{"id":432877,"date":"2026-06-28T04:07:22","date_gmt":"2026-06-28T04:07:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/432877\/"},"modified":"2026-06-28T04:07:22","modified_gmt":"2026-06-28T04:07:22","slug":"descobertos-planetas-superesponjosos-mais-leves-que-algodao-doce-away","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/432877\/","title":{"rendered":"Descobertos planetas \u2018superesponjosos\u2019 mais leves que algod\u00e3o-doce &#8211; Away"},"content":{"rendered":"<p>Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de cientistas descobriu dois dos planetas gigantes de menor densidade alguma vez detetados, os raros planetas &#8216;superesponjosos&#8217; com densidades inferiores \u00e0 do algod\u00e3o-doce.<\/p>\n<p><strong>Mas o que torna estes planetas t\u00e3o especiais?<\/strong><\/p>\n<p>O estudo, liderado pela Universidade de Oxford (Reino Unido), em colabora\u00e7\u00e3o com a Universit\u00e9 C\u00f4te d&#8217;Azur\/Observatoire de la C\u00f4te d&#8217;Azur (Fran\u00e7a) e a Universidade de Birmingham (Reino Unido), foi publicado na revista &#8216;Monthly Notices of the Royal Astronomical Society&#8217;, noticiou na quinta-feira a ag\u00eancia Europa Press.<\/p>\n<p>Os dois planetas, designados por <a href=\"https:\/\/science.nasa.gov\/missions\/tess\/nasas-tess-mission-reveals-the-puffiest-planets-ever-found\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">TOI-791 b e TOI-791 c<\/a>, orbitam uma estrela an\u00e3 do tipo F7 localizada a aproximadamente 1.110 anos-luz da Terra, na constela\u00e7\u00e3o austral de Volans.<\/p>\n<p><strong>Qu\u00e3o leves s\u00e3o estes mundos em compara\u00e7\u00e3o com os planetas que conhecemos?<\/strong><\/p>\n<p>Embora ambos os planetas sejam semelhantes em tamanho a J\u00fapiter, s\u00e3o muito difusos e o TOI-791 b tem uma densidade de apenas 0,038 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico, enquanto o TOI-791 c tem uma densidade de 0,047 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o, a densidade m\u00e9dia de J\u00fapiter \u00e9 de 1,33 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico, entre 28 e 35 vezes superior.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o mesmo menos densos do que o algod\u00e3o-doce?<\/strong><\/p>\n<p>A sua densidade \u00e9 ainda inferior \u00e0 do algod\u00e3o-doce, que tem tipicamente uma densidade de cerca de 0,05 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico. Em contraste, a densidade da Terra \u00e9 de 5,5 gramas por cent\u00edmetro c\u00fabico.<\/p>\n<p><strong>Como se pensa que estes planetas nasceram?<\/strong><\/p>\n<p>Pensa-se que estes planetas s\u00e3o &#8216;irm\u00e3os&#8217; e se formaram juntos a partir do mesmo disco de g\u00e1s e poeira que rodeava a sua jovem estrela.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, est\u00e3o ligados por uma rela\u00e7\u00e3o gravitacional \u00fanica conhecida como resson\u00e2ncia de movimento m\u00e9dio 5:3, o que significa que, por cada cinco \u00f3rbitas que o planeta interior completa, o planeta exterior completa quase exatamente tr\u00eas.<\/p>\n<p><strong>O que acontece quando estes dois gigantes interagem entre si?<\/strong><\/p>\n<p>Esta intera\u00e7\u00e3o gravitacional faz com que os planetas se atraiam repetidamente, produzindo mudan\u00e7as assinal\u00e1veis no tempo dos seus tr\u00e2nsitos pela estrela hospedeira.<\/p>\n<p><strong>Por que motivo este sistema \u00e9 t\u00e3o raro para os astr\u00f3nomos?<\/strong><\/p>\n<p>Apenas s\u00e3o conhecidos quatro outros sistemas contendo m\u00faltiplos planetas &#8216;superesponjosos&#8217;. Isto torna o TOI-791 um laborat\u00f3rio excecionalmente \u00fanico para estudar como estes planetas se formam e evoluem.<\/p>\n<p>O autor principal do estudo, George Dransfield (Departamento de F\u00edsica da Universidade de Oxford e apresentador do programa BBC Sky at Night), destacou que &#8220;apenas alguns destes planetas &#8216;superesponjosos&#8217; s\u00e3o conhecidos, e \u00e9 ainda mais raro encontrar dois no mesmo sistema&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;As suas densidades extremamente baixas tornam-nos alvos fascinantes para compreendermos como os sistemas planet\u00e1rios se formam e evoluem&#8221;, salientou.<\/p>\n<p><strong>Ent\u00e3o, como se explicam estes gigantes t\u00e3o leves?<\/strong><\/p>\n<p>Os astr\u00f3nomos ainda debatem como se formam planetas &#8216;superesponjosos&#8217;. Uma das principais teorias sugere que possuem atmosferas enormes, ricas em hidrog\u00e9nio e h\u00e9lio, que constituem uma fra\u00e7\u00e3o significativa da sua massa total.<\/p>\n<p>Estes gigantescos inv\u00f3lucros gasosos podem ter-se acumulado quando os planetas se formaram longe da sua estrela hospedeira, em regi\u00f5es frias do disco protoplanet\u00e1rio, onde o g\u00e1s p\u00f4de arrefecer e aglomerar-se rapidamente em torno de um n\u00facleo s\u00f3lido.<\/p>\n<p><strong>Que respostas procuram agora os investigadores?<\/strong><\/p>\n<p>Os investigadores planeiam realizar investiga\u00e7\u00f5es complementares para compreender melhor como estes planetas se formaram e para descartar algumas das principais explica\u00e7\u00f5es para a sua expans\u00e3o massiva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma colabora\u00e7\u00e3o internacional de cientistas descobriu dois dos planetas gigantes de menor densidade alguma vez detetados, os raros&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":398222,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[443,4996,4997,109,107,108,2270,4999,186,606,4998,2078,32,33,105,103,104,3204,106,110],"class_list":["post-432877","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-astronomia","tag-away","tag-away-magazine","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-energia","tag-evasao","tag-lifestyle","tag-meteorologia","tag-mobilidade","tag-planetas","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-sustentabilidade","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116825767666340172","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432877","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=432877"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/432877\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/398222"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=432877"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=432877"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=432877"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}