{"id":440712,"date":"2026-07-05T14:24:25","date_gmt":"2026-07-05T14:24:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440712\/"},"modified":"2026-07-05T14:24:25","modified_gmt":"2026-07-05T14:24:25","slug":"dna-humano-de-ao-menos-2-000-anos-e-achado-em-paredes-04-07-2026-ciencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440712\/","title":{"rendered":"DNA humano de ao menos 2.000 anos \u00e9 achado em paredes &#8211; 04\/07\/2026 &#8211; Ci\u00eancia"},"content":{"rendered":"<p>Um grupo internacional de cientistas identificou DNA humano de pelo menos 2.000 anos em cavernas da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/espanha\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Espanha<\/a> e de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/portugal\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Portugal<\/a>. A descoberta demonstra que as paredes rochosas podem preservar material gen\u00e9tico humano por milhares de anos, segundo um estudo publicado no \u00faltimo dia 23 na <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41467-026-74234-2\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">revista cient\u00edfica Nature<\/a>.<\/p>\n<p>A pesquisa faz parte do projeto First Art, baseado em investiga\u00e7\u00f5es sobre arte rupestre na caverna de Maltravieso, na Espanha, onde foram identificadas algumas das pinturas mais antigas da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/europa\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Europa<\/a>.<\/p>\n<p>O objetivo original dos pesquisadores era datar quimicamente as manifesta\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e os pigmentos mais antigos da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. No entanto, a equipe decidiu ampliar o estudo para incluir an\u00e1lises gen\u00e9ticas, investigando a possibilidade de recuperar DNA antigo diretamente das pinturas rupestres, em vez de depender apenas de fontes tradicionais, como ossos, sedimentos ou ferramentas pr\u00e9-hist\u00f3ricas.<\/p>\n<p>&#8220;Pouco antes de uma das \u00faltimas expedi\u00e7\u00f5es, obtivemos uma amostra de pigmento que testou positivo para DNA humano antigo. Ficamos extremamente empolgados&#8221;, afirmou a autora principal do estudo, Alba Bossoms Mesa, do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva, em declara\u00e7\u00f5es reproduzidas pelo portal cient\u00edfico IFLScience.<\/p>\n<p>Os cientistas analisaram 24 pain\u00e9is de arte rupestre distribu\u00eddos em 11 cavernas diferentes. Entre eles estavam tra\u00e7os simples, imagens de m\u00e3os em negativo \u2013quando o pigmento \u00e9 aplicado ao redor da m\u00e3o apoiada na rocha\u2013 e fragmentos de pigmento desprendidos de algumas figuras da caverna de Altamira, na Espanha.<\/p>\n<p>Com t\u00e9cnicas modernas de extra\u00e7\u00e3o e sequenciamento gen\u00e9tico, os pesquisadores examinaram peda\u00e7os de parede com e sem pigmenta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de sedimentos, ossos e uma ferramenta pr\u00e9-hist\u00f3rica utilizada para pulverizar tinta sobre as superf\u00edcies rochosas.<\/p>\n<p>DNA preservado nas paredes<\/p>\n<p>Embora os pesquisadores tenham identificado material gen\u00e9tico em uma crosta calc\u00e1ria pigmentada da caverna do Escoural, em Portugal, a maior surpresa veio dacaverna do Covar\u00f3n, na Espanha.<\/p>\n<p>Ali, vest\u00edgios biol\u00f3gicos foram encontrados em amostras de paredes que inicialmente haviam sido coletadas para controle, ou seja, locais onde n\u00e3o se esperava encontrar qualquer material gen\u00e9tico.<\/p>\n<p>&#8220;Ainda que n\u00e3o possamos relacionar diretamente os vest\u00edgios de DNA humano antigo encontrados \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da arte rupestre, esta \u00e9 a primeira evid\u00eancia de preserva\u00e7\u00e3o de DNA em paredes de cavernas durante milhares de anos&#8221;, afirmou Bossoms Mesa em comunicado da Sociedade Max Planck.<\/p>\n<p>Segundo a pesquisadora, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel determinar se o DNA pertence aos artistas que produziram as pinturas.<\/p>\n<p>&#8220;N\u00e3o podemos descartar que tenha sido deixado pelo artista, que estava apoiado na parede enquanto pintava. Mas tamb\u00e9m pode ter pertencido a qualquer outra pessoa que tenha passado por ali, escorregado e tocado a superf\u00edcie&#8221;, explicou ao IFLScience.<\/p>\n<p>Vest\u00edgios biol\u00f3gicos de milhares de anos<\/p>\n<p>Para o coautor do estudo Hip\u00f3lito Collado, arque\u00f3logo espanhol especializado em arte rupestre, a descoberta pode ajudar os pesquisadores a entender melhor como popula\u00e7\u00f5es antigas utilizavam as cavernas e onde deixavam seus rastros.<\/p>\n<p>O DNA recuperado tem uma antiguidade m\u00ednima de cerca de 2.000 anos, demonstrando que as paredes das cavernas podem preservar material biol\u00f3gico por longos per\u00edodos. Em alguns s\u00edtios estudados, por\u00e9m, as entradas foram seladas por desmoronamentos h\u00e1 pelo menos 4.000 anos, o que indica que parte dos vest\u00edgios humanos encontrados nesses locais pode ser significativamente mais antiga.<\/p>\n<p>A an\u00e1lise revelou que tr\u00eas das amostras pertenciam a mulheres, uma a um homem e outra n\u00e3o p\u00f4de ser identificada com precis\u00e3o.<\/p>\n<p>Os pesquisadores acreditam que as paredes das cavernas podem se transformar em verdadeiros &#8220;arquivos biol\u00f3gicos&#8221; da atividade humana antiga, abrindo novas possibilidades para estudos arqueol\u00f3gicos e gen\u00e9ticos em s\u00edtios pr\u00e9-hist\u00f3ricos por meio de t\u00e9cnicas minimamente invasivas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Um grupo internacional de cientistas identificou DNA humano de pelo menos 2.000 anos em cavernas da Espanha e&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":440713,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[3504,4614,109,107,108,2556,640,445,236,2217,3536,32,33,105,103,104,106,110,3062],"class_list":["post-440712","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-arqueologia","tag-biologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-dna","tag-espanha","tag-europa","tag-folha","tag-genetica","tag-pesquisa-cientifica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-universidade"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116867829812205572","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/440712","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=440712"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/440712\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/440713"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=440712"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=440712"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=440712"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}