{"id":436450,"date":"2026-07-01T09:57:20","date_gmt":"2026-07-01T09:57:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436450\/"},"modified":"2026-07-01T09:57:20","modified_gmt":"2026-07-01T09:57:20","slug":"avanco-promissor-na-deteccao-do-cancer","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436450\/","title":{"rendered":"Avan\u00e7o promissor na detec\u00e7\u00e3o do c\u00e2ncer"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Um exame de sangue de alta sensibilidade pode ser o novo aliado do tratamento do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas ao identificar vest\u00edgios que escapam dos m\u00e9todos usados atualmente. A tecnologia foi capaz de detectar DNA tumoral circulante em um n\u00famero muito maior de pacientes do que o sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o (NGS), t\u00e9cnica amplamente utilizada para monitorar esse tipo de neoplasia. Os resultados indicam que muitos doentes podem apresentar c\u00e2ncer residual mesmo quando os exames de imagem sugerem aus\u00eancia de altera\u00e7\u00f5es, permitindo um acompanhamento mais preciso e interven\u00e7\u00f5es mais precoces.<\/p>\n<p class=\"texto\">As conclus\u00f5es s\u00e3o de um estudo realizado por pesquisadores da Northwestern Medicine, nos Estados Unidos e publicado nesta ter\u00e7a-feira (30\/06), na revista Clinical Cancer Research. Para o trabalho a equipe acompanhou 106 pessoas com c\u00e2ncer pancre\u00e1tico localizado desde o diagn\u00f3stico at\u00e9 a conclus\u00e3o do tratamento. Durante esse per\u00edodo, amostras de sangue foram coletadas para avaliar a presen\u00e7a de DNA liberado pelas c\u00e9lulas malignas, conhecido como ctDNA.<\/p>\n<p class=\"texto\">Os cientistas compararam duas abordagens para identificar essas altera\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas. A primeira foi o sequenciamento de nova gera\u00e7\u00e3o, m\u00e9todo que analisa simultaneamente diversos genes relacionados ao desenvolvimento de tumores. A segunda utilizou a rea\u00e7\u00e3o em cadeia da polimerase digital em gotas (ddPCR), t\u00e9cnica direcionada para muta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas e reconhecida por oferecer maior sensibilidade em situa\u00e7\u00f5es nas quais a quantidade de material gen\u00e9tico \u00e9 extremamente baixa. O foco da an\u00e1lise foi o gene KRAS, respons\u00e1vel por mais de 90% dos casos de c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Nova abordagem<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Os resultados mostraram grandes diferen\u00e7as entre os dois testes. No momento do diagn\u00f3stico, a ddPCR identificou DNA tumoral em 65% dos participantes, enquanto o NGS encontrou o mesmo marcador em apenas 17% dos volunt\u00e1rios. Ap\u00f3s a quimioterapia, a superioridade da t\u00e9cnica permaneceu evidente: o exame mais sens\u00edvel detectou sinais da doen\u00e7a em 60% dos pacientes, contra apenas 5% do m\u00e9todo convencional. Depois da cirurgia, os \u00edndices foram de 56% e 9%, respectivamente.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para o cirurgi\u00e3o oncol\u00f3gico Akhil Chawla, autor s\u00eanior do trabalho e professor associado da Universidade Northwestern, &#8220;a combina\u00e7\u00e3o pode mudar fundamentalmente a forma como identificamos pacientes de alto risco, monitoramos a doen\u00e7a microsc\u00f3pica e, potencialmente, intervirmos mais cedo, antes que a recorr\u00eancia se torne clinicamente vis\u00edvel, resultando, em \u00faltima an\u00e1lise, na cura de mais pacientes&#8221;.<\/p>\n<p class=\"texto\">De acordo com os autores, essas informa\u00e7\u00f5es sugerem que uma parcela significativa dos pacientes continua apresentando a doen\u00e7a mesmo ap\u00f3s completar o tratamento. Em muitos casos, esse quadro n\u00e3o \u00e9 percebido pelos exames de imagem nem pelos testes moleculares, o que pode atrasar terapias adicionais.<\/p>\n<p class=\"texto\">Al\u00e9m da maior capacidade para detectar o ctDNA, o estudo demonstrou que os resultados do exame tamb\u00e9m foram associados ao progn\u00f3stico. Os pacientes com testes positivos, tanto na ddPCR quanto no NGS, apresentaram sobrevida m\u00e9dia de 11 meses ap\u00f3s o diagn\u00f3stico. Em contrapartida, aqueles com exames negativos viveram, em m\u00e9dia, 41 meses.<\/p>\n<p class=\"texto\">Outro achado chamou a aten\u00e7\u00e3o dos pesquisadores. Um grupo de participantes teve resultado negativo pelo NGS, mas positivo pela ddPCR. Essas pessoas apresentaram sobrevida m\u00e9dia de 27 meses, desempenho inferior ao observado entre os pacientes sem nenhuma detec\u00e7\u00e3o de DNA tumoral. Segundo os autores, esse conjunto representa indiv\u00edduos de maior risco que poderiam permanecer sem identifica\u00e7\u00e3o caso apenas o teste convencional fosse utilizado.<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Caio Neves, coordenador da oncologia do Hospital Anchieta Taguatinga, a ddPCR representa um avan\u00e7o muito promissor porque aumenta significativamente a sensibilidade na detec\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a residual m\u00ednima. &#8220;O grande desafio no c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas \u00e9 que muitos pacientes apresentam exames de imagem aparentemente normais ap\u00f3s a quimioterapia e a cirurgia, mas ainda possuem doen\u00e7a microsc\u00f3pica que acaba levando \u00e0 recidiva. Este estudo mostrou que a ddPCR foi capaz de identificar DNA tumoral circulante em um n\u00famero muito maior de pacientes do que o NGS convencional, inclusive ap\u00f3s o tratamento, sugerindo que podemos identificar precocemente aqueles com maior risco de recorr\u00eancia.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Identifica\u00e7\u00e3o precoce<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Sem d\u00favida, essa tecnologia tem potencial para ser utilizada em diversos outros tumores. J\u00e1 existem estudos bastante avan\u00e7ados em c\u00e2ncer colorretal, mama, pulm\u00e3o e melanoma, entre outros. Sempre que houver uma muta\u00e7\u00e3o bem definida e pass\u00edvel de monitoramento, a ddPCR pode desempenhar um papel importante na detec\u00e7\u00e3o de doen\u00e7a residual m\u00ednima, monitoramento da resposta ao tratamento e identifica\u00e7\u00e3o precoce de reca\u00eddas&#8221;, finalizou o especialista.<\/p>\n<p class=\"texto\">A principal vantagem da bi\u00f3psia l\u00edquida \u00e9 permitir o monitoramento da doen\u00e7a por meio de uma simples coleta de sangue, dispensando procedimentos invasivos. Como o exame pode ser repetido em diferentes fases do tratamento, \u00e9 poss\u00edvel acompanhar a resposta \u00e0 quimioterapia, avaliar a efic\u00e1cia da cirurgia e identificar precocemente sinais de recorr\u00eancia antes mesmo que apare\u00e7am altera\u00e7\u00f5es detect\u00e1veis em exames radiol\u00f3gicos.<\/p>\n<p class=\"texto\">Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores ressaltam que a ddPCR ainda precisa ser validada em estudos com um n\u00famero maior de participantes antes de ser incorporada \u00e0 pr\u00e1tica cl\u00ednica. A expectativa \u00e9 de que novos trabalhos confirmem o benef\u00edcio da estrat\u00e9gia.<\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Avan%C3%A7o+promissor+na+detec%C3%A7%C3%A3o+do+c%C3%A2ncer%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2026\/07\/7452155-avanco-promissor-na-deteccao-do-cancer.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7452155-avanco-promissor-na-deteccao-do-cancer.html&amp;text=Avan%C3%A7o+promissor+na+detec%C3%A7%C3%A3o+do+c%C3%A2ncer\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7452155-avanco-promissor-na-deteccao-do-cancer.html&amp;text=Avan%C3%A7o+promissor+na+detec%C3%A7%C3%A3o+do+c%C3%A2ncer\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>              <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/isabella-almeida\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/img_3872__1_-30220876.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/isabella-almeida\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/img_3872__1_-30220876.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Isabella Almeida  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Goiana, mora em Bras\u00edlia desde 2018. Formada em jornalismo pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Especialista em publica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e ci\u00eancia.<\/p>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um exame de sangue de alta sensibilidade pode ser o novo aliado do tratamento do c\u00e2ncer de p\u00e2ncreas&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":436451,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[1776,11292,4357,14320,38642,116,32,33,4426,117],"class_list":["post-436450","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-cancer","tag-cancer-de-pancreas","tag-doenca","tag-exame","tag-exame-de-sangue","tag-health","tag-portugal","tag-pt","tag-sangue","tag-saude"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116844131421282677","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436450","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=436450"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436450\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/436451"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=436450"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=436450"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=436450"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}