{"id":440276,"date":"2026-07-04T23:26:20","date_gmt":"2026-07-04T23:26:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440276\/"},"modified":"2026-07-04T23:26:20","modified_gmt":"2026-07-04T23:26:20","slug":"papa-sobre-fenomeno-migratorio-mortos-no-mar-sao-vitimas-da-falta-de-decisoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440276\/","title":{"rendered":"Papa sobre fen\u00f4meno migrat\u00f3rio: mortos no mar s\u00e3o v\u00edtimas da falta de decis\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Le\u00e3o XIV celebra a missa no Campo Esportivo \u201cArena\u201d ao final da sua visita em Lampedusa. Recorda o Papa Francisco, as v\u00edtimas dos naufr\u00e1gios, agradece \u00e0s institui\u00e7\u00f5es civis, sociais e eclesiais pelo trabalho de acolhimento realizado nestes anos e pelo \u201cmilagre da compaix\u00e3o\u201d. Em seguida, lan\u00e7a um apelo ao Velho Continente para que opte pela paz e n\u00e3o pela l\u00f3gica da for\u00e7a. Recomenda derrubar as barreiras: aquelas decorrentes da perten\u00e7a religiosa ou entre migrantes e turistas.<\/p>\n<p>\n   Ou\u00e7a a reportagem com a voz do Papa e compartilhe\n  <\/p>\n<p><b>Salvatore Cernuzio \u2013 enviado a Lampedusa<\/b><\/p>\n<p>O apelo, feito sem gritos e, justamente por isso, ainda mais contundente, \u00e9 dirigido \u00e0 Europa, chamada a assumir \u201cuma responsabilidade \u00fanica\u201d em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quest\u00e3o migrat\u00f3ria. A homenagem \u00e9 aos \u201cmortos no mar\u201d, v\u00edtimas de \u201cdecis\u00f5es tomadas e decis\u00f5es que faltaram\u201d. O agradecimento \u00e9 a todos: Igreja, institui\u00e7\u00f5es civis, ONGs, Guarda Costeira e aos pr\u00f3prios migrantes, que demonstraram por si mesmos capacidade de acolhimento, resist\u00eancia e resili\u00eancia. Fala como Pont\u00edfice, mas se apresenta como peregrino \u201cseguindo os passos de Papa Francisco\u201d, o Papa Le\u00e3o XIV, em uma Lampedusa que o acolhe com calor e fervor, assim como fez h\u00e1 13 anos, em 8 de julho de 2013, com o Pont\u00edfice argentino que, sem muitos avisos pr\u00e9vios e com muito pouco tempo de prepara\u00e7\u00e3o, quis realizar nesta ilha a primeira viagem como Sucessor de Pedro para levar consolo \u00e0 comunidade abalada por um naufr\u00e1gio no qual perderam a vida mais de 300 pessoas.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.vatican.va\/content\/leo-xiv\/pt\/homilies\/2026\/documents\/20260704-lampedusa-messa.html\" target=\"_blank\" rel=\"external nofollow noopener\">Leia a \u00edntegra da homilia do Papa Le\u00e3o XIV<\/a><\/p>\n<p>O agradecimento do Papa <\/p>\n<p>Uma trag\u00e9dia que se repete ao longo do tempo nessas praias cristalinas, repletas de turistas, e que sempre receberam a mesma resposta: acolhimento, solidariedade, proximidade. Primeiro improvisada e espont\u00e2nea por parte da popula\u00e7\u00e3o, depois organizada e controlada gra\u00e7as \u00e0s ONGs e \u00e0s for\u00e7as de seguran\u00e7a. Por isso, Le\u00e3o, na homilia da missa no Campo Esportivo &#8220;Arena&#8221; da Localidade Salina \u2013 \u00faltimo compromisso da viagem a Lampedusa \u2013, diante de 4 mil pessoas de toda a regi\u00e3o, repete v\u00e1rias vezes a palavra \u201cobrigado\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Agrade\u00e7o aos volunt\u00e1rios, \u00e0s associa\u00e7\u00f5es agrupadas no \u201cF\u00f3rum Solid\u00e1rio de Lampedusa\u201d, \u00e0s institui\u00e7\u00f5es civis, \u00e0 Guarda Costeira, aos presidentes de C\u00e2mara e \u00e0s administra\u00e7\u00f5es que se sucederam ao longo do tempo; agrade\u00e7o aos di\u00e1conos, padres, religiosas, m\u00e9dicos, psic\u00f3logos, educadores; agrade\u00e7o \u00e0s for\u00e7as de seguran\u00e7a e a todos aqueles que, com ou sem o dom da f\u00e9, optaram por amar em conjunto.&#8221;<\/p>\n<p>    <img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" data-original=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/agenzie\/images\/srv\/2026\/07\/04\/2026-07-04-visita-pastorale-a-lampedusa---sosta-al-molo-favaloro\/1783155665110.JPG\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"O Papa Le\u00e3o na missa celebrada em Lampedusa\" title=\"O Papa Le\u00e3o na missa celebrada em Lampedusa\"\/><\/p>\n<p>\n   O Papa Le\u00e3o na missa celebrada em Lampedusa \u00a0 (@Vatican Media)\n  <\/p>\n<p>O Evangelho fica mudo quando cada um se transforma em uma ilha <\/p>\n<p>Uma longa lista de institui\u00e7\u00f5es e representantes da Igreja, da pol\u00edtica e da sociedade civil que, nestes anos de desembarques e resgates, testemunharam aquele amor que \u00e9 o cerne do Evangelho. E \u00e9 justamente do Evangelho que o Papa extrai sua reflex\u00e3o: ele, afirma, \u201cressoa onde os povos se encontram, as pessoas se acolhem mutuamente, as suas experi\u00eancias se entrela\u00e7am e as diversas culturas dialogam entre si\u201d. Torna-se \u201cmudo\u201d, ao contr\u00e1rio, \u201conde cada um faz de si pr\u00f3prio uma ilha, onde o contato \u00e9 evitado e o interc\u00e2mbio \u00e9 interrompido\u201d.<\/p>\n<p>Nas palavras do Pont\u00edfice, retorna a par\u00e1bola do bom samaritano, proclamada durante a liturgia, como exemplo de \u201cuma hist\u00f3ria que continua\u201d. Lampedusa e Linosa encontram-se hoje em \u201cuma estrada perigosa\u201d, como aquela que descia de Jerusal\u00e9m a Jeric\u00f3. \u201cAqui \u2014 diz Le\u00e3o XIV \u2014 voc\u00eas viram n\u00e3o apenas um, mas milhares de seres humanos que ca\u00edram nas m\u00e3os de salteadores que lhes roubaram tudo, os espancaram cruelmente e se afastaram, deixando-os meio mortos\u201d. \u201cO mar acolheu os outros, aqueles que n\u00e3o conseguiram chegar onde desejavam\u201d, ressalta o Papa. E hoje sentimos \u201ca presen\u00e7a deles\u201d, que interpela a consci\u00eancia de todos e, antes de qualquer considera\u00e7\u00e3o intelectual e convic\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica, \u201cconvida \u00e0 proximidade\u201d.<\/p>\n<p>\u201cPr\u00f3ximos nos fazemos, pr\u00f3ximos nos tornamos!\u201d<\/p>\n<p>Mas nos tornamos pr\u00f3ximos por meio do amor, no qual \u201ca compaix\u00e3o, que v\u00ea o irm\u00e3o no mar, \u00e9 como o primeiro estremecimento, o apelo profundo para ousar aquilo que nunca teriam pensado\u201d.<\/p>\n<p>     <a href=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/pt\/papa\/news\/2026-07\/papa-leao-xiv-visita-pastoral-placa-francisco-migrantes-lampedus.html\" title=\"De Francisco a Le\u00e3o XIV em Lampedusa: o Papa continua com voc\u00eas\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><\/p>\n<p>        <img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" data-original=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/agenzie\/images\/srv\/2026\/07\/04\/2026-07-04-visita-pastorale-a-lampedusa---sosta-al-molo-favaloro\/1783155061816.JPG\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.500.281.jpeg\" alt=\"De Francisco a Le\u00e3o XIV em Lampedusa: o Papa continua com voc\u00eas\"\/><\/p>\n<p>      <\/a><\/p>\n<p>\n      &#8220;O fato de voc\u00eas terem decidido intitular o Cais Favaloro com o nome do Papa Francisco \u00e9 um sinal do v\u00ednculo que o meu predecessor estabeleceu com a comunidade de voc\u00eas e com os &#8230;\n     <\/p>\n<p>A mem\u00f3ria dos migrantes mortos no mar <\/p>\n<p>O Papa dirige o olhar \u00e0s pessoas migrantes presentes no est\u00e1dio: \u201celas mesmas n\u00e3o receberam s\u00f3 solidariedade, mas muitas vezes a exerceram durante a sua viagem, como pobres a ajudar os mais pobres. Obrigado, irm\u00e3os e irm\u00e3s, porque a aproxima\u00e7\u00e3o de voc\u00eas n\u00e3o \u00e9 um dado adquirido nem tem nada de autom\u00e1tico.\u201d.<\/p>\n<p>A reflex\u00e3o do Papa, ou melhor, sua den\u00fancia tamb\u00e9m se dirige a quem \u201copte por n\u00e3o ser pr\u00f3ximo e h\u00e1 quem decida n\u00e3o decidir\u201d. Os mortos no mar s\u00e3o, de fato, \u201cv\u00edtimas tanto das decis\u00f5es tomadas como das decis\u00f5es que faltaram\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;O desinteresse pelo bem comum e a corrup\u00e7\u00e3o nos lugares de origem, um sistema econ\u00f3mico mundial que gera pobreza e exclus\u00e3o, o medo que alimenta preconceitos e desprezo, a ideia de que tais problemas n\u00e3o nos dizem respeito, os c\u00e1lculos criminosos de quem lucra com o drama alheio, a lenta e dif\u00edcil passagem de uma mera gest\u00e3o de emerg\u00eancias \u00e0 elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas org\u00e2nicas e partilhadas: tudo isto reproduz hoje a pressa de &#8216;passar adiante'&#8221;.<\/p>\n<p>Cristo derrubou todos os muros <\/p>\n<p>Assim como na par\u00e1bola do bom Samaritano, tamb\u00e9m hoje, mas, de modo geral, em todas as \u00e9pocas, \u201ch\u00e1 quem tenha medo de se contaminar no contato com os outros, negando assim \u2013 mesmo perante o sofrimento e a morte \u2013 a origem comum em Deus, a dignidade infinita de cada ser humano e o chamamento ao amor sem limites\u201d. Portanto, afirma Le\u00e3o, \u201c\u00e9 tempo de reconhecer e afirmar que a perten\u00e7a religiosa nunca deve tornar-se motivo de discrimina\u00e7\u00e3o, como se a f\u00e9 tivesse fronteiras e n\u00e3o fosse, pelo contr\u00e1rio, um chamamento universal \u00e0 salva\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Onde havia muros de separa\u00e7\u00e3o, Cristo derrubou-os. N\u00e3o h\u00e1 amor a Deus sem amor ao pr\u00f3ximo, e n\u00e3o h\u00e1 pr\u00f3ximo se eu n\u00e3o me aproximar. Parar, comover-se, inclinar-se, chorar perante a dor alheia \u2013 como fez Jesus \u2013 significa entrar no movimento do amor, aquele em que Deus se revelou.&#8221;<\/p>\n<p>    <img decoding=\"async\" src=\"data:image\/gif;base64,R0lGODlhAQABAIAAAAAAAP\/\/\/yH5BAEAAAAALAAAAAABAAEAAAIBRAA7\" data-original=\"https:\/\/www.vaticannews.va\/content\/dam\/vaticannews\/agenzie\/images\/srv\/2026\/07\/04\/2026-07-04-visita-pastorale-a-lampedusa---sosta-al-molo-favaloro\/1783157463290.JPG\/_jcr_content\/renditions\/cq5dam.thumbnail.cropped.750.422.jpeg\" alt=\"A missa celebrada no Campo Esportivo &quot;Arena&quot;\" title=\"A missa celebrada no Campo Esportivo &quot;Arena&quot;\"\/><\/p>\n<p>\n   A missa celebrada no Campo Esportivo &#8220;Arena&#8221; \u00a0 (@Vatican Media)\n  <\/p>\n<p>A civiliza\u00e7\u00e3o do amor <\/p>\n<p>Quem se deixa \u201clevar por essa din\u00e2mica de compaix\u00e3o, de miseric\u00f3rdia\u201d come\u00e7a, de fato, \u201ca viver de maneira diferente, a ser cidad\u00e3o de maneira diferente, a trabalhar de maneira diferente\u201d. Ou seja, lan\u00e7a as bases para a \u201cciviliza\u00e7\u00e3o do amor\u201d invocada por Jo\u00e3o XXIII, Paulo VI e Jo\u00e3o Paulo II, que, \u201cjuntamente com um grande n\u00famero de profetas e m\u00e1rtires do s\u00e9culo passado\u201d, compreenderam que \u201caos abismos do cora\u00e7\u00e3o humano e aos horrores da guerra, somente a miseric\u00f3rdia sabe responder com novos come\u00e7os\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Apoiando-nos nestes gigantes, entramos num mil\u00eanio no qual devemos dar forma espiritual, cultural, jur\u00eddica, pol\u00edtica e econ\u00f4mica \u00e0 civiliza\u00e7\u00e3o do amor. Possa a enorme dor que testemunhamos levar-nos a compreender a radicalidade deste apelo.&#8221;<\/p>\n<p>\u00c9 poss\u00edvel \u201cmudar de rumo e de dire\u00e7\u00e3o\u201d, assegura Le\u00e3o XIV: \u201ca civiliza\u00e7\u00e3o do amor n\u00e3o nasce de um gesto \u00fanico e espetacular, mas de uma soma de pequenas e tenazes fidelidades, que travam a desumaniza\u00e7\u00e3o\u201d. Os habitantes de Lampedusa s\u00e3o testemunhas disso. \u201cNem todos t\u00eam o mesmo poder de incidir sobre a realidade [\u2026]. No entanto, ningu\u00e9m est\u00e1 isento de responsabilidade. Cada um disp\u00f5e de um pr\u00f3prio \u00e2mbito de a\u00e7\u00e3o, e \u00e9 a\u00ed \u2013 e n\u00e3o noutro lugar \u2013 que \u00e9 chamado a escolher entre alimentar a l\u00f3gica da for\u00e7a (mesmo que apenas com a indiferen\u00e7a, o cinismo, a mentira, o \u00f3dio), ou zelar pela l\u00f3gica da paz (com a verdade, a sobriedade, a proximidade, o cuidado)\u201d.<\/p>\n<p>Mensagem \u00e0 Europa <\/p>\n<p>Deste extremo recanto do Mar Mediterr\u00e2neo, o apelo \u00e9 dirigido \u00e0 Europa que, no que diz respeito \u00e0s migra\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m \u00e0 transi\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica e \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da paz, \u201cpossui um potencial \u00fanico, que lhe deriva de sua hist\u00f3ria e de sua cultura, e, portanto, uma responsabilidade equivalente\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Devido \u00e0 sua localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica e \u00e0 sua estrutura institucional, a Europa \u00e9 capaz de enfrentar a crise de forma org\u00e2nica, inserindo os primeiros socorros num plano estrat\u00e9gico de longo prazo, que permita acolher, proteger, promover e integrar os migrantes e, ao mesmo tempo, trabalhar em prol do desenvolvimento, para que ningu\u00e9m seja obrigado a emigrar.&#8221;<\/p>\n<p>Tudo isso zelando pelo \u201crespeito \u00e0 dignidade de cada pessoa\u201d, tarefa que cabe \u00e0s institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, \u00e0 sociedade civil e \u00e0 Igreja.<\/p>\n<p>As barreiras entre n\u00e1ufragos e turistas <\/p>\n<p>Le\u00e3o aborda, ent\u00e3o, um dos pontos sens\u00edveis da realidade de Lampedusa: \u201cA cultura do acolhimento tem uma voca\u00e7\u00e3o tur\u00edstica, que pode sentir-se infelizmente amea\u00e7ada pelas rotas migrat\u00f3rias e transformar-se em indiferen\u00e7a, ou mesmo em contraposi\u00e7\u00e3o aos seus aspetos dram\u00e1ticos\u201d, destaca. \u201cPara muitos, de fato, as f\u00e9rias representam somente divers\u00e3o, descontra\u00e7\u00e3o e despreocupa\u00e7\u00e3o. Por isso, parece que \u00e9 necess\u00e1rio erguer um muro invis\u00edvel entre o mar dos n\u00e1ufragos e o dos turistas\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Tenham a ousadia de pensar de forma diferente. Pouco a pouco e com criatividade, conseguir\u00e3o fazer que quem transcorre um per\u00edodo, mesmo de descanso, nesta ilha, se possa tornar mais humano ao confrontar-se com a caridade de voc\u00eas, com o que o mar os ensinou, com os encontros que os educaram.&#8221;<\/p>\n<p>\u201cEfetivamente, existe aut\u00eantico descanso onde se redescobre o sentido da vida; e existe bem-estar verdadeiro quando a economia \u00e9 justa e fraterna\u201d, comenta Le\u00e3o. \u201cNessa economia, o cuidado pela cria\u00e7\u00e3o e pela amizade social fundem-se numa s\u00edntese, que hoje a humanidade procura.\u201d.<\/p>\n<p>\u201cO&#8217;sci\u00e0!\u201d <\/p>\n<p>Uma palavra tamb\u00e9m \u00e0s par\u00f3quias, para que sejam \u201ccomunidades onde, \u00e0 luz do Evangelho, se aprenda juntos a acolher, acompanhar e integrar, num esp\u00edrito de comunh\u00e3o\u201d. E, por fim, uma recomenda\u00e7\u00e3o: \u201cn\u00e3o nos deixemos dominar pelo medo, mas encaremos as dificuldades do dia a dia como oportunidades e um tempo de testemunho. Que a f\u00e9 de voc\u00eas, car\u00edssimos, seja, pois, fortalecida por estes anos de prova\u00e7\u00e3o e de empenho generoso\u201d.<\/p>\n<p>&#8220;Nunca os falte o alento da f\u00e9, da esperan\u00e7a e da caridade: \u00abO\u2019sci\u00e0!\u00bb&#8221; [Sauda\u00e7\u00e3o t\u00edpica dos habitantes de Lampedusa].<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Le\u00e3o XIV celebra a missa no Campo Esportivo \u201cArena\u201d ao final da sua visita em Lampedusa. 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