{"id":441887,"date":"2026-07-06T16:09:14","date_gmt":"2026-07-06T16:09:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/441887\/"},"modified":"2026-07-06T16:09:14","modified_gmt":"2026-07-06T16:09:14","slug":"por-que-mina-the-hollower-e-um-dos-grandes-jogos-do-ano-06-07-2026-ilustrada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/441887\/","title":{"rendered":"Por que &#8216;Mina the Hollower&#8217; \u00e9 um dos grandes jogos do ano &#8211; 06\/07\/2026 &#8211; Ilustrada"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o \u00e9 para menos que <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/tec\/2026\/06\/ceo-da-xbox-defende-reset-da-marca-e-estudios-se-preparam-para-cortes.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">&#8220;Mina the Hollower&#8221;<\/a> roubou os holofotes de qualquer megalan\u00e7amento no \u00faltimo m\u00eas \u2014pelo menos at\u00e9 a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2026\/06\/gta-6-comeca-pre-venda-nesta-quinta-veja-numeros-da-franquia-de-games.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">abertura da pr\u00e9-venda de &#8220;GTA 6&#8221;<\/a>. O jogo da ratinha de chicote na m\u00e3o, sob uma embalagem 8-bit que remete aos <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/games\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">games<\/a> do antigo Game Boy Color e inspira\u00e7\u00e3o clara no primeiro <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/fsp\/folhatee\/fm1005201005.htm\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">&#8220;The Legend of Zelda&#8221;, &#8220;Castlevania&#8221;<\/a> e outros, mostrou que muitas vezes a modernidade est\u00e1 em ser retr\u00f4.<\/p>\n<p>\u00c9 um feito e tanto para um meio que hoje banaliza essa est\u00e9tica, em sentido amplo, tanto entre os desenvolvedores independentes como entre os gigantes do setor.<\/p>\n<p>Este \u00e9 apenas o segundo t\u00edtulo da Yacht Club Games, que, em 2014, estremeceu o mundo indie com o original &#8220;Shovel Knight: Treasure Trove&#8221;, um game de plataforma inspirado em <a href=\"https:\/\/fotografia.folha.uol.com.br\/galerias\/1736443615975301-conheca-os-15-personagens-mais-ricos-da-ficcao\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">&#8220;Duck Tales&#8221;<\/a>, <a href=\"https:\/\/f5.folha.uol.com.br\/jogos\/2017\/06\/capcom-lanca-mega-man-legacy-collection-2-em-5-de-agosto-confira-as-novidades.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">&#8220;Mega Man&#8221;<\/a> e at\u00e9 do infame &#8220;Zelda 2: The Adventure of Link&#8221;, protagonizado por um inusitado cavaleiro cuja arma era uma p\u00e1. Nesse meio-tempo, a empresa explorou o quanto podia desse universo, com DLCs robustas e jogos derivados menos ambiciosos.<\/p>\n<p>    Combo<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">A newsletter da Folha com o que interessa sobre a ind\u00fastria de games e com as dicas do que voc\u00ea ainda vai jogar.<\/p>\n<p>Agora, &#8220;Mina&#8221;, que deveria ser um projeto menor, acabou sendo gestado por seis anos e inundou a m\u00eddia gamer com um entusiasmo raro. Ele se explica por uma riqueza de fatores. A come\u00e7ar pela rapidez com que p\u00f5e o jogador no seu mundo, instigando seu senso de explora\u00e7\u00e3o e de persist\u00eancia.<\/p>\n<p>Em menos de um minuto, j\u00e1 na pele da ratinha escavadora, escolhe-se uma arma inicial \u2014entre um chicote, \u00e0 &#8220;Castlevania&#8221;, um par de adagas e um martelo, cada um com pr\u00f3s e contras, suscitando estilos de jogo diferentes\u2014 para lutar contra um kraken. Nisso, o navio da personagem se choca contra a ilha onde a aventura se desenrola.<\/p>\n<p>A convite do suspeito rei Lionel, caber\u00e1 ao camundongo enfrentar hordas de inimigos e chefes e consertar seis torres de energia em diferentes \u00e1reas neste mundo aberto. Ele pode ser explorado de forma n\u00e3o linear \u2014n\u00e3o h\u00e1 marcadores de objetivo apitando na tela. Cabe ao jogador se arriscar pelos caminhos, conversar com os personagens, ler dicas em jornais e experimentar muito para achar o seu caminho.<\/p>\n<p>A falta de um mapa pode incomodar quem n\u00e3o tem bom senso de dire\u00e7\u00e3o, n\u00e3o consegue decorar caminhos ou n\u00e3o joga com tanta frequ\u00eancia, mas o bom design de fases sana esse problema.<\/p>\n<p>S\u00e3o \u00e1reas bem distintas entre si, com inimigos e mec\u00e2nicas pr\u00f3prias, interconectadas por uma cidade, repleta de lojinhas, NPCs, miss\u00f5es secund\u00e1rias variadas \u2014de quebra-cabe\u00e7as simples a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/08\/sea-of-stars-e-tributo-elegante-e-moderno-a-rpgs-dos-anos-1990.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">minigames de <\/a><a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2023\/08\/sea-of-stars-e-tributo-elegante-e-moderno-a-rpgs-dos-anos-1990.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">pesca<\/a>\u2014 e segredos s\u00f3 desvendados conforme o jogador entende as habilidades de Mina.<\/p>\n<p>Neste RPG de a\u00e7\u00e3o com c\u00e2mera em vis\u00e3o superior, o combate \u00e9 integrado \u00e0 movimenta\u00e7\u00e3o e aos trechos de plataforma. Mina consegue andar, pular e tamb\u00e9m escavar por alguns segundos ao manter pressionado o bot\u00e3o de salto. Com isso, ela consegue um impulso sob a terra e, quando se solta o bot\u00e3o, salta por uma dist\u00e2ncia maior. A habilidade tamb\u00e9m \u00e9 crucial em combate, permitindo que se esquive de ataques na superf\u00edcie, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 um bot\u00e3o de defesa.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, &#8220;Mina&#8221; atualiza seu esp\u00edrito retr\u00f4 tomando elementos de <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ilustrada\/2022\/02\/games-como-dark-souls-percorreu-caminho-raro-e-virou-tendencia.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">games como &#8220;Dark Souls&#8221;<\/a>, ainda que esteja longe de ser um &#8220;soulslike&#8221;.<\/p>\n<p>Ao derrotar inimigos, os jogadores ganham ossos, que s\u00e3o tanto pontos de experi\u00eancia \u2014para subir o n\u00edvel do ataque, defesa e do dano de armas secund\u00e1rias, como adagas, machados e afins\u2014 como moeda \u2014para comprar armas, chaves, roupas e apetrechos que d\u00e3o novas habilidades.<\/p>\n<p>Esses ossos podem ser perdidos caso o jogador morra sem centelhas \u2014esferas de energia que s\u00e3o como uma vida de garantia. Mina come\u00e7a com uma delas; se ela perece, o objeto fica com o inimigo que a derrotou at\u00e9 que ele seja morto numa pr\u00f3xima ocasi\u00e3o. Em paralelo aos ossos, h\u00e1 a &#8220;ossita&#8221;, uma esp\u00e9cie de diamante amarelado com o qual se armazenam ossos em seguran\u00e7a, tamb\u00e9m encontrada solta pelo mapa.<\/p>\n<p>As rotas s\u00e3o guiadas por &#8220;checkpoints&#8221; \u2014tocas como as fogueiras de &#8220;Dark Souls&#8221;, onde \u00e9 poss\u00edvel gerenciar seus ossos, armas e acess\u00f3rios, bem como regenerar a vida e seus frascos de plasma. Em n\u00famero limitado, esses frascos s\u00e3o as po\u00e7\u00f5es de cura, mas n\u00e3o basta apertar um bot\u00e3o e tom\u00e1-los.<\/p>\n<p>O jogador precisa assumir uma postura agressiva e, conforme ataca os inimigos, v\u00ea o quanto poder\u00e1 se regenerar de acordo com uma barra laranja na interface. Se levar dano, essa barra diminui. E, da mesma forma que os frascos de &#8220;Dark Souls&#8221;, Mina fica vulner\u00e1vel por alguns segundos enquanto toma a po\u00e7\u00e3o, o que por vezes dificulta muito o combate contra os v\u00e1rios chefes, alguns bastante r\u00e1pidos a agressivos.<\/p>\n<p>J\u00e1 os apetrechos \u2014obtidos ao completar miss\u00f5es ou acessar \u00e1reas escondidas, ou fechadas a chave\u2014 s\u00e3o uma arte \u00e0 parte nesse sistema. S\u00e3o 60 deles, que v\u00e3o de itens simples, que aumentam o ataque ou a defesa, at\u00e9 acess\u00f3rios que d\u00e3o habilidades valiosas, como escavar paredes, dar saltos mais longos, ter uma sobrevida ou multiplicar o dano conforme um combo de ataques.<\/p>\n<p>A princ\u00edpio, o jogador pode usar apenas um por vez, mas, ao final, ser\u00e1 poss\u00edvel equipar at\u00e9 seis simultaneamente, abrindo todo um leque de possibilidades. S\u00e3o recursos que ajudam a progredir e facilitar a jornada, mas que podem ser completamente dispensados.<\/p>\n<p>As primeiras horas de &#8220;Mina the Hollower&#8221; s\u00e3o desafiadoras para quem n\u00e3o est\u00e1 acostumado com o g\u00eanero. Ciente dessa dificuldade, o t\u00edtulo acerta ao oferecer dezenas de op\u00e7\u00f5es de acessibilidade para jogadores iniciantes que s\u00f3 querem conhecer mais deste mundo e chegar ao final da aventura. \u00c9 uma pauta pol\u00eamica entre os jogadores ditos &#8220;hardcore&#8221; meritocratas, para quem esse tipo de ferramenta \u00e9 desmoralizante.<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio. Os criadores fizeram um menu completo com quase duas centenas de modificadores que tanto podem trazer uma experi\u00eancia mais suave \u2014saltos maiores, vida infinita, ataques fatais, etc.\u2014, como uma ainda mais dif\u00edcil, para os masoquistas de plant\u00e3o.<\/p>\n<p>Soma-se ainda a tradu\u00e7\u00e3o para 11 idiomas \u2014incluindo portugu\u00eas, num trabalho not\u00e1vel\u2014 e o pr\u00f3prio fato de o jogo ser mais barato que a m\u00e9dia (R$ 60) e leve \u2014roda perfeitamente tanto em consoles mais &#8220;antigos&#8221;, a exemplo do primeiro Nintendo Switch, como em computadores b\u00e1sicos.<\/p>\n<p>S\u00e3o aspectos b\u00e1sicos, mas que podem ser definitivos para um mundo de jogadores cada vez mais ocupados e bombardeados por op\u00e7\u00f5es. Pelo seu conjunto visual que une nostalgia e originalidade, pela trilha sonora eletrizante e, sobretudo, pela jogabilidade que traduz um cuidado criativo raro, &#8220;Mina the Hollower&#8221; tem tudo para ser o jogo de 2026. A carinha de anos 1990 \u00e9 apenas um atestado de maturidade.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"N\u00e3o \u00e9 para menos que &#8220;Mina the Hollower&#8221; roubou os holofotes de qualquer megalan\u00e7amento no \u00faltimo m\u00eas \u2014pelo&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":441888,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[71111,109,107,108,236,905,27277,32,33,105,103,104,106,110,600,2811],"class_list":["post-441887","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-castlevania","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-folha","tag-games","tag-jogos-indie","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia","tag-veja-video","tag-videogame"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116873905170317786","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/441887","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=441887"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/441887\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/441888"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=441887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=441887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=441887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}