{"id":440924,"date":"2026-07-05T18:16:36","date_gmt":"2026-07-05T18:16:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440924\/"},"modified":"2026-07-05T18:16:36","modified_gmt":"2026-07-05T18:16:36","slug":"na-antartida-um-cofre-congelado-guarda-os-segredos-dos-glaciares-que-estao-a-desaparecer-no-mundo-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/440924\/","title":{"rendered":"Na Ant\u00e1rtida, um cofre congelado guarda os segredos dos glaciares que est\u00e3o a desaparecer no mundo"},"content":{"rendered":"<p>                Sob o vasto planalto branco da Ant\u00e1rtida, escondido nas profundezas da neve, encontra-se um arquivo inestim\u00e1vel da mem\u00f3ria clim\u00e1tica do mundo<\/p>\n<p>O cofre n\u00e3o \u00e9 feito de a\u00e7o ou bet\u00e3o. N\u00e3o h\u00e1 sistemas de seguran\u00e7a nem congeladores a zumbir. Em vez disso, o santu\u00e1rio foi esculpido diretamente na neve ant\u00e1rtica perto da Esta\u00e7\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o de Concordia, um remoto posto avan\u00e7ado franco-italiano a mais de 1.000 quil\u00f3metros da costa mais pr\u00f3xima.<\/p>\n<p>No interior da gruta gelada, os cientistas armazenam cilindros de gelo antigo extra\u00eddos de alguns dos glaciares de montanha mais amea\u00e7ados do mundo. Dentro do gelo est\u00e3o registos da hist\u00f3ria clim\u00e1tica passada \u2014 desde erup\u00e7\u00f5es vulc\u00e2nicas e fumo de inc\u00eandios florestais at\u00e9 polui\u00e7\u00e3o industrial e altera\u00e7\u00f5es nas condi\u00e7\u00f5es atmosf\u00e9ricas que remontam a s\u00e9culos, por vezes mil\u00e9nios.<\/p>\n<p>O projeto, liderado pela Funda\u00e7\u00e3o Mem\u00f3ria do Gelo, visa preservar peda\u00e7os destes glaciares antes que a subida das temperaturas os apague. \u201c\u00c9 um local \u00fanico. \u00c9 uma ideia \u00fanica. \u00c9 realmente in\u00e9dita em muitos aspetos\u201d, diz Thomas Stocker, presidente da funda\u00e7\u00e3o e professor de f\u00edsica clim\u00e1tica e ambiental na Universidade de Berna, na Su\u00ed\u00e7a, \u00e0 CNN.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783275376_432_f_webp.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   Amostras de n\u00facleos de gelo est\u00e3o preservadas num cofre na Ant\u00e1rtida, perto da Esta\u00e7\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o de Concordia, um dos postos de investiga\u00e7\u00e3o mais isolados do continente. foto Instituto Polar Franc\u00eas\/IPEV <\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o podemos salvar todo o glaciar, mas podemos salvar as informa\u00e7\u00f5es ambientais e clim\u00e1ticas armazenadas nestes glaciares.\u201d<\/p>\n<p>Esta informa\u00e7\u00e3o \u00e9 preservada em bolhas de ar microsc\u00f3picas aprisionadas dentro do gelo. \u201cEstas bolhas est\u00e3o cheias de ar atmosf\u00e9rico da \u00e9poca em que se formaram \u2014 talvez h\u00e1 100 anos, mil anos, um milh\u00e3o de anos\u201d, adianta Stocker.<\/p>\n<p>Os cientistas podem analisar estas bolhas para reconstruir as concentra\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas de di\u00f3xido de carbono, metano e outros gases com efeito de estufa. Stocker refere que os registos dos n\u00facleos de gelo revelaram que os n\u00edveis atuais de di\u00f3xido de carbono s\u00e3o 30% a 35% mais elevados do que em qualquer momento nos \u00faltimos 800 mil anos. Mas os registos que cont\u00eam outras informa\u00e7\u00f5es importantes est\u00e3o a desaparecer.<\/p>\n<p>\u201cVivo na Su\u00ed\u00e7a, por isso observamos h\u00e1 muitas d\u00e9cadas que os glaciares est\u00e3o a recuar a um ritmo acelerado. Os arquivos clim\u00e1ticos locais, como nos glaciares alpinos, nos Himalaias ou nos Andes, est\u00e3o a desaparecer a um ritmo acelerado de uma forma alarmante.\u201d<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"O cofre onde est\u00e3o a ser preservados os n\u00facleos de gelo foi constru\u00eddo a 10 metros abaixo da superf\u00edcie (Riccardo Scipinotti\/ENEA-IPEV e Gaetano Marci\/PNRA-IPEV)\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783275383_773_6a47ccd9d34edcee7c6606cf.webp\"\/> <\/p>\n<p>   O cofre onde est\u00e3o a ser preservados os n\u00facleos de gelo foi constru\u00eddo a 10 metros abaixo da superf\u00edcie (Riccardo Scipinotti\/ENEA-IPEV e Gaetano Marci\/PNRA-IPEV) <\/p>\n<p>Globalmente, milhares de glaciares desapareceram nas \u00faltimas d\u00e9cadas e, at\u00e9 meados do s\u00e9culo,<a href=\"https:\/\/www.cnn.com\/2025\/12\/15\/climate\/glaciers-disappearing-4000-a-year\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"> at\u00e9 4.000 glaciares<\/a> poder\u00e3o desaparecer a cada ano se os humanos continuarem a impulsionar as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, de acordo com um <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s41558-025-02513-9\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">estudo de 2025<\/a>. H\u00e1 cerca de uma d\u00e9cada, \u00e0 medida que a escala da perda de glaciares se tornou cada vez mais clara, os cientistas desenvolveram a ideia dos arquivos Ice Memory. Desde ent\u00e3o, as equipas t\u00eam viajado pelo mundo perfurando e transportando n\u00facleos fr\u00e1geis para a Ant\u00e1rtida, onde o frio natural do continente pode preserv\u00e1-los durante s\u00e9culos.<\/p>\n<p>Recolher os n\u00facleos <\/p>\n<p>A recolha e o transporte das amostras para a Ant\u00e1rtida, mantendo-as congeladas e sem contamina\u00e7\u00e3o, \u00e9 uma tarefa complexa que muitas vezes exige expedi\u00e7\u00f5es a alguns dos ambientes mais in\u00f3spitos da Terra.<\/p>\n<p>Os cientistas transportam quase 450 quilos de equipamento de perfura\u00e7\u00e3o para terrenos de grande altitude. No Tajiquist\u00e3o, uma recente campanha de perfura\u00e7\u00e3o ocorreu a 5.820 metros acima do n\u00edvel do mar.<\/p>\n<p>&#8220;Pode imaginar o qu\u00e3o dif\u00edceis devem ter sido as condi\u00e7\u00f5es de trabalho para os perfuradores e os cientistas que l\u00e1 foram&#8221;, ressalta Stocker.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Cientistas extraem n\u00facleos de gelo que ser\u00e3o transportados para um cofre na Ant\u00e1rtida, onde ser\u00e3o preservados para futuras pesquisas (Sarah Del Ben\/Aster Production\/Ice Memory Foundation)\" height=\"448\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783275395_371_6a47ccd9d34e28842c85e7a3.webp\" width=\"800\"\/> <\/p>\n<p>   Cientistas extraem n\u00facleos de gelo que ser\u00e3o transportados para um cofre na Ant\u00e1rtida, onde ser\u00e3o preservados para futuras pesquisas (Sarah Del Ben\/Aster Production\/Ice Memory Foundation) <\/p>\n<p>Uma broca cil\u00edndrica equipada com cortadores em forma de anel perfura o glaciar, extraindo um n\u00facleo vertical de gelo camada a camada. Quanto mais profundo for o n\u00facleo, mais antiga \u00e9 a hist\u00f3ria clim\u00e1tica que cont\u00e9m.<\/p>\n<p>Antes de qualquer perfura\u00e7\u00e3o come\u00e7ar, contudo, os cientistas passam meses a investigar os glaciares com recurso ao radar de penetra\u00e7\u00e3o no solo para identificar os locais mais est\u00e1veis, onde as camadas de gelo internas permanecem intactas. \u201cQuando fazemos este levantamento por radar, \u00e9 basicamente como olhar para uma fotografia de toda a estrutura interna do gelo, desde os seus p\u00e9s at\u00e9 \u00e0 interface com a rocha matriz que est\u00e1 por baixo\u201d, diz Alison Criscitiello, diretora do Laborat\u00f3rio de N\u00facleos de Gelo do Canad\u00e1 da Universidade de Alberta, que n\u00e3o est\u00e1 envolvida com a Funda\u00e7\u00e3o Mem\u00f3ria do Gelo, \u00e0 CNN.<\/p>\n<p>Uma rede internacional de cientistas e institui\u00e7\u00f5es passou d\u00e9cadas a recolher, armazenar e estudar n\u00facleos de gelo de glaciares e calotas polares de todo o mundo.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 lugares no planeta com registos clim\u00e1ticos cr\u00edticos que est\u00e3o a ser perdidos todos os dias\u201d, adianta Criscitiello. \u201cA cada dia que passa em que ocorre degelo neste tipo de locais, perde-se mais tempo deste registo clim\u00e1tico.\u201d<\/p>\n<p>Organiza\u00e7\u00f5es como o National Snow and Ice Data Center da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, o British Antarctic Survey, o Instituto Alfred Wegener na Alemanha e o Centro Nacional Franc\u00eas de Investiga\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica (CNRS) mant\u00eam vastos arquivos de amostras congeladas perfuradas na Ant\u00e1rtida, Gronel\u00e2ndia e glaciares de montanha. Colabora\u00e7\u00f5es internacionais como o Projeto Europeu de Perfura\u00e7\u00e3o de Gelo na Ant\u00e1rtida (EPICA) e o Beyond EPICA utilizaram estes n\u00facleos para reconstruir a hist\u00f3ria clim\u00e1tica da Terra, remontando a centenas de milhares de anos.<\/p>\n<p>Mas embora a maioria da investiga\u00e7\u00e3o sobre n\u00facleos de gelo se tenha concentrado na compreens\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas passadas, a Ice Memory Foundation acrescenta uma nova dimens\u00e3o: preservar um arquivo de glaciares amea\u00e7ados antes que desapare\u00e7am.<\/p>\n<p>Caverna de gelo <\/p>\n<p>Os cientistas escolheram a \u00e1rea pr\u00f3xima da Esta\u00e7\u00e3o de Investiga\u00e7\u00e3o de Concordia precisamente porque as temperaturas a\u00ed se mant\u00eam suficientemente baixas para que os n\u00facleos de gelo sejam preservados naturalmente, sem necessidade de sistemas de refrigera\u00e7\u00e3o complexos.<\/p>\n<p>Situada no alto do planalto ant\u00e1rtico, a mais de 3.000 metros acima do n\u00edvel do mar, Concordia \u00e9 uma das esta\u00e7\u00f5es de investiga\u00e7\u00e3o mais frias e isoladas da Terra. Durante o inverno ant\u00e1rtico, as temperaturas podem descer abaixo dos -80 graus Celsius, e a esta\u00e7\u00e3o est\u00e1 isolada do mundo exterior durante meses a fio.<\/p>\n<p>\u201cEste \u00e9 realmente um lugar seguro. Torn\u00e1mos o local ainda mais seguro escavando uma gruta a 10 metros abaixo da superf\u00edcie\u201d, refere Stocker. \u201cNessa gruta, nesse local, temos uma temperatura constante de -52 graus Celsius. A gruta est\u00e1 protegida por uma camada de neve; \u00e9 essencialmente um cofre, mas feito de neve compactada\u201d. Durante a constru\u00e7\u00e3o, foi escavada uma vala e um bal\u00e3o insufl\u00e1vel foi colocado no seu interior para manter o espa\u00e7o para o cofre enquanto os cientistas compactavam a neve \u00c0 volta. Assim que a estrutura foi fixada, o bal\u00e3o foi removido, deixando para tr\u00e1s uma gruta em forma de t\u00fanel com 60 metros de comprimento e 5 metros de largura.<\/p>\n<p>No interior do cofre, os n\u00facleos de gelo cil\u00edndricos s\u00e3o armazenados em recipientes brancos isolados, empilhados em longas filas, cada um cuidadosamente etiquetado.<\/p>\n<p>A funda\u00e7\u00e3o tem como objetivo preservar n\u00facleos de gelo de 20 glaciares de todo o mundo. Dez j\u00e1 foram perfurados, incluindo n\u00facleos dos Alpes, dos Andes e das Montanhas Pamir, no Tajiquist\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cOs n\u00facleos de gelo cont\u00eam informa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas globais, por isso h\u00e1 certas coisas que cada n\u00facleo de gelo na Terra conter\u00e1\u201d, diz Criscitiello. \u201cMas os n\u00facleos de gelo tamb\u00e9m cont\u00eam uma enorme riqueza de informa\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas muito locais.\u201d<\/p>\n<p>Esta informa\u00e7\u00e3o inclui dados sobre a atividade de inc\u00eandios florestais, contamina\u00e7\u00e3o ambiental, sistemas de mon\u00e7\u00f5es e abastecimentos regionais de \u00e1gua. \u201cS\u00e3o registos clim\u00e1ticos que j\u00e1 n\u00e3o existir\u00e3o\u201d, adianta Criscitiello.<\/p>\n<p> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783275396_68_f_webp.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   O arquivo Ice Memory na Ant\u00e1rtida. foto Gaetano Massimo Macri\/PNRA-IPEV <\/p>\n<p>Gera\u00e7\u00f5es futuras <\/p>\n<p>Stocker afirma que os glaciares da Su\u00ed\u00e7a j\u00e1 perderam cerca de 35% do seu volume, e as proje\u00e7\u00f5es sugerem que at\u00e9 90% dos glaciares de baixa altitude poder\u00e3o desaparecer at\u00e9 ao final do s\u00e9culo, num cen\u00e1rio de emiss\u00f5es elevadas.<\/p>\n<p>O valor dos n\u00facleos de gelo arquivados hoje continuar\u00e1 a crescer, \u00e0 medida que as gera\u00e7\u00f5es futuras expandem os limites da tecnologia atual, diz Stocker.<\/p>\n<p>&#8220;Podemos medir coisas hoje que nunca imagin\u00e1mos h\u00e1 50 anos. Por isso, acreditamos que, daqui a cerca de 50 ou 100 anos, as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es de cientistas ser\u00e3o capazes de extrair informa\u00e7\u00f5es totalmente novas destes n\u00facleos de gelo que estamos hoje a preservar para eles.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Sob o vasto planalto branco da Ant\u00e1rtida, escondido nas profundezas da neve, encontra-se um arquivo inestim\u00e1vel da mem\u00f3ria&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":440925,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[609,2335,836,4850,611,5291,27,109,107,108,607,608,333,832,604,135,610,476,70992,40190,301,830,1173,603,570,831,833,62,834,13,835,602,52,32,33,105,103,104,106,110,29],"class_list":["post-440924","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-alerta","tag-alteracoes-climaticas","tag-analise","tag-antartida","tag-ao-minuto","tag-aquecimento-global","tag-breaking-news","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-fundacao-memoria-do-gelo","tag-glaciares","tag-governo","tag-guerra","tag-investigacao","tag-justica","tag-live","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-noticias","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-ultimas"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/440924","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=440924"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/440924\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/440925"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=440924"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=440924"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=440924"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}