{"id":447928,"date":"2026-07-12T19:30:12","date_gmt":"2026-07-12T19:30:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/447928\/"},"modified":"2026-07-12T19:30:12","modified_gmt":"2026-07-12T19:30:12","slug":"fosseis-de-544-milhoes-de-anos-nao-eram-de-animais-revela-novo-estudo-com-a-unesp","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/447928\/","title":{"rendered":"F\u00f3sseis de 544 milh\u00f5es de anos n\u00e3o eram de animais, revela novo estudo com a Unesp"},"content":{"rendered":"\n<p>As maiores mudan\u00e7as que nosso planeta j\u00e1 passou ocorreram cerca de 580 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, durante um per\u00edodo considerado relativamente curto pelos paleont\u00f3logos: ao longo de 35 milh\u00f5es de anos. Foi nesse intervalo de tempo que os animais surgiram na Terra e os organismos ao redor do globo passaram a adquirir formas e h\u00e1bitos mais complexos. Al\u00e9m disso, as \u00e1guas dos oceanos tamb\u00e9m passaram por transforma\u00e7\u00f5es, com um aumento de oxigena\u00e7\u00e3o e outras mudan\u00e7as qu\u00edmicas que, hoje, s\u00e3o poss\u00edveis de serem rastreadas e ajudam os cientistas a contar a hist\u00f3ria terrestre.<\/p>\n<p>Um dos marcos dessa trajet\u00f3ria foi o momento em que o fundo marinho come\u00e7ou a ser povoado por pequenos animais microsc\u00f3picos, semelhantes a minhocas. Essas atividades deixaram registros preservados em rochas encontradas em diferentes partes do mundo, como na Nam\u00edbia, na China, na Espanha, no Paraguai, na Bol\u00edvia e no Brasil. Em territ\u00f3rio brasileiro, os principais testemunhos desse per\u00edodo est\u00e3o concentrados em duas regi\u00f5es: uma associada ao Grupo Bambu\u00ed, que se estende por Minas Gerais e parte da Bahia, e outra nas proximidades de Corumb\u00e1, no Mato Grosso do Sul. Apesar de estarem presentes em v\u00e1rios pa\u00edses ao redor do globo, essas rochas que guardam ind\u00edcios dos primeiros organismos complexos do planeta, s\u00e3o bastante raras e dif\u00edceis de serem estudadas.<\/p>\n<p>At\u00e9 ent\u00e3o, acreditava-se que o registro da atividade destes animais no fundo oce\u00e2nico teria ocorrido cerca de 540 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s. Entretanto, um grupo de pesquisadores liderados por Bruno Becker-Kerber, da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, e que contou com a colabora\u00e7\u00e3o do pesquisador da Unesp, Lucas Warren, realizou novas an\u00e1lises do material brasileiro e identificou que, o que antes se acreditava ser evid\u00eancias de organismos complexos, na verdade s\u00e3o aglomerados de bact\u00e9rias e macroalgas \u2013 seres muito mais simples e que j\u00e1 povoavam esses terrenos h\u00e1 milh\u00f5es de anos. Para isso, o grupo aplicou um conjunto de novas t\u00e9cnicas e tecnologias anal\u00edticas, boa parte delas ligadas ao acelerados de part\u00edculas Sirius. Os resultados foram publicados no artigo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S1342937X26000420\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener nofollow\">Proposed Ediacaran meiofaunal burrows from Brazil are pyritized algal\/ microbial consortia<\/a>, na revista cient\u00edfica Gondwana Research.<\/p>\n<p>Essa revis\u00e3o pode repaginar nosso entendimento sobre a evolu\u00e7\u00e3o da vida na Terra. Isso porque o povoamento dos mares \u00e9 um dos marcos que definem a transi\u00e7\u00e3o entre dois per\u00edodos geol\u00f3gicos: o Pr\u00e9-Cambriano e o Cambriano. \u201cO per\u00edodo em que o fundo dos oceanos come\u00e7a a ser explorado pelos organismos que est\u00e3o surgindo \u00e9 o marco que define a passagem do Pr\u00e9-Cambriano para o Cambriano. Ent\u00e3o, entender o momento dessa coloniza\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d, afirma Warren, docente do Instituto de Geoci\u00eancias e Ci\u00eancias Exatas da Unesp, no c\u00e2mpus de Rio Claro.<\/p>\n<p>Quanto do fundo do oceano j\u00e1 vimos? Muito menos do que voc\u00ea imagina<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p><strong>Caracterizando f\u00f3sseis de milh\u00f5es de anos<\/strong><\/p>\n<p>Uma das principais dificuldades enfrentadas pelos paleont\u00f3logos \u00e9 a aus\u00eancia de material gen\u00e9tico preservado. Sem vest\u00edgios de DNA que possam revelar detalhes sobre os f\u00f3sseis \u2014 informa\u00e7\u00f5es que muitas vezes seriam decisivas para identificar uma esp\u00e9cie \u2014, os pesquisadores precisam recorrer principalmente \u00e0 morfologia, ou seja, \u00e0 an\u00e1lise da forma e da estrutura dos organismos fossilizados.<\/p>\n<p>Durante muito tempo, esse trabalho foi realizado de maneira predominantemente manual, com base na observa\u00e7\u00e3o minuciosa e na compara\u00e7\u00e3o entre caracter\u00edsticas anat\u00f4micas. Com o aux\u00edlio de lupas e microsc\u00f3pios, os cientistas descrevem o maior n\u00famero poss\u00edvel de detalhes dos f\u00f3sseis, como tamanho, largura, densidade, formato e outras caracter\u00edsticas morfol\u00f3gicas. Esses registros servem como refer\u00eancia para que pesquisadores em diferentes partes do mundo possam comparar novos achados e estabelecer rela\u00e7\u00f5es de parentesco entre os organismos fossilizados, al\u00e9m de identificar se pertencem a esp\u00e9cies j\u00e1 conhecidas ou a esp\u00e9cies ainda n\u00e3o descritas.<\/p>\n<p>Foi nesse trabalho de compara\u00e7\u00e3o que o grupo encabe\u00e7ado por Becker-Kerber come\u00e7ou a reavaliar um conjunto de amostras de f\u00f3sseis que havia sido inicialmente descrito em 2017, e que indicavam a presen\u00e7a dos primeiros animais a povoar o fundo marinho. As rochas sedimentares encontradas em Corumb\u00e1 apresentavam trajetos ondulados, o que, na \u00e9poca, foi interpretado como evid\u00eancias de trilhas produzidas pela passagem de invertebrados. \u201cEsse processo se chama bioturba\u00e7\u00e3o\u201d, explica Warren, \u201cisso ocorre quando o registro nas rochas n\u00e3o \u00e9 necessariamente do f\u00f3ssil do organismo, mas da evid\u00eancia de que o animal esteve ali. At\u00e9 ent\u00e3o acreditava-se que esses organismos primitivos teriam povoado o sedimento das rochas encontradas em Corumb\u00e1 e teriam colonizado o fundo marinho\u201d, completa.<\/p>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumb\u00e1, em Mato Grosso do Sul, formadas h\u00e1 cerca de 544 milh\u00f5es de anos, no per\u00edodo Ediacarano.\" class=\"wp-image-517953 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1007-Jornal-Unesp_colonizacao-oceano_site2.jpg\" border=\"0\" title=\"1007-Jornal-Unesp_colonizac\u0327a\u0303o-oceano_site2\" width=\"1024\" height=\"682\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Bruno Becker-Kerber \/ Harvard University via Jornal da Unesp\" data-image-caption=\"Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumb\u00e1, em Mato Grosso do Sul, formadas h\u00e1 cerca de 544 milh\u00f5es de anos, no per\u00edodo Ediacarano. \" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n     Filamentos fossilizados preservados em rochas do Grupo Corumb\u00e1, em Mato Grosso do Sul, formadas h\u00e1 cerca de 544 milh\u00f5es de anos, no per\u00edodo Ediacarano. (Bruno Becker-Kerber \/ Harvard University via Jornal da Unesp\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>No entanto, a equipe percebeu que algumas das caracter\u00edsticas presentes nos f\u00f3sseis n\u00e3o correspondiam \u00e0s dos animais que se acreditava terem deixado aqueles vest\u00edgios. Algumas das diferen\u00e7as que mais chamaram a aten\u00e7\u00e3o foram a preserva\u00e7\u00e3o de estruturas celulares, grandes varia\u00e7\u00f5es no di\u00e2metro dos filamentos e a aus\u00eancia de marcas t\u00edpicas de escava\u00e7\u00e3o ou de preenchimento por sedimentos. Em conjunto, essas evid\u00eancias indicavam que os f\u00f3sseis n\u00e3o eram t\u00faneis produzidos por pequenos animais, mas sim os pr\u00f3prios corpos de organismos filamentosos fossilizados.<\/p>\n<p>Com base na espessura dos filamentos, no formato das c\u00e9lulas e na aus\u00eancia de estruturas caracter\u00edsticas de animais complexos, os pesquisadores conclu\u00edram que aqueles organismos correspondiam a uma comunidade de microrganismos filamentosos, formada principalmente por cianobact\u00e9rias e algas. Os exemplares mais finos eram compat\u00edveis com cianobact\u00e9rias semelhantes \u00e0s do g\u00eanero\u00a0Oscillatoria, enquanto os maiores provavelmente pertenciam a algas ou a bact\u00e9rias filamentosas. \u201cE isso, em si, n\u00e3o \u00e9 uma novidade para a hist\u00f3ria da Terra porque as cianobact\u00e9rias habitavam o oceano h\u00e1 3,5 bilh\u00f5es de anos antes destas supostas evid\u00eancias de trilhas f\u00f3sseis\u201d, diz Warren.<\/p>\n<p><strong>Tecnologia e ci\u00eancia avan\u00e7am juntas<\/strong><\/p>\n<p>Esse trabalho foi poss\u00edvel porque, al\u00e9m do uso do costumeiro microsc\u00f3pio, hoje pesquisadores contam com tecnologias avan\u00e7adas para auxiliar na caracteriza\u00e7\u00e3o morfol\u00f3gica dos achados. Para a pesquisa, o grupo combinou t\u00e9cnicas como microtomografia, que permite a reconstru\u00e7\u00e3o tridimensional do f\u00f3ssil e a visualiza\u00e7\u00e3o de suas estruturas internas sem a necessidade de destrui\u00e7\u00e3o da amostra; l\u00e2minas petrogr\u00e1ficas, obtidas a partir de cortes extremamente finos do material, possibilitando a an\u00e1lise microsc\u00f3pica de sua composi\u00e7\u00e3o e de poss\u00edveis estruturas preservadas em n\u00edvel celular ou de tecido; e microscopia eletr\u00f4nica de varredura, que fornece imagens de alt\u00edssima resolu\u00e7\u00e3o da superf\u00edcie do f\u00f3ssil, evidenciando detalhes morfol\u00f3gicos minuciosos, como texturas, poros e ornamenta\u00e7\u00f5es n\u00e3o vis\u00edveis por microscopia \u00f3ptica convencional.<\/p>\n<p>As t\u00e9cnicas de microtomografia foram realizadas na linha de luz Mogno, do Sirius, acelerador de part\u00edculas instalado no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP). O equipamento produz a chamada luz s\u00edncrotron, um feixe de radia\u00e7\u00e3o extremamente intenso que funciona como um raio X de alt\u00edssima precis\u00e3o. Com ela, os pesquisadores conseguem visualizar o interior dos f\u00f3sseis em tr\u00eas dimens\u00f5es e identificar estruturas microsc\u00f3picas sem a necessidade de quebrar ou danificar as amostras. Foi por meio dessa t\u00e9cnica que a equipe conseguiu identificar paredes celulares preservadas e a organiza\u00e7\u00e3o interna dos filamentos, evidenciando que aquelas estruturas correspondiam aos corpos de microrganismos fossilizados, e n\u00e3o a t\u00faneis escavados por pequenos animais. A an\u00e1lise tamb\u00e9m empregou uma modalidade conhecida como\u00a0zoom tomography, que possibilitou ampliar regi\u00f5es espec\u00edficas dos f\u00f3sseis com resolu\u00e7\u00e3o ainda maior.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>    <img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" alt=\"Cadeia de estruturas microsc\u00f3picas verde-lim\u00e3o e azul-turquesa, com textura irregular e granulada, dispostas em formato de S sobre fundo preto. Uma barra de escala branca no canto inferior direito indica 200 \u00b5m\" class=\"wp-image-517954 size-full\" src=\"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-content\/uploads\/2026\/07\/1007-Jornal-Unesp_colonizacao-oceano_site3.jpg\" border=\"0\" title=\"1007-Jornal-Unesp_colonizac\u0327a\u0303o-oceano_site3\" width=\"1024\" height=\"682\" data-restrict=\"false\" data-portal-copyright=\"Bruno Becker-Kerber \/ Harvard University via Jornal da Unesp\" data-image-caption=\"\" data-image-title=\"\" data-image-source=\"Reprodu\u00e7\u00e3o\"\/><br \/>\n     Imagem obtida por meio da t\u00e9cnica de zoom tomography, que permite visualizar f\u00f3sseis em detalhes com resolu\u00e7\u00e3o de at\u00e9 20 micr\u00f4metros (0,002 cm). (Bruno Becker-Kerber \/ Harvard University via Jornal da Unesp\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>Outro diferencial da pesquisa foi a data\u00e7\u00e3o das rochas que continham os f\u00f3sseis. Essas rochas pertencem ao grupo das rochas sedimentares, formadas pela acumula\u00e7\u00e3o e posterior compacta\u00e7\u00e3o de fragmentos de outras rochas, minerais e restos de organismos. Por conta disso, apesar de serem relativamente comuns, sua data\u00e7\u00e3o \u00e9 bastante complexa, j\u00e1 que, em muitos casos, o material analisado n\u00e3o indica a idade da rocha sedimentar em si, mas a das rochas que deram origem a ela.<\/p>\n<p>\u201cNo trabalho n\u00f3s conseguimos datar esse material em um n\u00edvel de cinza vulc\u00e2nica\u201d, comenta Warren. \u201cOu seja, quando as rochas estavam se formando, h\u00e1 550 milh\u00f5es de anos, algum vulc\u00e3o explodiu e depositou minerais poss\u00edveis de datar junto delas\u201d, conta o professor.<\/p>\n<p>Segundo o pesquisador, esse desdobramento \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o de sorte, por encontrar um material que pudesse ser analisado nesse detalhe, combinada com conhecimento para saber o tipo de f\u00f3ssil que eles tinham em m\u00e3os. \u201cQuando voc\u00ea encontra uma situa\u00e7\u00e3o como essa, com um n\u00edvel de cinza vulc\u00e2nica, concomitantemente \u00e0 \u00e9poca em que o fundo marinho estava se desenvolvendo, \u00e9 uma sorte muito grande e \u00e9 tamb\u00e9m saber procurar essas coisas\u201d, diz.<\/p>\n<p>Essas rochas foram datadas em 544 milh\u00f5es de anos, \u00e9poca em que j\u00e1 existia uma s\u00e9rie de microrganismos simples habitando o fundo marinho. \u201cEssa regi\u00e3o j\u00e1 havia sido habitada por diferentes gera\u00e7\u00f5es de organismos, algumas inclusive que foram extintas. Mas nessa \u00e9poca ainda n\u00e3o existia uma \u2018bagun\u00e7a\u2019 no fundo marinho, com a presen\u00e7a de animais complexos colonizando, andando, comendo e vivendo nesse ambiente\u201d, aponta Warren.<\/p>\n<p>    Continua ap\u00f3s a publicidade<\/p>\n<p>O pesquisador lembra que esse \u00e9 o processo cl\u00e1ssico do desenvolvimento cient\u00edfico: hip\u00f3teses s\u00e3o formuladas a partir das evid\u00eancias dispon\u00edveis e, \u00e0 medida que novas tecnologias surgem e novos dados s\u00e3o incorporados, interpreta\u00e7\u00f5es antes aceitas podem ser revistas. \u201cEsse trabalho tem essa gra\u00e7a. \u00c9 uma pesquisa que ajuda a eliminar parte do ru\u00eddo em torno de interpreta\u00e7\u00f5es que acabam se consolidando por algum tempo e, ao mesmo tempo, oferece novos crit\u00e9rios para que outros pesquisadores avaliem materiais semelhantes que venham a encontrar\u201d, conclui.<\/p>\n<p>AS MAIS LIDAS DA SEMANA<\/p>\n<p>\n                            Toda sexta, uma sele\u00e7\u00e3o das reportagens que mais bombaram no site da Super ao longo da semana.<br \/>\n                                <strong><br \/>\n                                    Inscreva-se aqui<br \/>\n                                <\/strong><\/p>\n<p>                            Cadastro efetuado com sucesso!<\/p>\n<p>Voc\u00ea receber\u00e1 nossas newsletters pela manh\u00e3 de segunda a sexta-feira.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As maiores mudan\u00e7as que nosso planeta j\u00e1 passou ocorreram cerca de 580 milh\u00f5es de anos atr\u00e1s, durante um&hellip;\n","protected":false},"author":2,"featured_media":447929,"comment_status":"","ping_status":"","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":"","_share_on_mastodon":"0"},"categories":[84],"tags":[109,107,108,5407,9420,6760,6951,32,33,105,103,104,106,110],"class_list":["post-447928","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","category-ciencia-e-tecnologia","tag-ciencia","tag-ciencia-e-tecnologia","tag-cienciaetecnologia","tag-evolucao","tag-fossil","tag-oceano","tag-paleontologia","tag-portugal","tag-pt","tag-science","tag-science-and-technology","tag-scienceandtechnology","tag-technology","tag-tecnologia"],"share_on_mastodon":{"url":"https:\/\/pubeurope.com\/@pt\/116908670035206270","error":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/447928","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=447928"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/447928\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media\/447929"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=447928"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=447928"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.europesays.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=447928"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}