{"id":432641,"date":"2026-06-27T21:29:21","date_gmt":"2026-06-27T21:29:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/432641\/"},"modified":"2026-06-27T21:29:21","modified_gmt":"2026-06-27T21:29:21","slug":"todas-as-extincoes-em-massa-seguiram-o-mesmo-padrao-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/432641\/","title":{"rendered":"Todas as extin\u00e7\u00f5es em massa seguiram o mesmo padr\u00e3o, revela estudo"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/pixabay.com\/illustrations\/drought-desert-elephant-dry-1733889\/\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Yuri_B \/ Pixabay<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-457839 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/903b4133d884cdd3f5aba67996b8a6c7-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>A velocidade a que a vida consegue adaptar-se, em compara\u00e7\u00e3o com a velocidade a que o ambiente muda, permite prever a gravidade das extin\u00e7\u00f5es em massa.<\/strong><\/p>\n<p>Num novo <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-026-74132-7\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">estudo<\/a>, publicado esta ter\u00e7a-feira na Nature Communications, a equipa desenvolveu um modelo matem\u00e1tico denominado \u201c<strong>hip\u00f3tese do desfasamento de taxa<\/strong>\u201c, segundo o qual a extin\u00e7\u00e3o ocorre quando a mudan\u00e7a ambiental ultrapassa a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o evolutiva das esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Em seguida, os investigadores testaram o modelo com dados geol\u00f3gicos e paleontol\u00f3gicos que abrangem os \u00faltimos <strong>450 milh\u00f5es de anos<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o <a href=\"https:\/\/www.earth.com\/news\/every-mass-extinction-followed-the-same-pattern-study-finds\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Earth.com<\/a>, a origem desta linha de investiga\u00e7\u00e3o remonta ao s\u00e9culo XVIII, quando o naturalista franc\u00eas <strong>Georges Cuvier<\/strong> prop\u00f4s que as esp\u00e9cies poderiam desaparecer por completo, v\u00edtimas de cat\u00e1strofes ambientais em grande escala.<\/p>\n<p>Em meados do s\u00e9culo XX, o ge\u00f3logo norte-americano <strong>Norman Newell<\/strong> reformulou essa ideia de forma mais precisa, defendendo que a extin\u00e7\u00e3o ocorre quando a mudan\u00e7a ambiental \u00e9 mais r\u00e1pida do que a capacidade de uma esp\u00e9cie evoluir para se adaptar a ela.<\/p>\n<p>Os investigadores concluem que as taxas atuais de altera\u00e7\u00e3o do ciclo do carbono est\u00e3o a aproximar-se do limiar a partir do qual, segundo o modelo, a adapta\u00e7\u00e3o evolutiva pode deixar de acompanhar a velocidade da mudan\u00e7a ambiental.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que as esp\u00e9cies individuais se extinguem quando as altera\u00e7\u00f5es ambientais ultrapassam a sua capacidade de adapta\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o era claro se esta mesma ideia se aplicava \u00e0 escala dos eventos de extin\u00e7\u00e3o globais\u201d, explicou o investigador <strong>Daniel Rothman<\/strong>.<\/p>\n<p>O desafio do estudo residia no facto de as<strong> taxas de adapta\u00e7\u00e3o<\/strong> nos diferentes grupos de animais, em escalas de tempo geol\u00f3gicas, n\u00e3o serem diretamente observ\u00e1veis. Para ultrapassar essa limita\u00e7\u00e3o, os investigadores constru\u00edram um modelo que prev\u00ea uma distribui\u00e7\u00e3o das taxas de adapta\u00e7\u00e3o entre os grupos de animais.<\/p>\n<p>Em seguida, compararam essa distribui\u00e7\u00e3o com <strong>27 epis\u00f3dios<\/strong> de perturba\u00e7\u00e3o do ciclo global do carbono registados ao longo dos \u00faltimos 450 milh\u00f5es de anos e analisaram a percentagem de grupos de animais que se extinguiram durante cada epis\u00f3dio.<\/p>\n<p>O modelo revelou uma <strong>forte correspond\u00eancia<\/strong> com o registo geol\u00f3gico. Em quase todos os grandes epis\u00f3dios de extin\u00e7\u00e3o em massa analisados, verificou-se um desfasamento mensur\u00e1vel entre a velocidade da mudan\u00e7a ambiental e a capacidade de adapta\u00e7\u00e3o da vida.<\/p>\n<p>Quanto maior era esse desfasamento, maior era a propor\u00e7\u00e3o de grupos de animais que se extinguia, permitindo <strong>prever a gravidade das extin\u00e7\u00f5es<\/strong>.<\/p>\n<p>Segundo o modelo, a maioria dos grupos de animais consegue adaptar-se a taxas moderadas de mudan\u00e7a ambiental, mas n\u00e3o a altera\u00e7\u00f5es particularmente r\u00e1pidas.<\/p>\n<p>Os autores verificaram ainda que a distribui\u00e7\u00e3o das taxas de adapta\u00e7\u00e3o dos animais \u00e9 semelhante \u00e0 distribui\u00e7\u00e3o das taxas naturais de mudan\u00e7a ambiental, sugerindo que ambas <strong>evolu\u00edram em conjunto<\/strong> ao longo de milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>Por fim, estes resultados sugerem que a evolu\u00e7\u00e3o da vida pode ter sido moldada, ao longo de milh\u00f5es de anos, pelo <strong>ritmo natural das altera\u00e7\u00f5es ambientais<\/strong>.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782590719_660_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Yuri_B \/ Pixabay A velocidade a que a vida consegue adaptar-se, em compara\u00e7\u00e3o com a velocidade a que&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":432642,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[2780,27,28,269,15,16,7833,14,25,26,21,22,62,12,13,19,20,6951,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-432641","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-biodiversidade","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-capa","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-geologia","tag-headlines","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mundo","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-paleontologia","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116824202532989625","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=432641"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432641\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/432642"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=432641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=432641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=432641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}