{"id":444785,"date":"2026-07-09T15:06:15","date_gmt":"2026-07-09T15:06:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/444785\/"},"modified":"2026-07-09T15:06:15","modified_gmt":"2026-07-09T15:06:15","slug":"aumentar-monitoramento-pos-parto-reduz-complicacoes-graves-09-07-2026-equilibrio-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/444785\/","title":{"rendered":"Aumentar monitoramento p\u00f3s-parto reduz complica\u00e7\u00f5es graves &#8211; 09\/07\/2026 &#8211; Equil\u00edbrio e Sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<p>Monitorar a mulher de perto durante seis semanas ap\u00f3s o parto pode ajudar a reduzir cerca de um ter\u00e7o das <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2024\/09\/taxa-de-mortes-maternas-e-a-menor-em-22-anos-mas-ainda-e-elevada-em-estados-do-norte-e-nordeste.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">complica\u00e7\u00f5es mais graves<\/a> relacionadas a esse per\u00edodo, mostra um estudo <a href=\"https:\/\/www.cmaj.ca\/content\/198\/10\/E344\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">publicado <\/a>em mar\u00e7o na revista cient\u00edfica Canadian Medical Association Journal<a href=\"https:\/\/www.cmaj.ca\/content\/198\/10\/E344\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\">.<\/a><\/p>\n<p>Comorbidades maternas graves s\u00e3o aquelas que <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/10\/mortalidade-materna-de-meninas-ate-14-anos-e-maior-do-que-media-brasileira.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">resultam em altas taxas de mortalidade<\/a>, interna\u00e7\u00e3o ou mesmo incapacidade. Com impacto f\u00edsico, psicol\u00f3gico e social que pode se estender por anos, elas exigem estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico e tratamento precoces.<\/p>\n<p>A OMS (Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/saude\/\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">Sa\u00fade<\/a>) define essa fase como o per\u00edodo de at\u00e9 42 dias ap\u00f3s o parto e tem diretrizes para os cuidados nas primeiras seis semanas.<\/p>\n<p>&#8220;Sabe-se que eventos graves continuam ocorrendo ap\u00f3s o parto e o artigo mede isso com clareza, apontando a sepse como a principal causa de morbidade&#8221;, afirma a ginecologista e obstetra Fernanda Sawaguchi Faig, do Einstein Hospital Israelita. &#8220;O resultado d\u00e1 peso epidemiol\u00f3gico a algo que nossa pr\u00e1tica j\u00e1 sugere, que boa parte do risco est\u00e1 no pr\u00e9 e p\u00f3s-parto e n\u00e3o apenas na sala de parto.&#8221;<\/p>\n<p>O estudo avaliou cerca de 1 milh\u00e3o de nascimentos na regi\u00e3o de Ont\u00e1rio, no Canad\u00e1, entre 2012 e 2021. De modo geral, as complica\u00e7\u00f5es mais comuns foram hemorragia, pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia e sepse, al\u00e9m de acidente vascular cerebral (AVC), ruptura uterina, condi\u00e7\u00f5es card\u00edacas, embolia, fal\u00eancia renal e histerectomia. Cerca de 16% dessas complica\u00e7\u00f5es ocorreram na gravidez, 55% durante o parto e quase 30% no puerp\u00e9rio.<\/p>\n<p>Ao considerar cada etapa (gesta\u00e7\u00e3o, parto e puerp\u00e9rio), as intercorr\u00eancias mais comuns foram abd\u00f4men agudo, hemorragia severa e sepse, respectivamente. Al\u00e9m disso, quase 4% dessas intercorr\u00eancias surgiram em mais de um momento.<\/p>\n<p>O chamado abd\u00f4men agudo, embora n\u00e3o seja relacionado especificamente \u00e0 gravidez, pode sinalizar condi\u00e7\u00f5es como apendicite, e seu reconhecimento precoce evita complica\u00e7\u00f5es como perfura\u00e7\u00e3o, peritonites, sepse e parto prematuro.<\/p>\n<p>O fato de a <a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/equilibrioesaude\/2025\/10\/mortalidade-materna-de-meninas-ate-14-anos-e-maior-do-que-media-brasileira.shtml\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"\">gravidez <\/a>e o parto terem transcorrido bem n\u00e3o exclui complica\u00e7\u00f5es ap\u00f3s a alta. &#8220;A paciente pode ter tido um parto aparentemente sem intercorr\u00eancia e depois evoluir com endometrite, infec\u00e7\u00e3o de ferida operat\u00f3ria, hemorragia secund\u00e1ria, pr\u00e9-ecl\u00e2mpsia p\u00f3s-parto, tromboembolismo, mastite complicada ou cardiomiopatia periparto&#8221;, exemplifica Faig.<\/p>\n<p>No Brasil, al\u00e9m de hipertens\u00e3o e hemorragias, a infec\u00e7\u00e3o puerperal \u00e9 uma das principais causas diretas de morte materna. &#8220;Temos forte indica\u00e7\u00e3o baseada em evid\u00eancias para realizar acompanhamento mais frequente e prolongado. O cuidado puerperal deve ser um processo cont\u00ednuo, n\u00e3o uma \u00fanica consulta, podendo se estender at\u00e9 12 semanas ap\u00f3s o parto, dependendo do caso.&#8221;<\/p>\n<p>Isso \u00e9 mais importante nas mulheres com problemas de press\u00e3o arterial, transtorno de humor, diabetes, infec\u00e7\u00f5es na ferida operat\u00f3ria, lacera\u00e7\u00f5es de terceiro e quarto grau em partos vaginais e dificuldades cr\u00f4nicas ao amamentar.<\/p>\n<p>No estudo, entre os fatores para maior risco de complica\u00e7\u00f5es est\u00e3o a presen\u00e7a de condi\u00e7\u00f5es como obesidade, hipertens\u00e3o e diabetes, al\u00e9m de gesta\u00e7\u00e3o m\u00faltipla, cesariana, m\u00e3es de primeira viagem, gr\u00e1vidas com idades extremas (acima dos 40 anos ou na adolesc\u00eancia), negras e de baixa renda.<\/p>\n<p>&#8220;S\u00e3o condi\u00e7\u00f5es similares \u00e0 realidade brasileira, e isso \u00e9 ainda mais importante porque o cuidado puerperal segue inconsistente e as iniquidades s\u00e3o marcantes&#8221;, observa a ginecologista.<\/p>\n<p>O alto percentual de partos cir\u00fargicos no Brasil \u00e9 um ponto de aten\u00e7\u00e3o. &#8220;Isso n\u00e3o quer dizer que a ces\u00e1rea cause isoladamente a complica\u00e7\u00e3o, mas significa que, em um sistema com muita cesariana, o impacto potencial sobre hemorragia, infec\u00e7\u00e3o, placenta acreta em gesta\u00e7\u00f5es futuras e morbidade grave \u00e9 mais relevante&#8221;, pontua.<\/p>\n<p>Embora o Brasil conte com diretrizes bem estabelecidas (que preveem duas consultas no p\u00f3s-parto, uma na primeira semana e outra entre 30 e 42 dias ap\u00f3s o nascimento) e j\u00e1 tenha implementado programas com resultados promissores, ainda h\u00e1 uma lacuna entre o que \u00e9 recomendado e o que de fato ocorre na pr\u00e1tica cl\u00ednica.<\/p>\n<p>&#8220;As desigualdades regionais, raciais e socioecon\u00f4micas persistem como desafios importantes para a sa\u00fade materna no pa\u00eds&#8221;, afirma a especialista.<\/p>\n<p>    Cuide-se<\/p>\n<p class=\"c-newsletter__subtitle\">Ci\u00eancia, h\u00e1bitos e preven\u00e7\u00e3o numa newsletter para a sua sa\u00fade e bem-estar<\/p>\n<p>Quando ter aten\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Alguns sinais de alerta exigem avalia\u00e7\u00e3o m\u00e9dica imediata, tanto durante a gesta\u00e7\u00e3o quanto no puerp\u00e9rio.<\/p>\n<p>Na gravidez, s\u00e3o:<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Sangramento<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Dor de cabe\u00e7a intensa ou persistente<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Vis\u00e3o turva<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Falta de ar<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Dor no peito<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Dor epig\u00e1strica<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Febre ou calafrios<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Dor abdominal ou p\u00e9lvica intensa<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n<p>No p\u00f3s-parto, \u00e9 importante buscar atendimento em casos de:<\/p>\n<ul>&#13;<\/p>\n<li>Sangramento excessivo ou com odor forte<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Corrimento vaginal com mau cheiro<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Sintomas urin\u00e1rios e redu\u00e7\u00e3o do volume da urina<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Convuls\u00f5es<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Mal-estar acentuado<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Press\u00e3o arterial elevada<\/li>\n<p>&#13;<\/p>\n<li>Epis\u00f3dios de desmaio<\/li>\n<p>&#13;\n<\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Monitorar a mulher de perto durante seis semanas ap\u00f3s o parto pode ajudar a reduzir cerca de 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