{"id":440523,"date":"2026-07-05T09:27:12","date_gmt":"2026-07-05T09:27:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440523\/"},"modified":"2026-07-05T09:27:12","modified_gmt":"2026-07-05T09:27:12","slug":"joao-bosco-80-conversa-com-o-filho-sobre-sua-carreira-04-07-2026-ilustrissima","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440523\/","title":{"rendered":"Jo\u00e3o Bosco, 80, conversa com o filho sobre sua carreira &#8211; 04\/07\/2026 &#8211; Ilustr\u00edssima"},"content":{"rendered":"<p><strong>[RESUMO] <\/strong>Nos 80 anos de Jo\u00e3o Bosco, Francisco, filho e parceiro musical, pede ao pai que d\u00ea nome \u00e0s coisas e aos sons que o tornaram o grande artista que \u00e9. Todavia, Jo\u00e3o Bosco, homem-<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/musica\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">m\u00fasica<\/a>, prefere o viol\u00e3o a explica\u00e7\u00f5es \u2014e entre um acorde e outro fornece as chaves de tudo.<\/p>\n<p>A tarefa: u<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2026\/07\/joao-bosco-que-faz-80-sempre-buscou-a-perfeicao-com-grandes-parcerias.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">ma entrevista complementar ao texto de Sidney Molina.<\/a> Pensei em qual abordagem poderia evitar as redund\u00e2ncias. Decidi por fazer-lhe perguntas que revelassem com quantos e quais paus fez sua canoa.<\/p>\n<p>Isto \u00e9, abord\u00e1-lo como &#8220;fabbro&#8221;, entrar na sua hist\u00f3rica oficina e perguntar como ele construiu seu canto, suas levadas, seu universo harm\u00f4nico, seus improvisos vocais. Em suma: pediria a ele que desse palavras \u00e0s coisas, nomes aos sons que <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/05\/joao-bosco-vai-do-ceticismo-ao-brasil-utopico-em-novo-disco-aos-50-anos-de-carreira.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">o fizeram tornar-se o que \u00e9<\/a>.<\/p>\n<p>Anunciei-lhe a proposta, ele assentiu, e comecei, confiante.<\/p>\n<p>&#8220;Voc\u00ea \u00e9 considerado um dos grandes violonistas dessa tradi\u00e7\u00e3o de cancionistas populares que tocam um viol\u00e3o que transcende a mera fun\u00e7\u00e3o de acompanhamento. S\u00e3o viol\u00f5es que a um tempo transbordam e servem \u00e0 can\u00e7\u00e3o. Vamos decompor esse viol\u00e3o em duas m\u00e3os e come\u00e7ar pela sua famosa m\u00e3o direita, a m\u00e3o das levadas, do ritmo. Quais foram as suas maiores influ\u00eancias para construir essa m\u00e3o direita?&#8221;<\/p>\n<p>Eu entrei em sol sustenido verbal com nona e d\u00e9cima-terceira, mas ele respondeu com um acorde simples e lac\u00f4nico. &#8220;Eu nunca soube dessa m\u00e3o direita. Eu s\u00f3 tocava o viol\u00e3o, com as duas m\u00e3os, e os sons sa\u00edam, e eu ia ouvindo, aprendendo e fazendo.&#8221;<\/p>\n<p>De sa\u00edda me veio \u00e0 mente a cena em que um sarc\u00e1stico <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/tom-jobim\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Tom Jobim<\/a>, meio enamorado, talvez, por Elis Regina, comenta com o grande <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2026\/04\/cesar-camargo-mariano-notifica-gravadora-por-relancamento-de-elis.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">C\u00e9sar Camargo Mariano<\/a>: &#8220;Mas voc\u00ea n\u00e3o faz nenhum acorde simples, de tr\u00edade?&#8221;.<\/p>\n<p>A pessoa, entretanto, \u00e9 para o que nasce, e dali em diante decidi que seguir\u00edamos assim, cada um em um compasso, e insisti: &#8220;Mas n\u00e3o teve algum violonista em particular que te influenciou para voc\u00ea construir essa m\u00e3o direita?&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Olha, deve ter havido, mas nunca pensei nisso, eu n\u00e3o analisava as coisas. Eu as ouvia e elas se processavam em mim, e sa\u00edam desse jeito. Sempre fui muito intuitivo, nunca tive um conceito sobre nada.&#8221;<\/p>\n<p>Olhando para minha express\u00e3o, que deveria ter uma nota de s\u00faplica, esfor\u00e7ou-se para baixar um arquivo de 70 anos atr\u00e1s.<\/p>\n<p>&#8220;Tinha uma m\u00fasica que me marcou, do<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/ilustrad\/fq20089923.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Jo\u00e3o Pernambuco,<\/a> tocada pelo <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2016\/09\/1815497-primeiro-violonista-pop-do-pais-tem-centenario-pouco-recordado.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Dilermando Reis<\/a>, &#8220;Sons de Carrilh\u00f5es&#8221;. Era meio um choro, meio maxixe&#8230; \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o que me chegou na inf\u00e2ncia, antes de Caymmi, de Baden. E nela o Dilermando trabalhava as cordas agudas e as graves, as graves dando todo o balan\u00e7o de que as primas precisavam. Os bord\u00f5es a servi\u00e7o das primas, para que elas brilhassem. Eu me lembro disso, foi em 1954, 55. Muitas d\u00e9cadas depois eu estava em Uruguaiana e tocou &#8220;Sons de Carrilh\u00f5es&#8221; no hall do hotel. Veio a minha inf\u00e2ncia inteira.&#8221;<\/p>\n<p>Pronto, eu ganhara um mito de origem, com um choro no papel de madeleine. Achei que tinha encontrado o compasso e fui adiante. &#8220;E voc\u00ea tocava essa m\u00fasica? Quando come\u00e7ou a tocar viol\u00e3o?&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Crian\u00e7a. Tinha um viol\u00e3o l\u00e1 em casa. Eu sou intuitivo, ent\u00e3o peguei o viol\u00e3o e fiz o primeiro acorde.&#8221; Ele se levanta, pega um viol\u00e3o e toca o primeiro<a href=\"https:\/\/feeds.folha.uol.com.br\/fsp\/dinheiro\/fi0411200109.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> acorde de &#8220;Sons de Carrilh\u00f5es&#8221;<\/a>.<\/p>\n<p>&#8220;\u00c9 um acorde simples, eu s\u00f3 ouvia as notas e tocava. Se voc\u00ea prestar aten\u00e7\u00e3o, em algumas harmonias minhas vai encontr\u00e1-lo.&#8221; Toca ent\u00e3o um trecho de &#8220;Quando o Amor Acontece&#8221; e destaca um acorde: &#8220;Isso \u00e9 Dilermando. Eu sempre passo por ele.&#8221;<\/p>\n<p>Insisto: &#8220;E voc\u00ea n\u00e3o sabe o nome desse acorde?&#8221;. Ele: &#8220;Eu n\u00e3o sei o nome das coisas. Mas sei que em Nazareth tem esse mesmo balan\u00e7o de primas e bord\u00f5es&#8221;. A essa altura, j\u00e1 era silenciosamente claro que est\u00e1vamos em uma disritmia entre as palavras e as coisas. Mas segui nos caminhos cruzados.<\/p>\n<p>Palavreei: &#8220;Sim, Nazareth j\u00e1 estava fazendo uma polca amaxixada, um protossamba&#8221; \u2014mas antes que eu terminasse a palavra-conceito ele j\u00e1 estava tocando &#8220;Odeon&#8221;, j\u00e1 estava na coisa.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o tem nada contra os nomes, pelo contr\u00e1rio, ama as palavras, mas nasceu para a coisa: a m\u00fasica, a morada do seu ser. E emendou <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2008\/08\/434214-dorival-caymmi-morre-aos-94-anos-no-rio.shtml?mobile\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">com Caymmi<\/a>. Fez um acorde de &#8220;O Vento&#8221;, e assoprou para mais longe meus nomes: &#8220;Eu n\u00e3o sei o nome disso, mas sei que \u00e9 Caymmi&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 me divertindo com a condi\u00e7\u00e3o de &#8220;filho de peixe, tatu \u00e9&#8221;, recome\u00e7o a valsa do desencontro. &#8220;Mas e a m\u00e3o esquerda, de onde vem seu campo harm\u00f4nico? Eu sei que voc\u00ea \u00e9 um ouvinte do <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/jazz\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">jazz<\/a> e dos m\u00fasicos brasileiros que beberam na fonte do jazz e da m\u00fasica erudita, como <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2024\/12\/musica-de-tom-jobim-ainda-representa-o-melhor-do-brasil.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Jobim<\/a>, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2024\/09\/morre-sergio-mendes-pianista-e-maior-expoente-do-samba-jazz-aos-83-anos.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">Sergio Mendes<\/a>, e o pr\u00f3prio Caymmi, f\u00e3 declarado de Debussy e Ravel.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Olha, o jazz tem uma import\u00e2ncia na m\u00fasica brasileira, como essa tem uma import\u00e2ncia para o jazz. Acho at\u00e9 que o jazz influencia menos o Brasil do que o Brasil influencia o jazz.&#8221;<\/p>\n<p>Eu fa\u00e7o uma sobrancelha ancelottiana diante desse movimento inesperado de antropologia sim\u00e9trica. Ele explica (finalmente): &#8220;O Brasil pegou do jazz o &#8216;chorus&#8217;, as improvisa\u00e7\u00f5es, e os especiais, as melodias paralelas. Mas o Brasil percebeu que aquilo ficaria melhor com um poder de s\u00edntese, porque o &#8216;chorus&#8217; do jazz \u00e9 muito longo&#8221;.<\/p>\n<p>E entra ele mesmo num longo coment\u00e1rio sobre o disco de Sergio Mendes, &#8220;Voc\u00ea Ainda N\u00e3o Ouviu Nada&#8221; (1962), sobre o qual j\u00e1 o ouvi falar muito. Percebi, assim, que ele sabe dar nome aos outros, mas n\u00e3o a si mesmo, um pouco como os ind\u00edgenas que n\u00e3o gostam de serem chamados por seus nomes.<\/p>\n<p>&#8220;E o que o jazz pegou do Brasil?&#8221; Ele: &#8220;A quest\u00e3o r\u00edtmica, <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2019\/07\/por-que-afinal-joao-gilberto-foi-um-divisor-de-aguas.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">levada pelo Jo\u00e3o Gilberto<\/a>. O ritmo, para eles, \u00e9 mais dif\u00edcil de perceber. Os principais discos de jazz dessa \u00e9poca v\u00e3o ter o viol\u00e3o do Jo\u00e3o, como no &#8216;Getz\/Gilberto&#8217;, e do Tom, em &#8216;The Composer of Desafinado Plays'&#8221;.<\/p>\n<p>Ao chegar aqui, eu j\u00e1 tinha algumas das principais refer\u00eancias de sua vida musical: Dilermando, Caymmi, Jo\u00e3o, Tom, Sergio Mendes. Faltavam alguns elementos fundamentais. Entre eles, o canto luso-ibero-\u00e1rabe e a negritude, at\u00e9 esse ponto n\u00e3o aprofundada.<\/p>\n<p>Exeunt bossa novistas e jazzistas e entra o batuque da &#8216;cabe\u00e7a de n\u00eago&#8217;. Pergunto: &#8220;E a negritude? Claro, como para qualquer brasileiro, a presen\u00e7a negra \u00e9 um dado, j\u00e1 est\u00e1 ali. Mas voc\u00ea sabe dizer se houve um momento marcante para voc\u00ea? O encontro com Aldir Blanc e o samba carioca? Clementina?&#8221;.<\/p>\n<p>Aqui, pela primeira vez, ele n\u00e3o titubeou. &#8220;As congadas. Crian\u00e7a, em Ponte Nova, eu ia atr\u00e1s das congadas. Tocavam percuss\u00e3o e cantavam, sem harmonia. Eram trabalhadores do campo, que tinham herdado, como Clementina, a hist\u00f3ria dos seus antepassados. As congadas vieram antes de tudo, do Rio, de Clementina, de tudo.&#8221;<\/p>\n<p>Externei a d\u00favida: &#8220;Mas ent\u00e3o o seu samba carioca, aquele que j\u00e1 est\u00e1 consolidado em &#8216;Ca\u00e7a \u00e0 Raposa&#8217; e &#8216;Galos de Briga&#8217;, aquela levada caracter\u00edstica, voc\u00ea a inventou ainda em Minas?&#8221;.<\/p>\n<p>&#8220;Sim, eu acho que no Rio ela apenas descobriu o seu lugar. Mas tem algo mais. Havia as pessoas. Gente como Antonio Sacrist\u00e3o, trabalhador da companhia el\u00e9trica de Minas, consertava fia\u00e7\u00e3o de postes. Antonio falava um portugu\u00eas muito africanizado. Bilu tamb\u00e9m. Era encerador de ch\u00e3o. Eu o ouvia, ele falava daquele jeito&#8221; \u2014e reproduz os fonemas do que hoje chamar\u00edamos, pela express\u00e3o cunhada por L\u00e9lia Gonzalez, de &#8220;pretugu\u00eas&#8221;, e em que imediatamente reconhecemos os fonemas de alguns de seus improvisos vocais.<\/p>\n<p>Faltava para mim o canto ibero-\u00e1rabe. &#8220;Voc\u00ea \u00e9 dessa gera\u00e7\u00e3o p\u00f3s-<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/joao-gilberto\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Jo\u00e3o Gilberto<\/a>, influenciada pelo canto numa regi\u00e3o m\u00e9dia, com baixa emiss\u00e3o, pr\u00f3ximo da fala, sem grandes varia\u00e7\u00f5es de altura e sem muita emotividade. Esse canto aparece no seu. Entretanto, o seu canto \u00e9 tamb\u00e9m o contr\u00e1rio disso: muita emiss\u00e3o, suas melodias t\u00eam muita varia\u00e7\u00e3o de altura, \u00e9 um canto cheio de lirismo. Eu ou\u00e7o &#8216;Cors\u00e1rio&#8217;, &#8216;Agnus Sei&#8217;, &#8216;Das Dores de Orat\u00f3rios&#8217;, e fico tentado a remeter esse canto a suas ra\u00edzes libanesas.&#8221;<\/p>\n<p>Ele hesita. &#8220;Eu ouvi coisas do mundo \u00e1rabe, em Ponte Nova. As escalas dessa m\u00fasica, eu me identifico muito com elas. Mas n\u00e3o foi essa m\u00fasica que me trouxe esse canto. Pode ser algo gen\u00e9tico, \u00e9 poss\u00edvel que eu traga esse mundo, em que eu nunca estive. Muito mais tarde, quando fui ouvir o [cantor paquistan\u00eas] Nusrat Ali Khan, eu senti que conhecia aquilo, de onde eu n\u00e3o sei.&#8221;<\/p>\n<p>Tenta buscar mais palavras, mas acaba por pegar o viol\u00e3o novamente. Toca parte do primeiro movimento do &#8220;Concierto de Aranjuez&#8221; e desemboca em &#8220;Cors\u00e1rio&#8221;.<\/p>\n<p>J\u00e1 havia mais de uma hora de conversa. Desliguei o microfone. Sa\u00ed de l\u00e1 pensando em<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrissima\/2026\/04\/caetano-grava-mais-simples-cancao-que-anos-atras-trocou-por-sozinho-o-seu-maior-hit.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\"> Jos\u00e9 Miguel Wisnik<\/a> e na palavra &#8220;logro&#8221;, esse &#8220;ph\u00e1rmakon&#8221; sem\u00e2ntico de que ele tanto gosta. O que acontecera ali, entre o nomeador geral e o homem-m\u00fasica, fora um fracasso-sucesso.<\/p>\n<p>Ele n\u00e3o nomeou quase nada como eu esperava, &#8220;mas se voc\u00ea prestar aten\u00e7\u00e3o&#8221;, como ele disse, vai achar, no meio dos biografemas, &#8220;chorus&#8221; cr\u00edticos e antigos causos, coisas como o acorde primeiro de &#8220;Sons de Carrilh\u00f5es&#8221;, poss\u00edveis chaves do todo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"[RESUMO] Nos 80 anos de Jo\u00e3o Bosco, Francisco, filho e parceiro musical, pede ao pai que d\u00ea nome&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":440524,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[70881,9000,726,211,210,114,115,236,8663,70880,47235,6050,150,32,33,8998],"class_list":["post-440523","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-bebel-gilberto","tag-bossa-nova","tag-brasil","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-folha","tag-jazz","tag-joao-bosco","tag-joao-gilberto","tag-mpb","tag-musica","tag-portugal","tag-pt","tag-tom-jobim"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116866662154027695","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/440523","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=440523"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/440523\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/440524"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=440523"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=440523"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=440523"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}