{"id":44487,"date":"2025-08-25T16:02:09","date_gmt":"2025-08-25T16:02:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/44487\/"},"modified":"2025-08-25T16:02:09","modified_gmt":"2025-08-25T16:02:09","slug":"pai-contra-mae-as-origens-perdidas-de-luiz-gama","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/44487\/","title":{"rendered":"Pai contra m\u00e3e, as origens perdidas de Luiz Gama &#8211;"},"content":{"rendered":"<p>\t\t\t\t\t<a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/pai-contra-mae-as-origens-perdidas-de-luiz-gama\/?print=pdf\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-pdf\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/pdf.png\" alt=\"image_pdf\" title=\"Ver PDF\"\/><\/a><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/pai-contra-mae-as-origens-perdidas-de-luiz-gama\/?print=print\" class=\"pdfprnt-button pdfprnt-button-print\" target=\"_blank\" rel=\"nofollow noopener\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/1755807376_685_print.png\" alt=\"image_print\" title=\"Conte\u00fado de impress\u00e3o\"\/><\/a><\/p>\n<p>Por <strong>TALES AB\u00b4S\u00c1BER*<\/strong><\/p>\n<p>Considera\u00e7\u00f5es sobre o livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado de Bruno Rodrigues de Lima<\/p>\n<p>Pai contra m\u00e3e, as origens perdidas de Luiz Gama, \u00e9 a biografia fundante, existencial, ou espiritual, de Luiz Gama. Neste livro que se imp\u00f5e ao leitor, Bruno Rodrigues de Lima vai se dedicar \u00e0s for\u00e7as hist\u00f3ricas arcaicas, ou arcanas, de pouqu\u00edssima visibilidade na cultura, que cercaram e determinaram a vida da crian\u00e7a Luiz Gonzaga Pinto da Gama, na Bahia brasileira da d\u00e9cada de 1830. Ligado a um grupo de pesquisadores contempor\u00e2neos, amigos de Gama, e amigos de Bruno, que descobriram e levantaram junto a ele uma s\u00e9rie de documentos extraordin\u00e1rios desconhecidos at\u00e9 o momento \u2013 o professor de filosofia Jo\u00e3o Belmiro Cedraz Lopes e o pesquisador, letrista do BaianaSystem, Felipe Brito \u2013 o livro desenvolve teses fundamentais e, apesar do desgaste da palavra, espetaculares. No mesmo movimento de dar uma verdadeira nova vida aos personagens fortes do tempo, se desembara\u00e7am velhas d\u00favidas e querelas sobre as origens de Gama e a hist\u00f3ria de sua m\u00e3e, que se tornam de vez injustificadas. <\/p>\n<p>Escrito em uma esp\u00e9cie de para\u00edso dos historiadores, todas as constru\u00e7\u00f5es novas, definidas a partir da leitura da rigorosa memorial\u00edstica de Gama \u2013 precisa na evoca\u00e7\u00e3o dos fatos, lugares e pessoas, com a for\u00e7a evocativa do understatement,notada por Roberto Schwarz, e precisa ao n\u00edvel da utiliza\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica de termos jur\u00eddicos do c\u00f3digo penal da \u00e9poca, para falar da vida da m\u00e3e\u2026 \u2013 todas as constru\u00e7\u00f5es s\u00e3o lastreadas em documenta\u00e7\u00e3o. O fato de que, beirando os duzentos anos dos acontecimentos, s\u00f3 hoje algu\u00e9m tenha chegado aos registros de batismo do menino Luiz na Matriz do Sant\u00edssimo Sacramento e Santana \u2013 na freguesia de Santana em Salvador, e n\u00e3o em Itaparica\u2026, como deixado como enigma brilhando na autobiografia \u2013, e dado com a hist\u00f3ria da m\u00e3e, Luiza Mahin, da tia que deixara a fortuna delapidada pelo pai, e do pr\u00f3prio pai \u2013 que teve o nome ocultado por Gama na autobiografia \u2013 , fala de uma nossa dificuldade de engajamento na pesquisa, assim como afirma a esperan\u00e7a de que alguns dos arquivos mais dif\u00edceis a respeito dessa experi\u00eancia chamada Brasil possam sempre serem abertos, pela renova\u00e7\u00e3o do interesse e da imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como indicado, e como tudo que diz respeito a Gama, Pai contra m\u00e3e retra\u00e7a, palavra por palavra, objeto por objeto, ator por ator, lugar por lugar, problema por problema, os passos apontados \u2013 como histori\u00f3grafo do presente \u2013 pelo escritor cr\u00edtico e jurista negro em sua carta autobiogr\u00e1fica ao amigo L\u00facio de Mendon\u00e7a. A autobiografia de Luiz Gama, \u201cque p\u00f5e a nu a l\u00f3gica e as virtudes de uma forma\u00e7\u00e3o social, mostrando o que h\u00e1 de regra na exce\u00e7\u00e3o\u201d<a href=\"#_edn1\" id=\"_ednref1\">[i]<\/a>, \u00e9 tomada como documento de grande fidelidade, ao homem e \u00e0s coisas, e ser\u00e1 confirmada por uma sucess\u00e3o de documentos fundamentais, um testamento de 1837, folhas de batismo da primeira d\u00e9cada do Brasil\u2026, at\u00e9 ent\u00e3o fora de quadro da hist\u00f3ria. Por fim, surge um quase incr\u00edvel \u00faltimo documento, com dados ainda mais espantosos, um registro no contexto amplo da devassa contra os revolucion\u00e1rios do Dr. Sabino. Pe\u00e7a que completa o sentido mais amplo da hist\u00f3ria de m\u00e3e e de filho, indiciada com clareza na autobiografia de 1880.<\/p>\n<p>Bruno de Lima se alinha teoricamente \u00e0 cr\u00edtica forte feita por Diego Molina ao modo condicional de alguma pesquisa tratar as mem\u00f3rias de Gama, particularmente a hist\u00f3ria de sua m\u00e3e, um problema enunciado no ensaio precursor \u201cLuiz Gama: a vida como prova inconcussa da Hist\u00f3ria\u201d. No escrito, que \u00e9 um marco, o cr\u00edtico desvela um complexo de recusas a respeito de Gama ao se perguntar quem duvidou da hist\u00f3ria do impacto do escravo vindo pedir que a tia de Joaquim Nabuco o comprasse, em Massangana, passagem definitiva na trama das raz\u00f5es e na funda\u00e7\u00e3o da legitimidade do mandato autodeclarado do abolicionista, branco, nobre e rico, de mais tarde?<\/p>\n<p>Assim Molina explicita o problema, a dial\u00e9tica incorporada em Pai contra m\u00e3e: \u201cPodemos afirmar, ent\u00e3o, que a vida de Gama \u00e9 verdadeira na medida em que \u00e9 hist\u00f3rica. O Brasil rom\u00e2ntico que idealizou e estetizou o \u00edndio, emprestando-lhe a voz enquanto o dizimava, \u00e9 o mesmo que ignorou e silenciou o negro, deixando-o \u00e0 margem da sociedade, \u00e0 margem da ent\u00e3o chamada \u201cciviliza\u00e7\u00e3o\u201d e consequentemente \u00e0 margem da hist\u00f3ria. A vida de Gama \u00e9 uma prova inconcussa de sua hist\u00f3ria. Sua voz conta duplamente:\u00a0a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e a Hist\u00f3ria do Brasil do segundo reinado. Nessa conjun\u00e7\u00e3o e cruzamento de sentidos, a homon\u00edmia da palavra se encontra na vida de Gama sem estrid\u00eancias e ali se condensa. Luiz Gama \u00e9 um corpus em que se inscreve a hist\u00f3ria da escravid\u00e3o, da viol\u00eancia e da falsa moral das elites econ\u00f4micas e religiosas do segundo reinado, mas tamb\u00e9m da resist\u00eancia, da luta e do lugar que ocuparam os negros e a cultura africana no conglomerado cultural brasileiro. Nesse sentido, al\u00e9m de precursor do abolicionismo, Gama \u00e9 um precursor da pluralidade cultural e hist\u00f3rica do Brasil\u201d.<a href=\"#_edn2\" id=\"_ednref2\">[ii]<\/a><\/p>\n<p>As significativas confirma\u00e7\u00f5es historiogr\u00e1ficas de agora tem a for\u00e7a de preencher com a carne da hist\u00f3ria, as vidas andando pelo tempo, esse exato grau de verdade que a cr\u00edtica havia definido. Pai contra m\u00e3e \u00e9 uma filologia hist\u00f3rica cr\u00edticado Brasil, que traz os efeitos da vida e do pensamento de Luiz Gama diretamente para o esclarecimento e a renova\u00e7\u00e3o do presente, diante de tudo que ainda insiste na l\u00f3gica da repeti\u00e7\u00e3o reacion\u00e1ria brasileira, de longa dura\u00e7\u00e3o. A hist\u00f3ria se torna for\u00e7a de produ\u00e7\u00e3o, l\u00e1 e aqui. Junto com o deciframento da barb\u00e1rie da vida do pai, fidalgo de fam\u00edlia portuguesa importante de fazendeiros do rec\u00f4ncavo, de sua \u201cinfeliz mem\u00f3ria\u201d e da sua \u201cinj\u00faria dolorosa\u201d de agora, junto da aventura tr\u00e1gica da africana livre Luiza Mahin, que tanto diz do Brasil de todas as \u00e9pocas, junto da evoca\u00e7\u00e3o da tia Maria Rosa de Jesus, uma daquelas carolas matronas do Imp\u00e9rio que interessaram a Machado de Assis e a Gilberto Freyre, e seu amor pelo menino filho de sua escravizada ilegal, surgem na habilidade de rastrear os caminhos e conceber a vida em encruzilhadas, as imagens vivas de um tempo em que, de novo, os perigos concretos de um mundo se apresentam. S\u00e3o as imagens dial\u00e9ticas de um mundo, dos fazendeiros escravistas de b\u00e2ngala, dos sobrados vizinhos das igrejas, dos patachos traficantes de gente, da Ilha de Itaparica e das fazendas do rec\u00f4ncavo, da solteirona carola cat\u00f3lica rica, dos cavalos luxuosos dos fidalgos e os fidalgos do nada, dos fidalgos canalhas, das casas de tavolagem e as casas de fazer fortuna, dos agiotas da sucia do Imp\u00e9rio e dos muitos pequenos intermedi\u00e1rios da legaliza\u00e7\u00e3o da escraviza\u00e7\u00e3o ilegal, da masmorra do Aljube e das africanas livres, de seus doces, sua movimenta\u00e7\u00e3o pela cidade e sua luta pol\u00edtica pela liberdade.<\/p>\n<p>Na habilidade das correspond\u00eancias o livro de Bruno de Lima \u00e9 tamb\u00e9m uma obra polif\u00f4nica. Muitas e muitas imagens fazem com que as ruas e ladeiras onde o menino Luiz brincou, sua m\u00e3e se moveu, vendeu seus doces e fez pol\u00edtica, e seu pai reiterou o crime da escravid\u00e3o, cheguem at\u00e9 s\u00edmiles e impulsos aparentados presentes hoje e agora daquela hist\u00f3ria. Como no entendimento dos sonhos de Freud, a hist\u00f3ria aparece como um mundo de possibilidades, que se movem desde uma configura\u00e7\u00e3o concreta, determinada pelo desejo de emancipa\u00e7\u00e3o ou de terror. Quando pensamos na dor de Mano Brown, por exemplo, que desconheceu o pai, e do Gama diante da morte que conheceu e que anulou o nome de seu pai na autobiografia, por ter sido vendido por ele, estamos em um mesmo territ\u00f3rio profundo de formas a serem desencantadas na hist\u00f3ria de um pa\u00eds fronteira, entre o horizonte da emancipa\u00e7\u00e3o e a repeti\u00e7\u00e3o infinita do desamparo e da destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 por acaso, dentre todos os elementos de valor hist\u00f3rico e conscientes restaurados por Bruno de Lima, que o livro preste aten\u00e7\u00e3o a um sonho do jovem Luiz Gama, de quando ele esteve preso por uma quizila com um militar que o ofendera. No sonho, na cadeia em que passava os dias lendo, Luiz v\u00ea a m\u00e3e chamando claramente por ele, enquanto \u00e9 levada para ser presa. Todo o trabalho de Bruno Lima \u00e9 a verdadeira interpreta\u00e7\u00e3o deste sonho. O jovem Gama sabia, como o infantil vive em sonhos, que a m\u00e3e havia sido presa e deportada \u2013 como ele havia sido vendido \u00e0 escravid\u00e3o\u2026 \u2013 o que aconteceu quando ele tinha sete anos. E sabia, em sonhos e na determina\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio desejo, que a movimenta\u00e7\u00e3o por justi\u00e7a de Luiza Mahin chamava permanentemente por ele, convocando-o \u00e0 transforma\u00e7\u00e3o daquele destino. Seu trabalho pela liberta\u00e7\u00e3o de todos os escravizados ilegais, que perderam suas vidas no Imp\u00e9rio sem direito do Brasil, tamb\u00e9m foi o trabalho pela liberta\u00e7\u00e3o de Luiza e, com ela, do pr\u00f3prio Luiz. A hist\u00f3ria polif\u00f4nica, e de sonho, de Bruno de Lima produz e conquista essa liberdade.<\/p>\n<p>Dentre o rol das faculdades civilizat\u00f3rias de Luiz Gama, atentar, em 1880 e ainda antes, para um sonho, pessoal e subjetivo, como carregado de sentido conceb\u00edvel, quanto mais quando sonhado em contexto pol\u00edtico de luta de vida e de morte \u2013 exatamente como anotaram Primo Levi, Reinhart Koselleck e Charlotte Beradt \u2013 n\u00e3o \u00e9 uma das percep\u00e7\u00f5es mais simples. Como Machado de Assis se interessou no mesmo momento hist\u00f3rico pelo del\u00edrio abstruso e rid\u00edculo dos senhores, Gama reconhecia a sua constitutiva mensagem do sonho. Identificado com a pr\u00f3pria m\u00e3e, que sonhava com ele, sabendo do destino dela na luta de pai contra m\u00e3e, ele encarnou o seu desejo. <\/p>\n<p>Sua obra e sua vida estavam realmente ligadas a este umbigo. Isso em um momento em que Freud e Breuer na Europa apenas come\u00e7avam a tatear o inconsciente, e com ele os sonhos. O que Gama j\u00e1 sabia ao modo brasileiro da coisa. E mais. Al\u00e9m de reconhecer o chamado limite da m\u00e3e, naquela mesma noite Luiz Gama partilhou seu sonho com os companheiros da pris\u00e3o. E eles partilharam com ele \u201cfatos semelhantes\u201d. A psican\u00e1lise social estava l\u00e1, n\u00e3o apenas nas suas formas originais e precoces de valora\u00e7\u00e3o das forma\u00e7\u00f5es do inconsciente, antes de Freud as haver pensado, mas tamb\u00e9m na cl\u00ednica coletiva e pol\u00edtica de hoje do Brasil, da qual uma das mais sofisticadas formas \u00e9 a do partilhamento de grupo de sonhos, que se desenvolveu por aqui exatamente durante o risco total \u00e0s vidas, em que todos est\u00e1vamos presos, da pandemia de 2020 e 2021.<\/p>\n<p>Na elis\u00e3o calculada do nome do pai, que inscreve em negativo na autobiografia, e no compromisso pol\u00edtico do sonho com a m\u00e3e que ecoa por toda sua vida, Luiz Gama reconfigura o mist\u00e9rio do \u00c9dipo brasileiro. As veleidades te\u00f3ricas m\u00edticas europeias, como a met\u00e1fora constitutiva do inconsciente do nome do pai de Lacan, que tamb\u00e9m significa a inscri\u00e7\u00e3o de uma subjetividade no universo da fam\u00edlia burguesa, aqui, mais uma vez, s\u00e3o invertidas e perdem o lastro. Como disse Roberto Schwarz, o que significa um pai que amava o menino, o cuidava junto ao colo, e no momento seguinte o vende no porto de Salvador? Por isso, como bem observou Bruno de Lima, ao contar o epis\u00f3dio de sua escraviza\u00e7\u00e3o pelo pai Luiz Gama enxuga definitivamente qualquer nota\u00e7\u00e3o imagin\u00e1ria a seu respeito, do sofrimento romantizado (rom\u00e2ntico) de algum eu, e acentua simplesmente a materialidade hist\u00f3rica do patacho, o tumbeiro escravista. Naquele mundo, que deve ser enunciado em sua objetividade, em sua l\u00f3gica social concreta, o escritor apaga o nome do pai, diminui a luz sobre o eu, para deixar vir \u00e0 tona o que se oculta estando por tudo, a l\u00f3gica objetiva da escravid\u00e3o.<\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 pai no \u00c9dipo brasileiro de Gama. H\u00e1 m\u00e3e, seu compromisso hist\u00f3rico por uma luta permanente, por uma humanidade por vir, que toma posi\u00e7\u00e3o agora, movida desde os sonhos at\u00e9 a t\u00e9cnica cr\u00edtica das leis existentes, recusadas pelo poder. A lei aqui \u00e9 luta pela vida. O pai \u00e9 apagado. Em seu lugar est\u00e1 a realidade da escravid\u00e3o, que devassa tudo. E, como todos sabemos, escravid\u00e3o \u00e9 simplesmente\u2026 a mercadoria.<\/p>\n<p><strong>*Tales Ab\u2019Saber<\/strong> \u00e9 professor do Departamento de Filosofia da Unifesp. Autor, entre outros livros, de O soldado antropof\u00e1gico (Hedra) [<a href=\"https:\/\/amzn.to\/4ay2e2g\" rel=\"nofollow noopener\" target=\"_blank\">https:\/\/amzn.to\/4ay2e2g<\/a>]<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancia<\/strong><\/p>\n<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"295\" height=\"466\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/81s83acQEL._SY466_.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-54500\" style=\"width:205px;height:auto\"  \/><\/p>\n<p>Bruno Rodrigues de Lima. Pai contra m\u00e3e, as origens perdidas de Luiz Gama. S\u00e3o Paulo, Editora Hedra, 2025, 216 p\u00e1gs. [<a href=\"https:\/\/amzn.to\/4oSlUVr\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\"><strong>https:\/\/amzn.to\/4oSlUVr<\/strong><\/a>]<\/p>\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"#_ednref1\" id=\"_edn1\">[i]<\/a> Roberto Schwarz, \u201cAutobiografia de Luiz Gama\u201d, Seja como for, S\u00e3o Paulo: Editora 34, Livraria Duas Cidades, 2019, p. 345.<\/p>\n<p><a href=\"#_ednref2\" id=\"_edn2\">[ii]<\/a> Diego Molina, \u201cLuiz Gama: a vida como prova inconcussa da Hist\u00f3ria\u201d, Revista de Estudos Avan\u00e7ados, 32 (92), janeiro-abril de 2018.<\/p>\n<p class=\"has-text-align-center has-background\" style=\"background-color:#e9965c\"><strong>A Terra \u00e9 Redonda\u00a0existe gra\u00e7as<\/strong>\u00a0<strong>aos nossos leitores e apoiadores.<br \/>Ajude-nos a manter esta ideia.<br \/><a href=\"https:\/\/aterraeredonda.com.br\/CONTRIBUA\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">CONTRIBUA<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Por TALES AB\u00b4S\u00c1BER* Considera\u00e7\u00f5es sobre o livro rec\u00e9m-lan\u00e7ado de Bruno Rodrigues de Lima Pai contra m\u00e3e, as origens&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":44488,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[143],"tags":[169,114,115,170,32,33,13567],"class_list":{"0":"post-44487","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-livros","8":"tag-books","9":"tag-entertainment","10":"tag-entretenimento","11":"tag-livros","12":"tag-portugal","13":"tag-pt","14":"tag-tales-absaber"},"share_on_mastodon":{"url":"","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44487","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=44487"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/44487\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/44488"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=44487"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=44487"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=44487"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}