{"id":445066,"date":"2026-07-09T20:17:17","date_gmt":"2026-07-09T20:17:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/445066\/"},"modified":"2026-07-09T20:17:17","modified_gmt":"2026-07-09T20:17:17","slug":"epidemia-de-ebola-esta-a-propagar-se-mais-rapidamente-que-qualquer-outro-surto-anterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/445066\/","title":{"rendered":"Epidemia de \u00c9bola est\u00e1 a propagar-se mais rapidamente que qualquer outro surto anterior"},"content":{"rendered":"\n<p>&#13;<br \/>\n&#8220;Infelizmente, o v\u00edrus continua a espalhar-se mais rapidamente do que a nossa capacidade de resposta. <b>Est\u00e1 a disseminar-se mais rapidamente do que os recursos mobilizados para controlar a situa\u00e7\u00e3o<\/b>&#8220;, disse\u00a0o Dr. Wessam Mankoula, chefe de emerg\u00eancias do Centro de Controlo e &#13;<br \/>\nPreven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as de \u00c1frica (Africa CDC), a ag\u00eancia de sa\u00fade da Uni\u00e3o&#13;<br \/>\nAfricana (UA), durante uma confer\u00eancia de imprensa online.&#8221;Continuamos a enfrentar a epidemia de \u00c9bola com a propaga\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida alguma vez registada&#8221;, observou Mankoula, &#8220;n\u00e3o apenas entre os surtos do v\u00edrus Bundibugyo, mas entre todos os diferentes v\u00edrus que causam o \u00c9bola.&#8221;<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>H\u00e1 suspeitas de novos casos fora do epicentro declarado em Ituri em 15 de maio e em prov\u00edncias que n\u00e3o tinham sido afetadas anteriormente.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade congol\u00eas, estes casos foram registados nas prov\u00edncias de Tshopo e Haut-Uele, e sinalizam a cont\u00ednua propaga\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a para al\u00e9m do epicentro em Ituri.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio apontava dois novos casos suspeitos em Kisangani, na prov\u00edncia de Tshopo, mas n\u00e3o refere quantos casos s\u00e3o suspeitos em Haut-Uele.<\/p>\n<p>Segundo o relat\u00f3rio, um dos dois casos suspeitos em Tshopo estava ligado \u00e0 zona de sa\u00fade de Nia-Nia, na prov\u00edncia de Ituri, onde foram reportados os primeiros casos, enquanto o outro caso &#8220;n\u00e3o tem qualquer liga\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica aparente com surtos conhecidos&#8221;.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nProtestos e amea\u00e7as de greve&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nAgravando a falta de meios, trabalhadores dos centros de atendimento <b>amea\u00e7am entrar em greve por falta de pagamento de sal\u00e1rios.<\/b>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nEsta quinta-feira, dezenas de membros das equipas de resposta ao \u00c9bola\u00a0no nordeste da Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, realizaram protestos em frente ao Centro M\u00e9dico Evang\u00e9lico (CME), aos centros de tratamento de Elikya e&#13;<br \/>\nSalama, em Bunia, capital da prov\u00edncia de Ituri, a mais afectada pelo atual surto. Alegaram falta do pagamento na totalidade do seu trabalho.&#13;\n<\/p>\n<p>A pol\u00edcia dispersou um dos protestos, em frente ao CME. N\u00e3o ficou imediatamente claro se os protestos interromperam as opera\u00e7\u00f5es nos centros de tratamento.<\/p>\n<p>Em declara\u00e7\u00f5es \u00e0 imprensa em Bunia, o ministro da Sa\u00fade, Samuel Roger Kamba, reconheceu que houve <b>problemas com o &#8220;pilar de recursos humanos da resposta&#8221;, nomeadamente com a garantia de que as listas de pessoas que precisavam de ser pagas<\/b> estavam actualizadas e correctas.<\/p>\n<p>Na confer\u00eancia de imprensa online, Mankoula afirmou estar a trabalhar com as autoridades congolesas para agilizar os pagamentos aos profissionais de sa\u00fade que trabalham na linha da frente.<\/p>\n<p>&#8220;Isto \u00e9 muito importante para manter o moral elevado&#8221;, disse , acrescentando que o Africa CDC forneceu ao Congo cerca de dois milh\u00f5es de d\u00f3lares para apoiar a sua resposta ao \u00c9bola, parte dos quais poderia ser utilizada para efectuar &#8220;pagamentos em atraso&#8221; aos profissionais de sa\u00fade.<\/p>\n<p>Um respons\u00e1vel da sa\u00fade congol\u00eas, que pediu para n\u00e3o ser identificado por n\u00e3o estar autorizado a falar com a imprensa, disse \u00e0 Reuters que<b> estavam em curso negocia\u00e7\u00f5es com os trabalhadores que amea\u00e7avam fazer greve, mas que at\u00e9 \u00e0 data n\u00e3o tinha come\u00e7ado nenhuma greve.<\/b><br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nMais de meio milh\u00e3o de mortes&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nOficialmente declarado a 15 de Maio na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC), este surto de \u00c9bola j\u00e1 fez mais de meio milh\u00e3o de mortos.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nNum relat\u00f3rio de situa\u00e7\u00e3o datado de 7 de Julho, <b>a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS) indicou 600 mortes, de um total de 1.759 casos confirmados<\/b>, na Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo (RDC) desde o in\u00edcio da actual epidemia,.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nO surto foi oficialmente declarado na prov\u00edncia de Ituri, que faz &#13;<br \/>\nfronteira com o Uganda e o Sud\u00e3o do Sul e constitui o epicentro da &#13;<br \/>\nepidemia, mas alastrou tamb\u00e9m \u00e0s prov\u00edncias congolesas de Kivu do Norte e&#13;<br \/>\nKivu do Sul.&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\n<br \/>&#13;<br \/>\nA epidemia propagou-se igualmente ao Uganda, onde foram confirmados 20 &#13;<br \/>\ncasos de infe\u00e7\u00e3o, incluindo 15 considerados importados da RDCongo, entre&#13;<br \/>\nos quais se registaram duas mortes, n\u00famero que se mant\u00e9m.&#13;\n<\/p>\n<p>\nA RDC j\u00e1 viveu 17 surtos de \u00c9bola, mas n\u00e3o existe vacina ou tratamento espec\u00edfico para o v\u00edrus Bundibugyo.<\/p>\n<p><b>A OMS j\u00e1 tinha alertado a 19 de maio para a &#8220;escala e velocidade&#8221; da propaga\u00e7\u00e3o da epidemia no leste da RDC.<\/b><\/p>\n<p>Por seu lado, a ONG M\u00e9dicos Sem Fronteiras (MSF) manifestou preocupa\u00e7\u00e3o em meados de junho sobre as &#8220;lacunas perigosas&#8221; na resposta \u00e0 epidemia, que estava a &#8220;progredir mais rapidamente do que a resposta&#8221;.<\/p>\n<p>A epidemia de doen\u00e7a pelo v\u00edrus \u00c9bola mais violenta da hist\u00f3ria, que assolou a \u00c1frica Ocidental entre o final de 2013 e 2016, provocou mais de 11.300 mortes em cerca de 29.000 casos registados, sendo mais de 99% na Guin\u00e9, Lib\u00e9ria e Serra Leoa.<br \/>&#13;\n<\/p>\n<p>&#13;<br \/>\nc\/ag\u00eancias&#13;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"&#13; &#8220;Infelizmente, o v\u00edrus continua a espalhar-se mais rapidamente do que a nossa capacidade de resposta. 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