{"id":436964,"date":"2026-07-01T19:07:19","date_gmt":"2026-07-01T19:07:19","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436964\/"},"modified":"2026-07-01T19:07:19","modified_gmt":"2026-07-01T19:07:19","slug":"ha-empresas-do-mundo-inteiro-interessadas-na-lisnave-observador","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/436964\/","title":{"rendered":"H\u00e1 empresas do mundo inteiro interessadas na Lisnave \u2013 Observador"},"content":{"rendered":"<p>O concurso para a nova concess\u00e3o dos estaleiros da Mitrena s\u00f3 vai avan\u00e7ar daqui a um ano e a atual concess\u00e3o da Lisnave pode ser prolongada alguns meses para 2028, em fun\u00e7\u00e3o do tempo que demorar a escolher o novo concession\u00e1rio. O cen\u00e1rio \u00e9 admitido pelo presidente do Porto de Set\u00fabal, entidade que substituiu o Estado como respons\u00e1vel por esta concess\u00e3o.<\/p>\n<p>V\u00edtor Caldeirinha diz que o concurso ser\u00e1 lan\u00e7ado \u201cpraticamente com o fim da concess\u00e3o\u201d que \u00e9 em 2027 e atira responsabilidades para o anterior Governo (de Ant\u00f3nio Costa), uma vez que o concurso deveria ter sido decidido em 2022 ou 2023, ano em que a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica emitiu um parecer a apontar para o novo concurso. Para j\u00e1, avan\u00e7ou apenas o concurso para contrata\u00e7\u00e3o de consultores que v\u00e3o ajudar a definir os termos da opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es ao Observador feitas \u00e0 margem do primeiro balan\u00e7o sobre a estrat\u00e9gia para os portos, o gestor explica porque \u00e9 que a futura concess\u00e3o entregue \u00e0 Lisnave ser\u00e1 a mais complexa de todas as que ter\u00e3o de ser lan\u00e7adas nos portos de Set\u00fabal e de Lisboa (do qual tamb\u00e9m \u00e9 presidente).<\/p>\n<p>H\u00e1 v\u00e1rias quest\u00f5es e uma delas \u00e9 o levantamento do ativo e do passivo ambiental que \u00e9 deixado pelo atual concession\u00e1rio nos terrenos da Mitrena. Em fun\u00e7\u00e3o desse trabalho, \u201co concession\u00e1rio (a atual Lisnave) poder\u00e1 ter que pagar pelo passivo ambiental que deixou\u201d, admite. Ainda mais complexo \u00e9 o trabalho de definir o que \u201cqueremos para o futuro\u201d naquela \u00e1rea que atualmente <a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/comprada-por-dois-dolares-a-lisnave-passou-de-toxica-a-ativo-apetecido-donos-pedem-mais-15-anos-mas-governo-quer-concurso\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">est\u00e1 vocacionada apenas para a repara\u00e7\u00e3o naval.<\/a><\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"oHQUhGvVQG\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/comprada-por-dois-dolares-a-lisnave-passou-de-toxica-a-ativo-apetecido-donos-pedem-mais-15-anos-mas-governo-quer-concurso\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Comprada por dois d\u00f3lares, a Lisnave passou de \u201ct\u00f3xica\u201d a ativo \u201capetecido\u201d. Donos pedem mais 15 anos, mas Governo quer concurso<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n<p>A estrat\u00e9gia portu\u00e1ria para os pr\u00f3ximos 10 anos prev\u00ea o desenvolvimento de outras \u00e1reas industriais ligadas ao setor naval, como \u00e9 o caso das instala\u00e7\u00f5es offshore. \u201cSabemos em termos gerais os objetivos, mas \u00e9 preciso desenhar o projeto em termos econ\u00f3micos e financeiros\u201d. V\u00edtor Caldeirinha abre a porta ainda a atividades ligadas \u00e0 defesa que considera um setor fundamental, sejam drones ou a constru\u00e7\u00e3o de embarca\u00e7\u00f5es. A concess\u00e3o da Lisnave tem um valor de refer\u00eancia para investimento de 300 milh\u00f5es de euros, o mais avultado dos projetos previstos para as seis concess\u00f5es apontadas aos portos de Lisboa e Set\u00fabal.<\/p>\n<p>E interessados n\u00e3o v\u00e3o faltar, confia o gestor. Apesar do Porto de Set\u00fabal s\u00f3 ter assumido recentemente a tutela desta concess\u00e3o, nos \u00faltimos cinco anos \u201crecebemos empresas do mundo inteiro interessadas na Lisnave\u201d. Ter\u00e3o sido cerca de 15 empresas e grandes empresas cujas origens v\u00e3o desde a Coreia do Sul e Jap\u00e3o at\u00e9 aos Estados Unidos, passando pela Alemanha, Fran\u00e7a, Reino Unido, exemplificou. Recentemente \u201ctemos recebido muitas manifesta\u00e7\u00f5es de interesse a n\u00edvel nacional\u201d.<\/p>\n<p>Entre essas manifesta\u00e7\u00f5es estar\u00e1 a da pr\u00f3pria Lisnave que tem vindo a sinalizar o interesse em manter a concess\u00e3o, tendo inclusive feito uma proposta ao Governo de Ant\u00f3nio Costa para a prolongar. Outro empres\u00e1rio que tem publicamente sinalizado um interesse potencial na opera\u00e7\u00e3o \u00e9 M\u00e1rio Ferreira, dono da Douro Azul.<\/p>\n<p>No Porto de Lisboa, e para al\u00e9m da venda do capital da Silotagus que ficou com os silos da Trafaria e de Santa Apol\u00f3nia, vai ser avaliado o futuro das concess\u00f5es dos terminais de Santa Apol\u00f3nia. Estas 4 concess\u00f5es foram prolongadas por cinco anos e este processo de avalia\u00e7\u00e3o dever\u00e1 realizar-se em 2027. Em aberto est\u00e1 o tipo de tr\u00e1fego e o n\u00famero de concess\u00f5es, bem como uma maior intera\u00e7\u00e3o desta zona portu\u00e1ria com a cidade de Lisboa e com os acessos ferrovi\u00e1rios.<\/p>\n<blockquote class=\"wp-embedded-content\" data-secret=\"5KAbP5B0gZ\">\n<p><a href=\"https:\/\/observador.pt\/especiais\/um-misterio-chamado-silopor-a-empresa-que-ha-25-anos-nenhum-governo-consegue-liquidar\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Um mist\u00e9rio chamado Silopor, a empresa que h\u00e1 25 anos nenhum Governo consegue liquidar<\/a><\/p>\n<\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O concurso para a nova concess\u00e3o dos estaleiros da Mitrena s\u00f3 vai avan\u00e7ar daqui a um ano e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":436965,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[88,476,89,90,57,7263,32,33,10012,58,2588,7272],"class_list":["post-436964","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-business","tag-economia","tag-economy","tag-empresas","tag-pau00eds","tag-portos","tag-portugal","tag-pt","tag-setu00fabal","tag-sociedade","tag-transportes","tag-transportes-maru00edtimos"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116846293724964094","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436964","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=436964"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/436964\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/436965"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=436964"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=436964"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=436964"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}