{"id":434095,"date":"2026-06-29T11:20:08","date_gmt":"2026-06-29T11:20:08","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/434095\/"},"modified":"2026-06-29T11:20:08","modified_gmt":"2026-06-29T11:20:08","slug":"antartida-confirmado-primeiro-fossil-de-dinossauro-descoberto-ha-quase-40-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/434095\/","title":{"rendered":"Ant\u00e1rtida: confirmado primeiro f\u00f3ssil de dinossauro descoberto h\u00e1 quase 40 anos"},"content":{"rendered":"<p>Um osso descoberto h\u00e1 quase 40 anos durante uma expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brit\u00e2nica foi oficialmente identificado como <strong>o primeiro f\u00f3ssil de dinossauro encontrado na Ant\u00e1rtida<\/strong>. <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2025\/08\/29\/dinossauro-com-espinhos-e-cauda-armada-com-165-milhoes-de-anos-descoberto-em-marrocos\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">A descoberta<\/a> corresponde a uma v\u00e9rtebra de um titanossauro, um grupo de dinossauros saur\u00f3podes que inclui alguns dos maiores animais terrestres que alguma vez existiram.<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>          <img decoding=\"async\" class=\"c-ad__placeholder__logo\" src=\"https:\/\/static.euronews.com\/website\/images\/logos\/logo-euronews-stacked-outlined-72x72-grey-9.svg\" width=\"72\" height=\"72\" alt=\"\" loading=\"lazy\"\/><br \/>\n          PUBLICIDADE<\/p>\n<p>O f\u00f3ssil foi descoberto em 1985 pelo ge\u00f3logo do <strong>British Antarctic Survey (BAS)<\/strong>, Mike Thomson, durante uma expedi\u00e7\u00e3o \u00e0 ilha James Ross, na pen\u00ednsula Ant\u00e1rtica. A miss\u00e3o tinha como objetivo cartografar os estratos rochosos para facilitar a data\u00e7\u00e3o de futuras descobertas paleontol\u00f3gicas na regi\u00e3o. Na altura, Thomson registou o osso como pertencente a um grande r\u00e9ptil, mas s\u00f3 agora foi poss\u00edvel confirmar que se trata de um dinossauro.<\/p>\n<p>O paleont\u00f3logo e respons\u00e1vel pelas cole\u00e7\u00f5es geol\u00f3gicas do BAS, Mark Evans, explicou que o f\u00f3ssil lhe chamou a aten\u00e7\u00e3o h\u00e1 alguns anos, enquanto revia a cole\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o. &#8220;Quando vi este osso pela primeira vez nas nossas cole\u00e7\u00f5es h\u00e1 alguns anos, <strong>suspeitei que era um dinossauro<\/strong>. Depois de o examinar com aten\u00e7\u00e3o, pensei que se tratava provavelmente de uma v\u00e9rtebra caudal de um titanossauro. Ao rever os cadernos de campo de Mike, verific\u00e1mos que ele j\u00e1 sabia que pertencia a um grande r\u00e9ptil, por isso \u00e9 muito especial poder confirmar a sua descoberta 40 anos depois&#8221;, afirmou Evans numa nota de imprensa do BAS. <\/p>\n<p>Titanossauro de h\u00e1 82 milh\u00f5es de anos<\/p>\n<p>Os investigadores identificaram o f\u00f3ssil como <strong>uma v\u00e9rtebra pertencente a Titanosauria<\/strong>, o grupo que re\u00fane os maiores dinossauros que andaram sobre a Terra, que habitualmente ultrapassavam as 15 toneladas de peso. Ainda assim, o exemplar ant\u00e1rtico teria medido entre seis e sete metros de comprimento.<\/p>\n<p>A v\u00e9rtebra foi encontrada na <strong>Forma\u00e7\u00e3o Santa Marta<\/strong>, um estrato marinho do Cret\u00e1cico Superior com uma idade aproximada de 82 milh\u00f5es de anos. \u00c9 o \u00fanico f\u00f3ssil de dinossauro descoberto na Ant\u00e1rtida proveniente desta forma\u00e7\u00e3o geol\u00f3gica. Os cientistas acreditam que, depois de morrer, o animal foi arrastado para o mar, onde ficou enterrado no fundo marinho e acabou por fossilizar.<\/p>\n<p>Novas pistas sobre a expans\u00e3o dos dinossauros<\/p>\n<p>O professor Paul Barrett, investigador do Museu de Hist\u00f3ria Natural de Londres e coautor do estudo, afirmou que a descoberta <strong>traz novas pistas sobre a expans\u00e3o dos dinossauros<\/strong> pelos continentes do hemisf\u00e9rio sul.<\/p>\n<p>&#8220;Esta descoberta <a href=\"https:\/\/pt.euronews.com\/2026\/05\/22\/londres-exposicao-revela-predadores-pre-historicos-no-museu-de-historia-natural\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><strong>lan\u00e7a mais luz sobre a forma como os dinossauros se dispersaram<\/strong><\/a> pelos continentes austrais. At\u00e9 agora n\u00e3o tinham sido encontrados titanossauros na Austr\u00e1lia e as evid\u00eancias na Nova Zel\u00e2ndia s\u00e3o muito limitadas. Confirmar a sua presen\u00e7a na Ant\u00e1rtida leva a pensar que estes animais continuaram a expandir-se para essas regi\u00f5es, que na altura estavam ligadas&#8221;, explicou Barrett.<\/p>\n<p>Quando este dinossauro viveu, h\u00e1 cerca de 82 milh\u00f5es de anos, <strong>a Ant\u00e1rtida era muito diferente da atual<\/strong>. Segundo o BAS, o continente estava coberto por densas florestas temperadas e tinha um clima muito mais quente, favorecido por uma intensa atividade vulc\u00e2nica que libertava grandes quantidades de di\u00f3xido de carbono para a atmosfera.<\/p>\n<p>Os investigadores recordam que a Ant\u00e1rtida continua a ser o continente com o registo <strong>f\u00f3ssil de dinossauros mais escasso<\/strong>, devido \u00e0 enorme camada de gelo que cobre a maior parte da sua superf\u00edcie. Ainda assim, consideram que ainda h\u00e1 numerosos f\u00f3sseis por descobrir e que o recuo do gelo poder\u00e1 trazer \u00e0 luz novas provas da sua antiga biodiversidade.<\/p>\n<p>O estudo, intitulado &#8216;A titanosaurian sauropod dinosaur from the Late Cretaceous of Antarctica&#8217;, foi publicado na revista cient\u00edfica &#8216;<strong>Acta Palaeontologica Polonica<\/strong>&#8216;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um osso descoberto h\u00e1 quase 40 anos durante uma expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica brit\u00e2nica foi oficialmente identificado como o primeiro&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":434096,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[29069,109,107,108,315,3921,70224,736,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-434095","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-antarctida","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cultura","tag-dinossauros","tag-heranca-cultural","tag-historia","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/434095","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=434095"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/434095\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/434096"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=434095"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=434095"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=434095"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}