{"id":44383,"date":"2025-08-25T14:50:15","date_gmt":"2025-08-25T14:50:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/44383\/"},"modified":"2025-08-25T14:50:15","modified_gmt":"2025-08-25T14:50:15","slug":"conheca-diferentes-olhares-juiz-foranos-sobre-a-area","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/44383\/","title":{"rendered":"conhe\u00e7a diferentes olhares juiz-foranos sobre a \u00e1rea"},"content":{"rendered":"<p>Comemorado na \u00faltima ter\u00e7a-feira (19), o Dia Mundial de Fotografia celebra a arte de fotografar. A data escolhida relembra a cria\u00e7\u00e3o do daguerre\u00f3tipo, instrumento antecessor \u00e0s c\u00e2meras, que tamb\u00e9m registrava, com suas particularidades, as realidades do s\u00e9culo 19.<\/p>\n<p>Com as inova\u00e7\u00f5es tecn\u00f3logicas e diferentes maneiras de se observar um mundo marcado pela conectividade, a data adquire novos significados. A Tribuna conversou com juiz-foranos apaixonados pela fotografia que dividiram as diferentes perspectivas sobre como \u00e9 fotografar na cidade.\u00a0<\/p>\n<p>A arte de registrar o cotidiano<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/leocostajf\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Leonardo Costa<\/a> iniciou de maneira despretensiosa na fotografia, aos 11 anos, em registros com a c\u00e2mera Love, como a inaugura\u00e7\u00e3o do Est\u00e1dio Municipal Radialista M\u00e1rio Heleno. Influenciado pelo pai, que fotografava por hobbie e \u201cera ciumento com sua c\u00e2mera Olympus\u201d, come\u00e7ou a se interessar pela \u00e1rea.<\/p>\n<p>Para <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/felipe_couri\/?hl=en\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Felipe Couri<\/a>, o interesse pela fotografia teve in\u00edcio aos 8 anos, tamb\u00e9m por influ\u00eancia familiar. Os \u00e1lbuns de fotos eram a alternativa que para a fam\u00edlia, extensa e natural do interior de Minas, registrar os encontros entre os parentes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-774448\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-19-at-17.26.06-700x467.jpeg.webp.webp\" alt=\"WhatsApp Image 2025 08 19 at 17.26.06\" width=\"580\" height=\"387\" title=\"Dia Mundial da Fotografia: conhe\u00e7a diferentes olhares juiz-foranos sobre a \u00e1rea 1\"  \/>Leonardo Costa teve a oportunidade de fotografar um de seus \u00eddolos de inf\u00e2ncia, o Zico (Foto: Luiz Carlos Duarte)<\/p>\n<p>Formado em Geografia, Leonardo ingressou na primeira turma de Comunica\u00e7\u00e3o da Uniacademia, quando teve aulas com Gleice Lisboa, considerada \u201ca principal respons\u00e1vel\u201d por inseri-lo na \u00e1rea da fotografia. \u201cFoi uma renova\u00e7\u00e3o na minha vida: poder registrar tudo que aprendi na Geografia, toda a desigualdade social e pobreza do pa\u00eds. O que aprendi na Geografia, a Comunica\u00e7\u00e3o me deixou levar para a rua e ver na pr\u00e1tica.\u201d<\/p>\n<p>Tal reconhecimento pela docente tamb\u00e9m \u00e9 mencionado por Felipe, colega de curso de Leonardo. \u201cA faculdade voltou a despertar toda aquela minha paix\u00e3o pela fotografia, e tamb\u00e9m me abriu uma porta quando eu conheci o fotojornalismo, gra\u00e7as \u00e0 inspira\u00e7\u00e3o da minha mestre Gleice Lisboa, a quem me ensinou tudo e que foi uma refer\u00eancia, enquanto fotojornalista.\u201d<\/p>\n<p>Como fot\u00f3grafo profissional, Leonardo passou pelos jornais Estado de Minas, Di\u00e1rio Regional, Hoje em Dia e Ag\u00eancia Di\u00e1rio dos Associados, atualmente \u00e9 fotojornalista da Tribuna de Minas, juntamente com Felipe, que tamb\u00e9m atuou no Di\u00e1rio Regional e no Hoje em Dia.\u00a0 Como fotojornalistas, registraram diversos momentos da hist\u00f3ria da cidade, como jogos esportivos,\u00a0 shows de artistas nacionais e internacionais, a morte do presidente Itamar Franco, visitas de presidentes e ex-presidentes \u00e0 cidade e a cobertura da pandemia de Covid-19.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-775052\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/FOTO-LEONARDO-COSTA-FELIPE-COURI-FOTOGRAFANDO-700x467.jpg.webp.webp\" alt=\"FOTO LEONARDO COSTA FELIPE COURI FOTOGRAFANDO\" width=\"597\" height=\"398\" title=\"Dia Mundial da Fotografia: conhe\u00e7a diferentes olhares juiz-foranos sobre a \u00e1rea 2\"  \/>Apaixonado por futebol, Felipe Couri j\u00e1 registrou diversos jogos em sua carreira (Foto: Leonardo Costa)<\/p>\n<p>Sobre fotografar, Leonardo garante: \u201co principal n\u00e3o \u00e9 talento, estudo ou dedica\u00e7\u00e3o. O principal \u00e9 sensibilidade: se n\u00e3o for sens\u00edvel, voc\u00ea n\u00e3o v\u00ea a foto. Tudo que d\u00f3i no meu cora\u00e7\u00e3o, eu registro\u201d, relata. Sobre o fotojornalismo, Felipe acrescenta:\u00a0 \u201ctem a adrenalina, a expectativa, aquele sentimento de responsabilidade, de levar informa\u00e7\u00e3o \u00e0s pessoas, sabe? Que foi o que me levou<br \/>a fazer jornalismo.\u201d<\/p>\n<p>Leonardo destaca que nem sempre a foto mais importante para a comunidade \u00e9 uma foto bonita, se ela soluciona a situa\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo retratada, cumpre o seu papel.\u201dA fotografia n\u00e3o tem dono. Se tem utilidade p\u00fablica, \u00e9 direito das pessoas registrarem. O celular veio para auxiliar isso: todo mundo ter a sua imagem, a sua vis\u00e3o e viv\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>Felipe tamb\u00e9m discorre sobre a fotografia no meio atual: \u201cFaz parte da vida do dia a dia de qualquer cidad\u00e3o que usa um smartphone. Ela tem esse poder de ser memor\u00e1vel tanto pelo aspecto t\u00e9cnico, fotojornal\u00edstico, art\u00edstico ou at\u00e9 mesmo pessoal de sentimento.\u201d<\/p>\n<p>O Dia Mundial da Fotografia \u00e9 visto como um reconhecimento. \u201cO dia d\u00e1 essa identifica\u00e7\u00e3o e valoriza a classe, mostra que as pessoas sobrevivem disso, que \u00e9 uma profiss\u00e3o. Acho que a fotografia tem um poder de registro hist\u00f3rico imenso\u201d, analisa Leonardo. \u201cRepresenta uma das minhas paix\u00f5es, comemoro a oportunidade de trabalhar com o que gosto\u201d, afirma Felipe.<\/p>\n<p>A cultura sob novos olhares<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.produtorakekadesigner.com.br\/sobre\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Jana\u00edna Fernandes<\/a> \u00e9 fot\u00f3grafa de cultura h\u00e1 20 anos em Juiz de Fora e iniciou na fotografia aos 16 anos, quando come\u00e7ou a trabalhar em um est\u00fadio fotogr\u00e1fico. Hoje, acumula mais de 600 eventos fotografados e registra diversos espet\u00e1culos na cidade, o que a elegeu como delegada suplente de Cultura.<\/p>\n<p>\u201cDesde 2005, meu olhar tem se aprofundado na busca por capturar a ess\u00eancia pulsante da cultura popular e dos espet\u00e1culos, n\u00e3o apenas como um registro visual, mas como uma narrativa viva que revela as emo\u00e7\u00f5es, a hist\u00f3ria e o pertencimento das pessoas envolvidas. \u00c9 um olhar que busca ir al\u00e9m da imagem, mostrando a for\u00e7a e a beleza da identidade cultural de Juiz de Fora\u201d, define ela, mais conhecida como Keka.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-773080\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-12-at-17.00.34-700x466.jpeg.webp.webp\" alt=\"WhatsApp Image 2025 08 12 at 17.00.34\" width=\"539\" height=\"359\" title=\"Dia Mundial da Fotografia: conhe\u00e7a diferentes olhares juiz-foranos sobre a \u00e1rea 3\"  \/>Keka registrou diversas edi\u00e7\u00f5es de Carnaval e eventos culturais de Juiz de Fora (Foto: Divulga\u00e7\u00e3o \/ Arquivo Pessoal)<\/p>\n<p>J\u00e1 <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/mirand_afotografia\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Daniela Miranda<\/a> \u00e9 fot\u00f3grafa desde o ano de 2021, quando come\u00e7ou a cobrir as edi\u00e7\u00f5es do Feij\u00e3o de Ogun, e relata que sempre foi apaixonada por fotografia. \u201cCostumo dizer que vejo a foto antes mesmo dela acontecer, quando me deparo com certas situa\u00e7\u00f5es ou paisagens. A fotografia se tornou a forma de mostrar ao mundo como penso e sinto.\u201d<\/p>\n<p>A fot\u00f3grafa, que realizou recentemente a exposi\u00e7\u00e3o \u201cCaminhos ancestrais\u201d, se define como estudiosa de culturas, como o Ax\u00e9, e se v\u00ea como algu\u00e9m que fotografa com corpo, alma e mem\u00f3ria. Ela discorre que registrar\u00a0 culturas \u00e9 um ato de respeito e de escuta: antes de clicar, \u00e9 preciso sentir e compreender a hist\u00f3ria que est\u00e1 diante de si.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-773085\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/WhatsApp-Image-2025-08-14-at-11.33.34-700x467.png.webp.webp\" alt=\"WhatsApp Image 2025 08 14 at 11.33.34\" width=\"623\" height=\"415\" title=\"Dia Mundial da Fotografia: conhe\u00e7a diferentes olhares juiz-foranos sobre a \u00e1rea 4\"  \/>Daniela Miranda defende em seus trabalhos o papel dos terreiros numa constru\u00e7\u00e3o cultural inclusiva em Juiz de Fora (Foto: Matheus Zaguetto)<\/p>\n<p>Segundo Keka, a fotografia cultural atua como uma ponte entre o presente e a mem\u00f3ria, visibilizando as express\u00f5es art\u00edsticas e populares que comp\u00f5em o tecido social. Para ela, fotografar ajuda a valorizar e divulgar a riqueza cultural local, estimulando o orgulho comunit\u00e1rio e fortalecendo o protagonismo dos artistas e grupos envolvidos, muitas vezes invizibilizados. Tal discurso \u00e9 enfatizado por Daniela, que aborda que a foto n\u00e3o apenas documenta, mas tamb\u00e9m cria visibilidade, reconhecimento e pertencimento, fortalecendo Juiz de Fora como um espa\u00e7o rico em ancestralidade, criatividade e resist\u00eancia cultural.<\/p>\n<p>Keka define que o trabalho fotogr\u00e1fico une a sensibilidade art\u00edstica com um olhar estrat\u00e9gico para contar hist\u00f3rias que dialogam e conectam. Para ela, o clique perfeito acontece quando sente que aquele instante encapsula uma emo\u00e7\u00e3o aut\u00eantica, um movimento natural que traduz a alma do evento.<\/p>\n<p>Daniela concorda. \u201cA minha sensibilidade vem da consci\u00eancia de que n\u00e3o estou apenas registrando uma imagem, estou lidando com ancestralidade, com espiritualidade e com territ\u00f3rios de resist\u00eancia. Isso me faz buscar imagens que traduzam verdade e pot\u00eancia, e n\u00e3o s\u00f3 est\u00e9tica.\u201d<\/p>\n<p>Dessa forma, Keka acredita que o Dia Mundial da Fotografia \u201csimboliza a celebra\u00e7\u00e3o do poder das imagens de contar hist\u00f3rias, preservar mem\u00f3rias e transformar percep\u00e7\u00f5es\u201d. Daniela complementa que \u201cao dar visibilidade tamb\u00e9m a fotografia de terreiro, representa uma pequena, mas significativa, conquista na luta por reconhecimento e respeito \u00e0s religi\u00f5es de matriz africana. Ao colocarmos essas imagens em circula\u00e7\u00e3o, desafiamos a intoler\u00e2ncia e os estere\u00f3tipos que ainda permeiam a sociedade, reivindicando reconhecimento e abrindo espa\u00e7o para que nossas tradi\u00e7\u00f5es sejam vistas com respeito e dignidade.\u201d<\/p>\n<p>Entre a t\u00e9cnica e a pr\u00e1tica<\/p>\n<p>Graduada em Comunica\u00e7\u00e3o Social, mestre em Artes, Cultura e Linguagens e especialista em Arte, Cultura Visual e Comunica\u00e7\u00e3o, <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/gleicelisboa\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Gleice Lisboa<\/a> atuou mais de 11 anos como rep\u00f3rter fotogr\u00e1fica. Foi premiada em dois concursos nacionais de fotografia, o Pr\u00eamio Vladimir Herzog e o Grande Pr\u00eamio Ayrton Senna de Jornalismo.<\/p>\n<p>Apesar de considerar dif\u00edcil se autodefinir, afirma que a sua fotografia \u00e9 \u201ccuriosa o tempo todo\u201d. \u201cQuando voc\u00ea trabalha com a imagem, a sua comunica\u00e7\u00e3o chega a algu\u00e9m. Eu lembro uma hist\u00f3ria em que eu estava na rua e tinha um gari que me gritou pelo nome e falou: \u2018Adorei a sua foto de hoje na Tribuna!\u2019. Voc\u00ea tem uma comunica\u00e7\u00e3o que \u00e9 sua, que voc\u00ea vai construindo, e acho que \u00e9 uma coisa que acontece muito sem voc\u00ea perceber.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 Pietro Carri\u00e7o, bisneto do pioneiro na \u00e1rea na cidade, o fot\u00f3grafo e cineasta, Jo\u00e3o Carri\u00e7o, aborda a fotografia pela vis\u00e3o de universit\u00e1rio. Estudante de jornalismo na UFJF, ele iniciou na \u00e1rea por meio de uma c\u00e2mera antiga da fam\u00edlia. \u201cEu sempre gostei muito de cinema, de fotografia, mas era s\u00f3 um espectador. At\u00e9 que eu comecei a fazer meus primeiros registros e ficavam muito malfeitos, mas foi um in\u00edcio que me fez ficar mais interessado na \u00e1rea.\u201d<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-773096\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/FOTOJORNALISTA-E-PROFESSORA-GLEICE-LISBOA-FOTO-LEONARDO-COSTA-01-700x467.jpg.webp.webp\" alt=\"FOTOJORNALISTA E PROFESSORA GLEICE LISBOA FOTO LEONARDO COSTA 01\" width=\"631\" height=\"421\" title=\"Dia Mundial da Fotografia: conhe\u00e7a diferentes olhares juiz-foranos sobre a \u00e1rea 5\"  \/>Ao longo de sua carreira na fotografia, Gleice registrou diferentes momentos sens\u00edveis da realidade juiz-forana (Foto: Leonardo Costa \/ Tribuna de Minas)<\/p>\n<p>Consoante a essa trajet\u00f3ria, Gleice defende a humildade no aprender. \u201c\u00c9 importante a simplicidade do caminho, n\u00e3o querer chegar r\u00e1pido nos lugares. Fotografar n\u00e3o \u00e9 sobre o equipamento. Todas as \u00e9pocas t\u00eam uma tecnologia, e todas as \u00e9pocas t\u00eam as grandes fotografias. Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 o equipamento: \u00e9 o olhar. Voc\u00ea s\u00f3 vai precisar de um bom equipamento depois que o seu olhar j\u00e1 estiver atento.\u201d<\/p>\n<p>Para Pietro, que registra momentos em seu <a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/flaneurysm_\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener nofollow\">Instagram<\/a> desde 2022, o contato com a \u00e1rea se deu pelas viv\u00eancias. \u201cNa fotografia de rua, sempre gostei de movimento: pegar um lugar, uma fatia de uma vista ou de um hor\u00e1rio do dia. A ideia \u00e9 ser uma coisa mundana, n\u00e3o ter um espet\u00e1culo, mas ter alguma coisa ali. Acho que, \u00e0s vezes, as pessoas t\u00eam a vis\u00e3o da fotografia como o belo: o c\u00e9u bonito, o carro bonito, a paisagem bonita. Mas n\u00e3o precisa ser necessariamente belo. Tem muita coisa que n\u00e3o \u00e9 necessariamente \u2018bela\u2019 pra quem v\u00ea, mas que pra quem tira, tem uma beleza, uma vis\u00e3o por tr\u00e1s\u201d.<\/p>\n<p>Gleice aborda a import\u00e2ncia dos celulares e defende que \u00e9 positivo que as pessoas tenham acesso ao aparelho, pois assim, elas podem contar suas hist\u00f3rias e viv\u00eancias \u00fanicas. \u201cA gente est\u00e1 tendo essa volta da fotografia manual dentro do celular e isso \u00e9 muito positivo\u201d, diz.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-773714\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/FOTOGRAFIA-PIETRO-CARRICO-FOTO-LEONARDO-COSTA-05-700x467.jpg.webp.webp\" alt=\"FOTOGRAFIA PIETRO CARRICO FOTO LEONARDO COSTA 05\" width=\"642\" height=\"428\" title=\"Dia Mundial da Fotografia: conhe\u00e7a diferentes olhares juiz-foranos sobre a \u00e1rea 6\"  \/>Entusiasta do cinema e da fotografia, Pietro pretende seguir na \u00e1rea de mestrado e doutorado, com foco em pesquisa (Foto: Leonardo Costa \/ Tribuna de Minas)<\/p>\n<p>Pietro discorre que seu bisav\u00f4 sabia que a arte n\u00e3o tem gra\u00e7a se s\u00f3 uma parte da popula\u00e7\u00e3o tem acesso. Ele destaca que \u00e9 quando todos conseguem ter acesso que ela faz sentido e que a maior heran\u00e7a que ele leva de seu bisav\u00f4 \u00e9 de que a arte e qualquer express\u00e3o autoral, n\u00e3o precisa estar num lugar elitizado para existir. Dessa maneira, o universit\u00e1rio defende que o celular existe para dar uma entrada para as pessoas que querem fotografar e que ter esse direito \u00e9 importante.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cA fotografia \u00e9 muito sobre mem\u00f3ria. O Dia Mundial da Fotografia \u00e9 uma conven\u00e7\u00e3o para que a gente lembre. \u00c9 muito bom a gente resgatar esse passado para saber o que estava acontecendo, mas tamb\u00e9m n\u00e3o d\u00e1 pra viver s\u00f3 de nostalgia e saudosismo, temos que ter a consci\u00eancia do presente\u201d, menciona Pietro. \u201cA gente precisa ter uma data para lembrar, mas n\u00e3o \u00e9 a data, e sim a oportunidade de colocar o assunto em evid\u00eancia. Nunca se discute a fotografia em si, ent\u00e3o esses momentos permitem que as reflex\u00f5es ocorram\u201d, complementa Gleice.<\/p>\n<p>Capa da Tribuna de Minas em edi\u00e7\u00e3o de 2002, um dos registros &#8216;mais sens\u00edveis e emocionantes&#8217; de Gleice retrata rebeli\u00e3o de presos no Ceresp (Foto: Gleice Lisboa)<\/p>\n<p>*Estagi\u00e1ria sob supervis\u00e3o da editora <a href=\"https:\/\/tribunademinas.com.br\/author\/gracielle\" data-wpel-link=\"internal\" data-mrf-link=\"https:\/\/tribunademinas.com.br\/author\/gracielle\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Gracielle Nocelli<\/a><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><script async src=\"\/\/www.instagram.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Comemorado na \u00faltima ter\u00e7a-feira (19), o Dia Mundial de Fotografia celebra a arte de fotografar. 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