{"id":433124,"date":"2026-06-28T12:38:20","date_gmt":"2026-06-28T12:38:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/433124\/"},"modified":"2026-06-28T12:38:20","modified_gmt":"2026-06-28T12:38:20","slug":"estudo-alerta-sono-prolongado-pode-acelerar-perda-de-mobilidade-em-homens-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/433124\/","title":{"rendered":"Estudo alerta: sono prolongado pode acelerar perda de mobilidade em homens idosos"},"content":{"rendered":"<p>Uma nova pesquisa lan\u00e7ou luz sobre um fator surpreendente que pode impactar a sa\u00fade e a independ\u00eancia de homens idosos: o tempo de sono. Um estudo inovador sugere que dormir mais de nove horas por noite pode ser um indicador de risco para a perda de mobilidade em indiv\u00edduos masculinos acima dos 60 anos. A descoberta, que pode levar a estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o mais eficazes e acess\u00edveis, destaca a complexidade do envelhecimento e a import\u00e2ncia de monitorar h\u00e1bitos aparentemente simples como o sono.<\/p>\n<p>A capacidade de se locomover com autonomia \u00e9 um pilar fundamental para a qualidade de vida na terceira idade. A lentid\u00e3o na marcha, por exemplo, \u00e9 um sinal precoce de vulnerabilidade, associado a um risco elevado de quedas, hospitaliza\u00e7\u00f5es e at\u00e9 mesmo \u00e0 perda de independ\u00eancia. Compreender os fatores que contribuem para essa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 crucial para promover um envelhecimento mais saud\u00e1vel e ativo.<\/p>\n<p>Sono excessivo e o impacto na mobilidade masculina<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o, conduzida por pesquisadores da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) em colabora\u00e7\u00e3o com a University College London, no Reino Unido, acompanhou um grupo robusto de mais de 3 mil pessoas com 60 anos ou mais. Os dados foram extra\u00eddos do Estudo Longitudinal Ingl\u00eas sobre Envelhecimento (ELSA), abrangendo 1.582 homens e 1.626 mulheres que, inicialmente, n\u00e3o apresentavam problemas de velocidade de marcha.<\/p>\n<p>Ao longo de oito anos de acompanhamento, os resultados, publicados no prestigiado Journal of the American Medical Directors Association, foram claros e espec\u00edficos. Homens com mais de 60 anos que relatavam dormir mais de nove horas por noite experimentaram uma redu\u00e7\u00e3o significativa na velocidade de caminhada, chegando a perder at\u00e9 um quarto de sua velocidade inicial. Curiosamente, sintomas de ins\u00f4nia ou noites de sono curtas n\u00e3o demonstraram o mesmo impacto na mobilidade masculina. Al\u00e9m disso, a pesquisa n\u00e3o encontrou qualquer associa\u00e7\u00e3o entre o padr\u00e3o de sono e a <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/fapesp.br\/\" target=\"_blank\">mobilidade<\/a> entre as mulheres, indicando uma diferen\u00e7a de g\u00eanero importante.<\/p>\n<p>Mecanismos por tr\u00e1s da perda de velocidade: horm\u00f4nios e inflama\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Para entender por que o sono prolongado afeta especificamente os homens, os pesquisadores aprofundaram-se nos mecanismos fisiol\u00f3gicos. O professor Tiago da Silva Alexandre, do Departamento de Gerontologia da UFSCar e um dos autores do estudo, explica que o sono excessivo, muitas vezes, n\u00e3o significa sono de qualidade. \u201cEmbora durmam mais horas, essas pessoas tendem a ter um sono mais fragmentado e com menos fases profundas\u201d, afirma Alexandre.<\/p>\n<p>Esse padr\u00e3o de sono, caracterizado por alta quantidade, mas baixa qualidade e muitas interrup\u00e7\u00f5es, compromete a libera\u00e7\u00e3o de testosterona. Este horm\u00f4nio \u00e9 vital para a manuten\u00e7\u00e3o da massa muscular, especialmente em homens, e sua defici\u00eancia pode acelerar a perda de velocidade na caminhada. Adicionalmente, o sono longo e interrompido est\u00e1 ligado \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o de um processo inflamat\u00f3rio cr\u00f4nico de baixo grau, conhecido como inflammaging. Essa condi\u00e7\u00e3o contribui para a degrada\u00e7\u00e3o das c\u00e9lulas do tecido musculoesquel\u00e9tico, inibe a s\u00edntese proteica e reduz a for\u00e7a e a massa muscular, elementos essenciais para a <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/fapesp.br\/\" target=\"_blank\">mobilidade<\/a>. \u201cCostuma-se dizer que ter m\u00fasculo \u00e9 ter sa\u00fade e, na velhice, isso n\u00e3o \u00e9 diferente. Isso acontece porque o sistema imunol\u00f3gico e o sistema end\u00f3crino s\u00e3o mediados pelo sistema muscular\u201d, complementa Alexandre.<\/p>\n<p>Diferen\u00e7as de g\u00eanero e recomenda\u00e7\u00f5es de sono para idosos<\/p>\n<p>A aus\u00eancia de impacto na <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/fapesp.br\/\" target=\"_blank\">mobilidade<\/a> feminina, mesmo com sono prolongado, foi outro ponto de destaque da pesquisa. A professora Patr\u00edcia Silva Tofani, da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e coautora do artigo, esclarece que o perfil hormonal feminino difere significativamente. \u201cNas mulheres, outros horm\u00f4nios, como o IGF-1 e o GH, desempenham papel mais relevante no anabolismo muscular do que a testosterona. Por isso, o impacto n\u00e3o foi significativo\u201d, explica Tofani.<\/p>\n<p>\u00c9 natural que o padr\u00e3o de sono se altere com o avan\u00e7o da idade. Para a popula\u00e7\u00e3o idosa, a recomenda\u00e7\u00e3o geral de sono varia entre seis e nove horas por noite, um pouco diferente da m\u00e9dia de sete a oito horas sugerida para adultos mais jovens. No entanto, dormir mais de nove horas \u00e0 noite em idosos \u00e9 considerado um padr\u00e3o incomum e pode ser um sinal de alerta. \u201cPara o idoso, que fisiologicamente tende a dormir menos e ter mais cochilos diurnos, dormir mais de nove horas \u00e0 noite \u00e9 um padr\u00e3o incomum, que pode sugerir vulnerabilidade cl\u00ednica. Por isso, o estudo refor\u00e7a a necessidade de considerar o sono prolongado como um marcador cl\u00ednico espec\u00edfico de risco para homens idosos\u201d, conclui Alexandre.<\/p>\n<p>O estudo, apoiado pela Fapesp, sublinha a import\u00e2ncia de uma abordagem hol\u00edstica na avalia\u00e7\u00e3o da sa\u00fade do idoso, onde o padr\u00e3o de sono pode ser uma ferramenta simples e eficaz para prever e prevenir a perda de <a rel=\"nofollow noopener\" href=\"https:\/\/fapesp.br\/\" target=\"_blank\">mobilidade<\/a>, contribuindo para uma vida mais longa e independente.<\/p>\n<p>Para se manter atualizado sobre as \u00faltimas descobertas em sa\u00fade, bem-estar e outros temas relevantes que impactam a sua vida e a comunidade, continue acompanhando o Fato Paulista. Nosso compromisso \u00e9 trazer informa\u00e7\u00e3o de qualidade, contextualizada e com a profundidade que voc\u00ea merece.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma nova pesquisa lan\u00e7ou luz sobre um fator surpreendente que pode impactar a sa\u00fade e a independ\u00eancia de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":433125,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[21625,1490,3316,9963,116,3385,4998,1348,32,1461,33,11731,117,536],"class_list":["post-433124","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-bem","tag-envelhecimento","tag-estar","tag-gerontologia","tag-health","tag-idosos","tag-mobilidade","tag-pesquisa","tag-portugal","tag-prevencao","tag-pt","tag-qualidade","tag-saude","tag-sono"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116827777290378181","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/433124","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=433124"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/433124\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/433125"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=433124"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=433124"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=433124"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}