{"id":440554,"date":"2026-07-05T10:17:13","date_gmt":"2026-07-05T10:17:13","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440554\/"},"modified":"2026-07-05T10:17:13","modified_gmt":"2026-07-05T10:17:13","slug":"especialistas-alertam-para-os-perigos-da-obsessao-pelo-emagrecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440554\/","title":{"rendered":"Especialistas alertam para os perigos da obsess\u00e3o pelo emagrecimento"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">A busca pelo corpo considerado ideal nunca esteve t\u00e3o presente. Nas redes sociais, imagens de silhuetas extremamente magras ou altamente definidas se multiplicam diariamente, acompanhadas por promessas de dietas r\u00e1pidas e transforma\u00e7\u00f5es f\u00edsicas. Por tr\u00e1s desse cen\u00e1rio, por\u00e9m, cresce uma preocupa\u00e7\u00e3o silenciosa entre os profissionais de sa\u00fade: o aumento dos transtornos alimentares e dos casos de magreza extrema.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Transtornos como anorexia nervosa, bulimia e compuls\u00e3o alimentar s\u00e3o doen\u00e7as psiqui\u00e1tricas graves que afetam a sa\u00fade f\u00edsica, emocional e social dos pacientes. Quando n\u00e3o identificados precocemente, podem provocar complica\u00e7\u00f5es severas e, em situa\u00e7\u00f5es extremas, levar \u00e0 morte.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo a professora da Universidade de Caxias do Sul (UCS) e nutricionista Karina Giane Mendes, os transtornos alimentares modificam profundamente a rela\u00e7\u00e3o da pessoa com a comida e com o pr\u00f3prio corpo. \u201cS\u00e3o condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade mental que alteram de forma persistente a alimenta\u00e7\u00e3o e a rela\u00e7\u00e3o com o corpo. Eles envolvem pensamentos, cren\u00e7as, sentimentos e comportamentos relacionados \u00e0 comida, ao peso e \u00e0 imagem corporal, causando sofrimento, preju\u00edzo na rotina e complica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas\u201d, explica.<\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"683\" height=\"1024\"  src=\"https:\/\/jornalsemanario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-06-25-at-10.38.17-683x1024.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-202837\" style=\"aspect-ratio:0.6669999615428989;width:354px;height:auto\" \/><strong>Nutricionista Karina Giane Mendes<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela destaca que a anorexia nervosa \u00e9 caracterizada principalmente pela restri\u00e7\u00e3o alimentar intensa, medo de ganhar peso e percep\u00e7\u00e3o distorcida da pr\u00f3pria imagem. J\u00e1 na bulimia ocorrem epis\u00f3dios de compuls\u00e3o alimentar seguidos de comportamentos compensat\u00f3rios, enquanto no transtorno de compuls\u00e3o alimentar h\u00e1 perda de controle sobre a alimenta\u00e7\u00e3o, sem os m\u00e9todos compensat\u00f3rios frequentes.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os servi\u00e7os e pesquisas mostram com frequ\u00eancia maior presen\u00e7a de mulheres jovens e adultas, mas isso n\u00e3o define quem pode adoecer. \u201cOs transtornos alimentares n\u00e3o s\u00e3o limitados a um \u00fanico sexo, idade, classe social ou padr\u00e3o corporal. Por isso, \u00e9 importante evitar estere\u00f3tipos. A ideia de que anorexia ou bulimia s\u00f3 acontecem em meninas jovens e muito magras pode atrasar o reconhecimento do problema e a procura por ajuda em muitas pessoas\u201d, ressalta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Quando emagrecer deixa de ser saud\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para Karina, o problema n\u00e3o est\u00e1 apenas no desejo de perder peso, mas na forma como esse objetivo passa a dominar a vida da pessoa. \u201cDeixa de ser saud\u00e1vel quando o peso passa a comandar a rotina, as escolhas, o humor e at\u00e9 os relacionamentos. Surgem restri\u00e7\u00f5es persistentes, medo intenso de engordar, culpa ap\u00f3s comer e comportamentos que comprometem a sa\u00fade f\u00edsica, emocional e social\u201d, indica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela alerta que uma alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada pressup\u00f5e flexibilidade e permite escolhas conscientes. J\u00e1 o comportamento obsessivo \u00e9 marcado por regras r\u00edgidas, culpa constante, medo da fome e preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com calorias.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Uma doen\u00e7a complexa<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para o psiquiatra Carlos Gomes Ritter, n\u00e3o existe uma \u00fanica causa para os transtornos alimentares. \u201cS\u00e3o condi\u00e7\u00f5es extremamente complexas. Precisamos considerar fatores biol\u00f3gicos, psicol\u00f3gicos, familiares e socioculturais\u201d, enfatiza.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o especialista, a magreza extrema frequentemente representa muito mais do que um objetivo est\u00e9tico. \u201cMuitas vezes simboliza uma tentativa de alcan\u00e7ar controle sobre a pr\u00f3pria vida, sobre o ambiente familiar ou profissional. Pode ser uma forma de lidar com inseguran\u00e7as ou perseguir um ideal de perfei\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel\u201d, indica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Redes sociais ampliam a press\u00e3o est\u00e9tica<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os especialistas concordam que as redes sociais intensificaram a exposi\u00e7\u00e3o a padr\u00f5es corporais irreais.<br \/>Ritter explica que algoritmos passam a oferecer continuamente conte\u00fados relacionados ao emagrecimento para quem demonstra interesse pelo tema. \u201cA pessoa passa a se comparar constantemente com corpos que muitas vezes n\u00e3o correspondem \u00e0 realidade. S\u00e3o imagens frequentemente editadas, mas acabam sendo vistas como um padr\u00e3o poss\u00edvel e necess\u00e1rio\u201d, destaca.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Karina tamb\u00e9m demonstra preocupa\u00e7\u00e3o com os mitos disseminados na internet. Entre eles, destaca a ideia de dividir alimentos entre \u201cbons\u201d e \u201cruins\u201d, considerar a fome um inimigo e acreditar que restri\u00e7\u00f5es extremas representam sa\u00fade. \u201cRestringir demais pode fazer parte de um ciclo de dieta, compuls\u00e3o e compensa\u00e7\u00e3o. Exemplo: a pessoa come\u00e7a a dieta na segunda-feira, come menos do que precisa ao longo da semana, n\u00e3o consegue sustentar a restri\u00e7\u00e3o e acaba comendo em maior quantidade no fim de semana. Ent\u00e3o v\u00eam a culpa, a frustra\u00e7\u00e3o e a tentativa de recome\u00e7ar a dieta na segunda-feira. Cuidar da alimenta\u00e7\u00e3o n\u00e3o deveria significar viver em vigil\u00e2ncia permanente, medo ou puni\u00e7\u00e3o\u201d, exemplifica.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela observa que dietas muito r\u00edgidas frequentemente alimentam um ciclo de priva\u00e7\u00e3o, compuls\u00e3o alimentar, culpa e novas restri\u00e7\u00f5es, dificultando uma rela\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel com a alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cEvito usar o termo \u2018dieta\u2019 de forma autom\u00e1tica, porque, para muitas pessoas, ele vem carregado de ideia de restri\u00e7\u00e3o, proibi\u00e7\u00e3o e recome\u00e7os constantes. Na pr\u00e1tica, o problema n\u00e3o \u00e9 a palavra em si, mas o que ela costuma representar: comer menos do que precisa, seguir regras r\u00edgidas e sentir culpa quando n\u00e3o consegue manter esse padr\u00e3o. Prefiro falar em organiza\u00e7\u00e3o da alimenta\u00e7\u00e3o, mudan\u00e7as de h\u00e1bitos ou cuidado alimentar, porque isso abre espa\u00e7o para uma rela\u00e7\u00e3o mais flex\u00edvel e sustent\u00e1vel com a comida, sem transformar cada escolha em acerto ou erro\u201d, evidencia.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Sinais de alerta<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os especialistas orientam que familiares e amigos estejam atentos a mudan\u00e7as importantes de comportamento.<br \/>Entre os principais sinais est\u00e3o:<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Perda significativa de peso;<\/li>\n<li>Preocupa\u00e7\u00e3o excessiva com alimenta\u00e7\u00e3o e calorias;<\/li>\n<li>Medo intenso de engordar;<\/li>\n<li>Restri\u00e7\u00f5es alimentares cada vez maiores;<\/li>\n<li>Isolamento em situa\u00e7\u00f5es que envolvem refei\u00e7\u00f5es;<\/li>\n<li>Exerc\u00edcios f\u00edsicos em excesso;<\/li>\n<li>Epis\u00f3dios de compuls\u00e3o;<\/li>\n<li>Uso de laxantes, diur\u00e9ticos ou medicamentos para emagrecer;<\/li>\n<li>Culpa intensa ap\u00f3s comer;<\/li>\n<li>Insatisfa\u00e7\u00e3o constante com o pr\u00f3prio corpo, mesmo diante de magreza acentuada.<br \/>Segundo Karina, a abordagem deve ser acolhedora. \u201cO mais importante \u00e9 conversar sem julgamentos e sem transformar a conversa em coment\u00e1rios sobre peso ou apar\u00eancia. Em vez de vigiar, pressionar ou dizer que \u00e9 \u2018falta de for\u00e7a de vontade\u2019, familiares e amigos podem mostrar que perceberam o sofrimento e ajudar essa pessoa a buscar atendimento. Lembrando que o diagn\u00f3stico deve ser feito por um m\u00e9dico\u201d, frisa. Ritter refor\u00e7a que confrontos ou tentativas de controlar a alimenta\u00e7\u00e3o costumam ser pouco eficazes. \u201cO objetivo deve ser acolher, ter paci\u00eancia e estimular uma avalia\u00e7\u00e3o especializada\u201d, afirma.<\/li>\n<\/ul>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"431\" height=\"710\"  src=\"https:\/\/jornalsemanario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/WhatsApp-Image-2026-06-23-at-16.58.16.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-202838\" style=\"aspect-ratio:0.6070485859318346;width:295px;height:auto\" \/><strong>Psiquiatra Carlos Gomes Ritter<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Restri\u00e7\u00f5es afetam todo o organismo<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A magreza extrema compromete diversos sistemas do organismo. A nutricionista Karina Giane Mendes explica que a restri\u00e7\u00e3o alimentar prolongada pode provocar desnutri\u00e7\u00e3o e defici\u00eancias nutricionais, al\u00e9m de comprometimento do funcionamento f\u00edsico e de preju\u00edzos sociais. \u201cEm crian\u00e7as e adolescentes, a ingest\u00e3o insuficiente das necessidades energ\u00e9ticas e nutricionais pode prejudicar o crescimento, o desenvolvimento e a aprendizagem. Em adultos, restri\u00e7\u00e3o alimentar persistente e baixo peso significativo n\u00e3o devem ser vistos apenas como uma quest\u00e3o est\u00e9tica ou de for\u00e7a de vontade. Eles podem comprometer o funcionamento do organismo, com fraqueza, tonturas, frio excessivo, perda de massa muscular, altera\u00e7\u00f5es hormonais, gastrointestinais e cardiovasculares. Por isso, esses casos precisam de avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica e de um tratamento feito com cuidado, de forma gradual e individualizada\u201d, reitera.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ritter acrescenta que os efeitos tamb\u00e9m atingem diretamente o c\u00e9rebro. \u201cA desnutri\u00e7\u00e3o afeta o funcionamento cerebral. Surgem dificuldades de concentra\u00e7\u00e3o, perda de mem\u00f3ria, ansiedade intensa, depress\u00e3o, isolamento social e, em casos graves, pensamentos suicidas e sintomas psic\u00f3ticos\u201d, pontua.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ele, a anorexia nervosa figura entre os transtornos psiqui\u00e1tricos com maior \u00edndice de mortalidade, entre 20 e 30%.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Tratamento exige trabalho em equipe<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O tratamento deve envolver diferentes profissionais. Karina explica que nutricionista, psic\u00f3logo e psiquiatra precisam atuar de forma integrada. \u201cMais do que ter v\u00e1rios profissionais atendendo a mesma pessoa, o ideal \u00e9 que exista uma atua\u00e7\u00e3o interprofissional. Isso quer dizer que psiquiatra, psic\u00f3logo e nutricionista n\u00e3o trabalham separados, cada um cuidando apenas da sua parte. Eles conversam entre si e pensam juntos no melhor caminho para aquele paciente. O psiquiatra acompanha a sa\u00fade cl\u00ednica, poss\u00edveis transtornos associados e a necessidade de medicamentos ou de um cuidado mais intensivo. O psic\u00f3logo trabalha o sofrimento emocional, os pensamentos e os comportamentos ligados \u00e0 comida, ao peso e \u00e0 imagem corporal. O nutricionista ajuda na recupera\u00e7\u00e3o nutricional, na organiza\u00e7\u00e3o das refei\u00e7\u00f5es, na redu\u00e7\u00e3o da restri\u00e7\u00e3o e na constru\u00e7\u00e3o de uma rela\u00e7\u00e3o mais tranquila com a comida. Esse trabalho conjunto \u00e9 importante porque o transtorno alimentar n\u00e3o afeta s\u00f3 a alimenta\u00e7\u00e3o. Ele pode comprometer o corpo, as emo\u00e7\u00f5es, os relacionamentos, a rotina e a vida social. \u00c0s vezes, a pessoa melhora em um aspecto, mas ainda precisa de cuidado em outros. Por isso, quando os profissionais atuam de forma integrada, o tratamento tende a ser mais completo\u201d, salienta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo ela, o tratamento precisa olhar ao mesmo tempo para a seguran\u00e7a cl\u00ednica, a recupera\u00e7\u00e3o nutricional e os aspectos psicol\u00f3gicos e comportamentais do transtorno. \u201cUm dos maiores desafios \u00e9 que a restri\u00e7\u00e3o e o medo de ganhar peso podem persistir mesmo diante de baixo peso significativo. \u00c0s vezes, a pr\u00f3pria pessoa tem dificuldade de reconhecer a gravidade da situa\u00e7\u00e3o, o que pode dificultar a ades\u00e3o ao cuidado. Mesmo quando h\u00e1 melhora do peso ou dos sintomas mais aparentes, isso n\u00e3o quer dizer que a pessoa j\u00e1 esteja bem na rela\u00e7\u00e3o com a comida e com o corpo. Ainda podem permanecer dificuldades para lidar com a fome, escolher alimentos ou acreditar que \u00e9 poss\u00edvel ter uma alimenta\u00e7\u00e3o e um peso adequados. Por isso, \u00e9 um processo que exige tempo, acompanhamento cont\u00ednuo e aten\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o de reca\u00eddas\u201d, indica.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"1024\" height=\"683\"  src=\"https:\/\/jornalsemanario.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/woman-trying-eat-healthy-home-1-1024x683.avif\" alt=\"\" class=\"wp-image-202843\" style=\"aspect-ratio:1.4992895272475901;width:612px;height:auto\" \/><strong>Rela\u00e7\u00e3o com a comida precisa ser saud\u00e1vel<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O psiquiatra Carlos Gomes Ritter acrescenta que medicamentos nem sempre s\u00e3o necess\u00e1rios, mas a avalia\u00e7\u00e3o psiqui\u00e1trica \u00e9 fundamental para identificar transtornos associados, como ansiedade e depress\u00e3o. \u201cMuitos apresentam sintomas ansiosos antes mesmo do surgimento do transtorno alimentar. \u00c9 comum tamb\u00e9m transtornos de personalidade, automutila\u00e7\u00e3o e abuso de subst\u00e2ncias, principalmente de medicamentos para emagrecer\u201d, diz.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele destaca que o diagn\u00f3stico precoce aumenta significativamente as chances de recupera\u00e7\u00e3o e reduz o risco de complica\u00e7\u00f5es cl\u00ednicas.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel<\/strong><\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Embora o tratamento exija tempo e acompanhamento cont\u00ednuo, os especialistas afirmam que a recupera\u00e7\u00e3o \u00e9 uma realidade.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo Karina, o processo vai muito al\u00e9m do ganho de peso. \u201cAo longo do tratamento, \u00e9 poss\u00edvel reduzir sintomas, cren\u00e7as distorcidas, culpa ap\u00f3s comer e ansiedade em situa\u00e7\u00f5es sociais envolvendo alimenta\u00e7\u00e3o. Ainda assim, algumas dificuldades podem persistir por mais tempo, como o desejo de n\u00e3o comer, a dificuldade de lidar com a fome, a restri\u00e7\u00e3o ou o uso da comida para aliviar sofrimento. Uma recupera\u00e7\u00e3o mais completa envolve reconstruir uma alimenta\u00e7\u00e3o regular e suficiente, trabalhar a rela\u00e7\u00e3o com a comida e o corpo e manter estrat\u00e9gias de cuidado para prevenir reca\u00eddas\u201d, avalia.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ritter afirma que muitos pacientes conseguem retomar uma vida plenamente saud\u00e1vel quando recebem tratamento adequado e contam com o envolvimento da fam\u00edlia. \u201cMas claro, pode haver reca\u00eddas em per\u00edodos de estresse\u201d, alerta.<\/p>\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao final, Karina e Ritter deixam um alerta importante: transtornos alimentares n\u00e3o s\u00e3o escolhas, vaidade ou falta de disciplina. \u201cEu gostaria de refor\u00e7ar que uma rela\u00e7\u00e3o dif\u00edcil com a comida e com o corpo n\u00e3o \u00e9 sinal de fraqueza, futilidade ou falta de disciplina. Quando comer, sentir fome, olhar-se no espelho ou pensar no peso passa a causar sofrimento intenso, isolamento, culpa ou medo, isso merece cuidado. Ningu\u00e9m precisa esperar estar \u2018grave o suficiente\u2019 ou ter um sofrimento vis\u00edvel para procurar ajuda. O tratamento pode ajudar a construir uma rela\u00e7\u00e3o mais segura e menos punitiva com a alimenta\u00e7\u00e3o, o corpo e a pr\u00f3pria vida. \u00c0s vezes, o primeiro passo \u00e9 falar com algu\u00e9m de confian\u00e7a e buscar uma equipe que saiba acolher esse sofrimento sem julgamento\u201d, finaliza Karina.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A busca pelo corpo considerado ideal nunca esteve t\u00e3o presente. Nas redes sociais, imagens de silhuetas extremamente magras&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":440555,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[22742,12640,116,32,70883,33,117,14811],"class_list":["post-440554","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-anorexia","tag-bulimia","tag-health","tag-portugal","tag-pressao-estetica","tag-pt","tag-saude","tag-transtornos-alimentares"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116866859352494234","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/440554","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=440554"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/440554\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/440555"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=440554"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=440554"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=440554"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}