{"id":432157,"date":"2026-06-27T11:34:26","date_gmt":"2026-06-27T11:34:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/432157\/"},"modified":"2026-06-27T11:34:26","modified_gmt":"2026-06-27T11:34:26","slug":"portugal-torna-se-porta-de-entrada-da-cocaina-na-europa-onu-alerta-para-novas-rotas-de-trafico-e-uso-de-submarinos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/432157\/","title":{"rendered":"Portugal torna-se porta de entrada da coca\u00edna na Europa: ONU alerta para novas rotas de tr\u00e1fico e uso de submarinos"},"content":{"rendered":"<p>Portugal est\u00e1 a ganhar import\u00e2ncia como porta de entrada da coca\u00edna na Europa, \u00e0 medida que as redes de tr\u00e1fico procuram alternativas aos grandes portos do norte do continente. O alerta \u00e9 deixado pelo <a aria-label=\"content\" target=\"_blank\" href=\"https:\/\/www.unodc.org\/unodc\/en\/press\/releases\/2026\/June\/unodc-world-drug-report-2026_-global-drug-markets-transforming-rapidly-as-technology--novel-drug-types-and-instability-present-traffickers-with-new-opportunities.html\" rel=\"nofollow noopener\">Relat\u00f3rio Mundial sobre Drogas 2026<\/a>, divulgado esta sexta-feira (26 de junho) pelo Escrit\u00f3rio das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC).<\/p>\n<p>Segundo o documento, <strong>as apreens\u00f5es de coca\u00edna na Europa Ocidental e Central &#8220;deslocaram-se dos principais portos da B\u00e9lgica, Alemanha e Pa\u00edses Ba\u00edses Baixos para Fran\u00e7a, Portugal e Espanha&#8221;<\/strong>, ap\u00f3s altera\u00e7\u00f5es nas rotas e nos m\u00e9todos de tr\u00e1fico, refletindo uma adapta\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es criminosas ao refor\u00e7o da coopera\u00e7\u00e3o internacional entre autoridades policiais e aduaneiras.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a de rotas, por\u00e9m, n\u00e3o significa uma redu\u00e7\u00e3o do tr\u00e1fico. Pelo contr\u00e1rio. A UNODC sublinha que os fluxos de coca\u00edna para a Europa &#8220;continuam abundantes&#8221;, apesar das altera\u00e7\u00f5es nos pontos de entrada e nos m\u00e9todos de transporte utilizados pelos traficantes. Entre essas novas estrat\u00e9gias est\u00e1 o recurso cada vez mais frequente a <strong>embarca\u00e7\u00f5es semi-submers\u00edveis para atravessar o Atl\u00e2ntico.<\/strong>  No comunicado que acompanha o relat\u00f3rio, <strong>a ag\u00eancia da ONU refere que, entre 2023 e 2025, foram detetados pelo menos seis destes aparelhos nas proximidades da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica e dos A\u00e7ores.<\/strong> Um dos casos resultou na apreens\u00e3o de cerca de 6,5 toneladas de coca\u00edna a cerca de 500 milhas n\u00e1uticas a sul do arquip\u00e9lago.<\/p>\n<p>Mais de 6% da popula\u00e7\u00e3o mundial consumiu uma droga il\u00edcita<\/p>\n<p>De resto, o relat\u00f3rio tra\u00e7a um retrato de um mercado global em expans\u00e3o. <strong>Em 2024, a produ\u00e7\u00e3o potencial de coca\u00edna pura ultrapassou as 4.100 toneladas,<\/strong> mais de quatro vezes acima do registado h\u00e1 uma d\u00e9cada, impulsionada pelo aumento das \u00e1reas de cultivo e da produtividade. Ao mesmo tempo, <strong>o n\u00famero de consumidores de coca\u00edna aumentou mais de um ter\u00e7o nos \u00faltimos dez anos.<\/strong><\/p>\n<p>A tend\u00eancia, avisa a UNODC, \u00e9 de continua\u00e7\u00e3o da expans\u00e3o. &#8220;Grupos do crime organizado continuam a direcionar volumes crescentes de coca\u00edna para mercados tradicionais e emergentes&#8221;, procurando alargar a base de consumidores e aumentar os lucros. Al\u00e9m da Europa Ocidental e Central, \u00c1frica e \u00c1sia surgem cada vez mais como destinos destas redes.<\/p>\n<p>O consumo de drogas tamb\u00e9m continua a crescer. <strong>Em 2024, estima-se que 331 milh\u00f5es de pessoas, o equivalente a 6,2% da popula\u00e7\u00e3o mundial entre os 15 e os 64 anos, tenham consumido pelo menos uma droga il\u00edcita. A can\u00e1bis mant\u00e9m-se como a subst\u00e2ncia mais consumida<\/strong>, seguida dos opi\u00f3ides, anfetaminas, coca\u00edna e ecstasy.<\/p>\n<p>Outro dos alertas do relat\u00f3rio prende-se com a r\u00e1pida evolu\u00e7\u00e3o das drogas sint\u00e9ticas. <strong>Em 2024 foram identificadas 755 subst\u00e2ncias psicoativas, das quais 118 surgiram pela primeira vez<\/strong>.<\/p>\n<p>&#8220;A necessidade de concentrar esfor\u00e7os em desmantelar os grupos do crime organizado nunca foi t\u00e3o urgente&#8221;, afirma a diretora executiva da UNODC, Monica Juma. A respons\u00e1vel defende um refor\u00e7o da coopera\u00e7\u00e3o internacional, da partilha de informa\u00e7\u00f5es entre autoridades e do investimento na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento das depend\u00eancias.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Portugal est\u00e1 a ganhar import\u00e2ncia como porta de entrada da coca\u00edna na Europa, \u00e0 medida que as redes&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":432158,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[27,28,19764,2624,445,15,16,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,910,32,23,24,69979,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-432157","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cocaina","tag-droga","tag-europa","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-onu","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-rotas-maritimas","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432157","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=432157"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432157\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/432158"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=432157"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=432157"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=432157"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}