{"id":443064,"date":"2026-07-07T20:47:22","date_gmt":"2026-07-07T20:47:22","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/443064\/"},"modified":"2026-07-07T20:47:22","modified_gmt":"2026-07-07T20:47:22","slug":"so-peco-uma-prova-de-que-esta-vivo-mae-ucraniana-procura-filho-levado-por-militares-russos-ha-mais-de-quatro-anos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/443064\/","title":{"rendered":"&#8220;S\u00f3 pe\u00e7o uma prova de que est\u00e1 vivo&#8221;: m\u00e3e ucraniana procura filho levado por militares russos h\u00e1 mais de quatro anos"},"content":{"rendered":"<p>                Antes do in\u00edcio da guerra, o jovem residia numa institui\u00e7\u00e3o em Oleshky, escolhida pela fam\u00edlia por garantir os cuidados de que precisava e por ficar a poucos minutos de casa<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">&#8220;S\u00f3 pe\u00e7o algum documento que prove que o meu filho est\u00e1 vivo.&#8221; As palavras s\u00e3o de Anna, uma m\u00e3e ucraniana que h\u00e1 cinco anos vive sem respostas. O filho, Anton, foi retirado do lar de Oleshky, na regi\u00e3o ucraniana de Kherson, pouco depois do in\u00edcio da invas\u00e3o russa, em fevereiro de 2022. Desde ent\u00e3o nunca mais teve qualquer confirma\u00e7\u00e3o do seu paradeiro.<\/p>\n<p style=\"margin-bottom:11px\">&#8220;Sinceramente, vou confessar: quando a guerra come\u00e7ou, nos primeiros tr\u00eas dias pensei que fosse uma esp\u00e9cie de piada. Isto n\u00e3o podia estar a acontecer&#8221;, confessou Anna numa entrevista ao <a href=\"https:\/\/euromaidanpress.com\/2026\/07\/06\/just-give-me-some-proof-that-my-son-is-alive-mother-from-kherson-spends-five-years-searching-for-her-son-taken-away-by-russians-from-oleshky-boarding-school\/\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">Euromaidan<\/a>.<\/p>\n<p>Anton tinha mais de 18 anos quando desapareceu, mas, devido a uma defici\u00eancia causada por uma les\u00e3o \u00e0 nascen\u00e7a, tinha capacidades mentais semelhantes \u00e0s de uma crian\u00e7a. O jovem sofria de hidrocefalia e vivia com dois shunts implantados no c\u00e9rebro para aliviar a press\u00e3o intracraniana, necessitando de acompanhamento regular por neurocirurgi\u00f5es, neurologistas e outros especialistas.<\/p>\n<p>Antes do in\u00edcio da guerra, o rapaz residia numa institui\u00e7\u00e3o em Oleshky, escolhida pela fam\u00edlia por garantir os cuidados de que precisava e por ficar a poucos minutos de casa.<\/p>\n<p> <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"\" height=\"721\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1783457242_504_600.webp\" width=\"600\"\/> <\/p>\n<p>   A imagem mostra Anton, sequestrado pelas for\u00e7as russas em 2022. Foto: Funda\u00e7\u00e3o Emil <\/p>\n<p>A invas\u00e3o mudou tudo. Oleshky foi ocupada nos primeiros dias do conflito e Anna perdeu completamente o contacto com o filho. Descrito pela fam\u00edlia como afetuoso, o jovem compreendia brincadeiras e criava facilmente la\u00e7os com quem o rodeava.<\/p>\n<p>A m\u00e3e garante que Anton aprendeu a identificar at\u00e9 as mais pequenas mudan\u00e7as na sua express\u00e3o, porque suportava dores intensas sem quase nunca as demonstrar. Hoje, a maior ang\u00fastia \u00e9 n\u00e3o saber em que estado de sa\u00fade poder\u00e1 estar.<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria de Anna \u00e9 acompanhada pela funda\u00e7\u00e3o Emil, que presta apoio a fam\u00edlias de ucranianos levados para territ\u00f3rio ocupado ou para a R\u00fassia.<\/p>\n<p>A organiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 conseguiu trazer de volta 50 crian\u00e7as ucranianas, mas admite que o destino de muitos adultos com defici\u00eancia continua desconhecido. De acordo com a funda\u00e7\u00e3o, estas pessoas permanecem particularmente vulner\u00e1veis e o facto de n\u00e3o serem libertadas constitui tamb\u00e9m uma forma de press\u00e3o psicol\u00f3gica sobre a popula\u00e7\u00e3o ucraniana.<\/p>\n<p data-end=\"469\" data-start=\"0\">Segundo Mariam Lambert, respons\u00e1vel pela funda\u00e7\u00e3o Emil, citada pelo Euromaidan, h\u00e1 pelo menos quatro raz\u00f5es que explicam porque \u00e9 que a R\u00fassia n\u00e3o demonstra vontade em libertar estas pessoas, e nenhuma est\u00e1 relacionada com o seu bem-estar.<\/p>\n<p data-end=\"469\" data-start=\"0\">Entre os motivos apontados est\u00e3o alegados crimes sexuais, a explora\u00e7\u00e3o de pessoas vulner\u00e1veis como m\u00e3o de obra para a montagem de drones, esquemas de fraude associados a presta\u00e7\u00f5es por invalidez e a inten\u00e7\u00e3o de infligir sofrimento psicol\u00f3gico \u00e0 Ucr\u00e2nia. A funda\u00e7\u00e3o afirma ter documentado v\u00e1rios casos de pessoas com defici\u00eancia que desapareceram durante a ocupa\u00e7\u00e3o russa.\u00a0<\/p>\n<p>Apesar dos anos de espera, Anna recusa desistir. A mulher sublinha que, se voltar a encontrar o filho, a primeira coisa que far\u00e1 ser\u00e1 abra\u00e7\u00e1-lo e olhar-lhe nos olhos. At\u00e9 l\u00e1, mant\u00e9m apenas um desejo: que Anton &#8220;saiba que a m\u00e3e continua \u00e0 sua espera e nunca deixou de o procurar&#8221;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Antes do in\u00edcio da guerra, o jovem residia numa institui\u00e7\u00e3o em Oleshky, escolhida pela fam\u00edlia por garantir os&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":443065,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[50],"tags":[609,836,611,27,28,607,608,333,929,832,604,135,610,476,15,16,71282,301,830,889,14,603,25,26,570,21,22,831,833,62,834,12,13,19,20,835,602,52,32,23,24,839,798,17,18,840,29,30,31,63,64,65],"class_list":["post-443064","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-mundo","tag-alerta","tag-analise","tag-ao-minuto","tag-breaking-news","tag-breakingnews","tag-cnn","tag-cnn-portugal","tag-comentadores","tag-conflito","tag-costa","tag-crime","tag-desporto","tag-direto","tag-economia","tag-featured-news","tag-featurednews","tag-fundacao-emil","tag-governo","tag-guerra","tag-guerra-na-ucrania","tag-headlines","tag-justica","tag-latest-news","tag-latestnews","tag-live","tag-main-news","tag-mainnews","tag-mais-vistas","tag-marcelo","tag-mundo","tag-negocios","tag-news","tag-noticias","tag-noticias-principais","tag-noticiasprincipais","tag-opiniao","tag-pais","tag-politica","tag-portugal","tag-principais-noticias","tag-principaisnoticias","tag-russia","tag-sequestro","tag-top-stories","tag-topstories","tag-ucrania","tag-ultimas","tag-ultimas-noticias","tag-ultimasnoticias","tag-world","tag-world-news","tag-worldnews"],"share_on_mastodon":{"url":"","error":"Validation failed: Text character limit of 500 exceeded"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443064","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=443064"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/443064\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/443065"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=443064"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=443064"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=443064"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}