{"id":430010,"date":"2026-06-25T09:55:09","date_gmt":"2026-06-25T09:55:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/430010\/"},"modified":"2026-06-25T09:55:09","modified_gmt":"2026-06-25T09:55:09","slug":"ha-falhas-e-dificuldades-na-monitorizacao-do-vih-em-portugal-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/430010\/","title":{"rendered":"H\u00e1 falhas e dificuldades na monitoriza\u00e7\u00e3o do VIH em Portugal \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>Cerca de 30 especialistas de institui\u00e7\u00f5es publicas de sa\u00fade, associa\u00e7\u00f5es e munic\u00edpios conclu\u00edram que Portugal tem capacidade t\u00e9cnica e conhecimento para melhorar a monitoriza\u00e7\u00e3o do VIH, mas a informa\u00e7\u00e3o continua dispersa e pouco articulada.<\/p>\n<p>As conclus\u00f5es do projeto HIVision \u2014 Diagn\u00f3stico sobre a monitoriza\u00e7\u00e3o do VIH (V\u00edrus da Imunodefici\u00eancia Humana) em Portugal, da Escola Nacional de Sa\u00fade P\u00fablica da Universidade NOVA de Lisboa (ENSP NOVA), identificam a\u00e7\u00f5es e prioridades para ultrapassar os problemas de monitoriza\u00e7\u00e3o do VIH.<\/p>\n<p>Num relat\u00f3rio que ser\u00e1 apresentado esta quinta-feira na Culturgest, em Lisboa, os peritos dizem que \u00e9 dif\u00edcil monitorizar o percurso das pessoas ao longo da resposta ao VIH , da preven\u00e7\u00e3o e testagem ao tratamento, e defendem que esta monitoriza\u00e7\u00e3o \u201c\u00e9 essencial para compreender trajet\u00f3rias, reduzir desigualdades e refor\u00e7ar a efic\u00e1cia da resposta em sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<blockquote>\n<p>Portugal j\u00e1 mostrou que consegue responder de forma robusta ao VIH. O que este trabalho demonstra \u00e9 que tamb\u00e9m pode monitorizar melhor essa resposta, com mais integra\u00e7\u00e3o, mais continuidade e mais capacidade de transformar dados em a\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Teresa Magalh\u00e3es, coordenadora do projeto.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>Citado numa nota divulgada pela ENSP, o tamb\u00e9m coordenador do projeto Ricardo Mestre lembra que monitorizar melhor n\u00e3o \u00e9 apenas contar casos: \u201c\u00c9 compreender o percurso das pessoas, devolver conhecimento \u00fatil aos profissionais e apoiar decis\u00f5es mais inteligentes\u201d.<\/p>\n<p>O diagn\u00f3stico feito indica parte da informa\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria para acompanhar o percurso das pessoas que vivem com VIH existe em diferentes pontos do sistema, mas nem sempre est\u00e1 dispon\u00edvel de forma integrada, ou compar\u00e1vel.<\/p>\n<p>Esta situa\u00e7\u00e3o \u2013 sublinham \u2013 dificulta a monitoriza\u00e7\u00e3o de dimens\u00f5es cr\u00edticas, como a liga\u00e7\u00e3o aos cuidados ap\u00f3s diagn\u00f3stico, o tempo at\u00e9 ao tratamento, a reten\u00e7\u00e3o em cuidados, as transfer\u00eancias entre unidades, as perdas de seguimento e a reentrada nos cuidados de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Os especialistas reconhecem a resposta ao VIH foi alvo de progressos significativos nas \u00faltimas d\u00e9cadas, impulsionados pela efic\u00e1cia da terap\u00eautica, pela diversifica\u00e7\u00e3o das estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e pela defini\u00e7\u00e3o de metas internacionais orientadas para eliminar o VIH como amea\u00e7a de sa\u00fade p\u00fablica e dizem que estes avan\u00e7os \u201calteraram profundamente o modo como a epidemia deve ser acompanhada\u201d.<\/p>\n<p>Os <strong>peritos identificam seis prioridades<\/strong> para melhorar a monitoriza\u00e7\u00e3o do VIH em Portugal, entre elas o acompanhamento do trajeto da pessoa ao longo do tempo, integrando preven\u00e7\u00e3o, testagem, cuidados e qualidade de vida.<\/p>\n<p>Defendem tamb\u00e9m que se deve <strong>valorizar e integrar dados da comunidade<\/strong>, \u201ctornando vis\u00edveis necessidades e popula\u00e7\u00f5es que permanecem fora dos circuitos formais\u201d.<\/p>\n<p>Sugerem igualmente a consolida\u00e7\u00e3o da matriz de indicadores para o VIH, para garantir informa\u00e7\u00e3o consistente, compar\u00e1vel e \u00fatil para a decis\u00e3o e para o reporte nacional e internacional.<\/p>\n<p>Os peritos envolvidos neste projeto da ENSP defendem tamb\u00e9m que se deve disponibilizar a informa\u00e7\u00e3o de forma estruturada para apoio \u00e0 decis\u00e3o, garantindo que \u00e9 acess\u00edvel a profissionais e decisores.<\/p>\n<blockquote>\n<p>J\u00e1 n\u00e3o basta acompanhar novos diagn\u00f3sticos. \u00c9 necess\u00e1rio acompanhar o percurso das pessoas ao longo do tempo e utilizar a informa\u00e7\u00e3o para melhorar decis\u00f5es e reduzir desigualdades\u201d, consideram.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p>O enquadramento internacional atual \u00e9 marcado pelas metas 95-95-95 do <strong>Programa Conjunto das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre VIH\/SIDA<\/strong> (ONUSIDA), que define que, at\u00e9 2030, 95% das pessoas que vivem com VIH devem conhecer o seu diagn\u00f3stico, 95% das pessoas diagnosticadas devem estar em tratamento antirretrov\u00edrico e 95% das pessoas em tratamento devem apresentar supress\u00e3o virol\u00f3gica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cerca de 30 especialistas de institui\u00e7\u00f5es publicas de sa\u00fade, associa\u00e7\u00f5es e munic\u00edpios conclu\u00edram que Portugal tem capacidade 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