{"id":44009,"date":"2025-08-25T09:26:06","date_gmt":"2025-08-25T09:26:06","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/44009\/"},"modified":"2025-08-25T09:26:06","modified_gmt":"2025-08-25T09:26:06","slug":"a-morte-de-bunny-munro-o-regresso-do-segundo-romance-do-musico-nick-cave-vida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/44009\/","title":{"rendered":"&#8220;A Morte de Bunny Munro&#8221;. O regresso do segundo romance do m\u00fasico Nick Cave &#8211; Vida"},"content":{"rendered":"<p>\u00abEstou condenado\u00bb, pensa Bunny Munro num s\u00fabito momento de autoconsci\u00eancia reservado para aqueles que ir\u00e3o morrer em breve. Sente que algures no caminho cometeu um grave erro, mas esta constata\u00e7\u00e3o passa num terr\u00edvel segundo e desaparece \u2014 deixando-o num quarto do Hotel Greenville, de cuecas, sem nada al\u00e9m de si mesmo e dos seus apetites.<\/p>\n<p>Fecha os olhos e imagina uma vagina ao calhas, depois senta-se na beira da cama de hotel e, em c\u00e2mara lenta, encosta-se \u00e0 cabeceira acolchoada. Prende o telem\u00f3vel com o queixo e, com os dentes, quebra o selo de uma garrafa miniatura de brande.<\/p>\n<p>Esvazia a garrafa pela goela abaixo, atira-a para o outro lado do quarto, ap\u00f3s o que estremece, engasga-se e diz para o telem\u00f3vel:<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o te preocupes, amor, vai tudo ficar bem.<\/p>\n<p>\u2014 Tenho medo, Bunny \u2014 diz a mulher, Libby.<\/p>\n<p>\u2014 Tens medo de qu\u00ea? N\u00e3o tens qualquer motivo para ter medo.<\/p>\n<p>\u2014 De tudo, tenho medo de tudo \u2014 diz ela.<\/p>\n<p>Mas Bunny apercebe-se de que alguma coisa mudou na voz da mulher, os suaves violoncelos desapareceram, e foi-lhe acrescentado um violino agudo e irritante, tocado por um macaco fugido ou coisa que o valha. Toma nota, mas ainda n\u00e3o compreendeu ao certo o que significa.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o fales assim. Sabes que isso n\u00e3o te leva a lado nenhum \u2014 diz Bunny e, como um ato de amor, suga com for\u00e7a um Lambert &amp; Butler. \u00c9 nesse instante que o entendimento chega, o babu\u00edno no violino, a inconsol\u00e1vel espiral descendente da deriva dela, e ele diz: \u2014 Foda-se! \u2014 e sopra duas furiosas presas de fumo pelas narinas.<\/p>\n<p>\u2014 Deixaste de tomar o Tegretol? Libby, diz-me que tens tomado o Tegretol!<\/p>\n<p>H\u00e1 sil\u00eancio do outro lado da linha e depois um solu\u00e7o quebrado e distante.<\/p>\n<p>\u2014 O teu pai voltou a telefonar. N\u00e3o sei o que lhe diga.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei o que ele quer. Ele grita comigo. Delira \u2014 diz ela.<\/p>\n<p>\u2014 Pelo amor de Deus, Libby, tu sabes o que o m\u00e9dico disse. Se n\u00e3o tomares o Tegretol ficas deprimida. Como sabes perfeitamente, \u00e9 perigoso ficares deprimida. Quantas vezes temos de passar por isto, foda-se?<\/p>\n<p>O solu\u00e7o duplica-se e depois volta a duplicar-se, at\u00e9 se transformar num choro suave e infeliz, e isso faz lembrar a Bunny a primeira noite que passaram juntos \u2014Libby deitada nos seus bra\u00e7os, na agonia de um inexplic\u00e1vel ataque de choro qualquer, num decadente quarto de hotel em Eastbourne.<\/p>\n<p>Lembra-se de ela erguer o olhar para ele e dizer \u00abDesculpa, \u00e0s vezes fico um bocado emotiva\u00bb, ou coisa que o valha, e Bunny encosta a borda da m\u00e3o \u00e0 virilha e faz press\u00e3o, soltando uma palpita\u00e7\u00e3o de prazer na parte inferior da coluna.<\/p>\n<p>\u2014 Toma simplesmente a merda do Tegretol \u2014 diz ele, com mais suavidade.<\/p>\n<p>\u2014 Tenho medo, Bun. Anda por a\u00ed um tipo a atacar mulheres.<\/p>\n<p>\u2014 Que tipo?<\/p>\n<p>\u2014 Pinta a cara de encarnado e usa uns cornos vermelhos de diabo.<\/p>\n<p>\u2014 O qu\u00ea?<\/p>\n<p>\u2014 L\u00e1 no Norte. Deu na televis\u00e3o.<\/p>\n<p>Bunny pega no comando que est\u00e1 na mesa de cabeceira e, com uma s\u00e9rie de golpes e contragolpes, liga a televis\u00e3o que se encontra em cima do minibar. Com o bot\u00e3o de mute ligado, passa pelos canais at\u00e9 encontrar uma grava\u00e7\u00e3o de videovigil\u00e2ncia a preto-e-branco, filmada num centro comercial em Newcastle. Um homem, de tronco nu e com umas cal\u00e7as de fato de treino vestidas, serpenteia pelo meio de uma multid\u00e3o de clientes aterrorizados. Tem a boca aberta num grito sem som. Parece estar a usar cornos de diabo e brande o que parece ser um grande pau preto.<\/p>\n<p>Bunny pragueja em surdina, e toda a energia, sexual ou n\u00e3o, o abandona. Atira o comando \u00e0 televis\u00e3o, e esta apaga-se num assobio de est\u00e1tica, com Bunny a deixar a cabe\u00e7a cair para tr\u00e1s. Concentra-se numa mancha de \u00e1gua no teto, com a forma de um pequeno sino ou do peito de uma mulher.<\/p>\n<p>Algures, nos confins exteriores da sua consci\u00eancia, fica ciente de um ru\u00eddo chilreante e man\u00edaco, um acufeno de enraivecida reclama\u00e7\u00e3o, com um tom eletr\u00f3nico e horr\u00edvel, mas, em vez de reconhecer aquilo, Bunny ouve a mulher dizer:<\/p>\n<p>\u2014 Bunny? Est\u00e1s a\u00ed?<\/p>\n<p>\u2014 Libby. Onde \u00e9 que est\u00e1s?<\/p>\n<p>\u2014 Na cama.<\/p>\n<p>Bunny olha para o rel\u00f3gio, sacode a m\u00e3o para a frente e para tr\u00e1s, mas n\u00e3o consegue focar a vis\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 Pelo amor de Deus. Onde est\u00e1 o Bunny J\u00fanior?<\/p>\n<p>\u2014 No quarto dele, acho eu.<\/p>\n<p>\u2014 Olha, Libby, se o meu pai voltar a ligar\u2026<\/p>\n<p>\u2014 Ele anda com um tridente \u2014 diz a mulher.<\/p>\n<p>\u2014 O qu\u00ea?<\/p>\n<p>\u2014 Uma forquilha de jardim.<\/p>\n<p>\u2014 O qu\u00ea? Quem?<\/p>\n<p>\u2014 O tipo, l\u00e1 no Norte.<\/p>\n<p>Bunny compreende ent\u00e3o que o som gritante e piado vem do exterior. Ouve-o agora por cima da arenga do ar condicionado, e \u00e9 suficientemente apocal\u00edptico para quase lhe despertar a curiosidade. Mas s\u00f3 quase.<\/p>\n<p>A marca de \u00e1gua no teto est\u00e1 a crescer, a mudar de forma \u2014 um peito maior, uma n\u00e1dega, um joelho sexy de mulher \u2014, e uma got\u00edcula forma-se, alonga-se e treme, separa-se do teto, cai e explode no peito de Bunny. Bunny d\u00e1-lhe uma palmada como se estivesse num sonho e diz:<\/p>\n<p>\u2014 Libby, amor, onde \u00e9 que n\u00f3s vivemos?<\/p>\n<p>\u2014 Em Brighton.<\/p>\n<p>\u2014 E onde fica Brighton? \u2014 pergunta, passando com um dedo ao longo da fileira de garrafas miniatura de bebida dispostas na mesa de cabeceira e escolhendo uma Smirnoff.<\/p>\n<p>\u2014 No Sul.<\/p>\n<p>\u2014 O que \u00e9 praticamente o mais longe de \u00abl\u00e1 no Norte\u00bb que se consegue arranjar sem se cair na porcaria do mar. E agora, querida, desliga a televis\u00e3o, toma o Tegretol, mete um comprimido para dormir, merda, mete dois comprimidos para dormir, e eu estou de volta amanh\u00e3. Cedo.<\/p>\n<p>\u2014 O cais est\u00e1 a arder \u2014 diz Libby.<\/p>\n<p>\u2014 O qu\u00ea?<\/p>\n<p>\u2014 O West Pier, est\u00e1 a arder. Cheiro o fumo daqui.<\/p>\n<p>\u2014 O West Pier?<\/p>\n<p>Bunny esvazia a min\u00fascula garrafa de vodca pela goela abaixo, acende outro cigarro e levanta-se da cama. O quarto oscila quando Bunny \u00e9 atingido pela constata\u00e7\u00e3o de que est\u00e1 muito b\u00eabedo. Com bra\u00e7os estendidos para os lados e em bicos dos p\u00e9s, Bunny atravessa o quarto a deslizar at\u00e9 \u00e0 janela.<\/p>\n<p>Balan\u00e7a, trope\u00e7a e agarra-se \u00e0s cortinas de chita desbotada como o Tarzan a uma liana at\u00e9 recuperar o equil\u00edbrio e se endireitar. Escancara as cortinas com extravag\u00e2ncia, e a luz vulcanizada do dia, e os gritos dos p\u00e1ssaros, enlouquecem o quarto. As pupilas de Bunny contraem-se dolorosamente, e ele faz uma careta pela janela, para a luz. V\u00ea uma nuvem negra de estorninhos, a chilrear loucamente por cima da carca\u00e7a fumegante, em chamas, do West Pier, que se ergue, impotente, do mar, \u00e0 frente do hotel.<\/p>\n<p>Pergunta a si mesmo porque n\u00e3o teria j\u00e1 visto aquilo e depois pergunta a si mesmo h\u00e1 quanto tempo est\u00e1 naquele quarto e depois lembra-se da mulher e ouve-a dizer:<\/p>\n<p>\u2014 Bunny, est\u00e1s a\u00ed?<\/p>\n<p>\u2014 Estou \u2014 diz Bunny, fascinado com a vis\u00e3o do cais a arder e dos mil p\u00e1ssaros aos gritos.<\/p>\n<p>\u2014 Os estorninhos enlouqueceram. \u00c9 uma coisa t\u00e3o horr\u00edvel. Os bebezinhos deles a arder nos ninhos. N\u00e3o consigo suportar isto, Bun \u2014 diz Libby, com o violino agudo a crescer.<\/p>\n<p>Bunny volta para a cama e ouve a mulher chorar do outro lado do telem\u00f3vel. Dez anos, pensa, dez anos, e aquelas l\u00e1grimas ainda o afetam \u2014 aqueles olhos turquesa, aquela rata alegre, oh, p\u00e1, e aquele imperscrut\u00e1vel sentimentalismo \u2014, e ele encosta-se \u00e0 cabeceira da cama e bate nos \u00f3rg\u00e3os genitais, \u00e0 macaco, e diz:<\/p>\n<p>\u2014 Amanh\u00e3 estou de volta, pequena. Cedo.<\/p>\n<p>\u2014 Tu amas-me, Bun? \u2014 pergunta Libby.<\/p>\n<p>\u2014 Sabes que sim.<\/p>\n<p>\u2014 Juras pela vida?<\/p>\n<p>\u2014 Por Cristo e todos os seus santos. Dos p\u00e9s a essa tua cabecinha, pequena.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o consegues vir para casa esta noite?<\/p>\n<p>\u2014 Se pudesse, ia \u2014 diz Bunny, a procurar os cigarros \u00e0s apalpadelas na cama \u2014, mas estou a quil\u00f3metros de dist\u00e2ncia.<\/p>\n<p>\u2014 Oh, Bunny\u2026 seu mentiroso de merda\u2026<\/p>\n<p>A linha perde o sinal, e Bunny diz:<\/p>\n<p>\u2014 Libby? Lib?<\/p>\n<p>Olha inexplicavelmente para o telem\u00f3vel como se tivesse acabado de descobrir que o tinha na m\u00e3o, depois fecha-o ao mesmo tempo que outra got\u00edcula de \u00e1gua lhe explode no peito. Bunny forma um pequeno \u00abO\u00bb com a boca e enfia nele um cigarro.<\/p>\n<p>Acende-o com o Zippo e inala profundamente, emitindo depois um ponderado fluxo de fumo cinzento.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o tens m\u00e3os a medir com isso, querido.<\/p>\n<p>Com grande esfor\u00e7o, Bunny vira a cabe\u00e7a e olha para a prostituta parada \u00e0 porta da casa de banho. As cuecas verdes fluorescentes palpitam contra a sua pele cor de chocolate.<\/p>\n<p>Co\u00e7a as trancinhas, e uma fatia de carne cor de laranja espreita de tr\u00e1s do l\u00e1bio inferior relaxado pela droga. Bunny pensa que os mamilos dela parecem os ativadores daquelas minas que punham a flutuar no mar para rebentar com navios na guerra, ou coisa que o valha, e quase lhe diz isso, mas esquece-se e volta a fumar o cigarro e diz:<\/p>\n<p>\u2014 Era a minha mulher. Sofre de depress\u00e3o.<\/p>\n<p>\u2014 A\u00ed n\u00e3o est\u00e1 sozinha, cora\u00e7\u00e3o \u2014 diz ela enquanto atravessa a tremer o tapete Axminster desbotado, com a espantosa ponta da l\u00edngua a projetar-se, cor-de-rosa, entre os l\u00e1bios.<\/p>\n<p>Deixa-se cair de joelhos e envolve a picha de Bunny com a boca.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, \u00e9 uma doen\u00e7a. Est\u00e1 medicada.<\/p>\n<p>\u2014 Tanto ela como eu, querido \u2014 diz a rapariga, do outro lado da barriga de Bunny.<\/p>\n<p>Bunny parece refletir devidamente sobre aquela resposta enquanto manobra com as ancas. Uma m\u00e3o negra sem for\u00e7a est\u00e1 pousada na sua barriga, e, ao olhar para baixo, Bunny v\u00ea que cada unha tem a representa\u00e7\u00e3o detalhada de um p\u00f4r do<br \/>sol tropical nela pintada.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c0s vezes a coisa fica mesmo m\u00e1 \u2014 diz ele.<\/p>\n<p>\u2014 \u00c9 por isso que lhe chamam melancolia, amor \u2014 riposta ela, mas Bunny mal consegue ouvir, pois a voz dela soa num resmungo baixo e incompreens\u00edvel. A m\u00e3o torce-se e depois salta na sua barriga.<\/p>\n<p>\u2014 Eh? O que foi? \u2014 diz ele, a sugar ar por entre os dentes, e de repente arqueja e ali estava ele, a jorrar do seu cora\u00e7\u00e3o, outra vez aquele pensamento de fim dos tempos: \u00abEstou condenado.\u00bb E dobra um bra\u00e7o por cima dos olhos e arqueia ligeiramente o corpo.<\/p>\n<p>\u2014 Est\u00e1s bem, querido? \u2014 pergunta a prostituta.<\/p>\n<p>\u2014 Acho que h\u00e1 uma banheira a transbordar l\u00e1 em cima \u2014 diz Bunny.<\/p>\n<p>\u2014 Agora cala-te, amor.<\/p>\n<p>A rapariga ergue a cabe\u00e7a e olha fugazmente para Bunny, e ele tenta descobrir o centro dos seus olhos negros, o pontinho revelador das pupilas, mas o seu olhar perde o prop\u00f3sito e desfoca-se. Pousa-lhe uma m\u00e3o na cabe\u00e7a, sente o brilho h\u00famido na nuca dela.<\/p>\n<p>\u2014 Agora cala-te, amor \u2014 volta ela a dizer.<\/p>\n<p>\u2014 Chama-me Bunny \u2014 diz ele e v\u00ea outra got\u00edcula de \u00e1gua tremer no teto.<\/p>\n<p>\u2014 Chamo-te tudo o que quiseres, do\u00e7ura.<\/p>\n<p>Bunny fecha os olhos e faz press\u00e3o nas cordas \u00e1speras do cabelo dela. Sente a suave explos\u00e3o de \u00e1gua no peito, como um solu\u00e7o.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00e3o, chama-me Bunny \u2014 sussurra.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"\u00abEstou condenado\u00bb, pensa Bunny Munro num s\u00fabito momento de autoconsci\u00eancia reservado para aqueles que ir\u00e3o morrer em breve.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44010,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33],"class_list":{"0":"post-44009","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44009","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44009"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44009\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44010"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44009"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44009"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44009"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}