{"id":43125,"date":"2025-08-24T17:03:07","date_gmt":"2025-08-24T17:03:07","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/43125\/"},"modified":"2025-08-24T17:03:07","modified_gmt":"2025-08-24T17:03:07","slug":"como-a-sensibilidade-ao-ruido-perturba-a-mente-o-cerebro-e-o-corpo-24-08-2025-equilibrio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/43125\/","title":{"rendered":"Como a sensibilidade ao ru\u00eddo perturba a mente, o c\u00e9rebro e o corpo &#8211; 24\/08\/2025 &#8211; Equil\u00edbrio"},"content":{"rendered":"<p>Toc, toc, toc. Toc, toc, toc.<\/p>\n<p>Ele est\u00e1 de volta: o ru\u00eddo incessante dos meus novos vizinhos do andar de cima. Claramente, eles ainda est\u00e3o em processo de pendurar quadros ou montar a nova mob\u00edlia.<\/p>\n<p>No edif\u00edcio bem isolado onde moro no centro de Berlim, na Alemanha, o ru\u00eddo do apartamento vizinho estava muitos decib\u00e9is abaixo do n\u00edvel que incomodaria qualquer pessoa. Mas, para mim, \u00e9 um barulho muito irritante.<\/p>\n<p>Uma grave sensa\u00e7\u00e3o de estresse corre pelo meu corpo. E a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/ansiedade\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">ansiedade<\/a> \u00e9 ainda pior. Quando eles v\u00e3o terminar?<\/p>\n<p>Aquele n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico ru\u00eddo que me perturba. Percebo o baque suave atrav\u00e9s do meu teto quando as pessoas v\u00e3o para a cama.<\/p>\n<p>Em algum lugar do edif\u00edcio, ou\u00e7o o barulho alto de um aspirador de p\u00f3 e o som abafado de uma m\u00e1quina de lavar. No outro, \u00e9 o cachorro Dachshund do vizinho que est\u00e1 latindo para ganhar um petisco. E nem vou falar dos sopradores de folhas e das lavadoras de alta press\u00e3o no lado de fora do pr\u00e9dio.<\/p>\n<p>O ru\u00eddo, por menor que seja, interrompe minha concentra\u00e7\u00e3o e prejudica minha paz de esp\u00edrito. Fa\u00e7o parte do grupo de 10% a 40% da popula\u00e7\u00e3o que tem sensibilidade a ru\u00eddos. Em outras palavras, o barulho me perturba e irrita mais do que a m\u00e9dia das pessoas.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil refutar a sensibilidade ao ru\u00eddo como sendo uma falha de personalidade, um sintoma a mais do fato de ser beligerante, queixosa e irrit\u00e1vel de forma geral. Mas, nos \u00faltimos anos, cientistas descobriram que esta condi\u00e7\u00e3o tem ra\u00edzes biol\u00f3gicas reais.<\/p>\n<p>O c\u00e9rebro das pessoas sens\u00edveis ao ru\u00eddo reage aos sons de forma diferente. E algumas realmente podem nascer com isso. O ru\u00eddo afeta n\u00e3o s\u00f3 o humor imediato dessas pessoas, mas tamb\u00e9m sua sa\u00fade mental e f\u00edsica de longo prazo.<\/p>\n<p>Existem solu\u00e7\u00f5es simples para esta condi\u00e7\u00e3o, mas conhecer os seus efeitos pode ajudar as pessoas sens\u00edveis a ru\u00eddos a tomar medidas para tornar suas vidas mais toler\u00e1veis.<\/p>\n<p>&#8220;Poder\u00edamos dizer que essa \u00e9 uma daquelas quest\u00f5es frequentemente menosprezadas&#8230; que s\u00e3o simplesmente descartadas pelos profissionais de sa\u00fade&#8221;, afirma o neurocientista Daniel Shepherd, da Universidade de Tecnologia de Auckland, na Nova Zel\u00e2ndia.<\/p>\n<p>Apenas nos \u00faltimos anos, &#8220;as pessoas realmente come\u00e7aram a dizer &#8216;OK, isso realmente prejudica a experi\u00eancia dos pacientes'&#8221;, segundo ele. &#8220;Precisamos realmente come\u00e7ar a cuidar disso.&#8221;<\/p>\n<p>A sensibilidade ao ru\u00eddo n\u00e3o \u00e9 um diagn\u00f3stico m\u00e9dico formal. As pessoas podem descobrir se s\u00e3o sens\u00edveis ao ru\u00eddo preenchendo question\u00e1rios, como a escala de sensibilidade ao ru\u00eddo de Weinstein, que inclui 21 quest\u00f5es.<\/p>\n<p>Elas incluem, por exemplo, se voc\u00ea se irrita com pessoas sussurrando e abrindo embalagens de doces no cinema, com pessoas fazendo barulho quando voc\u00ea est\u00e1 tentando dormir ou trabalhar e at\u00e9 se o som da m\u00fasica perturba voc\u00ea quando tenta se concentrar em alguma coisa.<\/p>\n<p>A sensibilidade ao ru\u00eddo \u00e9 diferente de outras condi\u00e7\u00f5es relacionadas ao som, como a misofonia, explica a m\u00e9dica Jennifer Brout, fundadora da Rede Internacional de Pesquisa sobre a Misofonia, com sede nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A misofonia \u00e9 a baixa toler\u00e2ncia a certos sons espec\u00edficos, como mastigar, limpar a garganta, batidas ou cliques. Estes ru\u00eddos ativam sensa\u00e7\u00f5es intensas de repulsa ou raiva, segundo Brout.<\/p>\n<p>A sensibilidade ao ru\u00eddo tamb\u00e9m \u00e9 diferente da hiperacusia, que faz as pessoas sentirem dores ou desconforto extremo ao perceberem o som como se fosse mais alto do que a realidade.<\/p>\n<p>J\u00e1 a sensibilidade ao ru\u00eddo \u00e9 uma reatividade geral a todos os sons, independentemente do seu volume real ou percebido. As pessoas sens\u00edveis a ru\u00eddos acham o som, no m\u00ednimo, perturbador e ficam incomodadas, sentem raiva ou at\u00e9 medo ou ansiedade.<\/p>\n<p>&#8220;Eu me lembro de uma pessoa que descreveu a sensibilidade como ter um mosquito voando \u00e0 sua volta&#8221;, conta Shepherd. &#8220;Voc\u00ea simplesmente n\u00e3o consegue ignorar.&#8221;<\/p>\n<p>Para as pessoas que t\u00eam medo dos ru\u00eddos, esta condi\u00e7\u00e3o pode deix\u00e1-las estressadas a ponto de desencadear uma rea\u00e7\u00e3o de lutar ou fugir. &#8220;Seus batimentos card\u00edacos aumentam, sua press\u00e3o sangu\u00ednea sobe&#8221;, explica o psiquiatra Stephen Stansfeld, professor em\u00e9rito da Universidade Queen Mary de Londres.<\/p>\n<p>E a qualidade do sono tamb\u00e9m pode ser prejudicada. Em um estudo de 2021 na China, pesquisadores acompanharam os padr\u00f5es de sono de 500 adultos e os n\u00edveis de ru\u00eddo noturno ao longo de uma semana.<\/p>\n<p>Eles conclu\u00edram que o ru\u00eddo em si n\u00e3o afetou a qualidade do sono das pessoas, mas indiv\u00edduos sens\u00edveis ao ru\u00eddo costumavam achar seu sono menos restaurador. Eles avaliaram seu sono como menos repousante e afirmaram que se sentiam mais mal-humorados e com menos energia ao longo do dia.<\/p>\n<p>Efeitos \u00e0 sa\u00fade f\u00edsica<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o aos ru\u00eddos tamb\u00e9m foi relacionada a efeitos de longo prazo \u00e0 sa\u00fade, incluindo doen\u00e7as card\u00edacas e diabetes. E as pessoas sens\u00edveis a ru\u00eddos podem sofrer mais impactos \u00e0 sua sa\u00fade mental, segundo Stansfeld.<\/p>\n<p>Em um estudo de 2021, ele e seus colegas examinaram 2.398 homens da cidade de Caerphilly, no Pa\u00eds de Gales, que foram expostos a diferentes n\u00edveis de ru\u00eddo do tr\u00e2nsito. E os mais sens\u00edveis ao ru\u00eddo apresentaram maior propens\u00e3o a sofrer de ansiedade e depress\u00e3o a longo prazo.<\/p>\n<p>Isso pode ocorrer, em parte, porque as pessoas ansiosas s\u00e3o mais vigilantes em rela\u00e7\u00e3o ao que acontece perto delas e, portanto, mais propensas a perceber barulhos. Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que a sensibilidade ao ru\u00eddo aumente a ansiedade.<\/p>\n<p>Em 2023, uma pesquisa reuniu 1.244 adultos que moram perto de aeroportos na Fran\u00e7a e concluiu que as pessoas gravemente perturbadas pelo n\u00edvel de ru\u00eddo das aeronaves (especialmente alguns indiv\u00edduos sens\u00edveis a ru\u00eddos) eram mais propensos a avaliar sua sa\u00fade em geral como ruim.<\/p>\n<p>Mas por que algumas pessoas apresentam rea\u00e7\u00e3o mais negativa ao ru\u00eddo do que outras? Estudos do c\u00e9rebro de pessoas sens\u00edveis a ru\u00eddos revelam algumas indica\u00e7\u00f5es a este respeito.<\/p>\n<p>Shepherd e seus colegas conectaram aparelhos \u00e0s pessoas, para medir a atividade el\u00e9trica no c\u00e9rebro. Eles descobriram que os participantes que n\u00e3o eram sens\u00edveis a ru\u00eddos mostravam atividade cerebral maior apenas quando os pesquisadores os expunham a sons amea\u00e7adores.<\/p>\n<p>J\u00e1 entre as pessoas sens\u00edveis a ru\u00eddos, &#8220;seus c\u00e9rebros costumavam acelerar independentemente do som, fosse ele amea\u00e7ador ou n\u00e3o&#8221;, relembra ele.<\/p>\n<p>Shepherd e a neurocientista Elvira Brattico, da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, descobriram independentemente evid\u00eancias de que isso est\u00e1 relacionado \u00e0 forma em que o c\u00e9rebro filtra as informa\u00e7\u00f5es sobre sons que n\u00e3o s\u00e3o importantes.<\/p>\n<p>A equipe de Shepherd encontrou evid\u00eancias de que, entre as pessoas sens\u00edveis a ru\u00eddos, um grupo espec\u00edfico de c\u00e9lulas no n\u00facleo geniculado medial &#8211; uma esta\u00e7\u00e3o retransmissora de informa\u00e7\u00f5es sobre sons que entram no c\u00e9rebro &#8211; apresenta menos efici\u00eancia no seu trabalho de filtragem, em compara\u00e7\u00e3o com o c\u00e9rebro de pessoas que n\u00e3o possuem a condi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas consegue &#8220;filtrar essas informa\u00e7\u00f5es e seguir com sua vida, mas aquelas que t\u00eam sensibilidade a ru\u00eddos n\u00e3o fazem isso com facilidade&#8221;, explica ele.<\/p>\n<p>Este tipo de filtragem tamb\u00e9m parece ser importante durante o sono. A maioria das pessoas exibe padr\u00f5es caracter\u00edsticos de atividade cerebral quando adormecem. Estes padr\u00f5es s\u00e3o considerados importantes para nos acostumarmos aos ru\u00eddos ao nosso redor. Mas as pessoas com sensibilidade a ru\u00eddos apresentam esses padr\u00f5es em menor quantidade.<\/p>\n<p>Esta descoberta ajuda a explicar por que elas s\u00e3o t\u00e3o reativas a sons que n\u00e3o perturbam a maioria das pessoas. Mas o motivo que leva o c\u00e9rebro a agir desta forma \u00e9 um mist\u00e9rio.<\/p>\n<p>Um estudo finland\u00eas sobre g\u00eameos sugeriu que a sensibilidade a ru\u00eddos, muitas vezes, \u00e9 heredit\u00e1ria. Por isso, algumas pessoas podem ser predispostas \u00e0 condi\u00e7\u00e3o desde o nascimento.<\/p>\n<p>Mas tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel que as pessoas que moram em ambientes barulhentos desenvolvam a sensibilidade ao longo do tempo, segundo Brattico.<\/p>\n<p>Pessoas com ansiedade, esquizofrenia e <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/autismo\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">autismo<\/a> s\u00e3o especialmente propensas a desenvolver sensibilidade a ru\u00eddos. E, embora algumas pessoas possam desenvolver a condi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s les\u00f5es cerebrais traum\u00e1ticas, para a maioria \u00e9 normalmente algo que persiste ao longo da vida, segundo Stansfeld.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 muito dif\u00edcil, em compara\u00e7\u00e3o com algu\u00e9m que n\u00e3o tenha sensibilidade a ru\u00eddos, realmente se habituar ao som e, de fato, perder a sensibilidade&#8221;, explica ele.<\/p>\n<p>\u00c9 claro que a solu\u00e7\u00e3o ideal seria combater as fontes do pr\u00f3prio ru\u00eddo. Os urbanistas poderiam construir quintais internos silenciosos para os edif\u00edcios residenciais, usar borracha entre os ingredientes do asfalto para reduzir o ru\u00eddo do tr\u00e2nsito ou construir paredes que realizem difra\u00e7\u00e3o do som em torno das autoestradas e outras \u00e1reas barulhentas.<\/p>\n<p>Cidades da B\u00e9lgica e da Fran\u00e7a j\u00e1 come\u00e7aram a implementar essas medidas, al\u00e9m de reduzir o limite de velocidade dos ve\u00edculos, incentivar a infraestrutura para bicicletas e criar zonas de sil\u00eancio nos parques e ao longo dos rios.<\/p>\n<p>O ru\u00eddo \u00e9 uma causa real de problemas de sa\u00fade, mas &#8220;tamb\u00e9m pode ser evitado&#8221;, destaca Stansfeld.<\/p>\n<p>Mas os progressos s\u00e3o lentos, o que faz com que muitas pessoas sens\u00edveis a ru\u00eddos passem a cuidar de si pr\u00f3prias sozinhas, evitando regi\u00f5es barulhentas, transformando seus espa\u00e7os em \u00e1reas \u00e0 prova de som ou recorrendo a plugues e abafadores de ouvidos, ou fones de ouvido com cancelamento de ru\u00eddo.<\/p>\n<p>Mas estes m\u00e9todos, muitas vezes, apenas abafam os sons, sem elimin\u00e1-los completamente. &#8220;Mesmo os ru\u00eddos baixos podem perturbar pessoas sens\u00edveis a ru\u00eddos&#8221;, segundo Brattico.<\/p>\n<p>Em alguns casos, tratar condi\u00e7\u00f5es como a ansiedade com medicamentos pode ajudar, segundo Stansfeld. A terapia cognitivo-comportamental (uma forma de psicoterapia destinada a fazer a pessoa controlar seus comportamentos e rea\u00e7\u00f5es psicol\u00f3gicas) pode fazer sentido para pacientes com medo de ru\u00eddos.<\/p>\n<p>&#8220;Eu mesmo tratei de uma pessoa com terapia cognitivo-comportamental e acho que pode ser bastante \u00fatil&#8221;, afirma Stansfeld.<\/p>\n<p>Paralelamente, Brattico acredita que a terapia musical, com profissionais qualificados, tamb\u00e9m pode ser \u00fatil. Ela envolve a sele\u00e7\u00e3o de m\u00fasica suave e relaxante, para acalmar as pessoas e estabelecer associa\u00e7\u00f5es positivas com o som.<\/p>\n<p>Para quem desejar tentar a autocura, Brattico recomenda m\u00fasica com instrumentos suaves, como piano ou harpa &#8211; m\u00fasica de c\u00e2mara barroca ou renascentista, por exemplo. E, quando at\u00e9 a m\u00fasica perturba, a arteterapia pode ajudar. &#8220;Algo que seja relaxante e permita a express\u00e3o e a regulagem das emo\u00e7\u00f5es&#8221;, orienta Brattico.<\/p>\n<p>No meu caso, usei plugues de ouvido, fones de ouvido com cancelamento de ru\u00eddo tocando jazz e uma toalha enrolada na minha cabe\u00e7a. Tudo isso acabou ajudando de alguma forma.<\/p>\n<p>Enquanto o mundo \u00e0 minha volta continuar barulhento, posso pelo menos encontrar alguma paz de esp\u00edrito em mim mesma.<\/p>\n<p>Este texto foi publicado originalmente <a href=\"https:\/\/www.bbc.com\/portuguese\/articles\/cx276gp5j18o\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Toc, toc, toc. Toc, toc, toc. 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