra possam atingir Europa a cada segundo.<\/p>\n<p>Ao longo dos cerca de<strong> 3,5 mil milh\u00f5es de anos<\/strong> durante os quais o n\u00famero total de part\u00edculas que poderiam ter chegado a esta lua ascenderia a cerca de <strong>800.000 bili\u00f5es de gr\u00e3os de poeira<\/strong>, segundo os autores. Trata-se de uma quantidade t\u00e3o elevada que torna esta hip\u00f3tese dif\u00edcil de imaginar.<\/p>\n<p>Europa encontra-se coberta por uma crosta de gelo, mas sob essa camada esconde-se um basto oceano subsuperficial, considerado pelos cientistas um dos ambientes mais promissores para a procura de vida extraterrestre.<\/p>\n<p>O estudo apoia-se tamb\u00e9m em trabalhos anteriores que identificaram fissuras em cerca de <strong>20% a 40%<\/strong> da crosta gelada. Esta fraturas resultariam do aquecimento provocado pelas mar\u00e9 gravitacionais e das tens\u00f5es geradas pela influ\u00eancia de J\u00fapiter.<\/p>\n<p>De acordo com os investigadores, essas fissuras poderiam funcionar como vias de acesso para camadas mais profundas do gelo e, eventualmente, para o oceano subterr\u00e2neo, antes que as bact\u00e9rias se tornassem inativas devido \u00e0 intensa radia\u00e7\u00e3o que atinge a superf\u00edcie. Este processo poder\u00e1 ocorrer ao longo de cerca de <strong>10 mil anos<\/strong>.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a de part\u00edculas terrestres no oceano subsuperficial de Europa seria, assim, plaus\u00edvel caso existam condi\u00e7\u00f5es biol\u00f3gicas e bioqu\u00edmicas compat\u00edveis com a sua sobreviv\u00eancia. A hip\u00f3tese refor\u00e7a o interessa cient\u00edfico por esta lua gelada e torna Europa um alvo ainda mais fascinante para a astrobiologia.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782120614_196_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"JPL-Caltech \/ NASA A superf\u00edcie brilhante de Europa, a misteriosa lua de J\u00fapiter Uma equipa de cientistas descobriu&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":427739,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[30002,122,443,109,107,108,29031,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-427738","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-astrobiologia","tag-astrofisica","tag-astronomia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-jupiter","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116798235560196518","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/427738","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=427738"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/427738\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/427739"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=427738"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=427738"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=427738"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}