{"id":445458,"date":"2026-07-10T08:25:14","date_gmt":"2026-07-10T08:25:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/445458\/"},"modified":"2026-07-10T08:25:14","modified_gmt":"2026-07-10T08:25:14","slug":"finn-wolfhard-se-reinventa-em-fire-from-the-hip","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/445458\/","title":{"rendered":"Finn Wolfhard se reinventa em \u201cFire From The Hip\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Se voc\u00ea ainda enxerga <strong>Finn Wolfhard<\/strong> apenas pelo retrovisor da nostalgia em <strong>Stranger Things<\/strong>, essa sexta-feira (10\/07) marca a data oficial para voc\u00ea recalibrar suas expectativas. O m\u00fasico, ator e diretor canadense acaba de lan\u00e7ar <strong>Fire From The Hip<\/strong>, seu segundo \u00e1lbum solo. O som que sai dali n\u00e3o tem nada de digital, polido ou milimetricamente calculado para algoritmos.<\/p>\n<p>Diferente da est\u00e9tica de quarto bagun\u00e7ado de seu debut (<strong>Happy Birthday<\/strong>, de 2025), o novo registro foi inteiramente gravado em fita anal\u00f3gica de 24 canais no m\u00edstico <strong>Pachyderm Studios<\/strong>, em Minnesota. O resultado? Um disco que pulsa como uma garagem enfuma\u00e7ada nos anos 70, priorizando a eletricidade, o suor e os erros que tornam o rock puramente humano.<\/p>\n<p>Em conversa com o <strong>TMDQA!<\/strong>, Finn nos contou como trocou a perfei\u00e7\u00e3o do Pro Tools pela crueza dos <strong>Rolling Stones<\/strong> na era <strong>Exile On Main Street<\/strong>, relembrou a dificuldade de fincar ra\u00edzes ap\u00f3s uma inf\u00e2ncia vivida \u201cno circo\u201d da estrada e listou os 5 discos que moldaram sua vida. Se liga!<\/p>\n<p>Continua ap\u00f3s o post<\/p>\n<p>TMDQA! Entrevista Finn Wolfhard<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: \u00c9 uma honra fazer esta entrevista, Finn, muito obrigado por nos atender! Cara, gravar em uma fita de 24 canais exige desapegar completamente do perfeccionismo digital. Qual foi o \u201cerro mais bonito\u201d ou a imperfei\u00e7\u00e3o que aconteceu durante os takes ao vivo de Fire From The Hip que voc\u00ea se recusou terminantemente a editar ou regravar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> Essa \u00e9 uma \u00f3tima pergunta! Eu sinto que, de alguma forma, quase toda m\u00fasica do disco tem um grande erro (ou pelo menos o que eu considero um erro). N\u00e3o acho que a maioria das pessoas v\u00e1 notar, s\u00e3o pequenos detalhes. <br \/>Mas eu me lembro de uma faixa chamada \u201c<strong>Oscilloscope<\/strong>\u201c, uma m\u00fasica super r\u00e1pida, de um minuto e meio. N\u00f3s a gravamos com a banda inteira tocando junta na mesma sala, como se estiv\u00e9ssemos ao vivo em um show, e por ser t\u00e3o curta, ficamos naquela de: \u201cbeleza, vamos fazer de novo, mais uma vez, mais uma vez\u201d.<\/p>\n<p>Quando fomos ouvir no est\u00fadio, pegamos o pen\u00faltimo take. No \u00faltimo, tecnicamente falando, tudo estava um pouco mais limpo e menos desleixado, mas para mim, o pen\u00faltimo tinha algo que combinava perfeitamente com a proposta da m\u00fasica. Eu queria que ela soasse meio largada, meio slacker, n\u00e3o 100% perfeita. A banda <strong>Minutemen<\/strong> foi uma grande inspira\u00e7\u00e3o ali. <br \/>Lembro que o <strong>Ramsey<\/strong>, nosso baixista, me disse: \u201cputz, n\u00e3o sei\u2026 Eu queria muito regravar esse baixo, n\u00e3o fiquei muito feliz\u201d. Eu olhei bem para ele e disse: \u201cn\u00e3o vamos voltar atr\u00e1s, est\u00e1 perfeito\u201d. Aquele pequeno vacilo que ele deu \u00e9 exatamente o que d\u00e1 personalidade \u00e0 m\u00fasica. Foi assim que abordamos quase todo o \u00e1lbum: testando at\u00e9 onde pod\u00edamos ir com os erros.<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: Geralmente, o est\u00fadio permite criar camadas infinitas, mas voc\u00ea fez o oposto: trouxe a energia ca\u00f3tica e suada da estrada para as grava\u00e7\u00f5es. Qual foi a parte mais dif\u00edcil de traduzir a espontaneidade do palco para a fita anal\u00f3gica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> O equil\u00edbrio. Quando voc\u00ea est\u00e1 fazendo um show, tudo \u00e9 muito espont\u00e2neo \u2013 todo mundo toca de um jeito que reflete sua pr\u00f3pria personalidade, e \u00e9 isso que torna os shows incr\u00edveis. Eu queria colocar essa energia no disco, mas, ao mesmo tempo, um \u00e1lbum exige ser um pouco mais deliberado e refinado do que uma apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo. <br \/>O dif\u00edcil foi dar espa\u00e7o para que os m\u00fasicos fizessem linhas de instrumentos com as quais estivessem felizes, que pudessem chamar de suas, mas sem perder de vista o meu papel como produtor. Foi um equil\u00edbrio delicado entre fazer com que o processo parecesse muito colaborativo, mas mantendo a palavra final comigo. Correu tudo bem, at\u00e9 porque trabalhei com amigos maravilhosos.<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: Se o Happy Birthday tinha a textura de um quarto \u00edntimo, Fire From The Hip traz a atmosfera de um por\u00e3o nos anos 70. Teve algum equipamento espec\u00edfico, como um pedal vintage ou uma guitarra, que virou a espinha dorsal desse novo som?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> Com certeza! Fico muito feliz que voc\u00ea tenha sentido isso, porque era exatamente a vibe que eu queria passar, n\u00f3s usamos muitos equipamentos vintage. Eu usei uma guitarra Gibson SG bem antiga que estava no est\u00fadio e passamos os instrumentos por um sistema de caixas Marshall Stack. Na minha cabe\u00e7a, os Marshalls s\u00e3o o amplificador cl\u00e1ssico do rock.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m usamos um instrumento chamado \u201coptigan\u201d, ele funciona de forma parecida com loops de fita, mas usa uns disquinhos de pl\u00e1stico. Tem uma banda chamada <strong>Sparklehorse<\/strong> que eu amo de paix\u00e3o \u2013 tenho certeza de que voc\u00ea conhece \u2013 e eles usam o optigan em quase tudo. <br \/>Ficamos super empolgados no est\u00fadio pensando: \u201cCara, vamos ter o nosso momento Sparklehorse!\u201d <strong>[risos]<\/strong> Quando cheguei ao Pachyderm Studios, me senti em uma loja de doces. Eles foram extremamente generosos com a gente.<\/p>\n<p>Continua ap\u00f3s o video<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: Para quem te acompanha desde as bandas Calpurnia e The Aubreys, e tamb\u00e9m pela sua carreira nas telas: quem \u00e9 o Finn Wolfhard que estamos conhecendo agora em 2026?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> Acho que estou tentando mostrar uma vers\u00e3o mais pura de quem eu sinto que sou hoje. Eu sei que as pessoas sempre v\u00e3o me enxergar como aquele garoto super jovem de Stranger Things, e eu sou eternamente grato por essa s\u00e9rie, mas, ao mesmo tempo, voc\u00ea n\u00e3o quer ser visto como \u201caquela crian\u00e7a\u201d o tempo todo. Voc\u00ea quer ser levado a s\u00e9rio como um jovem adulto tentando descobrir as coisas da vida. <\/p>\n<p>Quero que este disco mostre que a m\u00fasica \u00e9 algo que importa para mim h\u00e1 ainda mais tempo do que a atua\u00e7\u00e3o. Essas m\u00fasicas s\u00e3o muito pessoais, mas tamb\u00e9m s\u00e3o hist\u00f3rias. Tentei incorporar um senso de humor sobre a passagem do tempo.<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: Suas letras sempre dialogaram muito bem com a ansiedade e com a nostalgia. Como \u00e9 a experi\u00eancia de escrever sobre solid\u00e3o e crescimento pessoal quando se vive dentro de uma van de turn\u00ea, constantemente cercado por barulho? O caos ajuda a silenciar esses sentimentos ou os amplifica?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> Faz as duas coisas: amplifica e depois acalma. Eu tive uma inf\u00e2ncia e uma vida bem fora do tradicional, sempre na estrada. <br \/>O que acho mais incr\u00edvel no meu trabalho \u00e9 que consigo fazer amigos no mundo inteiro, o que \u00e9 maravilhoso. Por outro lado, \u00e9 uma \u201cvida de circo\u201d, sabe? Voc\u00ea cria conex\u00f5es e, de repente, precisa ir embora. Conforme vou ficando mais velho, sinto um instinto maior de ficar mais parado.<\/p>\n<p>Quando voc\u00ea vive nesse \u201ccirco\u201d desde crian\u00e7a, chega uma hora em que voc\u00ea quer fazer parte de uma comunidade. Estar de volta a Vancouver, poder ver os amigos com quem cresci e tentar ficar por aqui o maior tempo poss\u00edvel tem sido \u00f3timo. Quero encontrar um lugar que eu possa chamar de lar, onde eu possa realmente sentar e relaxar. Isso com certeza foi uma parte gigante na composi\u00e7\u00e3o do disco.<\/p>\n<p>Continua ap\u00f3s o v\u00eddeo<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: Infelizmente o nosso tempo est\u00e1 curto, ent\u00e3o vamos de rodadas r\u00e1pidas. Se algu\u00e9m colocasse o Fire From The Hip no som do carro, qual seria a paisagem ideal e o hor\u00e1rio perfeito para ouvir o \u00e1lbum pela primeira vez?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> Em uma viagem de carro no ver\u00e3o! Uma viagem pela Col\u00fambia Brit\u00e2nica, que \u00e9 de onde eu sou, no Canad\u00e1. Seria lindo dirigir pelas montanhas do norte de l\u00e1 durante o ver\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: Na tracklist, h\u00e1 uma m\u00fasica chamada \u201cCommon Side Effects\u201d. Se esse disco fosse um rem\u00e9dio de tarja preta, qual seria o principal efeito colateral na mente do ouvinte?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> <strong>[risos]<\/strong> Essa \u00e9 dif\u00edcil! Olha, se voc\u00ea ouvir com o volume alto demais, o efeito colateral provavelmente vai ser uma bela dor de cabe\u00e7a!<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: Perfeito! [risos] Para fechar, meu nome \u00e9 Eduardo e temos uma tradi\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica no Tenho Mais Discos Que Amigos!: voc\u00ea poderia citar cinco discos que mudaram a sua vida?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> Meu Deus, vamos l\u00e1!<\/p>\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Help! (The Beatles):<\/strong> Foi o primeiro \u00e1lbum deles que ouvi e o que me deu vontade de tocar m\u00fasica para come\u00e7o de conversa.<\/li>\n<li><strong>Rocket to Russia (Ramones):<\/strong> Minha m\u00e3e me mostrou <strong>Ramones<\/strong> quando eu era muito moleque, foi o que me introduziu ao punk rock.<\/li>\n<li><strong>Down in Heaven (Twin Peaks):<\/strong> Eles s\u00e3o grandes amigos meus, colaboradores de longa data e pessoas que eu admiro muito. \u00c9 um dos meus discos favoritos.<\/li>\n<li><strong>Exile on Main Street (The Rolling Stones):<\/strong> Meu \u00e1lbum favorito dos Stones. Amo a produ\u00e7\u00e3o dele, acho boa demais.<\/li>\n<li><strong>Yankee Hotel Foxtrot (Wilco):<\/strong> Um \u00e1lbum que eu amo profundamente.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Esses s\u00e3o os que me v\u00eam \u00e0 cabe\u00e7a agora de primeira, mas com certeza existem muitos outros!<\/p>\n<p><strong>TMDQA!: Escolhas incr\u00edveis, Finn. Muito obrigado pelo seu tempo, foi um grande prazer e parab\u00e9ns pelo disco!<\/strong><\/p>\n<p><strong>Finn Wolfhard:<\/strong> Cara, o prazer foi meu. Muito bom conversar contigo. Obrigado!<\/p>\n<p>OU\u00c7A AGORA MESMO A PLAYLIST TMDQA! LAN\u00c7AMENTOS<\/p>\n<p>Quer ficar por dentro dos principais lan\u00e7amentos nacionais e internacionais? Siga a\u00a0<strong>Playlist TMDQA! Lan\u00e7amentos e descubra o que h\u00e1 de melhor do mainstream ao underground; aproveite e\u00a0<a href=\"https:\/\/open.spotify.com\/playlist\/05jyAgzDISm9DyKJt4WUj1?si=fa5ec8e47e7f49da\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">siga o TMDQA! no Spotify!<\/a>\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Se voc\u00ea ainda enxerga Finn Wolfhard apenas pelo retrovisor da nostalgia em Stranger Things, essa sexta-feira (10\/07) marca&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":445459,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[145],"tags":[211,210,114,115,29776,32,33],"class_list":["post-445458","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-celebridades","tag-celebridades","tag-celebrities","tag-entertainment","tag-entretenimento","tag-finn-wolfhard","tag-portugal","tag-pt"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116894729957724390","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445458","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=445458"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/445458\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/445459"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=445458"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=445458"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=445458"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}