{"id":435283,"date":"2026-06-30T09:53:13","date_gmt":"2026-06-30T09:53:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/435283\/"},"modified":"2026-06-30T09:53:13","modified_gmt":"2026-06-30T09:53:13","slug":"disfuncao-eretil-uma-vidente-da-saude-masculina-que-veio-ajudar-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/435283\/","title":{"rendered":"Disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til: uma &#8220;vidente&#8221; da sa\u00fade masculina que veio ajudar as mulheres"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photos\/urologia.html?filter=all\/&amp;qview=313523728\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">NewAfrica \/ Depositphotos<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-648476 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/06\/daf4af602f04d81e5d5b7ace51a283f5-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Diabetes, enfarte, dem\u00eancia, v\u00edcios. P<\/strong><strong>\u00e9nis pode funcionar como um indicador da sa\u00fade geral. Especialistas acreditam que a evolu\u00e7\u00e3o trouxe esta \u201cmaldi\u00e7\u00e3o\u201d aos homens para ajudar as mulheres a identificar parceiros saud\u00e1veis. <\/strong><\/p>\n<p>Poder-se-ia descrever a <strong>disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til<\/strong> como uma epidemia silenciosa. Segundo v\u00e1rios estudos, afeta mais de metade dos homens com mais de 40 anos. Ainda assim, poucos est\u00e3o dispostos a falar sobre o assunto com as pessoas que amam.<\/p>\n<p>Quando o tema surge numa conversa, \u00e9 muitas vezes tratado como motivo de piada, e n\u00e3o como um sinal precoce de problemas de sa\u00fade. Mas um n\u00famero crescente de estudos sugere que o <strong>p\u00e9nis pode funcionar como um indicador da sa\u00fade geral<\/strong>.<\/p>\n<p>A disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til, em particular, pode ser um dos primeiros sinais de doen\u00e7as graves, como <strong>diabetes, enfarte, acidente vascular cerebral (AVC) e dem\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>Segundo o sex\u00f3logo Emmanuele Jannini, da Universidade de Roma Tor Vergata, em It\u00e1lia, a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til \u00e9 frequentemente <strong>um dos primeiros sinais<\/strong> de que algo n\u00e3o est\u00e1 bem com a sa\u00fade.<\/p>\n<p>Jannini organizou recentemente um livro acad\u00e9mico que re\u00fane a evid\u00eancia cient\u00edfica sobre o tema. Para o especialista, uma investiga\u00e7\u00e3o mais cuidadosa da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til poderia ajudar os m\u00e9dicos a identificar problemas graves de sa\u00fade antes que estes se agravem.<\/p>\n<p>Mas a relut\u00e2ncia de muitos homens em falar sobre a pr\u00f3pria sa\u00fade sexual faz com que se percam estas oportunidades de diagn\u00f3stico precoce.<\/p>\n<p>Eis o que \u00e9 preciso saber sobre este problema extremamente comum e por que deve servir de alerta para os m\u00e9dicos.<\/p>\n<p>Problemas de circula\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Como acontece com muitas condi\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas, a preval\u00eancia exata da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til depende da forma como \u00e9 definida e medida. Por isso, os estudos apresentam estimativas muito diferentes: a preval\u00eancia global entre homens adultos varia <strong>entre 3% e 76,5%.<\/strong><\/p>\n<p>Um dos maiores e mais detalhados estudos sobre o tema avaliou cerca de 1200 homens atrav\u00e9s de question\u00e1rios extensos. O estudo concluiu que 39% dos homens de 40 anos apresentavam regularmente algum grau de impot\u00eancia sexual. Aos 70 anos, essa propor\u00e7\u00e3o chegava aos 67%.<\/p>\n<p>Em muitos aspetos, a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til \u00e9 um <strong>problema de circula\u00e7\u00e3o sangu\u00ednea.<\/strong><\/p>\n<p>O p\u00e9nis \u00e9 formado por duas estruturas esponjosas chamadas corpos cavernosos, que normalmente permanecem fl\u00e1cidas. Durante a excita\u00e7\u00e3o sexual, o c\u00e9rebro envia sinais que aumentam o fluxo de sangue para essa regi\u00e3o. \u00c0 medida que os corpos cavernosos se enchem, comprimem as veias respons\u00e1veis por drenar o sangue, fazendo com que este permane\u00e7a no \u00f3rg\u00e3o e produza a ere\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como um bal\u00e3o quando \u00e9 enchido, o p\u00e9nis aumenta de volume e fica r\u00edgido. Qualquer fator que reduza o fluxo de sangue para o \u00f3rg\u00e3o pode dificultar a obten\u00e7\u00e3o ou a manuten\u00e7\u00e3o da ere\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Muitas vezes, o problema tem origem psicol\u00f3gica<\/strong>. A resposta ao stress, que envolve hormonas como a adrenalina e o cortisol, pode provocar a contra\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos, impedindo que os corpos cavernosos endure\u00e7am. N\u00edveis elevados de stress tamb\u00e9m podem interferir na produ\u00e7\u00e3o de testosterona, reduzindo a libido e a excita\u00e7\u00e3o sexual.<\/p>\n<p>Importa sublinhar que pessoas com condi\u00e7\u00f5es hormonais, como o <strong>hipogonadismo<\/strong>, tamb\u00e9m produzem menos testosterona, o que pode contribuir para o problema.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o stress costuma vir acompanhado de distra\u00e7\u00e3o mental, o que pode dificultar a concentra\u00e7\u00e3o durante a atividade sexual. Do ponto de vista evolutivo, isto ter\u00e1 provavelmente tido uma fun\u00e7\u00e3o: se o stress interrompe a excita\u00e7\u00e3o sexual, o organismo preserva energia para lidar com situa\u00e7\u00f5es de perigo. \u201cSe o ambiente traz riscos, \u00e9 importante n\u00e3o reproduzir\u201d, explica Jannini.<\/p>\n<p>Mas, no mundo moderno, h\u00e1 muitas fontes de stress que n\u00e3o representam uma amea\u00e7a \u00e0 sobreviv\u00eancia. Como consequ\u00eancia, este mecanismo de prote\u00e7\u00e3o pode ser acionado com mais frequ\u00eancia do que o necess\u00e1rio.<\/p>\n<p>Problemas card\u00edacos e cerebrais<\/p>\n<p>Em muitos casos, a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til tamb\u00e9m pode refletir problemas de sa\u00fade mais amplos. Uma das causas \u00e9 a <strong>aterosclerose<\/strong>, uma condi\u00e7\u00e3o em que os vasos sangu\u00edneos endurecem e estreitam, aumentando o risco de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>Como as art\u00e9rias do p\u00e9nis est\u00e3o entre as mais pequenas do corpo, tendem a ser das primeiras a apresentar problemas. Por isso, a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til pode servir como sinal precoce de doen\u00e7as card\u00edacas.<\/p>\n<p>Uma an\u00e1lise recente de dados de 154 794 pessoas concluiu que homens com disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til tinham <strong>mais 59% de probabilidade de desenvolver doen\u00e7a arterial coron\u00e1ria e mais 34% de risco de sofrer um AVC.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cTer uma boa ere\u00e7\u00e3o \u00e9 um bom indicador da sa\u00fade dos vasos sangu\u00edneos\u201d, afirma Michael Carroll, especialista em ci\u00eancia reprodutiva da Universidade Metropolitana de Manchester, no Reino Unido. Carroll \u00e9 autor do livro Your Nuts: The Science of How They Work and What It Means For Your Fertility (Os Seus Test\u00edculos: A Ci\u00eancia por Tr\u00e1s do seu Funcionamento e o que Isso Significa para a sua Fertilidade, em tradu\u00e7\u00e3o livre), com lan\u00e7amento previsto para este ano.<\/p>\n<p>H\u00e1 ainda ind\u00edcios de que problemas de sa\u00fade do p\u00e9nis possam servir como sinal precoce de decl\u00ednio cognitivo. Um estudo realizado em Taiwan concluiu que homens diagnosticados com disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til tinham <strong>mais 68% de probabilidade de desenvolver dem\u00eancia<\/strong> ao longo de sete anos de acompanhamento. Tal como o p\u00e9nis, o c\u00e9rebro depende de um bom fluxo sangu\u00edneo para receber nutrientes e eliminar subst\u00e2ncias t\u00f3xicas.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o com a diabetes<\/p>\n<p>Monitorizar a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til pode ser especialmente importante em pessoas com risco de desenvolver diabetes, uma doen\u00e7a que afeta os sistemas circulat\u00f3rio e nervoso por diferentes mecanismos. Picos de glicose no sangue, comuns quando a doen\u00e7a n\u00e3o est\u00e1 bem controlada, podem fazer com que o excesso de a\u00e7\u00facar se ligue \u00e0s prote\u00ednas das paredes dos vasos sangu\u00edneos. Este processo, conhecido como glica\u00e7\u00e3o, reduz a elasticidade dos vasos e dificulta a circula\u00e7\u00e3o do sangue.<\/p>\n<p>Tal como acontece na aterosclerose, a redu\u00e7\u00e3o do fluxo sangu\u00edneo afeta primeiro os vasos mais delicados do organismo, entre eles os do p\u00e9nis.<\/p>\n<p><strong>\u201cA rela\u00e7\u00e3o entre diabetes e disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til \u00e9 muito forte\u201d<\/strong>, afirma Bogdan Vlacho, investigador do Sant Pau Research Institute, em Barcelona, Espanha. <strong>\u201cHomens com diabetes tipo 2 t\u00eam cerca de tr\u00eas vezes mais probabilidade de desenvolver disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til do que aqueles que n\u00e3o t\u00eam diabetes.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Numa revis\u00e3o recente da evid\u00eancia cient\u00edfica, Vlacho tamb\u00e9m concluiu que pessoas com diabetes e disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til apresentam um risco significativamente maior de desenvolver <strong>\u201cneuropatia perif\u00e9rica\u201d<\/strong> \u2014 danos nos nervos das m\u00e3os e dos p\u00e9s \u2014 do que doentes com diabetes sem disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til. Est\u00e3o tamb\u00e9m mais sujeitas \u00e0 <strong>retinopatia<\/strong>, que pode levar \u00e0 cegueira, e a <strong>dificuldades de cicatriza\u00e7\u00e3o de feridas<\/strong>, que em alguns casos podem resultar em amputa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar disso, a investiga\u00e7\u00e3o rotineira da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til em doentes diab\u00e9ticos ainda n\u00e3o faz parte da pr\u00e1tica cl\u00ednica habitual.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 evid\u00eancias de que<strong> os profissionais de sa\u00fade n\u00e3o conversam com os doentes sobre este assunto\u201d<\/strong>, afirma Santiago Martinez, endocrinologista da Universidade de Barcelona, em Espanha, e coautor da revis\u00e3o dos estudos.<\/p>\n<p>Tratamentos<\/p>\n<p>Um inqu\u00e9rito realizado pela The Urology Foundation, no Reino Unido, concluiu que <strong>mais de metade dos homens com disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til evitava procurar ajuda m\u00e9dica<\/strong> <strong>por vergonha ou ansiedade<\/strong> relacionadas com o problema. Cerca de 20% afirmaram que preferiam passar um m\u00eas sem beber cerveja a consultar um profissional de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Mas, segundo Carroll, da Universidade Metropolitana de Manchester, todos os homens que enfrentam disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til devem procurar orienta\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Al\u00e9m de aliviar uma fonte importante de sofrimento e stress, isso pode abrir uma conversa valiosa sobre a sa\u00fade geral do doente \u2014 uma conversa que, em alguns casos, pode salvar vidas. \u201c\u00c9 fundamental tratar o problema precocemente\u201d, afirma Carroll.<\/p>\n<p>Afinal, a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til <strong>n\u00e3o \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o sem tratamento<\/strong>. Medicamentos como o <strong>Viagra<\/strong>, cujo princ\u00edpio ativo \u00e9 o <strong>sildenafil<\/strong>, promovem a dilata\u00e7\u00e3o dos vasos sangu\u00edneos do p\u00e9nis. H\u00e1 tamb\u00e9m relatos observacionais que sugerem que doentes que usam estes medicamentos para melhorar a vida sexual apresentam melhores resultados cardiovasculares, incluindo menor risco de insufici\u00eancia card\u00edaca, embora tal ainda n\u00e3o tenha sido comprovado em ensaios cl\u00ednicos.<\/p>\n<p>Recorde-se que o Viagra foi originalmente desenvolvido como tratamento cardiovascular para doentes com hipertens\u00e3o, antes de os investigadores perceberem o seu efeito mais conhecido.<\/p>\n<p>Alguns estudos tamb\u00e9m sugerem que estes medicamentos podem reduzir o risco de dem\u00eancia. Uma investiga\u00e7\u00e3o que analisou mais de 885 mil doentes concluiu que o uso destes f\u00e1rmacos estava associado a uma redu\u00e7\u00e3o para metade do risco de desenvolver doen\u00e7a de Alzheimer.<\/p>\n<p>Mesmo que n\u00e3o seja indicado qualquer tratamento espec\u00edfico, relatar a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til ao m\u00e9dico permite investigar fatores de risco comuns para doen\u00e7as cardiovasculares, como hipertens\u00e3o e aterosclerose, al\u00e9m de identificar problemas como obesidade, que podem estar a prejudicar a sa\u00fade vascular.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, conversar com um m\u00e9dico sobre a disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til permite investigar fatores de risco comuns para doen\u00e7as card\u00edacas, como hipertens\u00e3o e aterosclerose, al\u00e9m de identificar problemas como obesidade, que podem estar a prejudicar a sa\u00fade cardiovascular.<\/p>\n<p>Em alguns casos, medidas simples, como mudan\u00e7as na alimenta\u00e7\u00e3o e a pr\u00e1tica de exerc\u00edcio f\u00edsico, podem ajudar. Para pessoas com diabetes, controlar os n\u00edveis de glicose no sangue \u00e9 fundamental.<\/p>\n<p>Ainda assim, Martinez e Vlacho sublinham que a investiga\u00e7\u00e3o sobre os efeitos destes tratamentos na disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til e na preven\u00e7\u00e3o de outras complica\u00e7\u00f5es ainda est\u00e1 numa fase inicial.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, identificar as causas da disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til pode exigir uma investiga\u00e7\u00e3o mais aprofundada, j\u00e1 que <strong>o problema tamb\u00e9m pode estar relacionado com h\u00e1bitos como o consumo compulsivo de pornografia e com quest\u00f5es de sa\u00fade mental associadas ao desejo sexual.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cQuando o homem tem diabetes ou uma doen\u00e7a cardiovascular, geralmente \u00e9 mais f\u00e1cil estabelecer a rela\u00e7\u00e3o e indicar um tratamento\u201d, afirma Carroll. \u201cMas, quando entram em cena fatores de estilo de vida, como o consumo de \u00e1lcool e o tabagismo, combinados com aspetos psicol\u00f3gicos ou comportamentais, como o uso excessivo de pornografia, a situa\u00e7\u00e3o pode ser mais dif\u00edcil de abordar. Muitas vezes, estes homens n\u00e3o querem falar sobre os seus h\u00e1bitos.\u201d<\/p>\n<p>O osso perdido<\/p>\n<p>Al\u00e9m da import\u00e2ncia destas descobertas para a medicina atual, Jannini tem refletido sobre as poss\u00edveis implica\u00e7\u00f5es evolutivas do facto de o p\u00e9nis funcionar como um indicador t\u00e3o sens\u00edvel da sa\u00fade geral do organismo.<\/p>\n<p>Neste aspeto, os seres humanos s\u00e3o relativamente invulgares. A nossa capacidade de alcan\u00e7ar uma ere\u00e7\u00e3o firme depende do fluxo sangu\u00edneo. A maioria dos outros primatas, incluindo os nossos parentes mais pr\u00f3ximos, os chimpanz\u00e9s, possui um osso retr\u00e1til chamado <strong>baculum<\/strong>, ou osso peniano. Durante a excita\u00e7\u00e3o sexual, esse osso ajuda a sustentar a ere\u00e7\u00e3o e a manter o \u00f3rg\u00e3o r\u00edgido. Por isso, a vida sexual destes animais n\u00e3o est\u00e1 t\u00e3o diretamente ligada ao estado geral de sa\u00fade como acontece nos seres humanos.<\/p>\n<p>Porque ter\u00e3o ent\u00e3o os homens evolu\u00eddo de forma a perder o baculum e, com isso, tornar-se mais suscet\u00edveis \u00e0 disfun\u00e7\u00e3o er\u00e9til? Esta \u00e9 uma quest\u00e3o que intriga os bi\u00f3logos evolucionistas h\u00e1 d\u00e9cadas. Jannini suspeita que a perda do osso peniano pode ter ajudado as mulheres ancestrais da esp\u00e9cie humana a identificar parceiros mais saud\u00e1veis e com maior potencial reprodutivo.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 muito estranho que tenhamos perdido o osso mais importante para a reprodu\u00e7\u00e3o, porque a nossa resposta sexual \u00e9 extremamente imprevis\u00edvel\u201d, afirma Jannini. \u201cMas isso tamb\u00e9m faz dela o biomarcador perfeito para doen\u00e7as cr\u00f3nicas.\u201d<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"NewAfrica \/ Depositphotos Diabetes, enfarte, dem\u00eancia, v\u00edcios. P\u00e9nis pode funcionar como um indicador da sa\u00fade geral. 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