{"id":44202,"date":"2025-08-25T12:48:15","date_gmt":"2025-08-25T12:48:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/44202\/"},"modified":"2025-08-25T12:48:15","modified_gmt":"2025-08-25T12:48:15","slug":"gigantescos-pedacos-do-fundo-do-mar-estao-misteriosamente-de-pernas-para-o-ar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/44202\/","title":{"rendered":"Gigantescos peda\u00e7os do fundo do mar est\u00e3o misteriosamente de pernas para o ar"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-caption-text top\"><a href=\"https:\/\/depositphotos.com\/photo\/beautiful-amazing-rays-light-underwater-landscape-underwater-photo-scuba-dive-472871310.html\" rel=\"nofollow noopener noreferrer\" data-wpel-link=\"exclude\" target=\"_blank\">johan holmdahl  \/ Depositphotos <\/a><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-kopa-image-size-3 wp-image-696577\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/2deb000b57bfac9d72c14d4ed967b572-783x450.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"402\"  \/><\/p>\n<p><strong>Nas profundezas do Mar do Norte, o fundo marinho est\u00e1 a comportar-se de uma forma inesperada.<\/strong><\/p>\n<p>Uma equipa de cientistas da Universidade de Manchester, no Reino Unido, descobriu centenas de enormes montes de areia, alguns com v\u00e1rios quil\u00f3metros de extens\u00e3o, que \u201c<strong>contrariam princ\u00edpios geol\u00f3gicos<\/strong> fundamentais\u201d.<\/p>\n<p>Segundo um <a href=\"https:\/\/www.manchester.ac.uk\/about\/news\/scientists-discover-giant-sinkites-beneath-the-north-sea\/\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">comunicado<\/a> da universidade, estes montes acumulam-se sobre estruturas conhecidas como <strong>sinkites<\/strong>, resultado de um processo chamado <strong>invers\u00e3o estratigr\u00e1fica<\/strong>, nunca antes observado em t\u00e3o grande n\u00famero.<\/p>\n<p>A descoberta foi apresentada num <a href=\"https:\/\/www.nature.com\/articles\/s43247-025-02398-8\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">artigo<\/a> recentemente publicado na revista Communications Earth &amp; Environment.<\/p>\n<p>\u201cEsta descoberta revela um processo geol\u00f3gico que nunca t\u00ednhamos visto nesta escala\u201d, afirma o geof\u00edsico <strong>Mads Huuse<\/strong>, investigador da Universidade de Manchester e co-autor do estudo.<\/p>\n<p>\u201cO que encontr\u00e1mos s\u00e3o <strong>estruturas onde a areia densa afundou<\/strong> em sedimentos mais leves, que flutuaram para cima da areia,<strong> invertendo na pr\u00e1tica<\/strong> as camadas convencionais que esperar\u00edamos observar e criando enormes montes no fundo do mar\u201d, explica.<\/p>\n<p>As camadas geol\u00f3gicas<strong> tendem a seguir uma ordem coerente<\/strong> com a progress\u00e3o linear do tempo: as mais antigas ficam na base da forma\u00e7\u00e3o e, gradualmente, tornam-se mais recentes \u00e0 medida que se aproxima da superf\u00edcie, de acordo com a deposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A <strong>invers\u00e3o estratigr\u00e1fica, ou estratigrafia invertida<\/strong>, ocorre quando camadas mais recentes descem e <strong>as mais antigas sobem para o topo da forma\u00e7\u00e3o<\/strong>. Isto pode acontecer de v\u00e1rias formas, desde deslizamentos de rocha at\u00e9 movimentos tect\u00f3nicos.<\/p>\n<p>Huuse e o colega, o geof\u00edsico <strong>Jan Erik Rudjord<\/strong>, da empresa petrol\u00edfera norueguesa Aker BP, identificaram os sinkites no fundo do Mar do Norte atrav\u00e9s de dados s\u00edsmicos detalhados.<\/p>\n<p>Quando as <strong>ondas ac\u00fasticas atravessam a Terra<\/strong>, propagam-se e refletem de forma distinta consoante a densidade dos materiais. Os cientistas analisam depois esses registos s\u00edsmicos para mapear os diferentes tipos de rocha atravessados pelas ondas.<\/p>\n<p>Nestes dados, Huuse e Rudjord conclu\u00edram que grandes partes do fundo do Mar do Norte <strong>pareciam estar ao contr\u00e1rio<\/strong>, com camadas mais recentes de areia soterradas sob camadas mais antigas.<\/p>\n<p>Estas camadas mais recentes <strong>s\u00e3o mais densas e pesadas<\/strong> do que o material mais macio e leve que estava por baixo. Com o tempo, afundaram-se, deslocando o material mais antigo e poroso e for\u00e7ando-o a subir, onde passou a assentar sobre o sinkite mais denso.<\/p>\n<p>Os investigadores batizaram as jangadas porosas resultantes de <strong>floatites<\/strong>.<\/p>\n<p>Acredita-se que este processo tenha ocorrido por volta da transi\u00e7\u00e3o entre o Mioc\u00e9nico e o Plioc\u00e9nico,<strong> h\u00e1 cerca de 5,3 milh\u00f5es de anos<\/strong>. O material mais antigo consistia numa camada leve, r\u00edgida e porosa, composta sobretudo por f\u00f3sseis marinhos microsc\u00f3picos, sobre a qual se depositou uma camada mais pesada.<\/p>\n<p>Perturba\u00e7\u00f5es como s<strong>ismos poder\u00e3o ter fragmentado a camada superior<\/strong> em areia, que se afundou, trocando de lugar com os floatites. Ao longo dos milh\u00f5es de anos seguintes, sedimentos marinhos foram cobrindo toda a estrutura, formando o fundo ondulado que hoje se encontra naquela zona.<\/p>\n<p>\u201cEsta investiga\u00e7\u00e3o mostra como os fluidos e os sedimentos podem deslocar-se na crosta terrestre de formas inesperadas. Perceber como estes sinkites se formaram pode mudar de forma significativa a forma como avaliamos reservat\u00f3rios subterr\u00e2neos, selagem e migra\u00e7\u00e3o de fluidos \u2014 fatores cruciais para a captura e armazenamento de carbono\u201d, afirma Huuse.<\/p>\n<p>\u201cComo acontece com muitas descobertas cient\u00edficas, <strong>h\u00e1 muitas vozes c\u00e9ticas<\/strong>, mas tamb\u00e9m muitas que apoiam este novo modelo. O tempo e mais investiga\u00e7\u00e3o dir\u00e3o at\u00e9 que ponto ele pode ser aplicado\u201d, conclui o investigador.<\/p>\n<p>    <a href=\"https:\/\/zap.aeiou.pt\/subscrever-newsletter\" data-wpel-link=\"internal\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">&#13;<br \/>\n        <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434168_358_2d51fe4a0ba54894421ead1809309ed9-1-450x140.jpg\" alt=\"Subscreva a Newsletter ZAP\" width=\"450\" height=\"140\"\/>&#13;<br \/>\n    <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/whatsapp.com\/channel\/0029VaIC4EE2f3EJZPPSbR34\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434169_968_c68c559d956d4ca20f435ed74a6e71e6.png\" alt=\"Siga-nos no WhatsApp\" width=\"175\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n<p>                <a href=\"https:\/\/news.google.com\/publications\/CAAiEHRwZondIV71PDjWNoqMduEqFAgKIhB0cGaJ3SFe9Tw41jaKjHbh?hl=en-US&amp;gl=US&amp;ceid=US%3Aen\" data-wpel-link=\"external\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow external noopener noreferrer\" class=\"ext-link\">&#13;<br \/>\n                    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-575475\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755434170_730_5123dd8b087b644fdb8f8603acd1bad4.png\" alt=\"Siga-nos no Google News\" width=\"176\" height=\"64\"\/>&#13;<br \/>\n                <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"johan holmdahl \/ Depositphotos Nas profundezas do Mar do Norte, o fundo marinho est\u00e1 a comportar-se de uma&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44203,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[50],"tags":[27,28,15,16,13484,7833,14,25,26,21,22,2219,62,12,13,19,20,23,24,17,18,29,30,31,63,64,65],"class_list":{"0":"post-44202","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-mundo","8":"tag-breaking-news","9":"tag-breakingnews","10":"tag-featured-news","11":"tag-featurednews","12":"tag-geofisica","13":"tag-geologia","14":"tag-headlines","15":"tag-latest-news","16":"tag-latestnews","17":"tag-main-news","18":"tag-mainnews","19":"tag-mar","20":"tag-mundo","21":"tag-news","22":"tag-noticias","23":"tag-noticias-principais","24":"tag-noticiasprincipais","25":"tag-principais-noticias","26":"tag-principaisnoticias","27":"tag-top-stories","28":"tag-topstories","29":"tag-ultimas","30":"tag-ultimas-noticias","31":"tag-ultimasnoticias","32":"tag-world","33":"tag-world-news","34":"tag-worldnews"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44202"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44202\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44203"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}