{"id":436100,"date":"2026-06-30T23:36:12","date_gmt":"2026-06-30T23:36:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436100\/"},"modified":"2026-06-30T23:36:12","modified_gmt":"2026-06-30T23:36:12","slug":"bacteria-da-antartida-pode-ajudar-a-curar-o-melanoma-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436100\/","title":{"rendered":"Bact\u00e9ria da Ant\u00e1rtida pode ajudar a curar o melanoma \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>As asc\u00eddias marinhas produzem pequenas bact\u00e9rias que podem ajudar no tratamento do melanoma, a forma mais agressiva de cancro da pele. Esta \u00e9 a conclus\u00e3o de uma expedi\u00e7\u00e3o de seis semanas feita este ano por investigadores da Universidade da Fl\u00f3rida do Sul (USF, sigla inglesa) \u00e0 Ant\u00e1rtida.<\/p>\n<p>\u201cEsta pesquisa \u00e9 importante tanto do ponto de vista ambiental quanto m\u00e9dico\u201d, explicou Bill Baker, professor de Qu\u00edmica na USF, \u00e0 <a href=\"https:\/\/www.sciencefocus.com\/news\/new-cancer-treatment-antarctic-ice\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">BBC Science Focus<\/a>. O professor colidera a investiga\u00e7\u00e3o e j\u00e1 tinha descoberto a bact\u00e9ria h\u00e1 cerca de 20 anos, segundo a <a href=\"https:\/\/www.discovermagazine.com\/a-tiny-antarctic-sea-squirt-hosts-a-bacterium-that-could-kill-melanoma-cells-and-help-develop-cancer-treatments-49258\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Discover Magazine<\/a>, numa outra expedi\u00e7\u00e3o. Agora, com financiamento parcial da ag\u00eancia norte-americana Funda\u00e7\u00e3o Nacional de Ci\u00eancia, Baker e a sua equipa esperam continuar a investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As asc\u00eddias marinhas s\u00e3o seres \u201cinvertebrados marinhos em forma de saco que tendem a viver em fundos marinhos inclinados\u201d, refere a BBC Science Focus e, tal como os restantes organismos vivos presentes no continente, desenvolveram defesas para se protegerem de predadores. Essas toxinas, chamadas Candidatus\u00a0Synoicihabitans palmerolidicus, podem ser \u201creaproveitadas\u201d e <strong>j\u00e1 foram testadas em laborat\u00f3rio com ratos com c\u00e9lulas de melanoma<\/strong>, de acordo com Baker, no \u00e2mbito de uma parceria com o Desert Research Institute e o Scripps Institution of Oceanography.<\/p>\n<p>\u201cA boa not\u00edcia \u00e9 que n\u00e3o matou os ratos [\u2026] <strong>Mas eliminou-lhes o cancro, ent\u00e3o sabemos que tem as propriedades fisiol\u00f3gicas para agir como um medicamento<\/strong>\u201c, real\u00e7ou Bill Baker, ao <a href=\"https:\/\/www.theguardian.com\/science\/2026\/jun\/29\/sea-squirt-melanoma-treatment-research\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">The Guardian<\/a>, referindo que s\u00e3o precisas \u201cgramas do material para fazer um estudo maior em ratos\u201d, noutros animais e at\u00e9 em humanos, se for comprovada a sua seguran\u00e7a.<\/p>\n<p>Apesar do caminho para o desenvolvimento de um medicamento ainda ser longo, o conhecimento adquirido na expedi\u00e7\u00e3o \u201cpode avan\u00e7ar significativamente o cronograma\u201d, acredita o professor da USF, pois \u201caprimorou a compreens\u00e3o de como a bact\u00e9ria que mata o melanoma vive dentro do micro-organismo e a rela\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica entre eles\u201d, assim como a forma como sobrevive num ecossistema t\u00e3o frio como o da Ant\u00e1rtida.<\/p>\n<p><strong>Os pr\u00f3ximos passos incluem a reprodu\u00e7\u00e3o da toxina em laborat\u00f3rio, para n\u00e3o envolver a sua extra\u00e7\u00e3o massiva que causa danos no meio ambiente.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cPrecisamos de centenas de miligramas a gramas deste metab\u00f3lito e de uma cole\u00e7\u00e3o de asc\u00eddias do tamanho de uma bola de basquetebol\u201d, explicou Bill Baker, que refere que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cdescobrir como produzir este material em laborat\u00f3rio\u201d, tal como j\u00e1 acontece com v\u00e1rios medicamentos aprovados pela Food and Drug Administration dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A expedi\u00e7\u00e3o teve a dura\u00e7\u00e3o de seis semanas e envolveu equipas de mergulhadores que desceram entre 18 e 24 metros de profundidade em \u00e1guas muito frias, em \u00e1reas de fortes correntes e que capturaram a bact\u00e9ria atrav\u00e9s de v\u00e1rios mergulhos e da manipula\u00e7\u00e3o de dois ve\u00edculos subaqu\u00e1ticos operados remotamente (ROVs).<\/p>\n<p>\u201cNa Ant\u00e1rtida, tu lidas com gelo, focas-leopardo, mares em constante mudan\u00e7a e, \u00e0s vezes, visibilidade muito limitada. Cada mergulho deve ser cuidadosamente planeado para equilibrar a realiza\u00e7\u00e3o do trabalho com a seguran\u00e7a de todos\u201d, recordou ao Discover Magazine o professor Ben Meinster, oficial de seguran\u00e7a de mergulho da investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>De acordo com <a href=\"https:\/\/gco.iarc.who.int\/media\/globocan\/factsheets\/cancers\/16-melanoma-of-skin-fact-sheet.pdf\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">dados<\/a> de 2022 do Observat\u00f3rio Global do Cancro, da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade, 331.722 pessoas foram diagnosticadas com melanoma, que resultou na morte de 58.667 pessoas. <strong>\u00c9 o tipo mais grave de cancro da pele<\/strong>, segundo a <a href=\"https:\/\/www.ligacontracancro.pt\/melanoma\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Liga Portuguesa Contra o Cancro<\/a>, e <strong>desenvolve-se nos melan\u00f3citos, que s\u00e3o c\u00e9lulas da pele, tamb\u00e9m conhecidas como sinais<\/strong>. Tornam-se cancer\u00edgenos quando essas c\u00e9lulas se tornam malignas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As asc\u00eddias marinhas produzem pequenas bact\u00e9rias que podem ajudar no tratamento do melanoma, a forma mais agressiva de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":436101,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[16182,1207,109,107,108,442,1208,5502,62,32,33,2946,105,103,104,106,110,16946],"class_list":["post-436100","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-antu00e1rtida","tag-cancro","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-ciu00eancia","tag-medicina","tag-melanoma","tag-mundo","tag-portugal","tag-pt","tag-sau00fade","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-tratamentos"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116841689049844994","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436100","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=436100"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436100\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/436101"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=436100"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=436100"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=436100"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}