{"id":433174,"date":"2026-06-28T13:26:20","date_gmt":"2026-06-28T13:26:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/433174\/"},"modified":"2026-06-28T13:26:20","modified_gmt":"2026-06-28T13:26:20","slug":"t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/433174\/","title":{"rendered":"T. rex demorava cerca de 40 anos para atingir o tamanho m\u00e1ximo, revela estudo"},"content":{"rendered":"<p> <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo-1782504397116_1024.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"Uma nova an\u00e1lise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo at\u00e9 cerca dos 40 anos de idade, per\u00edodo muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ci\u00eancia. Cr\u00e9dito: Shutterstock\" title=\"Uma nova an\u00e1lise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo at\u00e9 cerca dos 40 anos de idade, um per\u00edodo muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ci\u00eancia. Cr\u00e9dito: Shutterstock\" data-image=\"2srxpxtxp43e\"\/>Uma nova an\u00e1lise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo at\u00e9 cerca dos 40 anos de idade, per\u00edodo muito mais longo do que os 25 anos anteriormente aceitos pela ci\u00eancia. Cr\u00e9dito: Shutterstock   <img decoding=\"async\" fetchpriority=\"high\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/1782653179_884_joao-cunha.jpg\" alt=\"Jo\u00e3o Cunha\" width=\"40\" height=\"40\"\/>    <a class=\"nombre text-hv\" href=\"https:\/\/www.tempo.com\/autor\/joao-cunha\/\" title=\"Jo\u00e3o Cunha\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Jo\u00e3o Cunha<\/a>      28\/06\/2026 09:17   8 min   <\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, paleont\u00f3logos acreditaram que o<strong> <\/strong><strong>Tyrannosaurus rex<\/strong>, um dos dinossauros mais ic\u00f4nicos da hist\u00f3ria, alcan\u00e7ava seu porte adulto por volta dos 25 anos de idade. No entanto, um novo estudo indica que esse processo era muito mais lento do que se imaginava. Segundo os pesquisadores, o maior predador terrestre do fim do per\u00edodo Cret\u00e1ceo <strong>continuava crescendo por aproximadamente 40 anos antes de atingir seu peso m\u00e1ximo<\/strong>, estimado em cerca de oito toneladas.<\/p>\n<p>A descoberta resulta da an\u00e1lise de <strong>17 f\u00f3sseis de tiranossauros<\/strong>, representando diferentes fases da vida do animal, desde indiv\u00edduos juvenis at\u00e9 adultos de grande porte. O trabalho oferece a reconstru\u00e7\u00e3o mais detalhada j\u00e1 realizada sobre o desenvolvimento do T. rex ao longo de sua exist\u00eancia e foi publicado na revista cient\u00edfica <strong>PeerJ<\/strong>.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de revisar o ritmo de crescimento da esp\u00e9cie, a pesquisa tamb\u00e9m reacende um antigo debate entre paleont\u00f3logos: <strong>alguns f\u00f3sseis tradicionalmente atribu\u00eddos ao T. rex podem, na realidade, pertencer a esp\u00e9cies diferente<\/strong>s, embora muito pr\u00f3ximas evolutivamente.<\/p>\n<p>An\u00e9is de crescimento revelam a idade dos dinossauros<\/p>\n<p>Para estimar a idade de dinossauros fossilizados, os <strong>cientistas analisam an\u00e9is de crescimento preservados no interior dos ossos<\/strong>, de forma semelhante aos an\u00e9is encontrados nos troncos das \u00e1rvores. Cada marca fornece pistas sobre a velocidade de crescimento do animal e sua idade no momento da morte.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy \" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/t-rex-demorava-cerca-de-40-anos-para-atingir-o-tamanho-maximo-revela-estudo-1782504772395_1024.jpg\"  width=\"768\" height=\"432\" alt=\"A pesquisa tamb\u00e9m revelou an\u00e9is de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evid\u00eancias de que alguns dos f\u00f3sseis mais famosos atribu\u00eddos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras esp\u00e9cies. Cr\u00e9dito: Science Photo Library \/ Alamy\" title=\"A pesquisa tamb\u00e9m revelou an\u00e9is de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evid\u00eancias de que alguns dos f\u00f3sseis mais famosos atribu\u00eddos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras esp\u00e9cies. Cr\u00e9dito:\" data-image=\"abpv1ip2w2g8\"\/>A pesquisa tamb\u00e9m revelou an\u00e9is de crescimento ocultos em ossos fossilizados e encontrou evid\u00eancias de que alguns dos f\u00f3sseis mais famosos atribu\u00eddos ao T. rex podem, na verdade, pertencer a outras esp\u00e9cies. Cr\u00e9dito: Science Photo Library \/ Alamy<\/p>\n<p>Embora essa t\u00e9cnica seja utilizada h\u00e1 d\u00e9cadas, a nova pesquisa empregou m\u00e9todos muito mais sofisticados. Os pesquisadores examinaram<strong> finas l\u00e2minas de ossos fossilizados sob diferentes tipos de ilumina\u00e7\u00e3o especializada<\/strong>, capazes de revelar marcas de crescimento que permaneciam invis\u00edveis nos exames convencionais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a equipe utilizou modelos estat\u00edsticos avan\u00e7ados para combinar informa\u00e7\u00f5es provenientes de diferentes indiv\u00edduos. Como cada f\u00f3ssil preserva apenas parte da hist\u00f3ria de vida do animal, essa abordagem permiti<strong>u reconstruir uma curva de crescimento muito mais completa<\/strong>, abrangendo praticamente todas as fases da vida do T. rex.<\/p>\n<p>Maior conjunto de dados j\u00e1 reunido sobre o T. rex<\/p>\n<p>Segundo a anatomista Holly Woodward, da Universidade Estadual de Oklahoma e coordenadora do estudo, trata-se do <strong>maior conjunto de dados j\u00e1 reunido sobre a esp\u00e9cie.<\/strong> A an\u00e1lise dos an\u00e9is de crescimento permitiu reconstruir, ano a ano, a trajet\u00f3ria de desenvolvimento desses gigantes pr\u00e9-hist\u00f3ricos.<\/p>\n<p>Diferentemente dos troncos das \u00e1rvores, que preservam todo o hist\u00f3rico de crescimento, os ossos dos dinossauros registram apenas os anos finais de vida. Em um osso da perna de um T. rex, por exemplo, normalmente ficam preservadas informa\u00e7\u00f5es referentes aos \u00faltimos 10 ou 20 anos do animal.<\/p>\n<p>Para superar essa limita\u00e7\u00e3o, os cientistas integraram <strong>dados de f\u00f3sseis pertencentes a indiv\u00edduos de diferentes idades<\/strong>. O matem\u00e1tico e paleobi\u00f3logo Nathan Myhrvold, respons\u00e1vel pela modelagem estat\u00edstica, explica que essa t\u00e9cnica possibilitou construir uma curva composta de crescimento muito mais realista, evidenciando tamb\u00e9m a grande varia\u00e7\u00e3o de tamanho existente entre os indiv\u00edduos da esp\u00e9cie.<\/p>\n<p>Crescimento lento pode explicar o sucesso ecol\u00f3gico da esp\u00e9cie<\/p>\n<p>Os resultados revelam um cen\u00e1rio bastante diferente daquele proposto em estudos anteriores. Em vez de atingir rapidamente a fase adulta, <strong>o T. rex parece ter crescido de forma cont\u00ednua e relativamente est\u00e1vel <\/strong>ao longo de quatro d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Os pesquisadores sugerem que <strong>esse desenvolvimento prolongado permitia que indiv\u00edduos jovens ocupassem diferentes nichos ecol\u00f3gicos antes de se tornarem grandes predadores<\/strong>. Em Ecologia, um nicho corresponde ao papel desempenhado por uma esp\u00e9cie no ambiente, incluindo sua alimenta\u00e7\u00e3o, habitat e intera\u00e7\u00e3o com outros organismos.<\/p>\n<p>Segundo o paleont\u00f3logo Jack Horner, coautor da pesquisa, essa diversidade de fun\u00e7\u00f5es exercidas pelos jovens tiranossauros pode ter contribu\u00eddo para o <strong>enorme sucesso evolutivo do grupo<\/strong>, permitindo que dominassem os ecossistemas do final do per\u00edodo Cret\u00e1ceo at\u00e9 a extin\u00e7\u00e3o dos dinossauros n\u00e3o avi\u00e1rios, h\u00e1 aproximadamente 66 milh\u00f5es de anos.<\/p>\n<p>F\u00f3sseis famosos podem pertencer a outras esp\u00e9cies<\/p>\n<p>Outro aspecto importante do estudo envolve a classifica\u00e7\u00e3o de alguns dos f\u00f3sseis mais conhecidos do mundo. H\u00e1 anos, especialistas discutem<strong> se todos os exemplares atribu\u00eddos ao T. rex realmente pertencem \u00e0 mesma esp\u00e9cie.<\/strong><\/p>\n<p>Para investigar essa possibilidade, os pesquisadores analisaram <strong>17 f\u00f3sseis pertencentes ao que chamam de &#8220;complexo de esp\u00e9cies Tyrannosaurus rex&#8221;<\/strong>, reconhecendo que mais de uma esp\u00e9cie ou subesp\u00e9cie pode estar representada nesse conjunto.<\/p>\n<p>Dois exemplares famosos, conhecidos pelos<strong> apelidos &#8220;Jane&#8221; e &#8220;Petey&#8221;<\/strong>, apresentaram padr\u00f5es de crescimento significativamente diferentes dos demais. Embora esses dados, por si s\u00f3, n\u00e3o permitam confirmar que pertencem a outra esp\u00e9cie, os autores consideram que essa hip\u00f3tese merece investiga\u00e7\u00e3o aprofundada. Curiosamente, outro estudo recente chegou a uma conclus\u00e3o semelhante utilizando m\u00e9todos distintos e <strong>classificou ambos como esp\u00e9cies diferentes do g\u00eanero Nanotyrannus.<\/strong><\/p>\n<p>T\u00e9cnica pode transformar futuras pesquisas<\/p>\n<p>Al\u00e9m das descobertas sobre o T. rex, o estudo identificou um <strong>novo tipo de marca de crescimento nos ossos fossilizados<\/strong>, revelada por t\u00e9cnicas de ilumina\u00e7\u00e3o com luz polarizada. Essas estruturas haviam passado despercebidas em pesquisas anteriores e podem explicar diverg\u00eancias observadas em diversos estudos sobre crescimento de dinossauros.<\/p>\n<p><a class=\"imagen \" href=\"https:\/\/www.tempo.com\/noticias\/ciencia\/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa.html\" title=\"Maior pegada de dinossauro no Brasil \u00e9 descoberta na Para\u00edba, aponta pesquisa\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" fetchpriority=\"low\" class=\"lazy img-body non-editable\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/maior-pegada-de-dinossauro-no-brasil-e-descoberta-na-paraiba-aponta-pesquisa-1778509292557_320.jpg\"  width=\"320\" height=\"225\"\/><\/a><\/p>\n<p>Os autores afirmam que as evid\u00eancias estat\u00edsticas s\u00e3o suficientemente robustas para justificar uma <strong>revis\u00e3o dos protocolos atualmente utilizados em an\u00e1lises paleontol\u00f3gicas.<\/strong> Caso isso se confirme, a nova metodologia poder\u00e1 beneficiar pesquisas envolvendo in\u00fameras outras esp\u00e9cies f\u00f3sseis.<\/p>\n<p>Mais de um s\u00e9culo ap\u00f3s sua descri\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, <strong>o Tyrannosaurus rex continua surpreendendo os pesquisadores.<\/strong> Ao combinar um amplo conjunto de f\u00f3sseis, t\u00e9cnicas modernas de imagem e an\u00e1lises estat\u00edsticas inovadoras, o novo estudo oferece uma das reconstru\u00e7\u00f5es mais precisas j\u00e1 produzidas sobre o crescimento do &#8220;rei dos dinossauros&#8221; e sugere que sua jornada at\u00e9 o topo da cadeia alimentar era muito mais longa do que se acreditava.<\/p>\n<p>Refer\u00eancia da not\u00edcia<\/p>\n<p class=\"article-reference__body\">Science Daily. (2026). <a href=\"https:\/\/www.sciencedaily.com\/releases\/2026\/06\/260621110957.htm?shem=dsdf,sharefoc,agadiscoversdl,,sh\/x\/discover\/m1\/4\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">T. rex took 40 years to reach full size, scientists find<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Uma nova an\u00e1lise sugere que o Tyrannosaurus rex continuava crescendo at\u00e9 cerca dos 40 anos de idade, per\u00edodo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":433175,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,3921,9421,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-433174","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-dinossauros","tag-fosseis","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116827966543727564","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/433174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=433174"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/433174\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/433175"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=433174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=433174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=433174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}