{"id":439916,"date":"2026-07-04T16:33:11","date_gmt":"2026-07-04T16:33:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/439916\/"},"modified":"2026-07-04T16:33:11","modified_gmt":"2026-07-04T16:33:11","slug":"dormir-com-luz-acesa-eleva-risco-de-infarto-em-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/439916\/","title":{"rendered":"Dormir com luz acesa eleva risco de infarto em mulheres"},"content":{"rendered":"<p>Dormir com a luz acesa ou em ambientes iluminados pode impactar a sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o. A conclus\u00e3o \u00e9 de uma pesquisa, publicada recentemente no JAMA Network Open, que analisou informa\u00e7\u00f5es de quase 89 mil adultos com mais de 40 anos e encontrou uma forte associa\u00e7\u00e3o entre maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz durante a noite e risco de doen\u00e7as cardiovasculares.<\/p>\n<p>A pesquisa se baseou em dados do UK Biobank, levantamento nacional do Reino Unido. Os participantes selecionados foram acompanhados por cerca de oito anos e tiveram a exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz medida por sensores usados no pulso durante uma semana. Os equipamentos eram capazes de captar a luminosidade real do ambiente.<\/p>\n<p>Veja Tamb\u00e9m<\/p>\n<p>Os resultados demonstram que pessoas que dormem em quartos mais claros t\u00eam maior risco de <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/mulheres-vivem-menos-ap%C3%B3s-infarto-mostra-estudo-1.1552070\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>desenvolver doen\u00e7as card\u00edacas<\/strong><\/a> do que as que o fazem em ambientes mais escuros. O risco foi aumentado em 56% para insufici\u00eancia card\u00edaca, em 47% para <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/frio-eleva-risco-de-infarto-em-ate-30-veja-cuidados-1.1725311\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>infarto <\/strong><\/a>e em 30% para doen\u00e7a arterial coronariana, fibrila\u00e7\u00e3o atrial e acidente vascular cerebral (AVC).<\/p>\n<p>\u201cS\u00e3o n\u00fameros bastante expressivos e, de certa forma, surpreendentes\u201d, destaca a cardiologista Juliana Soares, do Einstein Hospital Israelita. Segundo ela, trabalhos anteriores estimavam a luz por imagens de sat\u00e9lite. Ao usar a exposi\u00e7\u00e3o individual a esse fator, essa metodologia transforma uma suspeita antiga em evid\u00eancia mais robusta. \u201cA gente j\u00e1 tinha a hip\u00f3tese de que a luz noturna poderia prejudicar a sa\u00fade, mas esse estudo ajuda a consolidar isso como um fator relevante dentro da higiene do sono\u201d, analisa Soares.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, esse aumento come\u00e7a a se aproximar de fatores de risco cl\u00e1ssicos. \u201cQuando falamos de um aumento de 40% ou 50% no risco, estamos entrando em um patamar compar\u00e1vel, dependendo do contexto, ao de uma hipertens\u00e3o leve n\u00e3o tratada ou ao tabagismo moderado. N\u00e3o substitui esses fatores, mas se soma a eles\u201d, ressalta Soares.<\/p>\n<p>O mecanismo que ajuda a explicar a<a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/cresce-o-n%C3%BAmero-de-casos-de-infarto-entre-mulheres-brasileiras-1.1595703\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong> associa\u00e7\u00e3o entre a ilumina\u00e7\u00e3o e o risco cardiovascular <\/strong><\/a>\u00e9 o ritmo circadiano, que regula fun\u00e7\u00f5es essenciais do organismo ao longo do dia e da noite. A exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 luz durante o per\u00edodo em que o corpo deveria estar no escuro interfere diretamente nesse &#8220;rel\u00f3gio\u201d biol\u00f3gico. \u201cA luz noturna suprime a produ\u00e7\u00e3o de melatonina, o horm\u00f4nio que sinaliza para o organismo que \u00e9 hora de descansar. Sem esse sinal, o corpo mant\u00e9m ativado o sistema nervoso simp\u00e1tico, como se estivesse em estado de alerta\u201d, explica a cardiologista.<\/p>\n<p>Esse desequil\u00edbrio impede a queda natural da press\u00e3o arterial durante o sono e mant\u00e9m a frequ\u00eancia card\u00edaca mais elevada. Ao longo do tempo, isso pode gerar um estado inflamat\u00f3rio cr\u00f4nico e sobrecarregar o sistema cardiovascular.<\/p>\n<p><strong>H\u00e1bitos de vida<\/strong> <\/p>\n<p>O estudo aponta que o aumento de risco cardiovascular se manteve mesmo ap\u00f3s o ajuste para fatores como dieta, atividade f\u00edsica e dura\u00e7\u00e3o do sono. Isso indica que a luz noturna atua como um fator independente. \u201cMesmo que a pessoa se alimente bem, se exercite e durma a quantidade adequada de horas, ela ainda pode estar prejudicando o cora\u00e7\u00e3o se dorme em um ambiente iluminado. A luz n\u00e3o afeta s\u00f3 o tempo de sono, mas principalmente a qualidade dele\u201d, afirma a m\u00e9dica do Einstein.<\/p>\n<p>Mas afinal, o que conta como \u201cluz noturna\u201d? Na pr\u00e1tica, todo tipo de ilumina\u00e7\u00e3o: a luz do teto, a televis\u00e3o ligada, luz de abajur, aquela que entra pela janela, luzes de aparelhos eletr\u00f4nicos, entre outras. \u201cMas especialmente as telas, que s\u00e3o um grande vil\u00e3o\u201d, frisa Juliana Soares.<\/p>\n<p>Outro dado que chamou aten\u00e7\u00e3o foi o impacto mais intenso entre os <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/infarto-em-mulheres-jovens-quais-sao-os-sinais-de-alerta-1.1683399\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>mais jovens<\/strong><\/a> (no grupo avaliado, aqueles com idade pr\u00f3xima aos 40) e <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/infarto-em-mulheres-risco-aumenta-entre-45-e-55-anos-1.1704292\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>mulheres<\/strong><\/a>. No caso delas, a explica\u00e7\u00e3o pode estar na intera\u00e7\u00e3o hormonal. \u201cO sistema circadiano feminino parece ser mais sens\u00edvel \u00e0s interfer\u00eancias externas, possivelmente por influ\u00eancia do estrog\u00eanio\u201d, destaca a especialista. J\u00e1 entre os mais novos, a maior transpar\u00eancia do cristalino facilita a entrada de luz, especialmente a luz azul, aumentando essa sensibilidade.<\/p>\n<p>\u00c9 importante pontuar, contudo, que esse \u00e9 um trabalho observacional, que n\u00e3o estabelece uma rela\u00e7\u00e3o de causa e efeito. Mas os achados podem ser \u00fateis para <a href=\"https:\/\/www.correiodopovo.com.br\/bellamais\/saudefeminina\/infarto-em-jovens-caso-da-miss-parana-reacende-alerta-1.1707105\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><strong>rever condutas do dia a dia.<\/strong><\/a> Entre elas, evitar telas antes de dormir, retirar aparelhos eletr\u00f4nicos do quarto, usar cortinas blackout e usar m\u00e1scaras oculares. Pessoas com hipertens\u00e3o, doen\u00e7as cardiovasculares ou que trabalham em turnos precisam ter mais cuidado, pois j\u00e1 t\u00eam o organismo mais vulner\u00e1vel ou mais exposto \u00e0 desregula\u00e7\u00e3o do ciclo circadiano.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dormir com a luz acesa ou em ambientes iluminados pode impactar a sa\u00fade do cora\u00e7\u00e3o. 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