{"id":436341,"date":"2026-07-01T07:33:12","date_gmt":"2026-07-01T07:33:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436341\/"},"modified":"2026-07-01T07:33:12","modified_gmt":"2026-07-01T07:33:12","slug":"novo-estudo-revela-que-o-parto-dificil-nao-e-exclusivo-dos-humanos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436341\/","title":{"rendered":"Novo estudo revela que o parto dif\u00edcil n\u00e3o \u00e9 exclusivo dos humanos"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/macaque-mother-breastfeeding-its-baby-kandy-sri-lanka-203665108.html\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">mathes \/ Depositphotos<br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-751628 size-kopa-image-size-3\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/cf93da0ff065fe2fe0e9290434375238-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Durante d\u00e9cadas, pensava-se que o parto humano era excecionalmente dif\u00edcil em compara\u00e7\u00e3o com o dos restantes primatas. No entanto, um novo estudo sugere que muitos outros primatas tamb\u00e9m enfrentam constrangimentos anat\u00f3micos durante o nascimento.<br \/><\/strong><\/p>\n<p>Um diagrama elaborado por um investigador da d\u00e9cada de 1940 moldou, durante d\u00e9cadas, a forma como os cientistas compreenderam o parto ao longo da evolu\u00e7\u00e3o dos primatas. A ilustra\u00e7\u00e3o mostrava um encaixe muito apertado entre a cabe\u00e7a de um beb\u00e9 humano e o canal de parto da m\u00e3e, contrastando com o espa\u00e7o observado noutros primatas.<\/p>\n<p>Essa imagem ajudou a consolidar a ideia de que o parto humano era excecionalmente dif\u00edcil, como consequ\u00eancia evolutiva da combina\u00e7\u00e3o entre c\u00e9rebros de grandes dimens\u00f5es e uma p\u00e9lvis adaptada \u00e0 marcha b\u00edpede.<\/p>\n<p>Num novo <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41559-026-03102-5\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">estudo<\/a>, publicado esta segunda-feira na Nature Ecology &amp; Evolution, os investigadores conclu\u00edram que as medi\u00e7\u00f5es subjacentes a esse diagrama utilizavam m\u00e9todos desenvolvidos para a anatomia humana, que n\u00e3o eram diretamente compar\u00e1veis entre esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s corrigirem essas diferen\u00e7as metodol\u00f3gicas e alargarem a an\u00e1lise de oito para 29 esp\u00e9cies de primatas, verificaram que o parto humano continua a estar entre os mais restritos, mas deixa de ser um caso \u00fanico.<\/p>\n<p>Segundo a <a href=\"https:\/\/www.newscientist.com\/article\/2532191-childbirth-for-many-primate-species-is-even-harder-than-for-humans\/\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">New Scientist<\/a>, no caso dos macacos-esquilo, os modelos indicaram que a \u00e1rea de sec\u00e7\u00e3o transversal da cabe\u00e7a dos rec\u00e9m-nascidos pode ser quase o dobro da \u00e1rea de abertura p\u00e9lvica materna.<\/p>\n<p>Para chegar a estas conclus\u00f5es, equipa construiu modelos tridimensionais com base em dados da p\u00e9lvis e do cr\u00e2nio de 130 f\u00eameas adultas pertencentes a 29 esp\u00e9cies de primatas, adaptando as medi\u00e7\u00f5es \u00e0 anatomia espec\u00edfica de cada esp\u00e9cie e \u00e0 posi\u00e7\u00e3o do feto durante o parto.<\/p>\n<p>Os primatas de menor porte tendem a dar \u00e0 luz crias relativamente maiores e\u00a0 apresentam entradas p\u00e9lvicas mais estreitas. Os macacos-esquilo e os galagos revelaram alguns dos casos mais extremos de restri\u00e7\u00e3o anat\u00f3mica.<\/p>\n<p>Ainda assim, entre os s\u00edmios atuais, os seres humanos continuam a apresentar o maior grau de restri\u00e7\u00e3o entre o rec\u00e9m-nascido e o canal de parto.<\/p>\n<p>Contudo, um encaixe anat\u00f3mico apertado n\u00e3o significa necessariamente um parto mais dif\u00edcil ou mais arriscado. Fatores como a posi\u00e7\u00e3o do feto, a elasticidade dos tecidos moles, a flexibilidade tempor\u00e1ria da p\u00e9lvis e a forma do cr\u00e2nio do rec\u00e9m-nascido tamb\u00e9m influenciam o sucesso do parto.<\/p>\n<p>Alguns primatas parecem ter desenvolvido adapta\u00e7\u00f5es que ajudam a contornar um canal de parto estreito. Em determinadas esp\u00e9cies, os ligamentos p\u00e9lvicos relaxam durante o trabalho de parto, aumentando temporariamente o espa\u00e7o dispon\u00edvel para a passagem da cria.<\/p>\n<p>Em suma, o parto humano continua a ser um dos mais restritivos entre os s\u00edmios, mas este estudo desafia a ideia de que os constrangimentos obst\u00e9tricos sejam exclusivos da nossa esp\u00e9cie.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"mathes \/ Depositphotos Durante d\u00e9cadas, pensava-se que o parto humano era excecionalmente dif\u00edcil em compara\u00e7\u00e3o com o dos&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":436342,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[15585,1353,109,107,108,5407,13423,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-436341","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-anatomia","tag-animais","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-evolucao","tag-fisiologia","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116843565054038103","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=436341"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436341\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/436342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=436341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=436341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=436341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}