{"id":434806,"date":"2026-06-29T22:24:33","date_gmt":"2026-06-29T22:24:33","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/434806\/"},"modified":"2026-06-29T22:24:33","modified_gmt":"2026-06-29T22:24:33","slug":"fala-se-das-1-200-pessoas-que-vao-sair-e-nao-se-fala-das-500-que-contratamos-eco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/434806\/","title":{"rendered":"\u201cFala-se das 1.200 pessoas que v\u00e3o sair e n\u00e3o se fala das 500 que contrat\u00e1mos\u201d \u2013 ECO"},"content":{"rendered":"<p> Ana Figueiredo, CEO da Meo h\u00e1 quatro anos, explica o que \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o da companhia, de neg\u00f3cio, de organiza\u00e7\u00e3o e de pessoas. <\/p>\n<p>Ana Figueiredo \u00e9 CEO da Meo h\u00e1 quatro anos, feitos em abril, e reconhece que quando chegou encontrou uma companhia com um modelo organizacional semelhante ao que existia quando saiu de Portugal. Por isso, \u201c<strong>a principal decis\u00e3o, foi embarcarmos num processo de transforma\u00e7\u00e3o organizacional. E n\u00e3o s\u00f3 transforma\u00e7\u00e3o organizacional, como modelo operacional, mas tamb\u00e9m de modelo de neg\u00f3cio<\/strong>\u201c. E hoje a Meo \u201c<strong>\u00e9 uma plataforma de tecnologia, de conectividade de dados e solu\u00e7\u00f5es digitais, aproveitando tudo o que temos do ponto de vista dos nossos ativos de infraestruturas cr\u00edticas<\/strong>\u201c. Em simult\u00e2neo, Ana Figueiredo garante que a Meo tirou li\u00e7\u00f5es da resposta ao \u2018apag\u00e3o\u2019 e aos comboios de tempestades.<\/p>\n<p>\n\t\t\tEscolha o ECO como fonte preferida no Google\n\t\t<\/p>\n<p>\t<a class=\"preferred-source__button\" href=\"https:\/\/google.com\/preferences\/source?q=https%3A%2F%2Feco.sapo.pt%2F\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer nofollow\"><br \/>\n\t\tEscolher<br \/>\n\t\t\u203a<br \/>\n\t<\/a><\/p>\n<p>Completou em abril quatro anos na lideran\u00e7a da Meo, tamb\u00e9m conhecida por Altice Portugal. Se tivesse de escolher uma \u00fanica decis\u00e3o sua sem a qual a empresa hoje estaria pior, qual seria?<\/p>\n<p>O exerc\u00edcio de gest\u00e3o \u00e9 feito de v\u00e1rias decis\u00f5es, e o importante \u00e9 uma linha de orienta\u00e7\u00e3o, uma rota e uma consist\u00eancia nessa orienta\u00e7\u00e3o. A principal decis\u00e3o, numa empresa ganhadora \u2014 uma empresa que, para o ano, se eu somar a sua hist\u00f3ria, completa 150 anos de hist\u00f3ria neste pa\u00eds, e cuja hist\u00f3ria se confunde com a hist\u00f3ria das telecomunica\u00e7\u00f5es em Portugal e o desenvolvimento tecnol\u00f3gico em Portugal \u2014, foi embarcarmos num processo de transforma\u00e7\u00e3o organizacional. E n\u00e3o s\u00f3 transforma\u00e7\u00e3o organizacional, como modelo operacional, mas tamb\u00e9m de modelo de neg\u00f3cio. Isto porqu\u00ea? Porque n\u00e3o basta otimizar o passado. Uma transforma\u00e7\u00e3o que abarca uma centralidade sempre no cliente, porque qualquer empresa tem que ter sempre centralidade nos seus clientes. Algu\u00e9m dizia, um gestor muito conhecido, \u2018follow the customers, the rest will come\u2019. Portanto, \u00e9 centralidade no cliente, na qualidade de experi\u00eancia, na adapta\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que s\u00e3o as din\u00e2micas do mercado.<\/p>\n<p>Segundo, o ajustamento da nossa estrutura org\u00e2nica. Quando assumi fun\u00e7\u00f5es, t\u00ednhamos uma estrutura org\u00e2nica muito semelhante\u2026 Eu j\u00e1 tinha sa\u00eddo h\u00e1 sete anos desta empresa, oito anos, e era muito semelhante. Portanto, \u00e9 preciso transformar, adapt\u00e1-la aos novos desafios e \u00e0s novas oportunidades, como a intelig\u00eancia artificial, como a economia digital, para a moderniza\u00e7\u00e3o toda da Meo.<\/p>\n<p>Estamos a fazer tamb\u00e9m uma moderniza\u00e7\u00e3o dos sistemas de informa\u00e7\u00e3o mais relevantes desta empresa. T\u00ednhamos sistemas legados com 40 e 50 anos, foram fundamentais para nos trazer aqui, provavelmente n\u00e3o nos v\u00e3o acompanhar nos pr\u00f3ximos 40 ou 50 anos.<\/p>\n<p>E esse processo tamb\u00e9m engloba as pessoas. Somos uma empresa de servi\u00e7o, as pessoas s\u00e3o fundamentais. N\u00f3s somos uma casa que goza da reputa\u00e7\u00e3o de ser uma escola de gest\u00e3o e uma escola de engenharia. Basta olhar para as principais empresas nacionais e algumas internacionais e vemos ex-quadros desta casa l\u00e1 posicionados em lugares de destaque. Por isso, tamb\u00e9m na adequa\u00e7\u00e3o das compet\u00eancias das nossas pessoas, na renova\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias e na contrata\u00e7\u00e3o de compet\u00eancias que s\u00e3o necess\u00e1rias para esta prepara\u00e7\u00e3o do futuro da Meo.<\/p>\n<p>Vamos detalhar alguns desses pontos\u2026<\/p>\n<p>Que outras decis\u00f5es? A continuada aposta na diversifica\u00e7\u00e3o do nosso caminho do ponto de vista do crescimento. O crescimento da Meo tem sido feito, nos \u00faltimos quatro anos, atrav\u00e9s da aposta em diversificar as nossas fontes de receita.<\/p>\n<blockquote class=\"quote--hero full-width\"><p>&#13;<\/p>\n<p>Refor\u00e7\u00e1mos, no B2B, o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da conectividade, seja em Cyber Security, uma unidade que n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos antes da minha chegada, em Data, em Cloud. Hoje, o B2B, por exemplo, na componente n\u00e3o telco, j\u00e1 representa um ter\u00e7o das receitas do B2B. E temos a ambi\u00e7\u00e3o de chegar ao final da d\u00e9cada duplicando o volume de receitas provenientes desta \u00e1rea. Acreditamos que s\u00e3o \u00e1reas complementares, adjac\u00eancias, mas adjac\u00eancias onde estamos focados em valor. Por outro lado, olhando para aquilo em que somos \u00fanicos em Portugal, como Meo, foram o refor\u00e7o do investimento nas liga\u00e7\u00f5es internacionais. Refor\u00e7\u00e1mos o investimento com uma aposta numa nova carrier house de interliga\u00e7\u00e3o de redes internacionais. Amarr\u00e1mos o maior n\u00famero de cabos submarinos. Refor\u00e7\u00e1mos tamb\u00e9m os parceiros que estamos a alojar no nosso gateway de sat\u00e9lite, que \u00e9 o \u00fanico hub de sat\u00e9lites em Portugal e um dos maiores a n\u00edvel europeu.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t\t\t&#13;\n\t\t\t\t\t\t<\/p><\/blockquote>\n<p>Quais?<\/p>\n<p>Posso dar v\u00e1rias. Refor\u00e7\u00e1mos, no B2B, o desenvolvimento de solu\u00e7\u00f5es para al\u00e9m da conectividade, seja em Cyber Security, uma unidade que n\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos antes da minha chegada, em Data, em Cloud. Hoje, o B2B, por exemplo, na componente n\u00e3o telco, j\u00e1 representa um ter\u00e7o das receitas do B2B. E temos a ambi\u00e7\u00e3o de chegar ao final da d\u00e9cada duplicando o volume de receitas provenientes desta \u00e1rea. Acreditamos que s\u00e3o \u00e1reas complementares, adjac\u00eancias, mas adjac\u00eancias onde estamos focados em valor. Por outro lado, olhando para aquilo em que somos \u00fanicos em Portugal, como Meo, foram o refor\u00e7o do investimento nas liga\u00e7\u00f5es internacionais. Refor\u00e7\u00e1mos o investimento com uma aposta numa nova carrier house de interliga\u00e7\u00e3o de redes internacionais. Amarr\u00e1mos o maior n\u00famero de cabos submarinos. Refor\u00e7\u00e1mos tamb\u00e9m os parceiros que estamos a alojar no nosso gateway de sat\u00e9lite, que \u00e9 o \u00fanico hub de sat\u00e9lites em Portugal e um dos maiores a n\u00edvel europeu.<\/p>\n<p>Temos e anunci\u00e1mos outros investimentos. Esta carrier house, da primeira fase, j\u00e1 a expandimos para uma segunda fase, o que demonstra a procura que estamos a ter como operador de refer\u00eancia, mas tamb\u00e9m que Portugal est\u00e1, enquanto pa\u00eds, a ter procura como hub de refer\u00eancia de intercomunica\u00e7\u00e3o de dados. A nossa posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica \u00e9 fant\u00e1stica para isso.<\/p>\n<p>Nesse caso, n\u00e3o estamos na periferia.<\/p>\n<p>N\u00e3o, acho que estamos no centro do mundo, porque estamos no centro entre a Am\u00e9rica do Norte, a Am\u00e9rica do Sul e \u00c1frica, e somos a porta de entrada da Europa, ou a porta de sa\u00edda da Europa para as outras geografias, como queiramos ver. Tamb\u00e9m tom\u00e1mos decis\u00f5es de investir numa nova esta\u00e7\u00e3o de cabos submarinos no norte do pa\u00eds. Mais uma vez, todas as esta\u00e7\u00f5es de cabos submarinos em Portugal continental s\u00e3o em Carcavelos. Sesimbra \u00e9 nossa, existe uma em Sines que n\u00e3o \u00e9 operada por n\u00f3s. N\u00e3o existe nada no norte do pa\u00eds. E acreditamos que vamos trazer tamb\u00e9m maior competitividade ao pa\u00eds nesse aspeto.<\/p>\n<p>E isso \u00e9 um investimento novo\u2026<\/p>\n<p>\u2026e, pela primeira vez em 11 anos, vamos investir num novo cabo submarino que liga a Irlanda a Lisboa e que vai ser operado no territ\u00f3rio nacional pelas equipas da Meo. Este cabo chama-se PISCES, do ponto de vista oficial. N\u00e3o oficialmente, chama-se cabo Brexit, porque \u00e9 o primeiro cabo que permite \u00e0 Irlanda conectar-se \u00e0 Europa sem ser pelo Reino Unido. Portanto, eu diria que \u00e9 esta aposta na diversifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas a Meo ainda \u00e9 uma telco? Essa diversifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 a levar a Meo a ser outra coisa que n\u00e3o apenas uma telco?<\/p>\n<p>A nossa aposta \u00e9, primeiro, que n\u00e3o nos consideramos j\u00e1 hoje um operador de retalho comum ou tradicional. N\u00f3s somos, de facto, aquilo em que nos estamos a transformar, uma plataforma de tecnologia, de conectividade de dados e solu\u00e7\u00f5es digitais, aproveitando tudo o que temos do ponto de vista dos nossos ativos de infraestruturas cr\u00edticas. Por isso, assumimo-nos como uma techco, ou seja, uma empresa que desenvolve servi\u00e7os \u00e0 volta da tecnologia e das infraestruturas cr\u00edticas que operamos.<\/p>\n<p>O que \u00e9 que procuramos? Procuramos sempre a diferencia\u00e7\u00e3o. H\u00e1 mercados onde operamos e segmentos de mercado em que a diferencia\u00e7\u00e3o \u00e9 menos percet\u00edvel pelo cliente, apesar de acreditarmos que temos essa diferencia\u00e7\u00e3o \u2014 por isso \u00e9 que somos l\u00edderes nesses segmentos \u2014, mas estamos a criar outras avenidas e queremos escalar estas novas avenidas de crescimento como forma de manter o crescimento da Meo, manter a ambi\u00e7\u00e3o de criarmos e sermos um operador de refer\u00eancia a n\u00edvel nacional na conectividade de empresas, na conectividade das pessoas, mas tamb\u00e9m de outros operadores internacionais que operam em Portugal e que escolhem Portugal para investir e para desenvolver Portugal como um hub digital.<\/p>\n<p>Anunciou um programa de sa\u00eddas de 1.200 sa\u00eddas, creio que o segundo da sua gest\u00e3o de quatro anos. Qual \u00e9 o objetivo com esta reestrutura\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Bem, na minha gest\u00e3o, \u00e9 o primeiro. O programa \u00e9 de sa\u00eddas volunt\u00e1rias, \u00e9 um programa que tem sido conduzido e foi iniciado em julho de 2025, vai ser conclu\u00eddo agora no final deste ano. Tem sido conduzido de forma respons\u00e1vel e transparente com os colaboradores da empresa. E tamb\u00e9m, de certa forma, com cuidado, com pessoas que deram um contributo relevante \u00e0 nossa empresa durante v\u00e1rias d\u00e9cadas. Estamos a falar de pessoas que trabalharam aqui, provavelmente, em m\u00e9dia 25 a 30 anos. Portanto, faz parte de um processo normal de moderniza\u00e7\u00e3o da empresa. \u00c9 fruto da digitaliza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o necessariamente da intelig\u00eancia artificial, mas fundamentalmente da adapta\u00e7\u00e3o das nossas compet\u00eancias a novos desafios. \u00c9 um programa que tem um misto de pr\u00e9-reformas e de sa\u00eddas com rescis\u00e3o, com m\u00fatuo acordo. Fala-se muito dessas 1.200 pessoas e n\u00e3o se fala\u2026<\/p>\n<p>\u2026de quantas contrataram?<\/p>\n<p>\u2026 que, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, contrat\u00e1mos 500 pessoas, com compet\u00eancias diferentes ou para refor\u00e7ar compet\u00eancias que ach\u00e1vamos necess\u00e1rias, sobretudo nas \u00e1reas das engenharias, das \u00e1reas tecnol\u00f3gicas, naquilo a que se apelida STEM. Jovens tamb\u00e9m, porque temos um objetivo de renovar os nossos quadros. \u00c9 tamb\u00e9m reflexo da demografia do pa\u00eds. Sabemos que, nos pr\u00f3ximos cinco, dez anos, provavelmente boa parte ou 50% dos nossos quadros, dos nossos colaboradores, vai reformar-se e \u00e9 preciso preparar esse mesmo futuro, contratando jovens. Portanto, o processo insere-se nisso, \u00e9 um processo de transforma\u00e7\u00e3o. Mas \u00e9 um processo que n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 um programa volunt\u00e1rio de sa\u00edda de pessoas, \u00e9 um programa de adequa\u00e7\u00e3o ao novo modelo de neg\u00f3cio. Estamos a modernizar os sistemas de informa\u00e7\u00e3o, estamos a ter maior agilidade, a reduzir a nossa complexidade operacional ou a introduzir simplicidade onde existe complexidade. E, mais uma vez, a desenvolver novos produtos e servi\u00e7os para atender os clientes.<\/p>\n<p>Sendo volunt\u00e1rio, deve ter uma data de conclus\u00e3o para fazer uma avalia\u00e7\u00e3o de resultados.<\/p>\n<p>Os acordos deste programa de sa\u00edda j\u00e1 est\u00e3o praticamente feitos, portanto as sa\u00eddas v\u00e3o ser feitas e est\u00e3o acordadas com os colaboradores at\u00e9 dezembro de 2026. Este programa de transforma\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai terminar s\u00f3 em 2026, vai estender-se tamb\u00e9m a 2027. Nestas v\u00e1rias \u00e1reas, s\u00f3 para clarificar, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 de pessoas, mas em tudo o que s\u00e3o as \u00e1reas de investimento e de transforma\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m estamos a refor\u00e7ar, nos que c\u00e1 est\u00e3o, compet\u00eancias e a requalificar os nossos quadros, os nossos colaboradores.<\/p>\n<p>J\u00e1 que falamos de conectividade e resili\u00eancia, o que \u00e9 que a Meo aprendeu nas tempestades e no apag\u00e3o? Respondeu como devia?<\/p>\n<p>Bem, s\u00e3o duas situa\u00e7\u00f5es completamente distintas. Provocaram interrup\u00e7\u00e3o, ou, em alguns casos, interrup\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o. Numa, estamos a falar de um apag\u00e3o energ\u00e9tico sem destrui\u00e7\u00e3o da infraestrutura. Na Kristin, estamos a falar de uma destrui\u00e7\u00e3o f\u00edsica da infraestrutura e, neste momento, estamos a repor uma rede que demorou anos a ser constru\u00edda. Vamos repor em tempo recorde uma infraestrutura que foi destru\u00edda. Estamos a falar de uma extens\u00e3o geogr\u00e1fica de 50 mil quil\u00f3metros quadrados, 69 concelhos, mais de 28 mil postes destru\u00eddos. Temos praticamente todo o servi\u00e7o, o servi\u00e7o m\u00f3vel foi muito mais rapidamente reposto. No servi\u00e7o fixo, ainda nos falta uma franja de clientes, que estamos a recuperar, mas manifestamente estamos a falar de dois temas distintos.<\/p>\n<p>Quantos clientes \u00e9 que ainda falta recuperar?<\/p>\n<p>Deixa-me s\u00f3 responder \u00e0 pergunta anterior, porque n\u00e3o acabei de responder. As formas como reagimos e as aprendizagens que temos s\u00e3o completamente distintas. No apag\u00e3o energ\u00e9tico, trabalh\u00e1mos proativamente e fizemos um investimento muito grande nesta empresa. Temos uma redund\u00e2ncia energ\u00e9tica maior que os outros operadores e, por isso, provou-se tamb\u00e9m o nosso desempenho nesse dia do apag\u00e3o energ\u00e9tico. At\u00e9 ao restabelecimento da energia el\u00e9trica, ainda t\u00ednhamos cerca de 40% da nossa rede a operar.<\/p>\n<p>Mas tiveram que fazer refor\u00e7o de investimento depois dessa experi\u00eancia do apag\u00e3o?<\/p>\n<p>O que fizemos foi manter o nosso investimento, porque, como referi, j\u00e1 t\u00ednhamos dois ter\u00e7os da nossa rede preparada, e continuamos a executar o nosso plano para cobrir o restante um ter\u00e7o. Uma coisa que acho que tamb\u00e9m temos de ter clara \u00e9 que as esta\u00e7\u00f5es m\u00f3veis, as esta\u00e7\u00f5es base m\u00f3veis, n\u00e3o est\u00e3o preparadas para apag\u00f5es de 12 horas, 24 horas. Est\u00e3o feitas e desenhadas para haver apag\u00f5es pontuais e para depois serem automaticamente restabelecidas.<\/p>\n<p>Fizemos muitas manobras e aprendemos muito com as manobras que fizemos e decidimos nesse dia, para prolongar a capacidade energ\u00e9tica dos nossos sites. Tamb\u00e9m vos digo que, para al\u00e9m da rede m\u00f3vel \u2014 falamos muito da rede m\u00f3vel, que \u00e9 aquilo que abrange a maior parte da popula\u00e7\u00e3o \u2014, temos 12 sites cr\u00edticos do pa\u00eds, sem os quais desligamos Portugal do mundo, praticamente. Esses 12 sites estavam com redund\u00e2ncia energ\u00e9tica para v\u00e1rios dias e alguns para v\u00e1rias semanas. Portanto, a\u00ed garant\u00edamos sempre os servi\u00e7os m\u00ednimos do ponto de vista de conectividade cr\u00edtica, daqueles que s\u00e3o considerados cr\u00edticos do pa\u00eds e definidos em termos de soberania do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Relativamente \u00e0 Kristin, \u00e0s tempestades, aqui temos tido v\u00e1rias aprendizagens. De facto, j\u00e1 t\u00ednhamos bastante experi\u00eancia na reposi\u00e7\u00e3o de infraestrutura f\u00edsica fruto dos inc\u00eandios. Infelizmente, \u00e9 algo que acontece todos os anos e, portanto, j\u00e1 temos uma equipa bastante rotinada nessa recupera\u00e7\u00e3o. Contudo, \u00e9 uma recupera\u00e7\u00e3o bem mais f\u00e1cil do que fazer esta, porque, lembrem-se, tivemos os tais comboios [de tempestades]. Era imposs\u00edvel trabalhar. Tivemos tamb\u00e9m problemas energ\u00e9ticos, que foi o que demorou.<\/p>\n<p>O que estamos a fazer? Estamos a tirar v\u00e1rias li\u00e7\u00f5es: mudan\u00e7a de procedimentos na recupera\u00e7\u00e3o, na atua\u00e7\u00e3o mais atempada, na comunica\u00e7\u00e3o com as popula\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m e at\u00e9 no desenho de servi\u00e7os tempor\u00e1rios mais robustos em situa\u00e7\u00f5es em que temos algumas popula\u00e7\u00f5es e alguns clientes h\u00e1 alguns meses sem servi\u00e7o. Est\u00e3o todos com servi\u00e7o, todos eles est\u00e3o a ser servidos por uma rede m\u00f3vel, mas temos tamb\u00e9m que considerar que a rede m\u00f3vel n\u00e3o tem a mesma capacidade que uma rede de fibra e tem algumas restri\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>J\u00e1 assumiram que o impacto era na ordem dos milh\u00f5es. Consegue-nos dar um n\u00famero concreto do impacto financeiro que este fen\u00f3meno extremo teve?<\/p>\n<p>O nosso principal impacto \u00e9 na reposi\u00e7\u00e3o desta infraestrutura que ficou destru\u00edda e estamos a falar de algumas dezenas de milh\u00f5es de euros.<\/p>\n<p>\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"2000\" height=\"1333\" class=\"size-full wp-image-1914941\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/ana-figueiredo19.jpg\" alt=\"\"\/>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tAna Figueiredo, CEO da MEO, em entrevista ao ECO\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\tHugo Amaral\/ECO\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t&#13;<br \/>\n&#13;\n\t\t\t\t\t<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n&#13;<br \/>\n\t\t\t\t\t&#13;<\/p>\n<p>H\u00e1 pouco est\u00e1vamos a falar dos resultados financeiros. A Altice Labs era at\u00e9 apresentada como a joia da coroa do grupo, n\u00e3o h\u00e1 muito tempo, mas temos visto que, pelo menos nos \u00faltimos trimestres, tem tido um impacto negativo nas contas da Meo. Como \u00e9 que est\u00e1 atualmente o neg\u00f3cio da Altice Labs?<\/p>\n<p>\u00c9 preciso explicar o contexto da Altice Labs. A Altice Labs \u00e9 um orgulho que temos dentro da Meo. Boa parte daquilo que suporta as nossas plataformas de servi\u00e7o ao cliente e at\u00e9 os equipamentos que est\u00e3o em casa do cliente. Portanto, se for cliente Meo, o router que l\u00e1 est\u00e1 \u00e9 tecnologia portuguesa, a set-top box com tecnologia portuguesa, at\u00e9 ao n\u00edvel do software. Tem sido sempre uma aposta nossa e tem-nos sido uma pe\u00e7a fundamental da nossa empresa do ponto de vista da inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Se eu olhar para o crescimento que a Altice Labs teve nos \u00faltimos anos, antes de 2023, estava alavancado em dois clientes principais, na Altice USA e na SFR, duas empresas do grupo que nesse per\u00edodo fizeram um forte investimento em desenvolvimento de fibra. \u00c9 a\u00ed que n\u00f3s vend\u00edamos componentes e material de fibra \u00f3tica dessas redes, como, por exemplo, as OLTs. (Optical line termination). Com a conclus\u00e3o dos seus planos de investimento, \u00e9 \u00f3bvio que h\u00e1 um abrandamento que \u00e9 normal neste \u00e2mbito e acontece com qualquer fabricante. Grandes fabricantes internacionais t\u00eam ciclos de crescimento de vendas e outros ciclos de contra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O que estamos a fazer \u2014 e acho que aqui at\u00e9 \u00e9 importante a pergunta, porque me permite explicar e contextualizar aquilo que tenho visto \u2014 \u00e9 reposicionar a Labs. Acho que todos estamos de acordo que ter 80% da sua receita dependente de dois clientes \u00e9 manifestamente reduzido.<\/p>\n<p>Sobretudo quando \u00e9 dentro do pr\u00f3prio grupo.<\/p>\n<p>Exatamente. Portanto, o que estamos a fazer \u00e9 reposicionar a Labs e alargar a sua base de clientes. \u00c9 o que temos feito. Temos conquistado v\u00e1rios novos contratos, nomeadamente no final do ano ganh\u00e1mos um contrato grande na Vivo, cerca de 30 milh\u00f5es de euros a quatro ou cinco anos, em que vamos assumir toda a plataforma de servi\u00e7os da Vivo, que \u00e9 um dos maiores operadores a n\u00edvel mundial, at\u00e9 do ponto de vista de clientes. Recentemente, ganh\u00e1mos tamb\u00e9m um contrato em software, tamb\u00e9m em plataformas de rede, com a Telecom It\u00e1lia. Agora, aquilo em que estamos a apostar \u00e9 alargar a base dos clientes fora do grupo, naquilo a que chamamos fora do grupo, o mercado externo. No ano passado j\u00e1 crescemos 6% fora do grupo. Dado o volume que t\u00ednhamos, vai ter ainda impacto, ou teve impacto em 2025, ter\u00e1 ainda impacto em 2026, mas prevemos uma corre\u00e7\u00e3o no final de 2026 e para 2027.<\/p>\n<p>A Meo Energia, que \u00e9 uma aposta relativamente recente, chegou a mar\u00e7o com 236 mil clientes, receitas a crescer a dois d\u00edgitos, 42%. Tamb\u00e9m captaram 21% dos clientes que mudaram de comercializador e chegaram a 4% de quota de mercado. Quais s\u00e3o as metas para este novo neg\u00f3cio?<\/p>\n<p>\u00c0 data de hoje, j\u00e1 somos 250 mil clientes que usam o Meo Energia, tanto clientes residenciais como pequenos neg\u00f3cios. A nossa meta \u00e9 continuar a crescer em quota de mercado, assumindo que somos um novo entrante neste mercado e que temos ainda muito para aprender. A nossa aposta \u00e9 na complementaridade entre o servi\u00e7o telco e a energia, que achamos que tem essa complementaridade e em que temos margem para crescimento dentro da nossa base de clientes, mas tamb\u00e9m n\u00e3o vamos deixar de ir buscar clientes novos via Meo Energia, complementando-os com o servi\u00e7o telco. \u00c9 isso que estamos a fazer.<\/p>\n<p>A nossa meta, como somos uma empresa ambiciosa, n\u00e3o posso dizer que vou liderar este setor, porque n\u00e3o seria uma meta realista, mas gostar\u00edamos e temos a ambi\u00e7\u00e3o de estar no top 3 dos operadores em Portugal do ponto de vista de quota de mercado.<\/p>\n<p>\u00c9 chegar aos 10%?<\/p>\n<p>Cerca de 10% de quota de mercado neste setor. Neste momento, j\u00e1 estamos quase a aproximar-nos dos 5% em termos de clientes e em termos de consumo, temos um valor acima desses 5%. E, mais uma vez, \u00e9 crescer em franjas do setor onde est\u00e1 a gera\u00e7\u00e3o de valor, que tamb\u00e9m \u00e9 o crescimento que voc\u00eas provavelmente viram em 2025 no segmento de consumo. N\u00f3s crescemos 5%, alicer\u00e7ados na energia, na converg\u00eancia de servi\u00e7os e no p\u00f3s-pago. Ou seja, naquelas franjas em que consideramos que temos mais valor e onde posso criar a tal diferencia\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o, onde posso criar a perce\u00e7\u00e3o de qualidade, onde posso ir agregando servi\u00e7os. Brevemente voc\u00eas v\u00e3o ter muitas novidades at\u00e9 para extrairmos e monetizarmos o investimento em 5G e no slicing.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ana Figueiredo, CEO da Meo h\u00e1 quatro anos, explica o que \u00e9 a transforma\u00e7\u00e3o da companhia, de neg\u00f3cio,&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":434807,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,89,90,32,33,8649],"class_list":["post-434806","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-portugal","tag-pt","tag-telecomunicacoes"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116835743919208007","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/434806","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=434806"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/434806\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/434807"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=434806"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=434806"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=434806"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}