{"id":436589,"date":"2026-07-01T12:18:24","date_gmt":"2026-07-01T12:18:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436589\/"},"modified":"2026-07-01T12:18:24","modified_gmt":"2026-07-01T12:18:24","slug":"a-terra-pode-ter-mais-de-14-milhoes-de-especies-de-insetos-o-dobro-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436589\/","title":{"rendered":"A Terra pode ter mais de 14 milh\u00f5es de esp\u00e9cies de insetos (o dobro do que se pensava)"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/insects-3898908.html\" rel=\"nofollow noopener\" data-wpel-link=\"external\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">grafvision  \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img loading=\"eager\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-751484\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/c4ca4238a0b923820dcc509a6f75849b-37-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>A nova estimativa d\u00e1 uma dimens\u00e3o mais clara ao desconhecido mundo dos insetos \u2014 e ao que pode desaparecer antes mesmo de ser identificado pela ci\u00eancia.<\/strong><\/p>\n<p>Uma nova estimativa da diversidade dos insetos, calculada num <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/full\/10.1073\/pnas.2524283123\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">estudo<\/a> publicado esta segunda-feira na PNAS, sugere que h\u00e1 pelo menos 14 milh\u00f5es a 20 milh\u00f5es de esp\u00e9cies a zumbir e a rastejar pelo planeta.<\/p>\n<p>O valor \u00e9 <strong>duas a tr\u00eas vezes superior<\/strong> ao de outras <a href=\"https:\/\/www.pnas.org\/doi\/full\/10.1073\/pnas.2524283123\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">estimativas recentes<\/a>, que situam a contagem em cerca de 6 milh\u00f5es de esp\u00e9cies, relatam os investigadores num estudo publicado a 29 de junho na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. At\u00e9 agora, apenas cerca de 1 milh\u00e3o de esp\u00e9cies de insetos foram oficialmente nomeadas e descritas.<\/p>\n<p>Muitos insetos est\u00e3o a enfrentar um \u201c<a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/ha-um-apocalipse-de-insetos-na-europa-559502\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Apocalipse dos Insetos<\/a>\u201c. As popula\u00e7\u00f5es est\u00e3o a diminuir por in\u00fameras raz\u00f5es, incluindo <strong>pesticidas, altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas<\/strong>, destrui\u00e7\u00e3o de habitats e polui\u00e7\u00e3o luminosa.<\/p>\n<p>O novo valor ajuda a definir uma refer\u00eancia aproximada para o n\u00famero de esp\u00e9cies de insetos que existem na Terra, incluindo <strong>muitas ainda por descobrir<\/strong> que, tal como as j\u00e1 conhecidas, tamb\u00e9m podem estar em risco.<\/p>\n<p>\u201cAjuda-nos a compreender quanto poderemos estar a perder\u201d, diz a entom\u00f3loga <strong>Laura Melissa<\/strong> <strong>Guzman<\/strong>, investigadora da biodiversidade na Cornell University e co-autora do estudo, citada pela <a href=\"https:\/\/www.sciencenews.org\/article\/insects-species-estimate-earth\" data-wpel-link=\"external\" rel=\"noopener nofollow\" class=\"ext-link\" target=\"_blank\">Science News<\/a>. \u201cE mostra que temos de continuar a estudar estes insetos para os proteger melhor\u201d.<\/p>\n<p>Guzman e os colegas<strong> analisaram o ADN de mais de 1,6 milh\u00f5es de insetos<\/strong> pertencentes a cerca de <strong>54.000 esp\u00e9cies<\/strong>, capturados em armadilhas instaladas na \u00c1rea de Conservaci\u00f3n Guanacaste, uma zona protegida e classificada como Patrim\u00f3nio Mundial no noroeste da Costa Rica.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o \u00e9 um bom ponto de partida por estar bem estudada, afirma Guzman. H\u00e1 mais de 40 anos que os investigadores usam armadilhas e outros m\u00e9todos para monitorizar os insetos nos ecossistemas de floresta seca, floresta tropical h\u00famida e floresta de nevoeiro da regi\u00e3o, do litoral \u00e0s zonas montanhosas.<\/p>\n<p>A equipa concentrou-se num <strong>subconjunto desses insetos<\/strong>: vespas parasitoides da subfam\u00edlia Microgastrinae. Num dos subconjuntos analisados, os investigadores examinaram mais de 11.000 esp\u00e9cimes, distribu\u00eddos por 388 esp\u00e9cies.<\/p>\n<p>Em compara\u00e7\u00e3o com grupos carism\u00e1ticos e muito estudados, como os escaravelhos, as vespas parasitoides s\u00e3o muito diversas, mas continuam <strong>pouco estudadas<\/strong>, diz Guzman.<\/p>\n<p>Este levantamento das vespas permitiu \u00e0 equipa recorrer a <strong>m\u00e9todos estat\u00edstico<\/strong>s para calcular quantas esp\u00e9cies poderiam ter passado despercebidas, mesmo numa amostra grande de mais de 1 milh\u00e3o de insetos.<\/p>\n<p>A equipa concluiu que cerca de <strong>2.400 esp\u00e9cies de vespas parasitoides<\/strong> poder\u00e3o viver na \u00c1rea de Conservaci\u00f3n Guanacaste, bem como mais de<strong> 300.000 outras<\/strong> esp\u00e9cies de insetos.<\/p>\n<p>A partir da\u00ed, os investigadores <strong>extrapolaram os valores<\/strong> para determinar o que poder\u00e1 existir \u00e0 escala global.<\/p>\n<p><strong>Mesmo a estimativa mais baixa, de 14 milh\u00f5es de esp\u00e9cies<\/strong>, sugere que h\u00e1 milh\u00f5es de insetos ainda por descobrir. \u201c\u00c9 uma li\u00e7\u00e3o de humildade perceber o quanto n\u00e3o sabemos\u201d, diz Guzman. \u201cE o quanto ainda nos falta saber\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"grafvision \/ Depositphotos A nova estimativa d\u00e1 uma dimens\u00e3o mais clara ao desconhecido mundo dos insetos \u2014 e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":436590,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[2780,4614,109,107,108,25303,3534,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-436589","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-biodiversidade","tag-biologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-entomologia","tag-insetos","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116844685960991261","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436589","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=436589"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436589\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/436590"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=436589"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=436589"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=436589"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}