{"id":442196,"date":"2026-07-06T22:43:22","date_gmt":"2026-07-06T22:43:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/442196\/"},"modified":"2026-07-06T22:43:22","modified_gmt":"2026-07-06T22:43:22","slug":"crise-na-industria-automovel-europeia-cortes-da-volkswagen-perda-de-quota-para-marcas-chinesas-e-impacto-nas-bolsas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/442196\/","title":{"rendered":"Crise na ind\u00fastria autom\u00f3vel europeia: cortes da Volkswagen, perda de quota para marcas chinesas e impacto nas bolsas"},"content":{"rendered":"<p>As bolsas de valores europeias refletem perdas das grandes marcas da ind\u00fastria autom\u00f3vel europeia. \u00c9 uma onda de choque que varre toda a ind\u00fastria automotiva, indicam os analistas da corretora XTB numa das suas mais recentes an\u00e1lises.<\/p>\n<p>A grande \u201cpancada\u201d foi dada pelo grupo alem\u00e3o Volkswagen, que tem participa\u00e7\u00e3o acionista p\u00fablica (Estado da Baixa Sax\u00f3nia), e que comunicou estar a estudar o encerramento de quatro f\u00e1bricas no pa\u00eds, Hanover, Zwickau, Emden e Neckarsulm (esta dedicada \u00e0 Audi), e a supress\u00e3o de cerca de 100 mil postos de trabalho. Tamb\u00e9m o investimento em investiga\u00e7\u00e3o e desenvolvimento (I&amp;D), que \u00e9 cr\u00edtico para contrabalan\u00e7ar o sucesso da ind\u00fastria chinesa, ser\u00e1 reduzido em 15% ao longo dos pr\u00f3ximos cinco anos. Estes cortes levaram o t\u00edtulo mobili\u00e1rio da empresa a cair para m\u00ednimos do final da primeira d\u00e9cada deste s\u00e9culo. Estes cortes s\u00e3o mais violentos do que os anunciados em 2009 pela General Motors. <\/p>\n<p>Indica a XTB no referido estudo que os elevados de custos de produ\u00e7\u00e3o na Alemanha e a rigidez laboral \u201cs\u00e3o apenas sintomas\u201d de um problema mais profundo: \u201ca verdadeira causa \u00e9 a crise de vendas e a perda acelerada de quota de mercado\u201d. A VW \u00e9 a terceira marca na China, mas j\u00e1 dominou o mercado, sendo ultrapassada pelos conglomerados BYD e Geely (este det\u00e9m a Volvo e a Polestar).<\/p>\n<p>A grande quest\u00e3o que se coloca \u00e9 se todo o setor automotivo europeu est\u00e1 em risco, e se a crise se tornar\u00e1 sist\u00e9mica e ampliar\u00e1 o cont\u00e1gio. Refere a XTB que a Stellantis &#8211; que det\u00eam uma d\u00fazia de marcas, caso da Peugeot, Citro\u00ebn, Fiat, Jeep, DS, Alfa Romeu e outras &#8211; \u00e9 o segundo maior conglomerado europeu, e perdem terreno \u201cde forma consistente\u201d. Est\u00e3o em dificuldades na transi\u00e7\u00e3o para os EV (ve\u00edculos el\u00e9tricos) e registam uma redu\u00e7\u00e3o da procura nos ve\u00edculos a combust\u00e3o mais acess\u00edveis. As margens operacionais est\u00e3o a ser amea\u00e7adas com a potencial \u201cguerra de pre\u00e7os\u201d onde ter\u00e3o de entrar. <\/p>\n<p>Sobre a alem\u00e3 BMW, esta \u00e9 das poucas em contraciclo: a marca est\u00e1 a conseguir contrariar a tend\u00eancia de contra\u00e7\u00e3o e regista um crescimento s\u00f3lido. Na bolsa de valores j\u00e1 fez m\u00ednimos relativos, mas est\u00e1 a cair com menos intensidade. <\/p>\n<p>Tamb\u00e9m a Mercedes-Benz, do grupo alem\u00e3o Daimler, e cujos maiores acionistas individuais s\u00e3o chineses, tem sucesso em mercados perif\u00e9ricos, caso de Portugal, mas a desacelera\u00e7\u00e3o econ\u00f3mica na China rev\u00ea impacto e j\u00e1 faz revis\u00f5es nas perspetivas de lucro no segmento premium. <\/p>\n<p>A Renault refugiou-se na aposta \u201cem marcas de valor econ\u00f3mico\u201d, caso da Dacia, e em parcerias estrat\u00e9gicas de motores h\u00edbridos, mas tem em risco o volume de vendas no \u201cvelho continente\u201d, perante a subida dos concorrentes chineses. Na bolsa, as a\u00e7\u00f5es da Renault est\u00e3o pr\u00f3ximas dos m\u00ednimos de 2022, sendo que estes valores coincidem com os m\u00ednimos de cota\u00e7\u00e3o obtidos pela marca em 2008\/2011, mas a empresa, em termos bolsistas, est\u00e1 melhor do que a Stellantis que j\u00e1 quebrou os m\u00ednimos de 2020.<\/p>\n<p>Em contraste, as marcas BYD, Cherry, SAIC e Leapmotor (esta \u00faltima \u00e9 representada em Portugal pela Stellantis) duplicaram a quota de mercado combinada na Europa durante o corrente ano, e em termos hom\u00f3logos.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 escusado frisar que as tarifas aduaneiras impostas aos carros chineses e as tens\u00f5es geopol\u00edticas s\u00e3o ultrapass\u00e1veis pela cadeia de abastecimento de baterias, e que permite aos grupos chineses colocarem produtos tecnol\u00f3gicos com valores altamente competitivos, e que os construtores europeus n\u00e3o conseguem competir, exceto se trabalharem sem margens.<\/p>\n<p>A XTB diz que o caso VW tem de ser visto como \u201cum choque de realidade\u201d na ind\u00fastria autom\u00f3vel, e aconselha os investidores a monitorizar os fluxos de caixas para perceberem se as marcas ir\u00e3o aguentar as vendas em queda sem penalizarem as remunera\u00e7\u00f5es acionistas. <\/p>\n<p>Os analistas antecipam que o \u00edndice de refer\u00eancia alem\u00e3o DAX tornar-se-\u00e1 mais vol\u00e1til com as oscila\u00e7\u00f5es dos t\u00edtulos da VW e da BMW perante conflitos laborais que acontecer\u00e3o com o fecho das unidades industriais. O mercado financeiro prefere, atualmente, as empresas que canalizam a liquidez para a IA e a efici\u00eancias de softwares, em detrimento de empresas tradicionais de capital intensivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As bolsas de valores europeias refletem perdas das grandes marcas da ind\u00fastria autom\u00f3vel europeia. \u00c9 uma onda de&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":442197,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[83],"tags":[4702,344,88,89,90,97,4459,32,33,1156,3655,505],"class_list":["post-442196","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-empresas","tag-automovel","tag-bmw","tag-business","tag-economy","tag-empresas","tag-mercados","tag-mercedes","tag-portugal","tag-pt","tag-renault","tag-stellantis","tag-volkswagen"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116875454551176328","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442196","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=442196"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442196\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/442197"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=442196"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=442196"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=442196"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}