{"id":442463,"date":"2026-07-07T08:22:15","date_gmt":"2026-07-07T08:22:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/442463\/"},"modified":"2026-07-07T08:22:15","modified_gmt":"2026-07-07T08:22:15","slug":"dormir-pouco-favorece-ganho-de-peso-revela-estudo-com-95-adultos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/442463\/","title":{"rendered":"Dormir pouco favorece ganho de peso, revela estudo com 95 adultos"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\">Cientistas da Universidade Columbia (em Nova York)\u00a0descobriram que descansar menos durante a noite facilita o ganho de peso. De acordo com o estudo publicado pela revista Annals of Internal Medicine, pessoas que reduziram o sono em cerca de 80 minutos por noite, durante seis semanas, engordaram, em m\u00e9dia, meio quilo. Al\u00e9m disso, tornaram-se mais sedent\u00e1rias.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Nosso estudo mostra que dormir o suficiente pode ajudar a reduzir o risco de ganho de peso e doen\u00e7as relacionadas \u00e0 obesidade, como problemas card\u00edacos e diabetes&#8221;, afirmou Marie-Pierre St-Onge, professora de medicina nutricional da Universidade Columbia e l\u00edder do estudo.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Segundo os cientistas, grande parte do que se sabe sobre a rela\u00e7\u00e3o entre sono insuficiente e obesidade \u00e9 baseada em estudos pequenos e r\u00e1pidos, nos quais os volunt\u00e1rios s\u00e3o submetidos a uma restri\u00e7\u00e3o severa de descanso. Esses trabalhos mostram que a priva\u00e7\u00e3o de sono leva a altera\u00e7\u00f5es no apetite e ao consumo excessivo de alimentos, o que pode contribuir para o ganho de peso ao longo do tempo.<\/p>\n<p class=\"texto\">No entanto, a maioria das pessoas n\u00e3o tolera essa rotina cansativa por mais de alguns dias. &#8220;Esses estudos\u00a0apenas nos mostram o que acontece nas condi\u00e7\u00f5es mais extremas e n\u00e3o nos dizem se pessoas com priva\u00e7\u00e3o leve de sono, como muitas que dormem\u00a0cinco ou\u00a0seis horas por noite, v\u00e3o ganhar peso&#8221;, disse St-Onge.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Para investigar os efeitos da priva\u00e7\u00e3o cr\u00f4nica leve de sono, a equipe recrutou 95 adultos que normalmente dormiam entre sete e oito horas. Eles foram instru\u00eddos a atrasar o hor\u00e1rio para deitar em 90 minutos durante seis semanas; depois, tiveram o descanso normalizado por mais um m\u00eas e meio.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Os n\u00edveis de sono e de atividade foram medidos ao longo de cada fase com um monitor de pulso, assim como as altera\u00e7\u00f5es no peso corporal, a circunfer\u00eancia da cintura e os n\u00edveis de v\u00e1rios horm\u00f4nios conhecidos por interferir no apetite.<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;Embora o ganho de peso de meio quilo observado com uma redu\u00e7\u00e3o moderada do sono n\u00e3o seja significativo, \u00e9 importante lembrar que isso ocorreu em apenas seis semanas. Nosso estudo foi projetado para simular os padr\u00f5es que a maioria dos adultos experimenta cronicamente. Ao extrapolar para um ano inteiro, esperar\u00edamos que a perda de descanso pudesse resultar em um ganho de peso clinicamente relevante&#8221;, afirmou Faris Zuraikat, professor assistente de medicina nutricional na Universidade.<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Sedentarismo<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">O tempo de sedentarismo tamb\u00e9m aumentou em m\u00e9dia 17 minutos por dia durante a fase de restri\u00e7\u00e3o de sono, e em quase meia hora para homens e mulheres na p\u00f3s-menopausa. &#8220;Mesmo levando em conta o fato de que eles ficavam acordados por mais tempo quando o sono era reduzido, os participantes passaram mais tempo inativos do que quando dormiam o suficiente. Isso \u00e9 not\u00e1vel, pois pessoas mais sedent\u00e1rias t\u00eam um risco maior de desenvolver doen\u00e7as cr\u00f4nicas&#8221;, explicou Zuraikat.<\/p>\n<p class=\"texto\">Por sua vez,\u00a0Maria Fernanda Naufel, nutricionista, pesquisadora pela Universidade Federal de S\u00e3o Paulo (Unifesp) e coordenadora no N\u00facleo de Nutri\u00e7\u00e3o da Academia Brasileira do Sono (ABS), ressaltou que os efeitos da priva\u00e7\u00e3o tendem a ser cumulativos. &#8220;A persist\u00eancia de um sono de curta dura\u00e7\u00e3o ou a instala\u00e7\u00e3o de um quadro de ins\u00f4nia cr\u00f4nica resulta em impactos progressivamente negativos \u00e0 sa\u00fade, incluindo o ganho de peso. Estudos demonstram que a redu\u00e7\u00e3o no tempo de repouso promove altera\u00e7\u00f5es nos horm\u00f4nios.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\">Ainda segundo a cientista brasileira, uma maior vig\u00edlia\u00a0amplia o per\u00edodo dispon\u00edvel para o consumo de alimentos, inclusive durante a madrugada, per\u00edodo em que o organismo deveria estar em repouso. &#8220;O cansa\u00e7o decorrente da restri\u00e7\u00e3o de sono tamb\u00e9m reduz o gasto energ\u00e9tico, uma vez que o indiv\u00edduo tende a ser menos ativo e a praticar menos exerc\u00edcios f\u00edsicos. Os pacientes tamb\u00e9m passam a escolher alimentos menos saud\u00e1veis, com itens hiperpalat\u00e1veis e ultraprocessados&#8221;, disse Naufel.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>Mais resultados adversos<\/strong><\/p>\n<p class=\"texto\">Em um estudo anterior, a equipe de St-Onge relatou que mulheres com risco cardiometab\u00f3lico elevado que reduziram o tempo de sono em cerca de 80 minutos por noite, durante seis semanas, apresentaram aumento da resist\u00eancia \u00e0 insulina\u00a0\u2014 um fator de risco para diabetes tipo 2. Os efeitos foram mais pronunciados em participantes na p\u00f3s-menopausa.\u00a0Em outro trabalho, os cientistas descobriram que homens e mulheres com risco card\u00edaco elevado apresentavam um influxo de c\u00e9lulas inflamat\u00f3rias no cora\u00e7\u00e3o depois de uma leve restri\u00e7\u00e3o de sono.\u00a0<\/p>\n<p class=\"texto\">Para Beatriz Pereira Vilela, m\u00e9dica nutr\u00f3loga especialista em estilo de vida, o sono insuficiente deve ser abordado ativamente na pr\u00e1tica cl\u00ednica como fator de risco para ganho de peso e doen\u00e7as metab\u00f3licas. &#8220;\u00c9 um fator de risco que pode ser modificado, assim como a alimenta\u00e7\u00e3o inadequada ou o sedentarismo. Estudos recentes mostram que, quando ajudamos pessoas que dormem pouco a aumentarem o tempo de descanso, elas naturalmente passam a consumir menos alimentos. Al\u00e9m disso, estudos demonstram que interven\u00e7\u00f5es para melhorar o repouso, como a terapia cognitivo-comportamental para ins\u00f4nia e orienta\u00e7\u00f5es sobre higiene do sono, contribu\u00edram para a redu\u00e7\u00e3o do peso em pessoas com obesidade e diabetes. Estima-se que a cada hora a menos de descanso por noite o risco de obesidade aumente\u00a09%.&#8221;<\/p>\n<p>PALAVRA DE ESPECIALISTA<\/p>\n<p class=\"texto\">Inclus\u00e3o na avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica<\/p>\n<p class=\"texto\">&#8220;As evid\u00eancias atuais mostram que alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, atividade f\u00edsica regular e sono adequado s\u00e3o pilares igualmente importantes da sa\u00fade metab\u00f3lica. Dormir pouco n\u00e3o apenas reduz a disposi\u00e7\u00e3o para a pr\u00e1tica de exerc\u00edcios, mas tamb\u00e9m est\u00e1 associado a um maior consumo cal\u00f3rico, \u00e0 piora na regula\u00e7\u00e3o do apetite, ao aumento da resist\u00eancia \u00e0 insulina, a um risco mais elevado de ganho de peso e ao comprometimento da recupera\u00e7\u00e3o f\u00edsica e cognitiva. Por isso, a avalia\u00e7\u00e3o do sono deve fazer parte da rotina cl\u00ednica.<\/p>\n<p class=\"texto\">\t&#13;<br \/>\n  \t<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/whatsapp-image-2026-07-06-at-14-51-03-67115390.jpeg\" alt=\"Ana Paula Rocha, endocrinologista do Hospital Anchieta, em Bras\u00edlia \" title=\"ANA PAULA ROCHA, endocrinologista do Hospital Anchieta, em Bras\u00edlia\" class=\"lazy\" width=\"\" height=\"\"\/>&#13;<br \/>\n  \t &#13;<br \/>\n\t\tANA PAULA ROCHA, endocrinologista do Hospital Anchieta, em Bras\u00edlia&#13;<br \/>\n\t\t(foto: Arquivo pessoal)&#13;<br \/>\n\t&#13;\n<\/p>\n<p class=\"texto\">Perguntas simples sobre dura\u00e7\u00e3o e qualidade do sono, presen\u00e7a de sonol\u00eancia diurna, roncos, pausas respirat\u00f3rias e uso de telas antes de deitar podem identificar pacientes em risco. Quando necess\u00e1rio, interven\u00e7\u00f5es \u2014 como orienta\u00e7\u00e3o sobre higiene do sono, regulariza\u00e7\u00e3o de hor\u00e1rios e investiga\u00e7\u00e3o de dist\u00farbios, como a apneia obstrutiva \u2014 podem trazer benef\u00edcios significativos para a sa\u00fade metab\u00f3lica. Mais do que um descanso, esse per\u00edodo deve ser encarado como uma ferramenta terap\u00eautica capaz de potencializar os resultados obtidos com dieta e exerc\u00edcio f\u00edsico, tornando as estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o e tratamento mais eficazes.&#8221;<\/p>\n<p class=\"texto\"><strong>ANA PAULA ROCHA<\/strong>, endocrinologista do Hospital Anchieta, em Bras\u00edlia<\/p>\n<p>\u00a0              <\/p>\n<ul>\n<li><a href=\"https:\/\/wa.me\/?text=Dormir+pouco+favorece+ganho+de+peso%2C+revela+estudo+com+95+adultos%20https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/ciencia-e-saude\/2026\/07\/7455906-dormir-pouco-favorece-ganho-de-peso-revela-estudo-com-95-adultos.html\" target=\"_blank\" title=\"Whatsapp\" aria-label=\"WhatsApp\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/sharer.php?u=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7455906-dormir-pouco-favorece-ganho-de-peso-revela-estudo-com-95-adultos.html&amp;text=Dormir+pouco+favorece+ganho+de+peso%2C+revela+estudo+com+95+adultos\" target=\"_blank\" title=\"Facebook\" aria-label=\"Facebook\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/twitter.com\/intent\/tweet?url=https:\/\/www.correiobraziliense.com.br%2Fciencia-e-saude%2F2026%2F07%2F7455906-dormir-pouco-favorece-ganho-de-peso-revela-estudo-com-95-adultos.html&amp;text=Dormir+pouco+favorece+ganho+de+peso%2C+revela+estudo+com+95+adultos\" target=\"_blank\" title=\"Twitter\" aria-label=\"Twitter\" rel=\"nofollow noopener\"><\/a><\/li>\n<li><a href=\"https:\/\/profile.google.com\/cp\/CgovbS8wNzZ0dms1\" title=\"Google Discover\" target=\"_blank\" aria-label=\"Google Discover\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783393272_434_google-discover-icon.png\" style=\"height: 25px; margin: 0 !important; margin-left: 3px;\" alt=\"Google Discover Icon\"\/><\/a><\/li>\n<\/ul>\n<p>              <a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/isabella-almeida\/page\/1\/\" style=\"height: 100%;\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783154593_427_img_3872__1_-30220876.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/autor\/isabella-almeida\/page\/1\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\"><img decoding=\"async\" class=\"hidden-print author-circle d-block h6 mt-0 mb-0 mr-6 text-center\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783154593_427_img_3872__1_-30220876.jpg\" alt=\"\" width=\"40\" height=\"40\" loading=\"lazy\" style=\"object-fit:cover; width: 40px; height: 40px; margin-right:10px;\"\/><\/a>Isabella Almeida  <strong class=\"entryStrongAuthor\">Rep\u00f3rter<\/strong><\/p>\n<p class=\"entryDescricaoAuthor\">Goiana, mora em Bras\u00edlia desde 2018. Formada em jornalismo pela Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Especialista em publica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade e ci\u00eancia.<\/p>\n<p>                          <script async src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/widgets.js\" charset=\"utf-8\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cientistas da Universidade Columbia (em Nova York)\u00a0descobriram que descansar menos durante a noite facilita o ganho de peso.&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":442464,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[86],"tags":[1027,1714,71166,21345,116,5949,1022,32,71167,33,117,536],"class_list":["post-442463","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-saude","tag-diabetes","tag-dormir","tag-ganho","tag-ganho-de-peso","tag-health","tag-metabolismo","tag-obesidade","tag-portugal","tag-privacao","tag-pt","tag-saude","tag-sono"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116877732088143582","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442463","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=442463"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/442463\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/442464"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=442463"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=442463"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=442463"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}